Nascida e criada em uma favela carioca, filha de uma lavadeira, casou-se aos 12 anos e aos 13 já era mãe. Por essa época participou do programa de calouros de Ary Barroso, em que ganhou a nota máxima. No final da década de 50 foi em turnê com Mercedes Batista para a Argentina, onde passou um ano. Seu primeiro sucesso veio com o compacto "Se Acaso Você Chegasse" (Lupicínio Rodrigues/ F. Martins), onde introduzia um "scat" "à la" Louis Armstrong, injetando uma jazzificação no samba divergente da bossa nova. Em seguida mudou-se para São Paulo, onde passou a se apresentar em teatros e casas noturnas, fazendo sucesso com a voz rouca que sempre a caracterizou. Depois de gravar seu 2º disco, "Bossa Negra", viajou para o Chile em 1962 como representante do Brasil na Copa do Mundo. Foi então que conheceu o jogador Mané Garrincha, seu futuro marido. Alguns sucessos ainda da década de 60 foram "Sambou, Sambou" (J. Melo/ J. Donato), "Mulata Assanhada" (Ataulfo Alves), "Devagar com a Louça" (Haroldo Barbosa/ Luiz Reis), entre outras. Em 1970, numa viagem à Itália, gravou "Que Maravilha" (Jorge Ben) e "Máscara Negra" (Zé Kéti). Também ficaram populares suas interpretações de "Maria-vai-com-as-outras" (Vinicius/ Toquinho) e "Saltei de Banda" (Zé Rodrix/ Luiz C. Sá). Com seu estilo despachado e exagerado, conquistou platéias no Brasil e no mundo, passando temporadas nos Estados Unidos e Europa. Nos anos 70, fez sucesso com "Salve a Mocidade" e "Malandro", quando lançou Jorge Aragão. Nos anos 80, quase afastou-se da carreira até que Caetano Veloso a convidou para gravar "Língua" (Caetano Veloso) em dueto com ele. Depois disso, gravou mais dois LPs, em 85 e 88. Passou uma temporada nos Estados Unidos e em meados dos anos 90 voltou com forçca total atuando em diversos shows, especialmente no Rio de Janeiro. Lançou, finalmente, mais dois CDs: "Trajetória" (97) e "Carioca da Gema (Ao Vivo)" (99). No ano 2000, ganhou o prêmio de "Cantora do Milênio", conferido pela BBC de Londres, e naquela cidade apresentou-se num show ao lado de Gal Costa, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Virgínia Rodrigues. No mesmo ano, estreou um show de canções de vanguarda no Teatro Glória, no Rio, dirigida por José Miguel Wisnik. Em 1997 lançou sua biografia, "Cantando para Não Enlouquecer", escrita por José Louzeiro.
A renascença que a carreira de Elza Soares vem experimentando há cerca de dois anos - e que teve como ponto alto a aclamação geral do álbum Do Cóccix até o Pescoço, de 2002 - acaba de ficar mais completa. Chega às lojas Negra (EMI), caixa de 12 CDs que reúne nada menos que 22 dos álbuns que Elza gravou entre 1960 e 1988 (mais um disco-bônus de raridades). A chance de (re)encontrar a trajetória muito peculiar da cantora é única; pode-se entender, afinal, o papel nem sempre reconhecido de Elza na construção de pontes entre gêneros e etnias de nossa música popular. O que, na prática, também representa um resumo da evolução e das mudanças da música negra brasileira ao longo do mesmo período.
A compilação e coordenação do projeto coube, uma vez mais, ao pesquisador carioca Marcelo Fróes, que escarafunchou os catálogos da antiga gravadora Odeon (a primeira a contratar a cantora - aos 23 anos - em 1960) em busca da discografia de Elza. Os 22 discos originais incluidos na caixa, em esquema "2 LPs = 1 CD", representam praticamente toda a discografia solo de Elza no período entre 60 e 88; apenas os discos Negra Elza, Elza Negra, de 1981, que saiu pela CBS, e Somos Todos Iguais, lançado em 1986 pela Som Livre, ficaram de fora. À esta altura, todos os discos, nunca antes lançados em CD (à exceção de Elza, Miltinho & Samba, de 1967), estavam há anos fora de catálogo. O tratamento gráfico e a qualidade sonora, como de costume em lançamentos desse gabarito, são de alto nível, restaurando a arte original dos LPs e incluindo textos com detalhes das gravações e contextos históricos. Resta saber se a EMI pretende pôr os títulos também individualmente nas lojas; não é todo o fã da cantora que dispõe dos R$ 170 (preço sugerido, média de R$ 14 por disco) para entregar pelo box.
Basta olhar para a arte da contracapa de Negra para se entender as mudanças na carreira de Elza, nos 60 e 70. Os dois primeiros volumes, que trazem respectivamente os discos Se Acaso Você Chegasse/A Bossa Negra (ambos de 1960) e O Samba É Elza Soares (1961)/Sambossa (1963), sugerem uma intérprete mais comportada visualmente, mas um tanto contraditória em termos de influências. O canto era influenciado pelas intérpretes da era clássica do rádio, como Aracy de Almeida (fato reconhecido pela própria Elza), mas os arranjos já incorporavam as novidades da bossa nova e do samba-jazz. Enquanto seguia deixando a bossa para trás e ajudava a consolidar o sambalanço (derivação do samba-jazz com muito mais ênfase no suingue), Elza começava a afirmar sua própria linguagem. Gravava tanto Orlandivo quanto Ataulfo Alves, congregando diferentes gerações de sambistas; ao mesmo tempo, libertava-se da herança do samba-canção e começava a rasgar mais a voz rouca. São deste período os volumes 3 (Na Roda De Samba/Um Show de Elza) e 4 (Com a Bola Branca/O Máximo em Samba), lançados entre 1964 e 1967.
Nos anos seguintes, a cantora desenvolveu fértil parceria com Miltinho, gravando três discos com o sambista (os três volumes da série Elza, Miltinho & Samba, respectivamente lançados em 67, 68 e 69. O duo aprofundou a batucada, submetendo ao suingue desde Noel Rosa a Gilberto Gil. No mesmo período, a cantora ainda teve fôlego para lançar o hoje clássico Elza Soares - Baterista: Wilson das Neves (1968), verdadeiro show de sambalanço (e bota balanço nisso); e o aparentemente "exótico" (a começar pela capa, que trazia a cantora travestida de baiana de escola de samba) Elza, Carnaval & Samba (1969), só com sambas-enredo do Carnaval carioca. Há então uma ruptura no curso natural de Elza, com a mal-explicada expulsão da cantora do País por obra do governo militar (passa de 1970 a 1972 na Itália), que ainda assim consegue lançar mais um trabalho marcante: Sambas e Mais Sambas, com a famosa regravação de Tributo a Martin Luther King, de Wilson Simonal (1970).
Na volta ao Brasil, Elza torna-se ainda mais independente, lançando no mesmo ano Elza Pede Passagem e Sangue, Suor e Raça (com Roberto Ribeiro). Aí a cantora já caía no black power radical, infestando de soul e funk os sambas que entoava. Não por acaso, é quando desliga-se da Odeon temporariamente e vai parar na indie Tapecar, por onde solta Elza Soares (1974) e Nos Braços do Samba (1975). A ousadia conceitual e a briga com a Odeon (ela voltaria em 1977, com Pilão + Raça = Elza) foram prejudiciais à trajetória profissional da cantora. As eternas complicações pessoais e as oscilações do mercado foram espantando Elza das rádios e casas noturnas de prestígio. Depois do último trabalho pela Odeon, em 77, ela só gravaria mais dois álbuns (justamente os dois não incluídos na caixa) até retornar onze anos depois, com o sintomaticamente intitulado Voltei (1988). Até aí, já haviam morrido o grande amor, Garrincha, e o filho, Garrinchinha, e o ostracismo batia forte à porta, em plena década de ascenção do pop-rock (e, ironicamente, a partir de 1986, do pagode). Após Voltei, Elza só gravaria novamente em 1997. Seria o recomeço de uma história muito bem contada em Negra.
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Gente & TV
Sexta, 16 de novembro de 2007, 16h02
Ator de Hollywood diz ter pensado em suicídio após divórcio
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Reuters
Reese Witherspoon e Ryan Phillippe se separaram em outubro de 2006
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O ator Ryan Phillippe, 33 anos, afirmou à revista Man About Town que pensou em suicídio após se separar da atriz Reese Witherspoon, 31, no ano passado.
"Depois do divórcio, eu quis morrer", disse ele. "Eu realmente pensei em me matar. Eu não estava mais cuidando de mim. Acordava, chorava e vomitava", acrescentou.
Ryan Phillippe acredita que a má fase o tornou um ator melhor. "Agora é muito fácil chorar. Quando era mais jovem, não tinha muitos motivos para ficar triste. Mas, desde que virei pai, sinto que meu trabalho ficou melhor, porque minha vida é mais complicada e passei por muitos altos e baixos", afirmou.
Reese Witherspoon e Ryan Phillippe anunciaram a separação no final de outubro. Os dois foram casados por sete anos e têm dois filhos, Ava, 8, e Deacon, 4.
A atriz entrou com o pedido de divórcio após o surgimento de rumores de que ele a teria traído com a australiana Abbie Cornish. Na ocasião, ela alegou que se separou por "diferenças irreconciliáveis".
Atualmente, Reese namora o ator Jake Gyllenhaal, 26. Os dois se conheceram durante as filmagens do drama Rendition, no início do ano
PEDRO CARRILHO Colaboração para a Folha de S.Paulo, em Belém (PA)
Uma das mais antigas e respeitadas instituições cientificas da região, o museu Emílio Goeldi apresenta a vida amazônica a quem o visita. O parque do museu, área verde com árvores nativas, abriga peixe-boi, onça-pintada, pirarucu e vitória-régia, entre outros habitantes da Amazônia. Há ainda coleções de botânica, zoologia, arqueologia, etnologia e antropologia, além de um aquário.
Outro lugar em que o turista vislumbra a floresta em área urbana é o Mangal das Garças, onde é apresentado a aves e à vegetação amazônicas. Além desses cartões de visita da selva em área urbana, de Belém partem passeios para ilhas, praias e igarapés.
A ilha de Cotijuba tem 20 quilômetros de praias de água doce,algumas desertas e outras com infra-estrutura de serviços, além trilhas e florestas. Outra opção são passeios de barco por furos --comunicação natural entre dois rios-- e igarapés do rio Guamá, com direito a caminhada na floresta.
A maior ilha da região, e, de fato, a maior ilha fluviomarinha do mundo, Marajó fica a três horas de barco de Belém. Para quem tiver tempo, é um bom complemento à viagem.
Além dos búfalos, a ilha tem praias, vilas, como Soure e Salvaterra, berços do carimbó e do lundu (danças regionais), e atrações como passeios por igarapés e observação de aves.
O ator Omar Sharif ainda lamenta ter interpretado o guerrilheiro Ernesto Che Guevara no ano de 1969, em "Che!", um filme que afirma ter sido "inteiramente manipulado pela CIA (a agência de inteligência americana)" e que agora vê como o maior erro de sua vida.
"Eu exigi fazer um filme que não tivesse um tom fascista", disse Sharif, durante breve passagem pelo Cairo, onde acaba de rodar "Al Musafir" ("O Viajante"), do jovem diretor egípcio Ahmed Maher.
Michael Probst/AP
Omar Sharif disse que filme sobre Che foi manipulado pela CIA
"Em 1969, fazia apenas dois anos que Che havia sido morto nas serras bolivianas, e ainda era um herói incrível", disse Sharif.
O galã egípcio, que está prestes a completar 76 anos, lembra amargamente que seu papel como Che teve certa dignidade porque ele assim exigiu em seu contrato, "mas o Fidel Castro interpretado por Jack Palance e o filme em geral [dirigido por Richard Fleischer] resultaram em um produto fascista".
"A CIA estava por trás, queria fazer um filme que agradasse aos cubanos de Miami e eu só me dei conta disso no final", disse Sharif, contando que uma sala de cinema de Paris foi queimada por espectadores irados pela imagem negativa que o filme fazia de Che e da Revolução Cubana.
Sharif interpretou guerrilheiros, príncipes, ditadores e se diz resignado que agora só lhe oferecem "papéis de velhos", em suas palavras. Em "Al Musafir", o ator interpreta um homem de 81 anos.
Nascido de pais católicos libaneses --seu nome de nascimento era Michel--, Sharif se converteu ao Islã para se casar com a atriz Faten Hamama, de quem depois se divorciou. Agora, ele classifica a religião como "uma coisa absurda".
"Como podem nos fazer acreditar em algo tão ridículo como Adão e Eva?", perguntou Sharif.
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Publicado em 03|12 pelo(a) wiki repórter Bárbara Blanche, São Paulo-SP
O beijo de Hebe Camargo. - Foto: Internet
Gente, este mundo anda mesmo de cabeça para baixo. Me diverti muito com as asneiras ditas por Mônica Veloso no livro dela. Agora, a bola da vez é a Preta Gil. Mas, não. Ao contrário do que pensam, não foi culpa da filha cantora e dublê de atriz do cantor e dublê de ministro Gilberto Gil. É essa coisa que ela tem de atrair a atenção assim, meio sem querer.
Preta está protagonizando uma revolucionária mudança nos padrões comportamentais do País. Verdade. É um movimento que, se tomar proporções territoriais, poderá, nas décadas seguintes, ser comparado à Tropicália. Deve ser coisa de DNA. Uma loucura, de cair o queixo. Literalmente!!!
Primeiro foi o repórter Vesgo, do programa Pânico na TV, da Rede TV. Depois a apresentadora Hebe Camargo. Tudo bem que ambos têm em comum parafusos e mais parafusos a menos. Os catedráticos em psicologia diriam que o tal do Vesgo é o que se pode nominar de desequilibrado e Hebe... bom já está velhinha, né?
Na última semana de novembro, durante o 2º Prêmio Extra de Televisão, Vesgo lançou a moda: lascou um beijo nos peitos de Preta Gil. Na ocasião, as pessoas ficaram meio sem saber o que dizer. Se riam ou davam um bofete na orelha do atrevido, que já tinha garantido um selinho da moça.
Dois dias depois, foi a vez de Hebe Camargo, famosa beijoqueira, dar um selinho na colega (Preta está no elenco da novela Caminhos do Coração, da Rede Record ). Não contente, a loira aproveitou e mandou ver. Agarrou os peitcholos de Preta e carimbou uma beijoca daquelas, de boca cheia. Era o lançamento do livro de Alex Lerner, Por Trás Da Fama – O Que Eles Pensam, no Rio de Janeiro. E jsutamente esta é a pergunta que fica no ar: "O que será que passou na cabeça desta ilustre apresentadora, que a levou a um gesto tão, tão...afetuoso assim?"
Claro que todo mundo caiu na gargalhada. Afinal de contas, senil ou não, era Hebe Camargo. Vai eu lá, agarrar os peitos da Preta Gil e grudar os beiços. Vou ganhar um bofete no meio do fucinho. Sei não, mas de uns tempos pra cá esta dona Hebe tem me lembrado tanto a centenária Dercy Gonçalves... Será que é porque as duas são loiras???? Hummmm....
Há um tempo atrás, Preta Gil fez uma feliz declaração: que tinha e sabia usar muito bem um certo “poder entre as pernas”. Teve até matéria aqui no BrasilWiki. Foi uma loucura. Na ocasião, eu concordei com Preta. Acho mesmo que essa mulher tem algo de “especial” entre as pernas. E, mais. Acho, como diz um amigo meu, que deve ter uma pomba gira de frente. Bom, na verdade, acredito mesmo que ela deve ter uma de frente e várias outras... na frente, atrás, de um lado, do outro....
Essa mulher é uma coisa. Merecia uma daquelas pesquisas fantásticas que os americanos e ingleses gastam rios de dinheiro e passam anos e anos fazendo. Não estou querendo dizer que Preta Gil faz o tipo galinha. Não, nunca achei mesmo. Para ela, simplesmente as coisas acontecem. Alguém já viu o bofe – um estudante de jornalismo, cheirando a leite Ninho – que anda com estrelinhas nos olhos, borboletas no estômago e todo gut gut ao lado dela? É seu novo n-a-m-o-r-a-d-o. Isso mesmo. Porque a mulher só atrai material de primeira. Dava o meu dedinho para ver esse tal “poder” da Preta. Não é inveja (antes que venham falar), é pesquisa comportamental mesmo.
Bom, agora que a moda está lançada entre os famosos, vamos beijar peitos. Amanhã, quando chegar no trabalho, ao invés de dar um beijinho no rosto da colega de trabalho, encha a mão, junte os dois peitos dela, e lasca os beiços lá. Beijinho de migucho!!!
RIO DE JANEIRO - O presidente da escola de samba carioca Estação Primeira de Mangueira, Percival Pires, renunciou ao cargo na manhã desta quinta-feira. Segundo a assessoria da agremiação, a decisão foi tomada por motivos pessoais. O ex-presidente também afirmou que queria preservar a imagem da escola, devido à polêmica que associou seu nome ao de Fernandinho Beira-Mar. Em outubro, ele participou da festa que comemorava o casamento do traficante com Jacqueline e entregou uma placa homenageando o casal.
Percival já havia declarado, na semana passada, que é amigo de Jacqueline, freqüentadora da escola, e, por isso, fez a homenagem. Ele garantiu que não tem nenhum tipo de envolvimento com Beira-Mar e que não sabia que a estudante de direito pudesse ter ligação com o tráfico. Ela foi presa no último dia 22, na Operação Fênix da Polícia Federal, acusada de participar dos negócios do marido.
Ao renunciar, Percval que não queria prejudicar a imagem da escola, que não tem nada a ver com uma atitude individual dele.
A vice-presidente, Eli Gonçalves, conhecida como Chininha, vai assumir a presidência da agremiação. Ela é neta de Saturnino Gonçalves, fundador e primeiro presidente da Mangueira, e filha de Dona Neuma, que foi da velha guarda da escola.