politica&teatro
   A vida é Sonho!

Como Calderón, sonho muito sim, quero fazer do sonho a realidade, mesmo que não seja possível, e em geral muita coisa não é! Já fica a trajetória como história de vida construída, O Blog essa invenção de diário eletrônico é genial, pode perpetuar as idéias, os trabalhos acadêmicos, a história das famílias, bem como as fotos mais importantes, os momentos históricos e isso tudo disponível para quem queira ver. Viva a tecnologia! Bem estava falando de sonhos, estou ouvindo músicas que me lembram os negros,a África, ou mesmo os negros caribenhos. Ainda não conseguimos levar o desenvolvimento global a esse maravilhoso continente! O Vaticano preferiu o Alemão ao Negro. Mas se continuarmos sonhando e acreditando em nossos sonhos quem sabe mais negros norte-americanos chegam ao poder com a sensibilidade de ajudar seus descendentes da África, mas Chavez se espanhem pela defesa da América Latina. A vida é sonho sim! e as idéias bem plantadas podem transformar esses sonhos em realidade! Ainda que não transforme fica para a humanidade a herança das idéias e do trajeto caminhado.

Escrito por christian theodore às 16h45
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   E na Bolívia II

Assembléia Segundo o jornal boliviano "La Razón", o pedido pela formação de uma Assembléia Constituinte remonta de 1990, quando indígenas fizeram vários protestos por "dignidade, terra e território". A criação da assembléia --garantida na Constituição boliviana a partir da última reforma, promovida pelo presidente Carlos Mesa em 2004-- tem por objetivo promover uma reforma constitucional, e só pode ser convocada por meio de uma Lei Especial Convocatória. Desde o início de seu mandato, em outubro de 2003, Mesa se comprometeu em convocar uma assembléia, de acordo com o "La Razón". O processo envolve dois órgãos: o poder Executivo, que criou a Unidade de Coordenação para a Assembléia Constituinte (UCAC) e o Legislativo, que criou a Comissão Especial do Congresso para a Reforma da Carta Magna (CECAC). Em 2004, a UCAC realizou 82 eventos envolvendo vários órgãos da sociedade para discutir quais propostas deveriam ser levadas a assembléia. Os encontros abordaram temas como a distribuição de terras, benefícios para municípios e povos indígenas, meio ambiente, melhor aproveitamento de benefícios e recursos naturais, inclusão da mulher nas políticas públicas e transformação dos Departamentos em regiões autônomas. Contribuição Folha on line

Escrito por christian theodore às 15h46
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   E na Bolívia...

28/05/2005 - 15h27 Camponeses estão a "um passo" de governo na Bolívia, diz opositor Publicidade da France Presse, em La Paz da Folha Online O líder opositor Evo Morales disse neste sábado que os camponeses estão "a um passo" do Palácio do Governo na Bolívia, após a profunda crise política que se abate sobre o país. Morales também destacou que a possível tomada de poder pelos camponeses seria algo "histórico" para a Bolívia. "Um governo camponês seria algo histórico: meus avós apenas podiam sair às ruas e caminhar pela cidade. Hoje já formamos parte do Parlamento e estamos a um passo do governo", afirmou, em declarações ao jornal argentino "La Nación". Morales, que é líder dos cocaleros [produtores de coca] e dirigente do partido MAS (Movimento ao Socialismo), afirmou que "defende uma saída institucional" ao país, e que "o tempo" do presidente Carlos Mesa terminou. "Temos de fundar uma nova República e não há outra forma de fazê-lo se não com uma Assembléia Constituinte", acrescentou. Mesa O presidente da Bolívia, Carlos Mesa, deve permanecer no poder até o final do seu mandato, previsto para agosto de 2007, afirmou neste sábado o ministro da Presidência boliviana, José Galindo, em resposta às declarações feitas por empresários do Departamento de Santa Cruz, que sugeriram a Mesa que "saísse de cena", e convocasse eleições antecipadas. O presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Santa Cruz (Cainco), Gabriel Dabdoub, disse ontem que "se ele [Mesa] não pode ou não quer governar", deve "permitir aos cidadãos que definam seu futuro mediante a democracia e o voto universal". A posição dos empresários de Santa Cruz --o maior pólo econômico da Bolívia-- se tornou uma das mais fortes críticas ao governo de Mesa, que assumiu a Presidência do país há 20 meses, substituindo Gonzalo Sánchez de Lozada, que pediu sua renúncia.

Escrito por christian theodore às 15h46
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   Porque os policiais não foram chamados

O provável envolvimento de funcionários do Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe) com as fraudes em concursos públicos já fragiliza a imagem da instituição. Temendo que a segurança de seus concursos fique prejudicada, a Secretaria de Fazenda do Amazonas e a Companhia Docas do Espírito Santo cancelaram seus contratos com o órgão. Os dois contratos ainda estavam em fase de fechamento. Outros cinco concursos estão suspensos (veja quadro). Ontem, o Cespe funcionou normalmente. Segundo a Assessoria de Imprensa, nenhum contrato foi firmado desde o início da crise. Cerca de 50 contratos estão em andamento. Assim como o Cespe, a UnB adotou a estratégia de não comentar o assunto com a imprensa. O objetivo, alegam, é não prejudicar o andamento das investigações e aguardar o avanço do processo antes de dar mais declarações. A realização de concursos pelo Cespe é a principal fonte de captação de recursos da universidade. Só no ano passado, cem concursos foram promovidos pelo órgão, que é a maior instituição do gênero em todo o País. tribunalO Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) quer que a Polícia Civil responda, dentro do prazo de 30 dias, por que 140 candidatos aprovados no concurso para o cargo de Agente Penitenciário da Carreira da Polícia Civil, realizado antes do ano de 2002, ainda não foram convocados para assumir os cargos. De acordo com a Assessoria de Comunicação do órgão, esses candidatos entraram com uma ação na Justiça para fazer a segunda etapa, que seria o curso de formação de agentes. "Eles teriam conseguido alcançar a média de pontos necessária para aprovação no concurso, mas não foram convocados para fazer o curso de formação", disse o assessor de imprensa do TCDF, Andrade Júnior. Com uma liminar, concedida em outubro de 2002, os candidatos tiveram o direito de fazer o curso de formação. Porém, de acordo com o TCDF, até hoje ninguém foi convocado para assumir o cargo. Agora, o tribunal quer que a Polícia Civil aponte qual a situação jurídica dos aprovados no concurso e por que eles não foram chamados, se há a carência de profissionais no setor.

Escrito por christian theodore às 13h25
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   Roriz mais próximo da esquerda

Roriz recebe convite para visitar Cuba -------------------------------------------------------------------------------- O governador Joaquim Roriz visitará Cuba, a convite do presidente da ilha comunista, Fidel Castro. A viagem está marcada para o dia 12 de novembro, encerrando-se no dia 14, período em que ocorrerão atividades pelo aniversário da capital Havana, comemorado dia 16 de novembro. A cidade completará 486 anos. O convite foi feito pelo governo cubano por meio de uma carta entregue à vice-governadora Maria de Lourdes Abadia, na Alemanha, onde ela esteve para receber o prêmio Metropolis Awards 2005, referente à Samambaia, por ser um modelo de assentamento populacional. O governador e a vice foram nesta semana à QR 211, na praça em frente aos conjuntos 2, 3, 4 e 5, de Samambaia, para fazer a entrega do prêmio e anunciar novas obras na cidade. No ano passado, cerca de 1.200 personalidades e convidados cubanos e estrangeiros participaram das festividades pelo aniversário da fundação de Havana. Paralelamente, aconteceu o 12º Encontro Internacional pela Cooperação e a Solidariedade das Prefeituras com Havana, com 560 delegados de mais de 30 países. A programação do governador em Cuba deve incluir visitas aos municípios da capital, para mostrar o andamento dos programas atuais de saúde, educação, cultura e esporte. --------------------------------------------------------------------------------

Escrito por christian theodore às 13h21
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   Salve a ingenuidade!

o que seria de nós, como o Jabor diz se não fôssemos ingênuos, e não quisessemos tornar nossos sonhos realidade. Se bem que muita coisa não aconteceu como deveria. A democracia decepcionou ao inveredar para o aumento da corrupção. Nós artistas da UnB, tivemos um baque ao saber que não conseguiríamos vencer o sistema e que não havia nenhuma política de amparo ao jovem artista em Brasília. Eu virei professor para sobreviver e hoje tenho na educação uma das principais reflexões políticas minhas. Muitos ficaram com sub-empregos. Vivemos uma época de hegemonia arbitrária de um país que sempre pregou a liberdade! Ainda assim tenho a esperança ingênua em acreditar que meus filhos terão um mundo melhor. Mais justo, menos corrupto, menos belicoso, menos insensível, tenho que ser ingênuo e acreditar nisso para não congelar, para não ser um robô a servir o império e suas idéias, a TV Globo, tenho que acreditar que os jovens irão encotrar suas novas ideologias, seus novos quereres e que não seja apenas um tênis novo, uma buceta nova a cada fim de semana! Que a América Latina irá se consolidar no mundo! Como sonha e faz Hugo Chavez.

Escrito por christian theodore às 13h08
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   jabor e a ingenuidade

Foi nessa época que me cansei da política, achei chato aquela história de tanto bandido no poder. Resolvi ir para a faculdade de Artes Cênicas, fiz outro vestibular, passei e deixei Ciência Política no meio do curso. Havia sentido falta da arte, não estava mais tocando piano, que aprendi na Escola de Música e com a professora Neusa França. Fui e me esbaldei. Hoje sou Bacharel em Artes Cênicas, com várias peças montadas, e agora tenho licenciatura e sou professor de artes há 5 anos. Já estou achando um saco, essa vida de tantas adversidades para os professores e com essa politiquinha para a educação no DF.

Escrito por christian theodore às 12h47
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   Jabor e a nossa ingenuidade

Já era a época do Collor eleito, as redes de tv todas puxando o seu saco, lembro-me até da Marília Gabriela, da Marília Pera, da Cláudia Raia que dizem, na época teve caso com algum dos irmãos Collor, além da Teresa Raquel, que depois que teve seu marido no governo caiu no fosso! Teve ainda a Pepita Rodrigues, que dizem que saiu com algum daqueles também! Era uma época do auge da corrupção do país instalado no Planalto. O Roberto Marinho ia muito bem, até que o bom moço eleito por uma aliança de direita e grupo internacionais, havia se cansado de ser apenas um boneco. Tinha resolvido seguir suas próprias pernas, fazer um governo mais progressista capaz de ficar na história, esse era o seu real desejo. Foi nessa época que se aproximou de Brizola, e aceitou espanhar os Cieps pelo Brasil. Mas não há como negar que ele havia sido eleito dentro de uma estrutura muito corrupta e muitas vezes criminosa, tendo como exemplo o PC e todos aqueles assassinatos acontecidos. Caiu por ter pés de barro, já tinha cumprido sua missão paradireita no Brasil e para os Estados Unidos. Tinha tirado do poder Brizola ou Lula. Não servia mais!

Escrito por christian theodore às 12h43
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   Reflexão III

Mas vivo um momento reflexivo, de uma certa falta de esperança. Porquê? 1.Não conseguimos nenhum avanço na greve, fomos feitos de besta pelo governo e o sindicato não tomou nenhuma decisão questionando efetivamente isso. 2.Os diretores das escolas colocam a cada momento quem querem nas direções e outros são transferidos para outras direções em outras escolas sem o menor constrangimento. Não há um merecimento por conhecimento! É uma farra! Muitos são ditadorezinhos inexperientes em administração escolar, em coordenação pedagógica! 3.O sindicato não está muito a fim das mudanças de base, trabalhando com os professores na própria escola. Não há apoio efetivo desse Sindicato às lutas dos professores de esquerda nas escolas. 4.Roriz foi absolvido em dois processos no STJ e é considerado hoje o Governador mais honesto do Brasil, pelo menos do ponto de vista jurídico. 5.Vários dos militantes da CUT e do Sinpro tem seus cargos nos gabinetes dos deputados de esquerda. O jeito é esperar e ter ainda forte uma fé combalida!

Escrito por christian theodore às 12h12
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   Reflexão II

Estive presente também na luta do Pdt contra o Miro Teixeira por tentar retirar o pdt do Brizola, enquanto ele ainda era vivo. Fomos vitoriosos mas não reconheidos. Por conta da ineficácia do partido local, por não ter representantes sindicais no Sinpro, me retirei e fui para o PPS.

Escrito por christian theodore às 12h03
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   Ball Cat

Mulher é condenada à prisão por violentar sexualmente um homem Da Redação Se você é um homem, e uma mulher fizesse sexo oral em você... Você iria à Justiça? OK, vamos explicar melhor. Um homem dormia na casa de um amigo. Ao acordar, a namorada do amigo praticava sexo oral sem seu consentimento, segundo testemunhou. A versão norueguesa da Capitu, que modificou sua declaração antes do início do julgamento, reconheceu o contato sexual em seu novo testemunho, mas afirmou que o homem estava acordado e que o ato tinha sido consentido. A sentença dá credibilidade ao testemunho do homem e, de acordo com uma emenda de lei aprovada em 2000, considera que ter contato sexual com alguém que está dormindo é considerado violação. Resultado: ela pegou 9 meses de prisão, e ele ainda receberá uma indenização de 40.000 coroas norueguesas (cerca de R$ 16 mil). Repetindo a primeira pergunta, agora que tudo foi explicado um pouco melhor: se você é um homem, e uma mulher fizesse sexo oral em você enquanto você estivesse dormindo... Você iria à Justiça?

Escrito por christian theodore às 23h54
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   O meu comentário

enviado por: christian theodore BliG: http://politicateatroeeu.zip.net.blig.ig.com.br/ Eu acho que quem deveria sair do Pt é o governo. O próprio Lula imagina se ele fosse para o Ptb, defenderiam os correios e seus corruptos juntos com o companheiro Roberto Jeffernson!acho que lhes cairiam bem, o mesmo digo a josé dirceu, genoíno, palocci. Quem sabe o Pmdb, pode ser bom? um partido forte, maior que o pt, e levariam consigo toda a direita petista que parece ainda ser maioria, desta forma o Pmdb ficaria com a maioria absoluta no congresso( senado e câmara), aí não teria desculpa para não governar, não é?

Escrito por christian theodore às 20h03
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   Contribuição do Noblat

Resposta ao convite do ministro José Dirceu Do deputado Chico Alencar (PT-RJ), um dos que assinaram o requerimento que criou a CPI dos Correios: - Quem é o José Dirceu para nos convidar a deixar o PT? A gente dispensa o convite dele para deixar o PT. Dentro do partido ele tem a mesma autoridade que nós temos, e não estamos o convidando a deixar o PT. Que ele governe e pare de contratar assessores, como o Waldomiro, que nos deu, ao PT e ao governo, um enorme desgaste e trabalho. Ele foi muito deselegante e desrespeitoso. Um chefe da Casa Civil deve agir com mais dignidade. enviada por Ricardo Noblat

Escrito por christian theodore às 20h02
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   O pt e o neoliberalismo

Acabei de ler parte da entrevista do Plínio de Arruda Sampaio e cheguei a uma conclusão. Na campanha o Pt, fazia questão de dizer vários nomes expoentes, militantes e colaboradores na elaboração de seu plano de governo, lembro-me bem disso, chegou a divulgar esses nomes em cada pasta; na educação, na saúde. Ao assumir a presidência muitos desses nomes sumiram, alguém ouviu falar em Ester Grossi, o próprio Plínio de Arruda, Vladimir Palmeira. Parece que o Pt já havia traçado o seu perfil neoliberal e desta forma não caberiam seus maiores expoentes que serviram apenas de cartão postal na campanha.

Escrito por christian theodore às 17h38
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   Plínio e o Pt

Trecho 4 José Arbex Jr. - Qual a sua análise da importância do MST hoje na conjuntura brasileira, qual o significado desse movimento? O MST é o movimento mais importante do Brasil neste século. Porque é um movimento que congrega o setor que precisa ser integrado para isto aqui virar uma democracia. O MST está sofrendo uma crise dificílima, que é o fato de apoiar um governo, que sempre apoiou, e esse governo não faz a reforma agrária. Eles estão vivendo um drama de saber se dão um brado ou não. Eles partem do seguinte princípio: o Lula é melhor do que o Fernando Henrique, e é mesmo, ele não reprime. Agora, ele não faz a reforma por causa da maldita correlação de forças. Natalia Viana - Eu queria fazer uma pergunta com relação à nossa última capa, a Marta Suplicy. O senhor assinou aquele documento pelo voto nulo na eleição... Fiz um artigo na Folha de S. Paulo dizendo que ia votar nulo. Natalia Viana - Então, a Marta disse que o governo dela foi o mais de esquerda que já houve no Brasil. É o que ela diz. Precisa ver se foi. Natalia Viana - Foi? Não foi um governo de esquerda. De jeito nenhum. Foi um governo, eu diria, típico dos governos burgueses, um governo com grande apoio de mídia, com obras de efeito, mas não foi um governo que mudou a dinâmica de acumulação da cidade, que tentou fazer de fato uma dinâmica popular... Marina Amaral - E a idéia é vocês apresentarem candidatos de esquerda nas próximas eleições? Nem se pensou nisso, não tem nenhuma organização, aliás, não sou de nenhuma tendência, de nenhuma organização. Nunca fui. Fui apoiado pela Articulação uns tempos, pelas esquerdas por outro tempo. Sou do partido. E não tenho nenhum comando, nem estado-maior, não tenho nada. Estou fazendo uma cruzada cívica, um chamado à consciência. Esse partido foi uma grande vitória popular, é um partido socialista, e deve permanecer como tal e como tal deve se comportar diante do governo

Escrito por christian theodore às 17h25
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   Plínio de Arruda Sampaio em entrevista

Entrevistadores: Verena Glass, Marina Amaral, Natalia Viana, José Arbex Jr, Marcos Zibordi, Ricardo Vespucci, Thiago Domenici. Fotos: Nino Andrés. Ele é militante há cinqüenta anos – começou na Juventude Universitária Católica, a JUC, nos anos dourados, entrou na AP (Ação Popular) quando atuava como deputado do PDC no governo João Goulart, e seguiu na esquerda durante o exílio logo após a sua cassação. Socialista e católico, foi um dos idealizadores do PT. Professor, promotor, advogado, duas vezes deputado, Plínio de Arruda Sampaio irradia a integridade dos que lutam a vida inteira por uma causa: a dos mais fracos. O longo caminho ideológico percorrido entre o berço de ouro e a esquerda do PT é resultado dessa devoção. Em nome dela, ele está mais uma vez disposto a lutar. Agora para salvar o partido que lhe parece cada vez mais distante do sonho libertário que o gerou. Seu recado: o PT tem de voltar a ser PT. Trecho 1 Marina Amaral - Sempre perguntamos ao entrevistado como foi a infância, onde nasceu, o período formação... Bom, São Paulo, 1930. Nem os pais de vocês aqui tinham nascido! Fiz o curso de formação no colégio Rio Branco, depois fiz a Faculdade de Direito. Durante a faculdade, fui militante de um movimento chamado Juventude Universitária Católica, a JUC. Fui dirigente da JUC, militante o tempo inteiro. Quando me formei, fiz um concurso para promotor público, passei, entrei e comecei a minha carreira de promotor. Thiago Domenici - Promotor aqui em São Paulo? Não. A gente começava longe... O lugar onde comecei chamava Xiririca! Hoje é Eldorado. Quando a gente ia, tinha que passar por duas balsas – uma no rio Juquiá e outra no rio Ribeira. Saía às 6 da manhã e chegava às 6 da tarde. Quando não chovia, era estrada de terra. Mas fiquei pouco tempo lá e fui removido para Sertãozinho, que fica do lado de Ribeirão Preto, um calor danado. Mas aí logo aconteceu que meu pai foi nomeado secretário da Segurança Pública de São Paulo. E ele me chamou e disse: “Olha, eu caí num negócio aqui, e é melhor você vir pra ficar cuidando um pouco das minhas coisas”. Aí vim para o gabinete dele e ajudei. Marcos Zibordi - A sua militância começou no período universitário? Sim, mas não propriamente política. Só no final se transformou em militância política. Era uma militância social, uma participação... Naquele tempo, os moços cristãos eram muito de esquerda, muito presentes, muito participantes da vida universitária, que era muito ativa. Marina Amaral - O senhor já era socialista? Eu era democrata cristão. Marina Amaral - O que significava isso? Eu era democrata cristão, mas democrata cristão de esquerda! É um negócio complicado, né? E dentro da democracia cristã também havia o grupo mais à direita, mais conservador, e a disputa era ver para onde iria a democracia cristã: se ela seria um apêndice da UDN, partido de direita, ou se iria para o governo João Goulart, que era de esquerda. Eu defendi a tese de que iria para a esquerda. E ganhei! Tenho o texto até hoje, está amarelo, em que defendo uma tese extremamente atual, extremamente correta. A tese de que o povo brasileiro demora para identificar um aliado. Uma vez que identifica, é de uma fidelidade enorme. O Getúlio, por exemplo, tinha uma fidelidade enorme. O Jânio Quadros era identificado pela periferia de São Paulo como um homem de periferia. No final, ele estava velho já, muito desgastado, mas mesmo assim tinha os votinhos dele na periferia. Trecho 2 José Arbex Jr. - O senhor hoje está muito mais à esquerda do que quando eu o entrevistei lá em Moscou, por exemplo, quando o senhor era um deputado comportado do PT, tinha toda a liturgia do cargo etc. Não fazia discursos radicais como tem feito ultimamente. Será que está acontecendo com o senhor aquilo que o Stedile falou: vai ficando com idade, vai querendo reservar um lugar no céu? Pode ser também. Você não conhece a história do Genoino com o Nelson Carneiro? Quando chegou na Constituinte, o Genoino foi lá pro Nelson Carneiro e disse: “Deputado, estamos aqui com uma lista de deputados pra tirar o crucifixo da Câmara, porque não tem cabimento crucifixo na Câmara, e eu queria que o senhor assinasse”. E ele disse: “Xiii, meu filho, passei a vida inteira brigando com Ele, na hora que eu tô indo pra lá, ainda vou fazer outra desfeita?” Thiago Domenici - O senhor fez parte daquela lista dos cem primeiros brasileiros cassados, né? Sim, é uma grande alegria minha, uma grande honra, aprovado em primeira época sem exame oral, os cem primeiros. Até vou ser franco: quando aconteceu, achei natural. Mas procurei ficar no Brasil, não saí imediatamente, só sai quando um tal Tinoco, que era uma fera, chegou a um repórter da Bandeirantes e disse: “Hoje tem peixe gordo, peguei o Almino Affonso, o Paulo de Tarso, o Plínio Sampaio.” O repórter saiu correndo e telefonou para um primo meu: “Some com o Plínio, que ele vai ser preso hoje”. Verena Glass - A família ficou? A família ficou e aí aconteceu uma coisa fantástica, porque perdi o meu cargo de promotor público, perdi o meu mandato, e tinha cinco filhos, quer dizer, cinco filhos, no exílio, advogado, ai, meu Deus. Mas, chegando no Chile, era o governo do Frei e um dos homens fortes dele era o Jacques Chonchol, que depois foi ministro do Allende, um homem muito forte. Era casado com uma brasileira, e vinha de origem cristã e também de esquerda. Aí ele disse: “Vou fazer um jantar e queria que você fosse”. Fiquei uma semana lá, pensando: “Como trazer meus filhos, minha mulher?” Então chega um diretor da FAO em Santiago e diz: “Deputado, o senhor já tem compromisso de trabalho?” Falei: “Não, estou chegando”. E ele disse: “O senhor tem um lugar na FAO”. Resolveu a minha vida. Marina Amaral - Quanto tempo o senhor ficou no Chile? Seis anos no Chile, depois me mudei pros Estados Unidos. Fiquei no Chile de 64 a 70, quer dizer, saí logo depois que o Allende se elegeu. De modo que, quando a FAO me ofereceu um posto alto em Washington, eu fui e fiquei quatro anos lá e um ano na Universidade de Cornell, em Itaca, nos Estados Unidos, e aí fiz um mestrado em economia agrícola porque tinha trabalhado o tempo todo em agricultura. Trecho 3 Marcos Zibordi - E o PT? É, vamos chegar no PT, porque senão a gente passa o dia inteiro aqui. Então, deixei a FAO, fui pra Cornell, fiz um ano e meio lá, peguei o meu mestrado e vim pro Brasil. Cheguei com a idéia de fundar um partido socialista, democrático e popular. Começamos a mexer com o grupo, os três coordenadores eram Almino Affonso, Fernando Henrique Cardoso e Plínio de Arruda Sampaio. Nós três começamos a mexer o Brasil e a procurar gente para fazer esse partido, então fomos ver Marcos Freire, Jarbas Vasconcelos, fomos ver o pessoal do Sul, começamos a articular. O negócio foi evoluindo, contamos para lá, contamos para cá, tenho todos esses documentos ainda. O Weffort escreveu muita coisa. Nós escrevemos muita coisa, o Fernando escreveu alguns textos muito bons, ele escreve admiravelmente bem, diferenciado o português. José Arbex Jr. - Mas ele pediu para esquecer tudo o que escreveu. Mas eu não esqueci, tenho tudo lá em casa. Então combinamos o seguinte: “Fernando, você sai candidato, na sublegenda. Se passarmos de 1 milhão de votos, a gente lança o partido...”.

Escrito por christian theodore às 17h25
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   noção de pecado

Noção de pecado por Ana Miranda Carlos Issa Há alguns dias fui, com uma amiga, a uma cerimônia de casamento. Os noivos eram judeus, e o ritual realizou-se sob uma pequena tenda que, segundo as palavras do rabino, simbolizava a simplicidade do campo, com as hastes recobertas de flores brancas. O vestido da noiva acompanhava essa atmosfera bucólica. Nas diversas mesas, em frente, os convidados pareciam contagiados pela serenidade da ocasião, atentos, os homens usando o quipá na cabeça, e as mulheres com brilhos discretos nos olhos. Não propriamente nesta ordem, acenderam uma vela de cera, encheram uma taça com vinho e o beberam, foram entoados os cantos, e as sete bênçãos recitadas sob o pálio. O rabino deu conselhos ao casal para que vivesse em paz, um suportando e compreendendo o outro, e alguns conselhos relacionados ao comportamento mais do que a dogmas, e que vivessem juntos enquanto pudessem ser felizes. Não era um compromisso para até que a morte os separasse. Afinal foi quebrado um copo, no chão, envolvido por um pano, quando a alegria se expandiu pelo salão repleto. Minha amiga, cujo colar de pérolas, em que havia um nó, pousava gentilmente na seda da camisa, e eu, comentamos este costume da religião judaica, o divórcio não sofria as mesmas restrições cristãs, era até indicado quando o casal não tivesse filhos após dez anos de união. O próprio rabino concedia a separação. Aquilo soava perturbador para as duas católicas, como se estabelecesse uma falta de sentido na abençoada união entre seres que iriam viver na mesma casa e provavelmente gerar crianças. Ambas tínhamos experiências de separação conjugal, mas de qualquer forma era obscura para nós a menção a um casamento que pudesse terminar a partir da mesma noite da cerimônia. Mas era igualmente estranho falar em separação pela morte, no ritual do casamento romano. E conversamos sobre o pecado. O papa acabara de morrer e de ser enterrado numa das mais suntuosas e belas cerimônias, e o presidente de nosso país havia comungado sem confessar, declarando em seguida que era um homem sem pecado. Lembrei-me de quando estudava no colégio de freiras dominicanas, era uma católica praticante, tinha aulas de religião, ia à missa aos domingos com a família e confessava antes da comunhão. Minha relação com Deus era interessante, eu jamais duvidava de Sua existência, mas não tinha fé, aquela fé exaltada dos cristãos aguerridos, Sua existência era apenas um fato natural, como a existência de uma árvore. E, antes de confessar, eu tentava lembrar-me dos pecados que cometera, mas a minha mente ficava vazia, e eu não encontrava nenhum. Inventava às vezes um pecado, com vergonha de parecer pura. Num paradoxo, mentia que o meu pecado fora a mentira. Talvez o presidente se sentisse sem pecados, pela mesma sensação que eu tinha na infância, do dever cumprido. Ser um bom filho, um bom pai, um marido bom e fiel, e vencer as vicissitudes terríveis de sua condição. Talvez estivesse se mirando com os olhos de sua mãe. Decidimos listar os sete pecados capitais. Tivemos tanta dificuldade para nos lembrar de todos eles, que precisei tirar uma caneta e um papel da bolsa para fazermos a nossa relação: ira, avareza, inveja, gula, preguiça, luxúria e soberba, foi o que escrevemos. Mas, na verdade, o pecado é apenas a consciência. O cantor das preces, ainda sob o pálio, tomou do microfone e veio nos divertir, contando histórias engraçadas acontecidas com judeus, e afinal cantou, primeiro em alemão, depois em iídiche, o Trem das Onze, arrancando aplausos e risadas da platéia. E a festa começou, com moças de avental servindo bandejas de salgados, pecados tanto da culinária judaica quanto da brasileira. Saímos as duas pecadoras, sob as estrelas, tocadas por uma sensação de espiritualidade, comunhão, e renovação da vida. Ana Miranda é escritora, autora de Boca do Inferno, Desmundo, Amrik, Dias & Dias, entre outros livros. www.anamirandaliteratura.hpgvip.com.br

Escrito por christian theodore às 17h20
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   Educação e Cultura !!!

República. Nas campanhas presidenciais de 1994 e 98, Lula defendia um investimento de 10% do PIB. “Um posterior aumento para 10% é o ponto inicial para a construção da educação no Brasil, para reverter esse plano que não tem política de educação porque não tem definição de recursos”, define Lehrer. Na avaliação da presidente da CNTE, a discussão do financiamento é um aspecto estratégico do PNE. Citando o mote da atual campanha da entidade que representa, “A verdadeira dívida é com a educação”, Juçara propõe a conversão do serviço da dívida externa em investimentos na área. Segundo dados da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados e do Prodasen, em 2001, o Ministério da Educação investiu 14,5 bilhões de reais no setor, enquanto o Brasil gastou 101 bilhões de reais em pagamento de juros e em amortização das dívidas interna e externa. “Trata-se da necessidade de elevar os recursos para o setor para melhorar a qualidade da educação. Não resolve nada atualizar um plano que não vai ter financiamento, que não vai ter uma política de valorização profissional, que não vai ter um sistema nacional de educação. É preciso, portanto, retomar a metodologia e o debate com a sociedade”, defende ela. Para que o Plano Nacional de Cultura não padeça dos mesmos males que sofre o atual PNE, os presentes na conferência ressaltaram que um maior investimento do governo no setor é fundamental. O deputado Gilmar Machado defende a aprovação da PEC 150/2003, que vincula 2% dos impostos arrecadados pelos Estados e União para a cultura, assim como 1,5% e 1% dos impostos arrecadados por Estados e municípios, respectivamente. A emenda constitucional estabelece ainda que, dos recursos vinculados da União, serão repassados aos estados e municípios 25% para cada um dos entes. “O que significaria quintuplicar os atuais recursos alocados no Ministério da Cultura, desconsiderados os recursos da Lei Rouanet e do Audiovisual”, afirma o deputado. O secretário municipal de Cultura de Recife, João Roberto Costa do Nascimento, pediu que a proposta da Conferência Nacional de Cultura, prevista pelo ministério para maio ou junho de 2006, fosse antecipada para acontecer ainda em 2005.

Escrito por christian theodore às 16h49
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   Educação e Cultura juntas!

Educação e cultura querem integração e financiamento Uma política que integre os órgãos federais, estaduais e municipais e a sociedade civil foi a proposta mais defendida na IV Conferência Nacional de Educação e Cultura, que terminou sexta-feira (25). Maior financiamento foi reivindicado para as duas áreas. Patrícia Bonilha 25/02/2005 Brasília – As áreas de cultura e educação são universos distintos, que apresentam características particulares. Historicamente atreladas, elas foram mais uma vez colocadas em uma mesma arena na IV Conferência Nacional de Educação e Cultura, que terminou nesta sexta-feira (25), na capital federal. No entanto, pela própria forma como foi concebido, o evento estabeleceu um espaço em que as duas áreas foram discutidas paralelamente, cada qual focando seus desafios e perspectivas. Pode-se dizer que foram duas conferências, que ocorreram simultaneamente. Com o tema “Consolidando Novos Rumos”, o evento foi uma iniciativa da Comissão de Educação e Cultura, da Câmara dos Deputados, e teve como objetivo fomentar o debate e proporcionar à sociedade civil a oportunidade de contribuir para a construção de políticas públicas nas duas áreas. Essas propostas não necessariamente tornam-se leis, mas contribuem para o governo na formulação de suas políticas públicas. Cerca de 2.300 participantes, entre parlamentares, educadores, artistas, produtores culturais, representantes de organizações não governamentais, movimentos sociais, entidades trabalhistas e universitários de todo o país participaram da conferência. Na área de educação, a questão central foi a avaliação do Plano Nacional de Educação (PNE), prevista em lei e que aconteceu pela primeira vez. O plano aprovado pela Câmara em 2002 foi considerado pelas organizações do setor o fruto de uma manobra política do governo de Fernando Henrique Cardoso, já que propostas elaboradas com a participação da sociedade civil à época foram vetadas no momento da implementação do PNE. “Um plano elaborado e imposto pelo governo”, define Roberto Lehrer, representante da Associação Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes). O PNE contém 294 metas a serem atingidas no prazo de dez anos, envolvendo a educação básica (76 metas), educação superior (35), educação de jovens e adultos (26), educação à distância (22), educação tecnológica e formação profissional (15), educação especial (28), educação indígena (20), formação dos professores e valorização do magistério (28) e financiamento e gestão (44). Já em relação à cultura, as discussões centrais foram acerca da implementação do Sistema e do Plano Nacional de Cultura. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 306/2000, que institui o Plano Nacional de Cultura está em processo final de tramitação (pronta para votação em segundo turno no Senado Federal). Segundo o deputado Gilmar Machado (PT-MG), 2005 é o ano para que o Ministério da Cultura, juntamente com as secretarias estaduais e municipais de cultura, o segmento cultural e a sociedade civil, mobilize-se para a construção deste plano. “Tem que ser uma proposta do país e não apenas do governo”, avalia o deputado. Diferentes contextos, problemas iguais Localizadas em momentos bastante diferenciados em suas trajetórias de consolidação política, as áreas de educação e cultura receberam avaliações e contribuições muito semelhantes. Em conferências que ocorreram em espaços diferentes, debatedores ressaltaram a fundamental importância de se levar as discussões e o debate para a base dos setores, através de uma integração dos órgãos federais, estaduais e municipais com a sociedade civil, tanto para avaliar com profundidade o Plano Nacional de Educação como para iniciar a construção do Plano Nacional de Cultura. “Uma revisão preconizada só é possível com as discussões coordenadas em âmbito nacional e com a participação de todas as organizações integradas, neste caso, à área de educação. Só assim teremos condições de cumprir as metas propostas porque elas serão assumidas como um compromisso da sociedade”, afirmou Neroaldo Pontes de Azevedo, vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed). Ele afirma que essa integração está prevista no segundo artigo do próprio plano e que, caso não ocorra, a avaliação é praticamente inviável já que, segundo ele, o plano é desconhecido de grande parte da sociedade, inclusive até dos próprios educadores. Assim como no caso da Cultura, onde a preocupação para que ela não seja vista somente como entretenimento, mas como elemento de transformação social e de formação de cidadãos, a mercantilização da educação também foi duramente criticada pelos debatedores e participantes da conferência. “Em Brasília você tem 79 faculdades privadas e uma pública, a Universidade de Brasília (UnB). É preciso reverter urgentemente esse processo”, afirmou Juçara Dutra, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). O debate apontou para a necessidade de colocar a educação como política social, resgate da cidadania e vetor de desenvolvimento econômico, que traz resultados concretos na geração de empregos e melhoria da qualidade de vida. Sem investimento, não há mudança O aumento do investimento público financeiro foi outra reivindicação comum do público presente na Conferência. A cobrança dos educadores é a de que a verba destinada ao setor passe dos atuais 4,2% para 7% do PIB (percentual vetado pelo governo FHC na aprovação do atual plano), como era o compromisso de Lula enquanto candidato à Presidênciada

Escrito por christian theodore às 16h49
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   Continuação..

os livros ainda não chegaram nas mãos das pessoas que não podem comprar outros cujo valor ultrapassa os vinte dólares, em média. Ninguém tem nada para ler ou receber nos trens, ônibus, barcas e ruas onde é possível sentar para ir ou vir do emprego ao desemprego. Quando vamos ler livros baratos? Não seria esta a única forma de ampliar o número de leitores tornando o livro acessível no preço? A resposta existe desde os tempos do inesquecível Monteiro Lobato. O fato é que até agora o Ministério da Educação não fez uma economia de R$ 55 milhões com a isenção e nem o governo saiu com o prejuízo projetado na época do anúncio de cerca de R$ 60 milhões anuais e, mais grave, ninguém sabe ou fala por onde anda o projeto. Está na hora de mostrar e realizar compromissos objetivos, concretos, palpáveis. Os brasileiros em sua maioria, que vivem em nossas cidades, gostam de ler e lêem. Só desejam que circulem livros baratos. Não é impossível que, por meio de um edital de licitação, fosse feito um contrato de direitos de tradução de títulos que permitissem publicar poket-books com mega-tiragens. Livros que seriam vendidos, no máximo, a dois reais ou cinco reais. (R$ 2,00 ou R$ 5,00). Aliás, as inúmeras máquinas de pré-impressão, compradas durante o governo FHC, e as máquinas, inclusive as reformadas, de impressão da Imprensa Nacional poderiam ser usadas em seu tempo ocioso para algo que não a formalidade dos atos oficiais? Machado de Assis seria eternamente grato. Mas que títulos seriam destacados para publicar? A lista seria insuspeita do ponto de vista ideológico. Não ameaçaria a integridade da família e da propriedade. A ousadia estaria em fazer tiragens generosamente subsidiadas. As editoras participariam de uma licitação apostando na ampliação futura de setores alfabetizados motivados na compra de outros títulos. O povo brasileiro seria uma commoditie das editoras do país. Vamos à lista que – meu deus! – o Estado estaria contratando para publicar. Algo assim como um escândalo que deixasse grogues os vigilantes do correto à esquerda e direita, com obras de ficção do século XX - entre elas, O coração das trevas (1902), de Joseph Conrad, Morte em Veneza (1912), de Thomas Mann, Dublinenses (1914), de James Joyce, Mrs. Dalloway (1925), de Virginia Woolf, Admirável mundo novo (1932), de Aldous Huxley, Trópico de Câncer (1934), de Henry Miller, O estrangeiro (1942), de Albert Camus, O velho e o mar (1952), de Ernest Hemingway, Lolita (1955), de Vladimir Nabokov, e O tambor (1959), de Günter Grass. Uma ousadia que o Brasil poderia agradecer. Um dia distante, quem sabe, poderíamos pensar em uma coleção de clássicos brasileiros, editando Euclides da Cunha, Florestan Fernandes e outros “perigosos homens de idéias próprias”. Quanto às futuras e prováveis críticas da grande imprensa que acusaria o governo de promover a estatização da cultura; a tentativa de tutelar autoritariamente o pensamento do nosso povo, insinuando que o governo é socialista, é melhor esquecer porque há coisas inevitáveis quando se quer mudar. A ousadia de fazer algo teria o reconhecimento dos leitores, sempre invisíveis para a mídia. Os novos leitores/compradores saberiam que os bons títulos que estão em suas mãos agora são o resultado de um conflito, uma ousadia do Governo Lula que valeu a pena.

Escrito por christian theodore às 16h45
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   Política Cultural: O que dá certo na Venezuela poderia dar certo no Brasil

Um pouco de ousadia e só Projeto governamental de incentivo à leitura que envolve a produção, a comercialização, a tributação e a distribuição de livros ainda não oferecem resultados concretos Gustavo de Mello O presidente Hugo Chavez da Venezuela decidiu comemorar os 400 anos de publicação do Dom Quixote de Miguel de Cervantes, editando um milhão de cópias e determinando a distribuição deste livro que dá início à tradição do romance moderno. Aquilo que foi decidido acabou sendo feito; algo assim como fazer com que seu governo funcione. A imprensa venezuelana, inimiga de Chavez, não teve saída, registrou esta façanha imaginada e feita. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu fazer com que a produção, a comercialização e a distribuição de livros fossem isentas do pagamento das contribuições federais, PIS/PASEP e Cofins. No anúncio não faltaram projeções de que, em três anos, segundo o Ministério da Cultura, os livros poderiam ser vendidos com desconto de 10% em relação ao valor atual e as editoras e livrarias teriam que contribuir com 1% de suas vendas com um fundo pró-leitura (cerca de R$ 45 milhões por ano), que seria usado em programas de incentivo. Na vida real, depois de anúncios que seduzem a todos

Escrito por christian theodore às 16h45
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   Dica de livro

América Latina: um continente em chamas Série de ensaios de estudiosos latino-americanos organizados por María Laura Silveira assinalam a heterogeneidade da América Latina e mostram que o período atual revela que há um denominador comum no continente: a desvalorização do trabalho, fundamento da pobreza. Agência Carta Maior Escritos por estudiosos de várias partes da América Latina, os ensaios de Continente em Chamas revelam traços comuns - e singulares - das transformações e crises políticas, econômicas, sociais e territoriais nas perspectivas de cada país. “Cientes da incompletude desta obra, pois nem todos os países compõem o relato, buscamos reunir algumas interpretações e, desse modo, contribuir, modestamente, para o esforço de elaborar uma teoria crítica de nosso continente”, explica a organizadora María Laura Silveira. Na globalização, a América Latina mostra, mais uma vez, que não é homogênea, que as possibilidades e mazelas da história do presente atingem-na diferenciadamente, que a lei de perseguir a mais-valia faz-se a partir do uso específico de cada território nacional e que cada sociedade dá um valor próprio às coisas, aos homens, às ações. Mas o período atual revela, também, que há um denominador comum no continente: a desvalorização do trabalho, fundamento da pobreza. Com textos de consagrados estudiosos latino-americanos, como Daniel Hiernaux-Nicolas, Delfina Trinca Fighera, Gustavo Montañez Gómez e Luis Riffo Pérez, entre outros, Continente em Chamas traz análises que buscam mostrar a reorganização dos territórios à luz dos novos dados técnicos e políticos mundiais. Essas variáveis explicativas, juntas, podem apontar as formas, graus e natureza de cada país na globalização e as respectivas formas de exclusão. Historicamente aberta às modernizações, a América Latina é hoje um continente em chamas cujos territórios foram privatizados e suas economias, alienadas. “Esse processo, amparado no fetiche das moedas, ocultou e legitimou um sistema excludente e injusto”, argumenta María. Mais visível a cada dia, essa pobreza é uma possibilidade histórica de desmascarar a fábula e de construir uma verdadeira união de lugares, uma fértil união de países, feita de descobertas que também são os materiais para produzir uma nova história latino-americana. María Laura Silveira nasceu na Argentina e trabalha como pesquisadora do CNPq no Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo e como professora assistente na Universidad Nacional del Comahue (Argentina). Com Milton Santos, é autora de O Brasil: território e sociedade no início do século XXI, publicado pela editora Record. Continente em Chamas Globalização e território na América Latina Organização de María Laura Silveira Editora Civilização Brasileira 288 páginas Preço: R$ 31,90 Anteriores Escolha um Tatuí prepara mais um grande festival Escravos e Libertos no Brasil Colonial e Memórias do Cativeiro Mais de meio milhão de pessoas visitaram a Bienal Internacional do Livro no Rio Revolta: terceiro volume da tetralogia sobre a história do Grão-Pará Margem esquerda O ditador está de volta A Ecologia de Marx Reedição da obra poética completa de Mario Quintana Antigos Contra Modernos Às portas da revolução - escritos de Lenin de 1917 de Slavoj Žižek Mariátegui: a mundialidade de um pensador latino-americano 1ª Bienal do Livro de Goiás reunirá grandes nomes da literatura Os índios na trilha da cidadania Trotski: o Profeta Armado Proletário, malandro e marginal As Grandes Paixões de Guy de Maupassant Carlos Nejar: "Somos muitos Portugais juntos" A modernidade, segundo Jameson Livro de Michael Löwy sobre Walter Benjamin abre a coleção Marxismo e liteartura O Autor na Praça deste sábado traz duas atrações engajadas em lutas sociais Entrevista com Ana Miranda Como? As revoluções ainda existem? O império do medo Em 15 de março de 2005, o Sol em quadratura com Plutão Michelangelo e o Teto Do Papa Sob a égide da ilusão 17 Contos da Nova Literatura tem lançamento em São Paulo O Desafio do Fórum Social Mundial: um modo de ver Preconceito e discriminação Mad Maria, o romance Biografia de Stalin é lançada no Brasil A outra Independência: o federalismo pernambucano ENTREVISTA - Alceu Valença em som e imagem Boaventura de Sousa Santos lança dois livros no 5º FSM de Porto Alegre Lançamentos de livros no Fórum Social Mundial 2005 Uma vida de dissidente Poeira de estrelas - histórias de boemia, humor e música A estreiteza do instante Zicartola Um Jogador, de Dostoiévski A Arqueologia de Madalena Literatura e Música Popular Brasileira passadas em revista Machado de Assis e Willian Shakespeare vão à periferia Relatório Direitos Humanos no Brasil – 2004 terá lançamento em praça pública em São Paulo Manoel de Barros lança Poemas Rupestres Como dois e dois são cinco - Roberto Carlos (& Erasmo & Wanderléa) Feira do livro de Guadalajara apresenta 27 expositores brasileiros Amores mirabolantes, personagens clandestinos Estado de Exceção, de Giorgio Agamben, analisa os limites do direito e da democracia De perto ninguém é normal é a mais recente aventura antropológica de Mirian Goldenberg

Escrito por christian theodore às 16h39
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   Dicas de livro

De perto ninguém é normal é a mais recente aventura antropológica de Mirian Goldenberg Nesta nova aventura antropológica, Mirian Goldenberg, pesquisadora e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, considerada uma das mais respeitadas antropólogas do Brasil, busca compreender os papéis sociais masculinos e femininos e algumas ansiedades urbanas características de nosso tempo AgÊncia Carta Maior Mirian Goldenberg é uma das antropólogas mais solicitadas e respeitadas do Brasil. Em dez anos de carreira como pesquisadora e professora do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, realizou inúmeros trabalhos, sempre tratando de temas nem sempre considerados nobres, mas por outro lado herdeiros de uma tradição iniciada por Gilberto Freyre, Sergio Buarque e Thales de Azevedo, e que teve continuidade com Roberto DaMatta e Gilberto Velho. Entre pesquisas e comparações, Mirian chegou a uma conclusão: de perto ninguém é normal, como diz a música de Caetano Veloso "Vaca profana". Em De perto ninguém é normal: estudos sobre corpo, sexualidade, gênero e desvio na cultura brasileira, Mirian reflete sobre temas fundamentais da cultura brasileira como o culto ao corpo, novos laços de família, sexo, infidelidade e vários outros assuntos que nos fazem pensar sobre nossa sociedade e o papel de cada indivíduo nesse conjunto. Nesta nova aventura antropológica, Mirian busca compreender os papéis sociais masculinos e femininos e algumas ansiedades urbanas características de nosso tempo. Da análise de telenovelas a notícias da mídia e entrevistas de campo, a autora ajuda o leitor a chegar às suas próprias conclusões a respeito da discussão sobre "gênero e desvio" na cultura brasileira. É preciso boa dose de pensamento desviante para pensar sobre os novos modelos sociais e a ruptura deles. E isso não falta aos textos de Mirian Goldenberg. Ela provoca seus leitores a se desviarem do caminho da conformidade aos modelos de corpo e de relacionamento afetivo-sexual, ao mesmo tempo que tenta desvendar a atração e a repulsa que o diferente causa, mostrando que, afinal, de perto ninguém é normal. Mirian Goldenberg é professora do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia e do Departamento de Antropologia Cultural do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS/UFRJ); doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional (UFRJ); organizadora de Os novos desejos e Nu & vestido; autora de A Outra: estudos antropológicos sobre a amante do homem casado (7a ed.), Toda mulher é meio Leila Diniz (2a ed.) e A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em ciências sociais (7a ed.). De perto ninguém é normal: estudos sobre corpo, sexualidade, gênero e desvio na cultura brasileira Mirian Goldenberg Editora Record 208 páginas R$ 28,90

Escrito por christian theodore às 16h36
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   Sader Show

Tecnologia: progresso para quem? A interatividade televisiva já demonstra a que vem: a aumentar os espaços de comercialização. Da mesma forma que a internet - que possui um inegável potencial democrático, mas é usada, na esmagadora proporção, para vendas -, a interatividade já produz, na Califórnia, uma mostra do que deverá ser. Uma empresa de São Francisco, com o lema ''Produto visto, produto comprado'', oferece aos espectadores a compra dos produtos usados nos programas de televisão a que estão assistindo. Como já existem controles remotos que permitem saltar a publicidade, essa é a nova forma de ofensiva das empresas, que produz a total promiscuidade entre os programas e a publicidade, já não bastando a propaganda de produtos dentro das telenovelas, por exemplo. Os produtos usados pelos atores podem ser comprados imediatamente por telefone ou por internet, assim como os móveis, os cosméticos e os carros. O criador desse sistema que estende o ''tudo se vende, tudo se compra, tudo tem preço'', que caracteriza o capitalismo contemporâneo, recebeu imediatamente uma oferta de cinco milhões de dólares de agências que desejam comprar seu método. Apesar de que uma pesquisa revela que 65% dos estadunidenses se sentem molestos porque bombardeados cotidianamente com a oferta de produtos à venda, formas meio subliminares como essa de fundir programas com publicidade não deixarão de se multiplicar em um mundo em que tudo se mercantiliza, pelo reino do mercado. Outras formas de usar avanços tecnológicos para aumentar os lucros surgem constantemente no mundo, tendo os EUA como matriz fundamental. As grandes corporações estadunidenses primeiro transferiram sua produção para a região fronteiriça com o México, nas empresas chamadas de ''maquilas'', para explorar mão-de-obra mais barata, de mulheres e crianças, em vez de produzir nos EUA com salários maiores. Em seguida, transferiram suas empresas para a China que, embora muito mais distante, oferece mão-de-obra ainda mais barata e melhor qualificada, o que acaba compensando os custos do transporte. Não contente com essas ''vantagens comparativas'', a busca pela maximização do lucro por parte das empresas, impulso incessante no capitalismo, leva à outra transferência ainda mais cruel: produzir em navios. Empresas estadunidenses de software estão programando instalar centros de produção em navios situados em águas internacionais. Assim, não teriam que obedecer a nenhum tipo de regulamentação laboral, podendo explorar a mão-de-obra nas condições que desejem. O projeto se chama ''Sea Code'' e pretende ancorar navios a varias milhas do litoral da Califórnia, onde trabalharia grande quantidade de pessoas procedentes da Índia. Os turnos de trabalho previstos são de 12 horas, com cada trabalhador passando quatro meses no navio e dois em terra. O objetivo das empresas é o de controlar melhor a produção, evitando viagens longas por partes dos executivos das empresas, que agora têm que se transladar à Índia, além de ter os trabalhadores mais próximos das matrizes das empresas, nos EUA, e de poder explorá-los sem nenhum tipo de regulamentação nacional, pois estarão em águas internacionais. A tecnologia não traz necessariamente bem-estar para a população. Depende de quem se aproprie dela, porque constantemente o que faz é, nas mãos das grandes corporações, elevar seus lucros, com maior exploração dos trabalhadores. Quando foi inventada a luz elétrica, a primeira conseqüência não foi eletricidade na casa da grande maioria da população, mas criação da jornada noturna de trabalho, com o uso indiscriminado de trabalho de mulheres e crianças. Um novo invento tecnológico pode servir para melhorar as condições de vida da grande maioria ou aumentar os lucros das grandes empresas. Se uma nova tecnologia permite produzir uma caneta na metade do tempo, três alternativas são possíveis: manter os trabalhadores empregados, com a mesma jornada de trabalho e produzir o dobro de canetas. Ou produzir a mesma quantidade de canetas, diminuindo a jornada de trabalho pela metade. Ou - o que têm regularmente acontecido - produzir a mesma quantidade de canetas, com custos mais baixos e lucros maiores, despedindo a metade dos trabalhadores. E alegar que os trabalhadores foram vitimas inevitáveis de um ''desemprego tecnológico''. Tudo depende da luta social, para saber quem vai se apropriar das inovações tecnológicas - estas mesmas produto do conhecimento e da pesquisa de outros trabalhadores. emirsader@uol.com.br [22/MAI/2005]

Escrito por christian theodore às 16h24
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   Será que a Romilda sabia?

Cespe acusa o homem que copiava Procurador da UnB, mesmo sem prova, leva à Deco nome de ex-empregado com atitude suspeita Soraia Costa A polícia tem um novo nome para investigar e que pode ser o da pessoa de dentro do Cespe que repassava informações privilegiadas à máfia dos concursos. Na tarde de ontem, o procurador-geral da Fundação Universidade de Brasília, José Weber Holanda Alves, esteve na Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco) para apresentar o nome de um ex-funcionário do Cespe que tinha atitudes suspeitas e trabalhava na copiadora da área gráfica. Weber foi à delegacia espontaneamente e afirmou que não existia certeza alguma quanto ao nome apresentado, mas que esta foi a única possibilidade encontrada nas discussões sobre o assunto dentro do Cespe. - Começamos a ligar as coisas e foi o nome a que conseguimos chegar - garantiu o procurador-geral da FUB. O nome do ex-funcionário foi revelado somente à polícia. Segundo Weber, o rapaz é jovem, de vinte e poucos anos, e trabalhava na área gráfica, com acesso às provas. A desconfiança surgiu pois ele apresentava ''comportamentos estranhos'', não informados pelo procurador. Ele teria trabalhado no Cespe entre 2001 e 2003. Weber garantiu, ainda, que não houve vazamento do gabarito da prova de domingo passado. Hélio Ortiz, em seu depoimento à polícia, afirmou, no entanto, que seu comparsa Aléssio Alberto Campos vendeu os gabaritos da prova de Agente Penitenciário Federal. Ainda não existe informação sobre a prisão de pessoas do Cespe e nem divulgados pela polícia os nomes de supostos envolvidos de dentro da instituição, mas a polícia suspeita do envolvimento de mais de um funcionário com a quadrilha. O delegado da Deco, Cícero Monteiro, afirmou que o nome sugerido por Weber não estava sob investigação. - A polícia já trabalhava com a informação de que haveria uma pessoa com informação privilegiada dentro do Cespe e agora eles nos apresentaram um novo nome - disse o delegado. Apesar dos rumores, a Polícia Civil não confirmou oficialmente a prisão do major Bonaldo Barbosa e de sua mulher Elizabeth, que estariam envolvidos no esquema.

Escrito por christian theodore às 16h16
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   O mito Brizola IV

Enquanto o PT esteve restrito a administrar prefeituras ou alguns governos de Estado, isso se explicava pela pouca parcela de poder que tais administrações de fato têm. Mas agora, em 2004, quando o partido ocupa o Palácio do Planalto, vê-se que o que de melhor poderá fazer será uma espécie de New Deal mitigado, isso se conseguir romper o círculo de ferro da adesão à administração da herança neoliberal do governo de Fernando Henrique Cardoso. Por seu turno a CUT deve mais ao ideário e ao modelo de organização dos sindicatos alemães e italianos, de inspiração social-democrata, do que a qualquer outra plataforma de idéias. E agora, na presente circunstância, com o “seu” partido na Presidência da República, terá de andar no fio da navalha para não se tornar mera correia de transmissão das políticas de governo, acusação que já é feita à sua direção pelas tendências mais à esquerda da entidade. A conquista e manutenção da prefeitura de Porto Alegre, pelo menos por dezesseis anos até 2004, revela uma sugestão interessante para o pensamento. A implantação do Orçamento Participativo tornou-se uma referência mundial e, em grande parte, é responsável pela continuidade das vitórias das administrações da Frente Popular liderada pelo PT. Mas essa implantação se deu através da junção do esforço administrativo com a rede de associações de bairro, sindicatos e outras organizações, rede esta que se estende pela cidade inteira. Pois essa rede é uma herança dos tempos trabalhistas, e foi por ela que o Orçamento Participativo deixou de ser um princípio, como ocorre em algumas outras cidades, para tornar-se uma realidade e uma conquista dos porto-alegrenses. Simbolicamente, ao se constituírem, PT e CUT reivindicaram a palavra mágica cunhada por Vargas, motivo central da emergência e manutenção do estilo caudilhesco na política: “trabalhadores”. O mesmo fez o MST, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Não por acaso, as práticas do MST nasceram no Rio Grande do Sul, berço da prática e da doutrina trabalhista. Foi lá também que o então governador (1958-1962) Leonel Brizola implantou um primeiro projeto de reforma agrária e criou uma organização de camponeses que é tida como precursora do MST. A exposição da herança e da dívida histórica para com os caudilhos trabalhistas que o PT, malgré soi-même, carrega, encontrou seu ponto fulcral na eleição de 1989. Ali Brizola viu o Waterloo de seu sonho de chegar à Presidência da República. Tirou-lhe o sonho não Collor, o futuro vencedor; mas Lula, o então futuro derrotado, por uma diferença em torno de 500 mil votos, na corrida para o segundo turno. Ali mesmo, no calor da derrota, Brizola estendeu-lhe a mão deu-lhe o apoio político, o que garantiu a Lula a vitória no Rio Grande do Sul, praticamente contra todo o resto do Brasil. Foi um gesto político e calculado? Sem dúvida. Mas foi um gesto em que ressoavam a tradição, a sobranceria, o personalismo e também a cortesia pessoal de que eram capazes os antigos caudilhos. Ali se pode ver um gesto emblemático, um rito de passagem, que se sobrepõe a desavenças posteriores. Se o presidente Lula e o seu Partido estarão à altura desse gesto e de tal herança, isto ainda está por se saber. Flávio Aguiar é professor de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo (USP) e editor da TV Carta Maior.

Escrito por christian theodore às 13h29
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   O mito Brizola III

Um personagem como Vargas, que crescia politicamente enquanto se acrisolava a presença das massas urbanas e a consciência da miséria do campesinato, não coube dentro dos limites daquele pacto. Teve de fundar outro para as classes dirigentes brasileiras e cumprir seu destino de empalmar o poder. Foi o caudilho “bem-sucedido”. Mas é com Vargas no governo que os caudilhos começam a se extinguir, alguns devorados pela cidade que tanto os fascinou: o Rio de Janeiro. Érico Veríssimo espelhou bem esse declínio, ao final de O tempo e o vento. Seu mundo passa por transformações, industrializando-se, que lhe tiram a condição da existência. Mas o ethos do caudilho permaneceu como estilo de comportamento: tornou-se um papel na cena política. Vargas desempenhou-o até o fim. Ainda na madrugada de 23 para 24 de agosto de 1954, o refinado Osvaldo Aranha teve um rasgo de caudilho, ao convidar Vargas para resistirem, ambos, sozinhos e a bala, ao golpe que se aproximava. Com uma face enigmática, o caudilho presidente dispensou o amigo do sacrifício. E ficou só, e resistiu a bala. Pois foi pelas mãos do “estilo caudilho” que os trabalhadores passaram a ter uma presença institucional na vida brasileira. Até o decênio de 30, mesmo um tempo depois, era comum ouvir-se os abastados denominarem-se como “as classes produtoras”. Diziam-se também “as classes conservadoras”, título hoje a que ninguém mais aspira. O senso comum designava estas classes como as responsáveis pela riqueza nacional. Os operários eram chamados, quando muito, de “classes laboriosas”, termo que até hoje sobrevive em montepios e assemelhados. Vargas institucionalizou esta identidade: “o trabalhador”, em que se misturam o operário, o camponês e mesmo os membros da classe média remediada ou pobre; no limite o termo abrange até os profissionais liberais e o pequeno empresário ou proprietário de um pedaço de chão. Vargas institucionalizou a identidade do trabalhador, e fê-lo do ponto de vista legal, político e retórico. Curiosamente o Partido Comunista, maior força de esquerda ao tempo de Vargas, quase única, conseguiu apenas afirmar a identidade da militância. Talvez isso se deva à sua política de conciliação, justificada pela imagem do “país feudal”, que demandava ao povo fazer a revolução nacional e burguesa que a própria burguesia recusava-se a empreender. Essa “revolução brasileira” acabou acontecendo, industrializando e urbanizando o país; mas foi puxada pelo cabresto de Vargas. Vargas impôs a CLT a burgueses e trabalhadores. Deu expressão política ao “trabalhismo”, destinado tanto a reconhecer as reivindicações dos trabalhadores como a neutralizar-lhes os impulsos revolucionários. O trabalhismo misturou princípios do New Deal, com práticas da social democracia européia, tudo envolto num mandonismo brasileiro e num discurso mais exacerbado do que radical, cujo exemplo maior permanece a frase de Vargas, no 1º de Maio de 1954, ao dobrar o salário mínimo, que seu governo anterior inventara, frase dirigida aos trabalhadores: “hoje estais com o governo; amanhã sereis governo”. Ao nos voltarmos de hoje para o tempo de então, o eco que ouvimos ainda é o de sua expressão consagrada: “Trabalhadores do Brasil!”. Foi durante os governos de Vargas que acabou se afirmando a idéia de quem trabalha é, na raiz e no fim das contas, responsável pela criação da riqueza nacional. Hoje se faz o contrário: junto com a vaga da desregulamentação do trabalho, vende-se a idéia de que o responsável pela riqueza do país é quem administra. Durante muito tempo afirmou-se o lugar-comum de que a CLT era meramente calcada na Carta del Lavoro de Mussolini. Mas depois de trabalhos como o do professor Alfredo Bosi (“Arqueologia do Estado Previdência”, em Dialética da colonização) essa afirmação prova-se uma meia-verdade, e como toda meia-verdade, nefasta. A CLT pode ter-se inspirado na Carta del Lavoro no que se refere a manter o sindicalismo atrelado à dependência do Estado e sob seu controle; mas no que se refere à parte de direitos inspirou-se mais no positivismo de tradição sulina do que outra coisa. Vejo companheiros, que até alguns anos atrás enchiam a boca para condenar “a CLT de inspiração fascista”, erguerem-se indignados hoje para defender “as conquistas históricas da classe trabalhadora” nela contidas. Não se dão conta de que sua pregação passada também ajudou na verdade a criar as condições para esse assalto à legislação trabalhista. Quanto ao trabalhismo, ele foi o grande derrotado, além da resistência armada, pela ditadura militar de 1964. Uma das grandes armas do trabalhismo era a estabilidade no emprego para os trabalhadores de boa conduta depois de dez anos de trabalho. Ao mesmo tempo em que assegurava um direito, a estabilidade dividia os trabalhadores em dois blocos. Ao cassar o direito à estabilidade em troca do Fundo de Garantia, que era dito “opcional” mas na verdade tornou-se obrigatório, pois os patrões forçavam a sua escolha, a ditadura praticamente extinguiu um perfil da classe operária e engendrou outro. A “antiga” classe operária fez seu último protesto em 1968, nas greves de Contagem e Osasco, entre outras. O novo perfil se sedimentou ao longo de uma década, e explodiu nas grandes greves que, a partir de 1978, assinalaram o começo do declínio do regime de 1964, afinal terminado em 1985. Eram trabalhadores afeitos à troca de emprego; nada tinham a perder perante o futuro, como os antigos estáveis. Mas antes de se esvair, o regime de 64 conseguiu seu maior triunfo contra o trabalhismo, roubando a sigla do Partido Trabalhista Brasileiro de seu herdeiro legítimo, Leonel Brizola, que retornava do exílio. O “PTB” perdeu sua profundidade histórica e o próprio lastro trabalhista, virando hoje, um “nome de fantasia” como outro qualquer. Já o PDT não conseguiu firmar uma identidade em nível nacional: ao contrário, serviu apenas de alicerce para que se afirmasse, mais uma vez, o estilo caudilhesco de seu líder primeiro e único, Leonel Brizola. Desse modo o trabalhismo saiu da vida e entrou para a história. Saiu? Em termos. O aspecto mais vigoroso do trabalhismo, a afirmação da classe trabalhadora como agente político e dona de um destino, criadora da riqueza nacional, migrou para a construção e a história do Partido dos Trabalhadores. Isso pode soar uma heresia aos ouvidos petistas, ou mesmo dos que militam à sua esquerda. Afinal o PT, junto com a CUT, nasceu de uma crítica ao trabalhismo, à ingerência do Estado na vida sindical, bem como à tradicional política de conciliação dos comunistas. Se isto é verdade, é verdade também que o principal instrumento da liderança nas greves que marcaram o declínio da ditadura foi o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, hoje do ABCD. Ao mesmo tempo Metalúrgicos e Bancários exerceram durante muito tempo uma certa hegemonia na Central Única de Trabalhadores, que, assim como o PT, emergiu das lutas de começos da década de 80. Quem visitou as sedes de tais sindicatos, a dos Metalúrgicos em São Bernardo e a dos Bancários em São Paulo ou em outras cidades, se deu certamente conta da máquina que representam. Isso quer dizer que sem CLT, sem Vargas, sem “populismo”, sem “trabalhismo”, tais sindicatos não seriam o que foram e são, nem existiria a CUT do jeito que é. Poderia ser de outro modo? Nessa altura, descortinar um outro modo é fazer ficção científica sobre o passado e o presente. Também é verdade que programas e líderes petistas incluíam o socialismo em suas declarações até bem pouco tempo atrás, como algumas tendências no partido prosseguem fazendo. Mas de fato, uma vez no poder, administrações petistas põem em prática políticas social-democratas avançadas. Isso acontece até mesmo em administrações como as de Porto Alegre e Belém, em que preponderaram tendências à esquerda no espectro partidário, como, respectivamente, a Democracia Socialista e a Força Socialista.

Escrito por christian theodore às 13h28
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   O mito Brizola II

CARTAS ÁCIDAS FLÁVIO AGUIAR 28/6/2004 A herança do caudilho A exposição da herança e da dívida histórica para com os caudilhos trabalhistas que o PT carrega encontrou seu ponto fulcral na eleição de 1989. Ali Brizola viu ruir seu sonho de chegar à Presidência. O responsável por isso não foi Collor, o futuro vencedor, mas Lula. His life was gentle, and the elements So mix’d in him that Nature might stand up And say to all the world: “This was a man!” Sua vida foi digna, e as forças nele Eram tais que a Natureza a se erguer Diria ao mundo: “Este era um homem!” Marco Antonio sobre Brutus William Shakespeare, Julius Caesar. Brizola merece a epígrafe como epitáfio, ainda que seu estilo político fosse mais comparável com o arrebatamento de Júlio César na peça do que com o equilíbrio patrício e republicano buscado por Brutus. Mas ao fazer tal comentário Marco Antônio, em diálogo com Otávio Augusto (que irá provocar sua morte, com a de Cleópatra), está ressaltando junto com o futuro imperador que Brutus, em sua aventura temerária, não tinha cobiças pessoais, mas pensava no poder em função do bem-estar da nação e do Estado, ambos confundidos. Com Brizola se extingue a estirpe dos caudilhos. Em seu destino se comprovou que ao estilo dos caudilhos cabia já um nicho na história; era a cicatriz de um Brasil que não existe mais. O que é um caudilho? É um herdeiro da tradição ibérica do Campeador e do Quixote, liderando uma arregimentação cabocla fascinada e protegida num círculo particular de poder, exercido tanto pelas armas nos momentos mais rudes como pelas palavras na política, o que é uma arma nada desprezível. Um caudilho era capaz de generosidades e de desmandos, de lances de lucidez misturados com uma opacidade do olhar que o impedia de ver a própria perdição, fascinado por uma narcisista lealdade a si mesmo. O caudilho político trazia para a cena política urbana, povoada de massas emergentes, um ressaibo da vida erma no pampa, povoada de espanto perante a solidão. A palavra “caudilho” chegou ao português através do castelhano. Segundo o Houaiss, ela se formou nos primórdios do século XIV, tempos da Reconquista na Ibéria perante os muçulmanos. Na sua composição entrou uma derivação de “caput”, “cabeça”, que deu “capit”, e “capitellum”, e ainda “capus”, que depois veio a dar “capo”, em italiano. De “capit” veio “capitaneus”, “capitão”, o “principal”. Esta derivação está ligada a “capital”, que também tem um significado de “coisa vital”, “raiz da vida”. E há também um parentesco com “caud-“, que acabou significando “extremo”, como em “cauda” ou “coda”, termo musical. Mas é importante lembrar também que daí veio “caudal”, que significa “torrente impetuosa”, aquela que desce a encosta unindo a origem e o destino de modo desabrido. Portanto em “caudilho” encontramos: cabeça, cabecilha, chefe de bando, capitão, ímpeto, uma mistura de cálculo de liderança com atitudes extremas e rompantes, sem o que o caudilho não se afirma nem lidera. Para a ética do caudilho importa menos a coerência na defesa de interesses, como para o político afeito ao liberalismo, e menos ainda a consistência com uma análise radical, como para o militante revolucionário. Importa mais a devoção ao ímpeto do momento, sem o que ele perde o contato com o ethos da liderança imediata, da carga, da conquista da posição próxima como se ela fosse o horizonte da própria existência. Sem essa conquista o caudilho perde o contato com a própria alma, torna-se uma sombra de si mesmo. Portanto para o caudilho político a condição de classe ou a defesa do interesse de uma classe é uma espécie de prólogo, necessário, mas não suficiente, para o empreendimento da conquista como um valor em si. Essa conquista é ao mesmo tempo coletiva e individual, e reúne em si tanto a dedicação a uma causa ou a uma lealdade que é de conjunto, quanto o traço da sobranceria pessoal, que é individual e intransferível, embora o caudilho possa fazer a cortesia de ceder a passagem a quem reconheça como mais capacitado num certo momento. Para o caudilho a guerra é permanente; pode até haver uma paz assinada, pela qual ele dará a vida; mas o acordo de conveniência lhe é estranho, porque rompe com a necessidade de empenhar a palavra e a alma a cada instante, face aos seus liderados ou correligionários. Por isso o ethos político do caudilho era estranho ao pacto de coronéis que por tanto tempo dirigiu a vida brasileira, erguido ao fim do Império e mantido até o decênio de trinta. Pinheiro Machado, por exemplo, pode conviver com ele; mas como seu senhor, em certos termos, pois como dizia Manuel Bonfim, ele pelo menos impunha ordem na balbúrdia da Câmara. Borges de Medeiros, que governou o Rio Grande durante quase três décadas, pode se aproveitar do pacto, para manter seu reino regional. Mas Borges de Medeiros não era um coronel, no mesmo sentido que o eram o senhor de engenho e o fazendeiro do cafezal. Muito menos o era Júlio de Castilhos, seu antecessor, que venceu a ferro, fogo e sangue a revolta federalista de 93. Eram políticos de um Estado campeiro e fronteiriço, mas eram de visada urbana. Seus adversários, os maragatos ou federalistas, jamais conseguiram se firmar nos centros urbanos. Com o coronel do latifúndio, o caudilho compartilha o mandonismo. Mas aquele o usa para se afirmar em sua condição de classe. Já este se vale dela, se a tiver abastada, para valorizar sua condição de caudilho.

Escrito por christian theodore às 13h25
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   O mito Brizola

A história que se vai Brizola fez parte da minha geração, embora fosse de uma anterior. Ele foi dono de um estilo político que ficou único - o da transição da última geração dos velhos caudilhos gaúchos aos modernos políticos comprometidos com reformas de base inadiáveis. Morreu um pedaço da minha pessoa. É toda uma história que se vai. Brizola fez parte da minha geração, embora fosse de uma anterior. Ele foi dono de um estilo político que ficou único. Foi o da transição da última geração dos velhos caudilhos gaúchos, da estirpe dos Vargas, Flores da Cunha, Batista Luzardo, Osvaldo Aranha, e os modernos políticos comprometidos com reformas de base inadiáveis, ainda que sempre adiadas. O Brizola dos anos cinqüenta e sessenta está na raiz de no século XXI Porto Alegre e o Rio Grande do Sul terem sediado a criação do Fórum Social Mundial. Sua atuação foi de ponta onde esteve: espalhou escolas pelo Estado inteiro. Criou e implantou o primeiro programa de reforma agrária no Estado. Pela primeira e única vez na história do Brasil liderou a derrota de um golpe de Estado de monta depois deste deflagrado, em 1961. Ainda tenho nos ouvidos a lembrança de sua despedida emocionada pelo rádio, ao saber que os tanques do regimento blindado da Serraria estavam se dirigindo para o centro de Porto Alegre, no final de agosto daquele ano. Mas felizmente eram os tanques do bem. Ao invés de atacarem a multidão concentrada na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, ocuparam pontos estratégicos da cidade, entre eles o cais do porto, onde havia corvetas da Marinha cuja oficialidade aderira ao golpe e poderiam ameaçar a cidade. O III* Exército aderia à campanha da Legalidade. Não tenho nem quero falar muito mais. Há e haverá necrológios generosos, evocando as concordâncias e as dissensões. Nessa hora eu não quero me lembrar de dissensão nenhuma, de nem sombra de desacordo. O que quero lembrar é que a política brasileira ficou menos bem humorada, menos pessoal, mais previsível, mais sem graça. Ficou também com seu espírito público mais encolhido. Brizola era um homem público e teve uma vida pública irreprochável, inquestionável. Cometeu erros? Quem puder que jogue a primeira mancha de tinta na sua reputação. Teve incoerências? Mas as suas, diante da tempestade de incoerências que se abate sobre o país, tinham o gosto de seguir estritamente o veio de suas opiniões do momento, mesmo quando ia contra a maré, não a busca das conveniências. Brizola só não foi contra o povo e isto, neste nosso país, é imperdoável. Foi o único político de monta até hoje que enfrentou a Rede Globo, e também enfrentou (e com sucesso) a tentativa de lhe garfarem a eleição para o governo do Rio em 1982. As tribos antigas que habitavam o pampa, os teuelche, os mapuche (de quem herdamos a palavra Che, “homem”), os charruas, minuanos, tapes e guaicurus, viam o mundo como uma imensa planície que se encurvava no Ande, a oeste, e que continuava se estendendo pela Via Láctea no céu, até o Cruzeiro. A imagem do Cruzeiro representava uma ema sangrando, e era para este pampa estrelado que iam as almas dos guerreiros, depois de mortos, perseguindo esta ave-mãe do universo. É pra lá que Brizola deve ter ido. Mas deve estar reunindo a indiada, para organizar a tomada do Céu e implantar a reforma agrária no Continente de São Pedro. E digo isto com convicção, pois sou ateu, mas não praticante.

Escrito por christian theodore às 13h24
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   Encontrado terrorista dos EUA

México apóia o envio de Posada Carriles à Venezuela CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O México solidarizou-se nesta quarta-feira com a Venezuela, que reclama aos Estados Unidos a extradição do exilado cubano anti-Fidel Luis Posada Carriles para julgá-lo por terrorismo. O governo mexicano afirmou que se Posada for enviado a seu território, ele será mandado para a Venezuela. Posada Carriles, de 77 anos, é acusado de explodir em 1976 um avião DC-8 da Cubana de Aviación, provocando a morte das 73 pessoas a bordo, de pôr explosivos em hotéis em Havana em 1997 e de conspirar para matar o presidente da ilha, Fidel Castro. Por este suposto plano, ele estava detido no Panamá, mas foi indultado pelo governo anterior do país. Depois disso, o paradeiro de Posada Carrile era desconhecido, até ele voltar a aparecer semanas atrás nos EUA, com um pedido de asilo. Na semana passada, ele foi detido por autoridades norte-americanas por ter entrado ilegalmente no país. "O senhor Posada Carriles é um terrorista, é uma pessoa que, infelizmente e desgraçadamente (...), cometeu atos de delito terríveis para a humanidade", afirmou o chanceler mexicano, Luis Ernesto Derbez. "Esse homem é responsável por ter explodido um avião da Cubana de Aviación com 73 pessoas a bordo em território venezuelano e isso, em qualquer país, sob qualquer conceito, é um ato terrorista que não pode ser tolerado nem aceito", ressaltou Derbez. Existe a possibilidade de os Estados Unidos enviarem Posada Carriles de volta ao México, por ter entrado ilegalmente no país através do território mexicano. Caso isso ocorra, o México enviaria o exilado cubano à Venezuela, afirmou Derbez. "O tratado de extradição entre a Venezuela e os Estados Unidos deve ter primazia sobre qualquer outra ação", disse o chanceler mexicano. "Pelo mesmo motivo, caso [Posada Carriles] venha ao México, nós estaríamos praticamente obrigados, também temos um tratado com a Venezuela, o governo venezuelano teria de nos solicitar e nós teríamos de extraditá-lo ao país", explicou Derbez. A diretora do Instituto Nacional de Migração do México, Magdalena Cabral, disse na quarta-feira que Posada Carriles entrou ilegalmente no território mexicano. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, e Fidel Castro, seu aliado, têm insistido para que os EUA extraditem o exilado cubano, que escapou de uma prisão venezuelana em 1985, depois de ter sido julgado e absolvido em duas ocasiões anteriores. Cuba não pode requisitar o envio de Posada Carriles porque não tem acordo de extradição com os EUA e está de acordo que ele seja julgado na Venezuela, com quem possui um acordo.

Escrito por christian theodore às 11h53
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   Até que enfim lembraram da nossa musa do deboche em vida. Salve Dercy!

Devido ao temporal que caiu em São Paulo e fechou o aeroporto de Congonhas, Daniel de Oliveira só chegou à festa de entrega do Prêmio TAM do Cinema Brasileiro, realizada no Rio de Janeiro, na noite dessa terça-feira, 24, depois que seu nome foi anunciado como o vencedor na categoria melhor ator, por seu desempenho no filme Cazuza – O Tempo não Pára. Ele se encontrou com o diretor Daniel Filho, que havia recebido o troféu em seu nome na saída da tenda que foi armada na Marina da Glória e os dois protagonizaram uma cena que deixou o jovem vencedor todo envergonhado. “O Daniel Filho me pediu um beijo na frente das câmaras da TV e dos fotógrafos. Dei só um selinho, mas mesmo assim fiquei envergonhado. Sou um mineirinho tímido”, brincou o ator, admitindo ser bom demais ganhar um prêmio. A melhor atriz foi Fernanda Montenegro, por seu desempenho no filme Redentor. “Só posso estar feliz com esse prêmio, numa noite que me é especial por ver a Dercy Gonçalves, que é uma pessoa que faz parte da minha vida, sendo homenageada, a Laura Cardoso, minha amiga, levando o seu troféu e o meu filho, Cláudio Torres ganhando o prêmio de melhor direção pelo filme Redentor”. Grande homenageada da noite, Dercy Gonçalves fez questão de revelar sua idade (98 anos) e levou a platéia da 4ª edição do Prêmio TAM de Cinema às gargalhadas com seu jeito peculiar de fazer agradecimentos, que mistura a alegria de estar sendo premiada com palavrões. Nessa terça-feira, 24, não foi diferente, quando elogiou o traje masculino. “É tão bom ver os homens vestindo ternos e gravatas. Eu acho lindo, porque homem de calça jeans e bermudão fica tudo parecendo uns ...(impublicável)”. Por: Carlos Ramos

Escrito por christian theodore às 10h59
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   E na Bolívia...

25/05/2005 - 17h33 Grupo de militares bolivianos exige a renúncia do presidente Carlos Mesa LA PAZ, 25 Mai (AFP) - Um grupo de militares pediu nesta quarta-feira a renúncia do presidente da Bolívia, Carlos Mesa, e o fechamento do Congresso, o que foi imediatamente rejeitado por grande parte das Forças Armadas. O manifesto, divulgado no momento em que se multiplicam os protestos sociais, exige que Mesa "saia, que deixe o governo, que deixe a presidência e dê lugar ao governo do povo", afirmou o tenente-coronel Julio César Galindo, um dos líderes do grupo militar. Pouco depois, as Forças Armadas criticaram o pronunciamento através de um comunicado oficial. Esse manifesto "tem como objetivo desprestigiar a instituição com pretensões golpistas" e "não representa o desejo dos componentes das Forças Armadas, que se mantêm firmes na defesa do Estado de direito, da democracia e da institucionalidade do país", diz o documento. O comunicado classificou de "sediciosas e sem profundidade" as declarações formuladas pelos tenentes-coronéis Galindo e Julio Herrera, quem aparecem como líderes do movimento militar. O almirante Luis Aranda, comandante-geral das Forças Armadas bolivianas, confirmou à imprensa que se trata de "um fato completamente isolado" e que os militares em questão não possuem "em absoluto comando de tropa". "Queremos transmitir tranqüilidade ao país, as Forças Armadas estão coesas e unidas", disse Aranda. O ministro de Defesa, Gonzalo Arredondo, afirmou que os militares rebeldes são "gente sem futuro nas Forças Armadas disposta a dizer qualquer coisa". Evo Morales, líder dos cocaleros e do Movimento Ao Socialismo (MAS), também fez críticas ao manifesto de Galindo e Herrera. "Quero expressar minha crítica a qualquer golpe militar que possa acontecer e deixar claro que vamos defender a democracia", recuperada no país há duas décadas, depois de um longo período de regimes militares, afirmou. O incidente começou pela manhã, quando Herrera e Galindo proclamaram que "existem militares e civis patriotas que estão com o firme propósito de defender a soberania e a dignidade nacional". A intimação do grupo veio à tona um dia depois de Mesa afirmar que não pensava em renunciar e que, pelo contrário, planejava cumprir a totalidade de seu mandato até agosto de 2007. O tenente-coronel Galindo, em declarações posteriores à Radio Televisión Popular, acrescentou que o comunicado não representa um "golpe militar, mas um pronunciamento do povo". Acrescentou, depois, que a proposta é de um "governo com a participação de todos os setores. O máximo que haverá dentro do gabinete serão dois militares, o restante dos cargos serão ocupados por gente selecionada, gente patriótica, que defenda os interesses do povo. (...) Temos um plano de governo bem estruturado". Os militares ressaltaram, ainda, que não pretendem enfrentar os comandos superiores das Forças Armadas e que tampouco buscam um "derramamento de sangue". "Nós queremos salvar a democracia. Queremos assumir o comando para mudar as estruturas do país, para dar outra visão ao país", disse Galindo. O movimento militar também considerou nocivo o confronto entre o leste e o oeste do país por autonomias regionais e se mostrou partidário da realização de uma assembléia constituinte.

Escrito por christian theodore às 10h39
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   O papel das esquerdas

CARTAS ÁCIDAS FLÁVIO AGUIAR 22/5/2005 A responsabilidade das esquerdas A direita no Brasil de hoje não dispõe mais de um aparato militar golpista. Como tem que apostar em eleições, só lhe resta incentivar uma atmosfera de “crise institucional”. A leitura do noticiário da imprensa desperta a impressão de que a velha UDN da oposição a Vargas está de volta. Vamos ao que interessa: o que perturba o sono das classes dominantes, de seus clientes e porta-vozes na imprensa não é saber de acusações contra o deputado Roberto Jeferson e seus protegidos. Não é nem mesmo saber que o PT está tentando todo dia construir sua problemática base de apoio no Congresso e seus arredores. O que perturba o sono dessa gente é a notícia de que o presidente Lula recebeu os representantes da marcha do MST mesmo depois de seus militantes terem sido espadeirados pela Polícia Militar do Distrito Federal. Imagino os suspiros de saudade que ecoaram em muitos dos redutos daquelas classes quando souberam que a cavalaria tinha sido solta e as espadas, desembainhadas. E o ranger de dentes quando souberam que o presidente, mais uma vez, vestira o boné do “satânico” MST. E foi só o boné. Imagine se fosse a camisa! Para essa gente e os seus, o PT não é confiável, por mais que a presente política econômica do governo lhes seja conveniente. Os números apontam que o salário mínimo deu um tímido salto para cima. E ainda lhes ecoam nos ouvidos os gritos e lamentações de seus avós quando Vargas aumentou em 100% o salário mínimo, no memorável 1o de maio de 1954. Mas para eles o PSDB e o PFL, sobretudo em dupla, continuam sendo confiáveis. Por quê? Basta olhar para suas administrações. Além de privatizar o espaço público e conter qualquer política pública redistributiva de renda, o que fizeram suas administrações? Nada. Que marca deixou a política externa de FHC? Bom, a da rotina, já que o Itamarati tem pelo menos uma rotina. Que projetos têm esses partidos para o Brasil? Nenhum, a não ser administrar a desigualdade. Que projeto tinha ou tem o PSDB para São Paulo, cidade e estado, exceto o de lhe servirem como trampolim para a volta ao Planalto? Nenhum. Bem, mas me pergunto também: o que está fazendo o Palácio do Planalto além de se enredar na sua faina pela reeleição, como se ela dependesse sobretudo do PTB, do PMDB, do PP e do deputado Severino Cavalcanti, que na verdade faz o jogo do inimigo? Muito pouco. Pode e deve fazer mais? Sim, é claro. Por outro lado, me dá vontade de rir cada vez que leio artigos de jornalistas na imprensa acusando acerbamente o PT de ter “enganado” seus eleitores, de ter “vendido gato por lebre”, de ter prometido “mudança” e ter oferecido “continuidade”. Muitos deles são os mesmos que, logo que aparece algum indício tímido de “mudança”, reverberam as surradas expressões de “assistencialismo”, “populismo”, “demagogia” e outras tão do agrado das classes dominantes e seus gerentes. E muitos desses jornalistas passaram os anos de governo do PSDB/PFL vendendo eles mesmos “gatos por lebres”, apresentando a privatização do espaço público e a desconstrução do tecido social e político promovidas pelo neoliberalismo como a grande panacéia universal. Foi só PT chegar ao Planalto e eles se converteram às “causas sociais”, à necessidade de “inovar” na política econômica etc. A direita hoje no Brasil não dispõe mais de um aparato militar golpista. Tem que apostar em eleições. Só lhe resta mesmo apostar na criação de uma atmosfera de “crise institucional”. Tem que provar que o inconfiável PT - pelo risco de sua história e de seu potencial de desenvolver políticas sociais mais ousadas, até porque já as desenvolveu - não é só inconfiável; ele, PT, no governo, é “ingovernável” e “desgovernado”. A leitura do noticiário da imprensa escrita, aquela que pretende dirigir-se a “formadores de opinião”, desperta a impressão de que a velha UDN da oposição a Vargas está de volta. Os argumentos são os mesmos: improbidade administrativa, aparelhamento do estado, mar de lama, como se ela (a antiga UDN) e eles (os novos “udenistas”) nada tivessem a ver com isso. É claro também que a criação desse clima interessa diretamente aos partidos supra-citados. Alijados do governo federal por mais seis anos a contar de agora, sem novos e velhos cargos a oferecer, minguarão e comprometerão seu próprio futuro. Terão de se “refundar” como, aliás, já fez o velho PFL de guerra neste mesmo momento, com a bênção de José María Aznar, o político defenestrado em Madri depois de ter pretendido empulhar os eleitores com um discurso mentiroso sobre o atentado de 11 de Março. No meio desse tiroteio confuso, onde com freqüência o PT planaltino se desgoverna, naufraga, e faz água, acresce a responsabilidade das esquerdas - sobretudo das esquerdas do próprio PT - as que se põem na posição de guardiãs históricas dos princípios do partido. As tradicionais esquerdas das esquerdas, como PSTU, PCO, etc., estas estão onde sempre estiveram, isto é, baleando o PT para ganhar adeptos. As novas esquerdas das esquerdas, agrupadas no PSOL, também vão balear o PT, para disputar espaço. Por detrás dessas atitudes paira uma ilusão: a de que uma derrocada do governo Lula abrirá o espaço para uma “recomposição” das esquerdas, quando na verdade abrirá espaço para uma “decomposição” que arrastará todo mundo. Mas para as esquerdas petistas não basta se apresentarem como guardiãs do partido, o que vai reprisar apenas as disputas internas entre facções. O interessante neste momento, é colocar em pauta a discussão de um “projeto para o Brasil”, uma nova “Carta aos Brasileiros”, mas pela esquerda. Só assim as esquerdas do partido conseguirão polarizar a discussão onde ela deve ser polarizada: na discussão que vá além da disputa intra-muros para se saber quem é mais fiel aos cromossomos e ao DNA inicial da fundação do próprio partido. Não interessa discutir apenas um “novo PT” ou um “velho PT”, ou o que seja nesse sentido, mesmo que isto se dê na eleição da presidência do PT próxima vindoura. Interessa discutir sempre um “novo Brasil” versus o “velho Brasil”, e dentro disso discutir que tipo de governo interessa organizar. Mesmo que se perca a eleição dentro do PT, pois é isso que manterá a polarização pública da discussão por sobre a mera disputa interna que, para o grande público, é secundária e enfadonha. E é isso que ajudará a necessária reeleição de Lula para que se mantenha de pé a esperança de termos um Brasil com um projeto à esquerda entre suas opções viáveis. Mas para isso a esquerda da esquerda precisa se habilitar, e o primeiro passo dessa habilitação é a unificação de suas propostas e de sua candidatura alternativa à presidência do partido. Como dizia o finado Barão de Itararé, o grande filósofo do Brasil, “de onde menos se espera é que não sai coisa nenhuma”. E do vozerio de candidaturas múltiplas é que não sairá aquela necessária polarização, pois o pleito se reduzirá a uma disputa entre tendências, e as alijadas no caso de um improvável segundo turno não se unificarão sob o nome do que a ele for, mas meramente se suportarão, como sempre fizeram. A responsabilidade de se desenhar um projeto para o Brasil mais avançado do que a mera administração da desigualdade com algumas tímidas concessões ao povo recai hoje sobre as esquerdas do PT. Flávio Aguiar é professor de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo (USP) e editor da TV Carta Maior.

Escrito por christian theodore às 20h42
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   Sader Show!

O MUNDO PELO AVESSO EMIR SADER 23/5/2005 As derrotas do conservadorismo A conjuntura política da América Latina evoluiu de maneira muito desfavorável para os Estados Unidos e seus aliados na Europa. A apagada visita do ex-premiê espanhol José Maria Aznar ao Brasil e o moribundo congresso de dissidentes em Cuba, incentivado por George W. Bush, são sintomas dessa nova fase. A política de Bush não se cansa de somar derrotas na América Latina: Organização dos Estados Americanos (OEA), López Obrador, Equador, reunião com governos árabes, aprovação de lei de hidrocarbonetos na Bolívia, nova postergação e saída das prioridades da Alca para o Brasil, consolidação e extraordinário dinamismo externo e interno do governo venezuelano, normalização das relações da União Européia com o governo de Cuba, depois da posse do novo governo da Espanha. O ex-premiê espanhol José María Aznar tinha sua precoce aposentadoria já preparada. Depois de ter inaugurado o neofranquismo no seu governo de oito anos, degustava já sua retirada vitoriosa da política aos 48 anos, quando um passo em falso, no momento dos atentados de março do ano passado em Madri, levaram-no a uma estrepitosa derrota. Derrotado, teve Aznar então que dar continuidade às suas prédicas políticas de extrema direita. Como parte das suas funções de aliado do governo estadunidense, mesmo fora do governo, mandou deputados do seu partido – o neofranquista Partido Popular – a uma reunião de opositores em Cuba e veio ao Brasil para uma patética reunião de uma chamada Internacional Democrática de Centro (ex-Internacional Democrata Cristã), em que cabe seu partido, pelos vínculos estreitos que mantêm com a Opus Dei. Se aqui ele passaria incólume, não fosse a vigorosa resposta que Hugo Chávez deu a uma declaração sua, em que o presidente venezuelano recordava as palavras de Aznar sobre “perdedores da história”, em Cuba seus paus-mandados puderam ter os espaços de imprensa que buscavam, quando tiveram proibida sua estada no país, porque ingressaram como turistas e se dedicaram a fazer atividades de proselitismo político. A reunião, tolerada pelo governo de Fidel Castro, teve como seu ponto alto uma gravação do presidente dos EUA – fiel aliado de Aznar –, revelando que tipo de alternativa os participantes desse grupo desejam para Cuba. Nada se falou da base naval de Guantânamo, onde os direitos humanos reivindicados em Cuba são vítimas das maiores atrocidades. O opositor mais conhecido, Oswaldo Paya, declarou que se trata de um reunião sem nenhuma importância, artificialmente convocada e apoiada do exterior. Mas foi o suficiente para que o governo dos EUA e seus aliados na Europa voltassem à carga sobre o tema das relações com Cuba. Enquanto sofrem de taquicardia, na contagem regressiva para os referendos sobre a Constituição Européia na França e na Alemanha, tentam agir contra Cuba novamente, se dando conta que a situação latino-americana evoluiu de maneira muito desfavorável para eles e que tende a piorar cada vez mais. Os acordos recentes entre os governos da Argentina, do Brasil e da Venezuela, aqueles assinados entre estes dois últimos, estendendo seus efeitos a Cuba, e os acordos entre os governos da Venezuela e de Cuba desenham um continente muito distinto daquele que o governo Bush e seus aliados querem para o continente, prefigurado na Operação Colômbia, na Alca e no Plano Puebla-Panamá. Aznar faz o pobre papel de pregador no deserto. Na Espanha, o novo premiê José Luis Zapatero consolida seu apoio popular, avança nos direitos da educação privada, conseguiu aprovar uma avançada lei de casamento dos homossexuais, e propõe agora a iniciativa de legalização de 700 trabalhadores imigrantes. Resta a Aznar o pobre papel de agente provocador do governo Bush. Nem Cuba, nem a Venezuela, nem nenhum outro país da América Latina têm ouvidos para Aznar e suas asnices. Temos outras urgências e prioridades. Emir Sader, professor da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), é coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj e autor, entre outros, de “A vingança da História".

Escrito por christian theodore às 20h41
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   Saudades de Darcy Ribeiro

Carta de Lisboa Em julho de 1978, Brizola realizou em Lisboa um encontro de trabalhistas e socialistas brasileiros com o propósito de fazer renascer o PTB, com um grande número de trabalhistas do Brasil e do exílio para concretizar aquele projeto. Foi aprovada, então, a Carta de Lisboa, com os princípios programáticos que deveriam regar o novo PTB, assentados na representação popular, no pluripartidarismo, no nacionalismo getuliano, no sindicalismo moderno e no desenvolvimento capitalista, orientado pelo Estado. Promulgada a anistia, Brizola retornou ao Brasil em setembro de 1979. Dedicou-se à reorganização do PTB, no que foi obstado por Golbery, o ideólogo da ditadura, que fez entregar a sigla a um grupo de aventureiros, em cujas mãos ela se converteu em legenda de aluguel, patronal, submissa ao governo e controlada por banqueiros. Recuperando-se rapidamente desse novo golpe do regime militar, Brizola criou o Partido Democrático Trabalhista - PDT. Em sua liderança retomou a militância política, cercado pelos velhos companheiros do trabalhismo e do nacionalismo de Vargas, do reformismo de Jango, que, sob sua condução, transcende para o socialismo democrático, integrado já na Internacional Socialista, da qual Brizola foi eleito Vice-Presidente. No mês de novembro daquele ano, sentado a seu lado no jantar final de congratulação os participantes do Congresso da Internacional Socialista, realizado em Madri, vi Brizola ser saudado como um futuro chefe de estado. Constatei ali, uma vez mais, o imenso poderio do carisma de Brizola, que vira exercer-se tantas vezes no Brasil. Carisma é a qualidade daquele líder distinguível entre todos , como se tivesse uma estrela na testa. Os gregos antigos o definiam como aquele que ao entrar no templo enche o templo. Na luta política brasileira, Brizola destacou-se como o principal adversário do governo militar em declínio, com tão grande apoio popular que foi eleito Governador do Rio de Janeiro. É o único caso em nossa história em que um político, já tendo sido governador, consegue eleger-se por um outro estado. Anos depois, vi Brizola escolher se queria reeleger-se pelo Rio Grande do Sul ou pelo Rio de Janeiro, tão evidente era o desejo do eleitorado dos dois estados de reconduzi-lo ao ser governo. Volta ao Brasil Estive ao lado de Brizola nos dois governos que ele exerceu no Rio de Janeiro. No primeiro, como Vice- Governador, no segundo, como Senador. Em ambos, como coordenador de seu programa educacional. Fizemos juntos muitas coisas recordáveis. A mais importante delas foi reinventar a escola primária brasileira na forma dos Centros Integrados de Educação Pública - CIEP‘s. Admiráveis por sua arquitetura, devida a Oscar Niemeyer, e muito mais pela revolução educacional que representam, como escola de tempo integral para professores e alunos; como de treinamento em serviço na arte de educar; como centro produtor de variado material didático de excelente qualidade e ainda como oficina de elaboração de cursos audiovisuais, através de tele-vídeos e de programas de informática educativa. Aos CIEPs acrescentamos outra inovação, que é o Ginásio Público, onde os alunos ingressados dos CIEP‘s prosseguem os estudos de 6º à 8º séries primárias e de todo o curso e nível médio, recebendo educação da mais alta qualidade. Nossa invenção mais desafiante, porém, é a Universidade Estadual do Norte Fluminense - UENF, estruturada nas bases do MIT, como uma Universidade - laboratório destinada a integrar o Brasil na civilização do 3ª Milênio. Todos esses feitos, de que me orgulho muito, não são criações minhas, mesmo porque eles apenas concretizam ideais antigos dos principais educadores brasileiros, encabeçados por Anísio Teixeira. O que os tornou viáveis foi o fato de eu poder contar para concretizá-los com o primeiro estadista de educação que o Brasil conheceu: Leonel Brizola. Como Prefeito de Porto Alegre e como Governador do Rio Grande do Sul, Brizola já revelara um paixão pela educação, que, aprofundada nos seus longos anos de vivência no exílio, pôde florescer no Rio de Janeiro. Como efeito, Brizola é o primeiro governante brasileiro a compreender em toda a sua profundidade a inexcedível importância do problema educacional, cuja solução é requisito indispensável para que o Brasil progrida. Concluindo essas apreciações, devo assinalar que nós, militantes do PDT, somos os herdeiros da ideologia e da experiência de ação governamental dos três estadistas mais lúcidos, destemidos e fecundos que o Brasil conheceu: Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola. Como se vê, nós viemos de longe, trazendo nos braços gloriosas bandeiras de luta, grandes vitórias e terríveis frustrações. Fomos nós que fizemos a revolução de 1930 para modernizar o Brasil. Legalizando as lutas trabalhistas, através de sindicatos e da promulgação das principais leis, ainda vigentes, de garantia dos direitos dos assalariados. Criando o Ministério da Educação e da Saúde e a primeira universidade brasileira. Assentando as bases da industrialização do Brasil, com a criação da Companhia Vale do Rio Doce, da Companhia Siderúrgica Nacional, da Petrobrás, da Eletrobrás e de numerosas outras estatais. Tudo isso provocou tanta raiva nos reacionários, que nos custou o suicídio do nosso líder maior, Getúlio Vargas. Fomos nós que assumimos de forma mais profunda a responsabilidade de superar o atraso e a pobreza da população brasileira, espoliada desde sempre por uma classe dominante, infecunda e estéril. O fizemos através da Reforma Agrária e da lei de controle da espoliação estrangeira, propugnadas pelo Presidente João Goulart. Também elas provocaram tamanha reação na velha classe descendente de senhores de escravos e de vassalos servis do capital estrangeiro, que nosso governo foi derrubado e o Presidente e seus associados sofreram atrozes perseguições e amargaram anos de exílio, em que muitos morreram. Somos nós que encarnamos, hoje, essa luta, sob a liderança de Leonel Brizola. Ele ressurge, depois de 15 anos de exílio e 40 anos de difamação, como o líder que vem passar nossa instituicionalidade a limpo, a fim de que o Brasil floresça, afinal, como a pátria livre de um povo civilizado, próspero e feliz. Deus salve o Brasil! (Rio de Janeiro, 1994). Darcy Ribeiro, político, educador, antropólogo e romancista, morto em 17 de fevereiro de 1997, escreveu este perfil quando concorria como vice-presidente na chapa de Leonel Brizola, em 1994.

Escrito por christian theodore às 20h34
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   Saudades do Brizola

MEMÓRIA DARCY RIBEIRO 22/6/2004 Um perfil de Brizola Leia este perfil de Leonel Brizola escrito pelo político, educador, antropólogo e romancista Darcy Ribeiro, morto em 17 de fevereiro de 1997. Ribeiro concorreu como vice-presidente na chapa do líder do PDT em 1994. Um típico filho do povo Nasceu em 22/01/1922, no povoado de Cruzinha, antes pertencente ao município de Passo Fundo, e hoje a Carazinho. Estudante de engenharia, ingressou no recém-fundado Partido Trabalhista Brasileiro- PTB -, em agosto de 1945, para apoiar a política social de Getúlio Vargas. Era um universitário atípico, uma vez que a maioria de seus colegas era comunista ou udenista. Provavelmente porque ele vinha de uma dura vida - infância pobre, trabalhando para estudar - que o identificava com a classe trabalhadora. Atípico, também, porque, já alcançando êxito naquela idade, não aderia aos ideais das elites e até se orgulhava de sua origem popular. Assim é que, quando Getúlio saiu na sua memorável campanha eleitoral pelo Brasil adentro, levou consigo, como assessores, a Jango, Brochado da Rocha, e a Brizola, que eram chamados o "Jardim da Infância" do Presidente. No curso dessas lutas, Brizola cresceu e se afirmou como principal líder brasileiro de esquerda. Como tal, convocou as forças progressistas a se unirem a ele, numa Frente Nacional de Libertação, para as lutas anti-imperialistas de combate à espoliação estrangeira e ao latifúndio improdutivo. Tal era então seu prestígio que, mantendo-se no governo do Rio Grande do Sul, se candidatou a Deputado Federal pelo Rio de Janeiro, alcançando a maior votação registrada na história brasileira. Líder popular No Parlamento, Brizola se tornou o líder das esquerdas e o principal coordenador do grupo de pressão sobre Jango na consecução das reformas de base, principalmente a reforma agrária, que a seu ver devia ser feita "na lei ou na marra". Articulou a Frente de Mobilização Popular, integrada pela Frente Parlamentar Nacionalista, pela UNE e pela CGT, e apoiada pelas principais lideranças de esquerda, inclusive por Prestes, Arraes e Julião. Surgiu, assim, o que Santiago Dantas chamou de "esquerda negativa", para contrastar a combatividade das forças lideradas por Brizola, com o caráter persuasório do movimento que apoiava o Presidente João Goulart na sua política de reformas. Desde então, as forças progressistas se bipartiram. De um lado, o governo lutava pelas reformas fundamentais que considerava possíveis, e que eram vistas pela direita como tão avançadas que a unificavam e lançavam no golpismo contra revolucionário. Do outro lado, Brizola utilizava intensa e vivamente o rádio e percorria todo o Brasil em pregações, mobilizando o povo para forçar as reformas estruturais. Simultaneamente, organizava seus seguidores em "Grupos de Onze", semelhantes às células comunistas, estruturando-os em seus locais de moradia e de trabalho para o ativismo político radical. Nesse ambiente é que se desencadeou o golpe militar de 1964. Jango o enfrentou pelo diálogo, negociando com os chefes militares, mas negando-se a dar ordem de combate contra as forças sublevadas. Brizola articulou no Rio Grande do Sul um movimento de resistência armada, ao lado do general Ladário, Comandante do 3º Exército. Jango desembarcou em Porto Alegre a 2 de abril, desautorizando a resistência armada. Optou pelo exílio na Uruguai, onde Brizola, eu e muitíssimos companheiros fomos compelidos a nos exilar, também. Exílio de 15 anos - No exílio, Brizola prosseguiu no esforço de organizar a luta armada contra a ditadura militar. Acreditava ele, como muitos mais, naqueles anos de entusiasmo pela figura de Che Guevara, que era possível repetir a façanha cubana. Mas a ditadura se consolidou, tornando cada vez mais inviável aquela estratégia de lutas. Acabamos confinados, por pressão da ditadura brasileira sobre o governo uruguaio. Eu, em Montevidéu, lecionando na universidade, mas proibido de sair do país. Brizola, enclausurado numa praia inóspita. Daí sairia para residir numa pequena fazenda que comprou no interior do país, onde viveria vários anos. Mesmo isolado na campanha uruguaia, tão grande era seu prestígio político e tão decisiva continuava sua influência sobre as eleições do Rio Grande do Sul que, em setembro de 1977, a ditadura militar obrigou os governantes uruguaios a decretarem a expulsão de Brizola, dando- lhe o prazo de cinco dias para sair do país. Era seu segundo exílio e todos esperávamos que ele fosse viver na Venezuela ou em Portugal. Surpreendentemente, Brizola, que era tido como o principal adversário político norte-americano na América do Sul, procurou a embaixada dos Estados Unidos, solicitou e alcançou o apoio do Presidente Carter - enquanto defensor dos direitos humanos - na qualidade de dissidente político perseguido pelo militarismo brasileiro. A partir desse novo pouso, Brizola voltou a crescer. Agora, como um dos principais líderes latino-americano. É nessa condição que se transladou para Lisboa, aproximou-se da Internacional Socialista através do patrocínio de Mário Soares, sendo recebido, na qualidade de iminente estadista, por diversos governantes europeus, tais como Mitterand, Olav Palm e Willy Brandt.

Escrito por christian theodore às 20h33
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   A entrevista

Agência Carta Maior: Como o sr. está vendo o atual momento político, quando o governo Lula passa por uma crise de articulação política e a oposição prepara a instalação de uma CPI no Congresso para investigar as denúncias de corrupção nos Correios? Fábio Wanderley Reis: Acredito que estamos vivenciando o amadurecimento de um processo que vem de longe. A grande esquina do governo Lula deu-se no caso Waldomiro. O PT construiu sua identidade a partir de dois grandes traços: o compromisso social e o compromisso ético. O primeiro está afetado pela política econômica do governo Lula, mas aqui temos um componente técnico que é passível de discussão. Esse caminho está correto? Seria possível fazer diferente? Há um debate legítimo e real neste sentido. Quanto ao aspecto ético, não há nada disso, ou seja, não há componentes técnicos envolvidos. O caso Waldomiro colocou o PT e o governo na defensiva, desencadeando uma série de iniciativas negativas e ineptas que desarticularam a base de apoio do governo e culminaram na eleição de Severino Cavalcanti para a presidência da Câmara dos Deputados. Neste episódio, o governo foi completamente inepto. CM: E quais podem ser as conseqüências desse processo para o futuro do governo? FWR: Acho que o governo atravessa um quadro de desajuste geral e está perdendo a batalha da opinião pública. O velho senador Milton Campos fazia uma distinção importante entre opinião pública e eleitorado. Lula continua com grande apoio do eleitorado, principalmente junto às camadas populares, mas vem perdendo apoio junto à opinião pública, constituída principalmente pelos setores médios da população. É preciso fazer uma ressalva neste tema da corrupção. Parte do que vem acontecendo tem a ver com o fato de que tem havido uma certa eficácia da Polícia Federal e de outras instâncias no combate à corrupção. Mas também é preciso reconhecer que o quadro negativo em torno deste tema afeta não somente o governo Lula mas também o Legislativo. A opinião pública que hostiliza Lula tampouco apóia Severino que, recentemente, foi vaiado em São Paulo. Então, o que estamos vendo é um desgaste crescente da classe política, cuja reputação já era negativa junto à população. O que mitiga um pouco esse quadro, considerando essa separação entre opinião pública e eleitorado, é que a penetração de Lula junto ao eleitorado popular ainda é forte e as notícias econômicas ainda são boas. Mas esse apoio tende a ser afetado pela corrosão da popularidade na esfera da opinião pública. CM: O sr. acredita que esse quadro oferece riscos para a democracia brasileira? FWR: Recentemente, um instituto chileno divulgou uma pesquisa sobre a popularidade da democracia na América Latina. O Brasil apareceu como grande campeão negativo em defesa da democracia. Cerca de 63% dos entrevistados mostraram-se incapazes de dizer o que era a democracia. Então esse é um quadro preocupante. CM: E quanto aos riscos específicos para o governo? FWR: Bem, a relação do governo com os partidos da base aliada está claramente comprometida com toda essa confusão. Há questões exemplares que mostram um certo ânimo galhofeiro no ar. Uma mistura de irritação com galhofa. Há muitas piadas circulando pela internet indicando esse sentimento. Um outro exemplo disso foi um recente artigo de João Ubaldo Ribeiro, onde ele comenta as declarações de Lula dizendo que os brasileiros tinham que levantar o traseiro da cadeira. João Ubaldo fala sobre a suposta grossura do presidente e termina o artigo de uma forma bastante chula, falando sobre o que poderia estar ocorrendo com os traseiros dos brasileiros. Então, me parece que há uma certa desmoralização no ar que vem se traduzindo através de piadas e galhofas. Isso não é nada bom. CM: Pelo que está vendo nas últimas semanas, o sr. acredita que o governo vem tomando medidas para superar esse quadro? E que medidas poderiam ser estas? FWR: Está havendo um desarranjo geral, um bater de cabeças. Apesar do risco de turbulência representado pela CPI, acho que o governo tem maiores chances de recuperação se facilitar os trabalhos da CPI. Ela acabou se transformando em uma espécie de avalanche, entre outras razões pelo fato de que o Congresso também percebeu o clima ruim criado contra a própria instituição. Viabilizar a CPI também oferece riscos, mas colocar-se contra ela pode trazer riscos ainda maiores. O governo Lula está diante de um dilema. Ele precisa agir de modo eficiente, do ponto de vista político, fortalecer as condições de governabilidade, e, ao mesmo, promover um resgate ético. Não é uma tarefa fácil. CM: E como sr.analisa o comportamento da oposição, particularmente do PSDB e do PFL? FWR: Acredito que, no que diz respeito a 2006, o quadro é positivo para a oposição. PSDB e PFL ainda não têm um candidato viável, mas contam com elementos promissores com esse clima todo criado nas últimas semanas. Por outro lado, creio que a fórmula usada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, comparando o governo a um peru bêbado, foi pesada demais e justificou a reação do PT denunciando um empenho desestabilizador por parte do PSDB. Tanto é assim que houve um certo recuo por parte das lideranças do PSDB e do PFL que adotaram um tom mais moderado. A CPI é conveniente eleitoralmente para esses partidos e eles vão tentar explorar isso, até, temo, sem pesar muito as conseqüências para o país. CM: Além de comparar o governo a um “peru bêbado”, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vem falando sobre a ameaça de crise institucional. O sr. acredita nesta possibilidade? FWR: Acho difícil pensar numa crise institucional nos moldes daquelas que afetou o governo João Goulart, por exemplo. É difícil ver a crise atual tomando essa direção. O diagnóstico de Fernando Henrique Cardoso é exagerado e impróprio. Por outro lado, a situação atual está formando um caldo de cultura perigoso. Já andam circulando propostas de campanhas em defesa da renovação total do Congresso e também de voto nulo para as eleições presidenciais. Creio que um Congresso renovado radicalmente funcionaria menos bem do que o atual, pois não teríamos parlamentares com memória institucional. Esse é um caminho perigoso. CM: O sr. acredita que é possível ocorrer no Brasil algo parecido com o que aconteceu na Itália, onde o descrédito de alguns dos principais partidos do país acabou abrindo espaço para a eleição de Silvio Berlusconi, um empresário da mídia que não integrava os partidos tradicionais e apareceu como uma espécie de salvador da pátria? FWR: É claramente possível. Segundo a pesquisa que citei anteriormente, o eleitorado brasileiro está disposto a abrir mão da democracia em troca de alguns benefícios econômicos. Some-se a isso o quadro de violência e instabilidade social que afeta as cidades brasileiras e temos um caldo de cultura perigoso. A lembrança de Collor está aí presente para nos advertir dos perigos do surgimento de novos aventureiros.

Escrito por christian theodore às 20h23
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   É aí que mora o perigo

ENTREVISTA "Governo Lula está perdendo batalha da opinião pública" Para Fábio Wanderley Reis, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais, presidente Lula ainda conta com apoio do eleitorado popular mas governo perde força junto à classe média. Apesar dos riscos, governo deveria facilitar CPI dos Correios, defende Reis. Marco Aurélio Weissheimer 24/05/2005 O senador mineiro Milton Campos chamou a atenção, certa vez, para a importância da distinção entre opinião pública e eleitorado. Seus tempos e movimentos não são necessariamente simultâneos. O governo Lula deveria prestar atenção nesta distinção, pois embora o presidente ainda desfrute de grande apoio junto ao eleitorado, principalmente nas camadas mais populares, seu governo está perdendo a batalha da opinião pública, ou seja, vem perdendo apoio junto aos setores médios da população. A advertência é do cientista político Fábio Wanderley Reis, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que, em entrevista à Agência Carta Maior, analisa a atual conjuntura política e os dilemas enfrentados pelo governo federal, no momento em que a oposição, capitaneada por PSDB e PFL, prepara-se para instalar a CPI dos Correios e vê sua posição fortalecida em relação às eleições presidenciais de 2006. Para além das projeções eleitorais, o cientista político identifica a fragilidade da democracia brasileira, quadro agravado pela crescente perda de credibilidade do Congresso e da classe política de um modo geral. Esse quadro, diz Fabio Wanderley Reis, ao invés de pavimentar a estrada da volta dos tucanos ao poder, pode abrir o caminho para novos aventureiros, reeditando experiências do tipo Collor ou como ocorreu com a eleição de Berlusconi, na Itália. A advertência do professor da UFMG lembra um comentário feito pelo filósofo esloveno Slavoj Zizek sobre o que aconteceu na política italiana: “sua vitória (de Berlusconi) é uma lição deprimente sobre o papel da moralidade na política; o supremo desfecho da grande catarse moral-política – a campanha anticorrupção das ‘mãos limpas’ que, uma década atrás, arruinou a democracia cristã e com ela a polarização ideológica entre democratas cristãos e comunistas que dominou a política no pós-guerra – é Berlusconi no poder” (em Às Portas da Revolução – Escritos de Lenin de 1917, p. 332).

Escrito por christian theodore às 20h22
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   Em quem vamos confiar?

Perda da credibilidade das instituições é maior perigo Organizações da sociedade civil apontam a perda da credibilidade do Congresso e do Governo como principal perigo da crise no Planalto, instituída, segundo avaliam, pela política da barganha em nome da governabilidade. Momento seria de se livrar da ‘banda podre‘ do governo e investir em reformas concretas. Verena Glass 24/05/2005 São Paulo – Enquanto governo e oposição se digladiam em acusações e defesas, tentativa de criação de CPI, ameaças de retaliação e caça a bruxas que hoje preparam suas poções nos mesmos caldeirões que usavam no governo passado, a sociedade brasileira assiste ao circo armado no Planalto em torno do escândalo dos Correios com a desconfiança de que muito do que se passa na arena nada tem a ver com os interesses do cidadão comum. Esta avaliação sobre a “crise do governo” foi comum a três importantes organizações da sociedade civil ouvidas pela Carta Maior. Partindo do princípio de que é extremamente necessário apurar e punir os casos de corrupção, o que a sociedade civil deseja, para além disso, é que se iniba os mecanismos e práticas que permitem a sua instalação, por um lado, e, por outro, a responsabilidade dos governantes de não desacreditar uma democracia já fragilizada perante a opinião pública. Na avaliação do jornalista Cláudio Abramo, coordenador da ONG Transparência Brasil, associada á Transparency International, a utilização política de escândalos de corrupção é tão comum como inevitável em qualquer país e regime, e em tempos pré-eleitorais é aplicada com entusiasmo redobrado. O grande problema, afirma, é que não se discute, nessas ocasiões, nem a raiz das práticas que permitem a má gestão da coisa pública, nem se propõem ou adotam soluções concretas. O resultado, segundo Abramo, acaba sendo uma perigosa descrença da sociedade em suas instituições, como o Governo, o Congresso e os partidos políticos, o que pode levar a um reducionismo perigoso. “Não estou vaticinando que o Brasil vá mergulhar no caos, mas essas situações podem levar a um crescente descompromisso do eleitor com quem elegeu, como o que levou à crise da Argentina, por exemplo”, diz Abramo. E conclui: “o grande problema do país é a institucionalização da prática de barganha política em nome da governabilidade. Com as nomeações políticas, é evidente que, se a coisa pública é administrada desta forma, o Estado está cumprindo mal as suas funções”. No mesmo tom, o economista do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), José Antonio Moroni, também diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de ONGs (Abong) e membro da Inter-Redes (articulação de organizações e movimentos sociais que atua na negociação da participação social nos processos decisórios do governo), acredita que o que está ocorrendo agora é uma crise anunciada que esteve latente já no governo FHC. Segundo Moroni, o governo tucano evitou sua eclosão em função da ampla maioria que tinha no Congresso, mas a falta de agenda do Legislativo, sua postura subalterna ao Executivo, o desgaste da credibilidade com a eleição de Severino Cavalcanti (“o arauto do nepotismo”) na presidência da Câmara, e o renitente interesse em desgastar o governo fizeram supurar a debilidade democrática. Para o conjunto das organizações e movimentos sociais, no entanto, o prejuízo maior das crises institucionais – a presente, em especial - é o enfraquecimento dos mecanismos democráticos de pressão e mobilização social, avalia a historiadora Fátima Mello, coordenadora da ONG Fase e secretária-executiva da Rede Brasileira de Integração dos Povos (Rebrip). “Para nós, o que interessa é uma vida institucional na normalidade, que permite a expressão da vitalidade da democracia brasileira, como a recente marcha do MST a Brasília. Existe no país uma direita extremamente organizada, que, com a ajuda da grande imprensa, constrói as crises políticas de acordo com seus interesses. O grande problema do governo Lula foi a sua opção de compor uma base aliada na estrutura mais arcaica da política brasileira, que nunca se organizou em torno de um projeto para o país, mas sim em função do troca-troca político. Esta é a grande ferida, o presidente Lula não desmontou esta estrutura e compôs com uma base aliada que o afastou de seus parceiros históricos”, afirma Fátima.

Escrito por christian theodore às 20h17
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   TElESUR, A TELEVISÃO DA AMÉRICA LATINA

Telesur nasce para se contrapor ao "discurso único" O sinal de testes da Telesur, a mais nova emissora de Venezuela, Argentina, Uruguai e Cuba, foi ao ar pela primeira vez nesta semana. O objetivo do canal, que foi articulado por Hugo Chávez, é se contrapor ao "discurso único" das grandes redes globais de comunicação. O Brasil ainda estuda como entrar no projeto. Da Redação 25/05/2005 Caracas – “Nosso Norte é o Sul”. Esse é o slogan da mais nova emissora interestatal de televisão da América Latina, a Telesur, que lançou seu sinal de testes pela primeira vez terça-feira (24). Com sede em Caracas, a emissora é um projeto articulado pelo presidente Hugo Chávez e foi criada com recursos de Venezuela, Argentina, Uruguai e Cuba. O ministro venezuelano de Informação e Comunicação, Andrés Izarra, afirmou que a Telesur tem a intenção política de integrar os povos da América Latina, e é uma forma de atingir o ideal bolivariano de unir os países do sul. A idéia é apresentar ao público uma programação internacional alternativa àquela disponível nas grandes redes globais de comunicação, com sede nos países ricos. "Não é uma arma para estimular modelos políticos, não é uma ferramenta de difusão de ideologias sobre outros países. A diversidade é a filosofia de programação da Telesur", disse Izarra, numa coletiva de imprensa no Teatro Teresa Carreño, em Caracas. Segundo o ministro, que também é o presidente do novo canal, a Telesur é um espaço para ver a América Latina do ponto de vista de seus habitantes. "Não queremos ver o que ocorre na América Latina através da CNN", afirmou. Nesta fase de testes, o sinal da nova emissora pode ser assistida através dos canais Venezuelana de Televisão (VTV) e Vive, na Venezuela, e pelo sinal de satélite NSS 806 no restante da América Latina. A partir de julho, o canal inicia sua programação própria, abrindo espaço também para produções comunitárias e universitárias. "As bases serão feitas pela informação, retomando a crônica, a reportagem, a entrevista, a investigação, sem se prender ao imediatismo", afirmou o uruguaio Aram Aharonian, vice-presidente e diretor-geral da Telesur. A intenção é transmitir 24 horas contínuas de notícias, reportagens, entrevistas, documentários e filmes latino-americanos, que serão produzidos a partir de nove sucursais no continente. A brasileira Radiobrás ainda está estudando como participar do projeto. A Telesur foi fundada com um capital inicial de US$ 10 milhões, bancados por Venezuela (51%), Argentina (20%), Cuba (19%) e Uruguai (10%). Mais informações em www.telesurtv.net. As informações são da Agência Ansa.

Escrito por christian theodore às 20h15
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   E na Bolívia...

Na Bolívia, mobilização continua Centenas de professores começaram segunda a bloquear os acessos ao centro de La Paz, no início de uma greve por melhores salários e para exigir a nacionalização das empresas de petróleo e gás. É mais um capítulo da incessante onda de mobilizações sociais que atingem a Bolívia e deixam dúvidas sobre a continuidade do governo de Carlos Mesa. Os professores exigem um aumento salarial superior aos 3,5% propostos pelo governo, considerado insuficiente pelos sindicatos. Além disso, reivindicam a oferta de novos postos de trabalho para os docentes recém-formados. A demanda central, no entanto, é a mesma que une os movimentos que há semanas promovem marchas na capital, como os mineiros e os cocaleiros: mudanças na nova Lei de Hidrocarbonetos, recém-aprovada, de modo a aumentar os royalties pagos pela exploração de petróleo e gás. Desde segunda, diversas organizações de El Alto, município próximo a La Paz, promovem uma greve geral e prometem para os próximos dias uma supermarcha rumo a capital, com o objetivo de tomar a praça onde estão localizados os palácios de Governo e do Legislativo. Os líderes sociais de El Alto exigem também a convocação imediata de uma Assembléia Constituinte. Eles não deram importância aos rumores surgidos no final de semana de que haveria uma conspiração para derrubar o presidente Carlos Mesa. "Defenderemos a democracia e não permitiremos um golpe. Mas nossa demanda de nacionalização e pela Constituinte é justa e continuaremos lutando para alcançá-la", disse Abel Mamani, presidente da Associação de Moradores de El Alto. A polícia boliviana mantém cercados os acessos à principal praça do país. Carros de bombeiro estão localizados nas principais ruas de entrada e centenas de policiais impedem a passagem de veículos e controlam os pedestres. Enquanto isso, os professores bloqueiam outros acessos ao centro e se organizam para a chegada dos moradores de El Alto e camponeses do interior, como produtores de coca da região subtropical de Yungas, no norte. As principais rádios do país informam que em Oruro e Cochabamba também estão sendo preparadas passeatas de apoio às organizações sociais de El Alto. As informações são da Agência Ansa.

Escrito por christian theodore às 20h13
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   Quentinhas da Agência Carta Maior

Bolívia e Peru vivem novas mobilizações populares Peru e Bolívia são novamente palcos de grandes mobilizações populares neste início de semana. Enquanto os bolivianos pedem mudanças na nova lei de petróleo e gás, agricultores peruanos exigem que o governo cesse as negociações com os Estados Unidos para a assinatura de um acordo de livre-comércio. Da Redação 17/05/2005 Lima e La Paz – Depois da Bolívia, é a vez do Peru viver uma nova onda de manifestações organizadas por movimentos sociais. Desde segunda-feira (23), agricultores bloqueiam algumas das principais estradas do país, em protesto contra a política econômica do governo e a assinatura de um Tratado de Livre Comércio (TLC) com os Estados Unidos. A chamada greve agrícola começou poucas horas antes da viagem do presidente Alejandro Toledo à China e ao Oriente Médio, capitaneada por milhares de produtores de batata, arroz e algodão de áreas distintas do país. Serão 48 horas de paralisação. Entre as exigências dos agricultores estão os preços justos; redução dos impostos a seus produtos; contenção da importação de arroz; e a suspensão das negociações do TLC com os EUA, que o Peru negocia desde o ano passado junto com a Colômbia e o Equador. O cronograma prevê a assinatura do tratado até julho próximo. Os TLCs foram a alternativa encontrada pelo governo norte-americano para driblar os impasses em torno da Área de Livre-comércio da Américas (Alca). Os manifestantes usaram pedras e paus em alguns casos e, em outros, levavam grandes cartazes nas estradas, impedindo o trânsito de veículos em diversas estradas do país. Os bloqueios aconteceram ao norte de Tumbes, fronteira com o Equador, e nas redondezas de Piura, Lambayeque e La Libertad. O acesso e as ruas das regiões de Puno e Ayacucho também foram fechados, onde grupos de agricultores entraram em confronto com agentes da polícia. Não houve notícias sobre feridos em nenhuma das partes. Diante dos protestos, que atingem milhares de passageiros do transporte urbano, o ministro da Agricultura, Manuel Manrique, qualificou de "absurdos" alguns itens estabelecidos na plataforma de luta dos grevistas. "Há determinados pontos que são inviáveis, que nós não podemos resolver e que são equivocados", disse Manrique, que citou como exemplo o pedido dos agricultores para que o seu produto seja considerado um cultivo alternativo à folha de coca. "Esta substituição é inviável", disse o ministro, ao explicar que atualmente a coca se semeia em encostas, onde arrozais não poderiam se desenvolver. Os produtores que aceitam substituir a coca contam com benefícios do governo. Na sexta-feira (27), será a vez de milhares de camponeses cocaleiros realizarem mais uma jornada contra o governo

Escrito por christian theodore às 20h12
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   O que é isso companheiro?

Um grupo de crianças da Escola Classe da 114 Sul deu um toque especial à sessão de homenagem aos 25 anos do PDT,realizada esta manhã no plenário, na Câmara dos Deputados. Elas foram atraídas pelo vídeo que era passado naquele momento, mostrando o funcionamento dos CIEPs, as escolas integrais, implantadas por Leonel Brizola no Rio de Janeiro, e que se tornou a maior expressão em termos de inovação educacional no Brasil. A reunião foi aberta pelo 1o. vice-presidente da Câmara, deputado Thomás Nonô (PFL-AL), que chamou para ocupar a mesa o autor do requerimento, deputado Severiano Alves(BA), líder do partido, o ex-deputado Carlos Lupi,Presidente Nacional, os deputados Neiva Moreira (MA) e Alceu Collares (RS) e o ex-deputado Matheus Schmidt, atual presidente do diretório do Rio Grande do Sul. À solenidade compareceu quase toda a bancada na Câmara e no Senado, a Executiva Nacional e os represetnantes da família Brizola, Vereador Brizola Neto (RJ) e do ex-Presidente João Goulart, Denize e João Vicente. Para ler e ver se acredito!

Escrito por christian theodore às 20h24
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   A GLOBO É SÓ MENTIRA!

Avenida Brasil A globo é só mentira, era o que estava escrito no muro Dois homens foram presos, na manhã de hoje, por fazerem pichações nos muros na Avenida Brasil, contra a Rede Globo. Segundo informações da polícia, um supervisor do programa Jovens Pela Paz teria agido por conta própria ao comandar a ação.

Escrito por christian theodore às 20h18
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   Morte Banal

, 22 de Maio de 2005 Universitário morto em Vicente Pires -------------------------------------------------------------------------------- Crime foi cometido por outro estudante, que usou um espeto O estudante universitário Samir Dijos Negrão, 25 anos, foi assassinado com um espeto de churrasco, no dia de seu aniversário. O crime ocorreu ontem, por volta das 4h30, durante uma festa na Rua 6, chácara 276, lote 21, em Vicente Pires. O autor do homicídio também é um universitário, Júlio César França, 24 anos, que foi preso em flagrante. Um grupo de cerca de 20 pessoas se reuniu para comemorar os 25 anos de Samir, na casa da tia de um amigo do aniversariante. Durante a comemoração, houve uma discussão entre quatro convidados. A confusão gerou uma briga generalizada e três pessoas ficaram feridas sem gravidade. Porém, Júlio César levou uma facada no braço direito, supostamente desferida por Samir. Segundo informações de testemunhas à polícia, Júlio César pegou um espeto de alumínio que era usado no churrasco e atingiu o peito de Samir duas vezes. Militares do Corpo de Bombeiros foram chamados para socorrer a vítima. Porém, o estudante não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Portão trancadoPoliciais do 2º Batalhão de Polícia Militar (Taguatinga) chegaram ao local, mas foram impedidos de entrar na casa. Amigos de Júlio César trancaram o portão para evitar que os PMs o prendessem. Eles tiveram de arrombar a fechadura do portão para ter acesso à residência e prenderam o suspeito em flagrante. Levado para a 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte), Júlio César disse que não conhecia a vítima. Residente no Guará, afirmou ter sido convidado por um amigo e que não teve a intenção de matar Samir. Interrogado pelo delegado Mauro Aguiar Machado, chefe da 17ª DP, sobre a confusão, o acusado respondeu que não se lembrava como tudo havia começado. No entanto, afirmou ter pego o espeto para se defender, depois de ter sido atingido no braço. O delegado Aguiar informou que vai ouvir testemunhas para esclarecer as circunstâncias do homicídio, mas a polícia não tem mais dúvida da autoria do crime. O delegado precisa ouvir as pessoas que estavam na festa para avaliar o envolvimento de cada uma na confusão. Além disso, quer saber como começou a briga. TragédiaUma sobrinha da dona da casa, que preferiu não ter o nome revelado, disse que a tia emprestou a residência porque conhecia Samir e não imaginou que a confraternização poderia se transformar em tragédia. "A mansão acabou de ser construída semana passada e ainda não está habitada", disse. A mulher contou, também, que Samir era solteiro e morava com dois amigos em um apartamento na Comercial da 308 Norte. Os pais dele vivem em Minas Gerais e foram avisados da morte logo pela manhã. Parentes do estudante devem chegar hoje a Brasília para decidir se o corpo será sepultado no DF ou levado para Minas. Até o fim da tarde de ontem, o corpo permanecia no Instituto de Medicina Legal (IML), aguardando a liberação. Júlio César foi autuado em flagrante, no artigo 121 do Código Penal Brasileiro (homicídio). Depois de prestar depoimento, ele foi transferido para o Departamento de Polícia Especializada (DPE), onde vai aguardar decisão da Justiça. BebidaNa opinião de Mauro Aguiar, o crime foi praticado por excesso de bebida. O delegado diz que a festa só reuniu amigos e não havia motivo para um homicídio. Parentes de Júlio César foram à delegacia para saber como o crime ocorreu. Eles afirmaram que vão contratar um advogado para acompanhar o caso. Por ser réu primário, não possuir antecedentes criminais e ter residência fixa, o estudante poderá ter a prisão relaxada para responder ao processo em liberdade. Jornal de Brasília

Escrito por christian theodore às 12h03
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   Política na escola

de Maio de 2005 Política se aprende na sala de aula -------------------------------------------------------------------------------- Alunos de duas escolas de Ceilândia trabalham com conceitos importantes para a cidadania "Eu pensava que todos os políticos eram corruptos. Hoje sei que não é assim. A política é importante até para a gente escolher os times de futebol no recreio". A frase é do futuro advogado Hugo Octavio, 10 anos, aluno do Caic Anísio Teixeira, no Setor O, em Ceilândia. Hugo é um dos 450 alunos beneficiados, neste semestre, pelo projeto Política na Escola, coordenado por 25 estudantes do curso de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB). O projeto transforma os universitários em professores e atores que encenam, e ensinam, temas de política para os alunos de duas escolas públicas de Ceilândia. Iniciado em 2003, o projeto atendeu 800 crianças de nove a 12 anos, só no ano passado. No início, os estudantes realizavam apenas a simulação de um processo eleitoral nas escolas. Hoje, os encontros são quinzenais e os universitários debatem, nas salas de aula, temas como participação política, voto, representação e democracia. "Usamos exemplos do cotidiano deles, como um jogo de futebol, e dinâmicas de teatro e desenho para debater os temas mais complexos", conta a estudante Tatiara Monteiro, do 7º semestre de Ciência Política. Apatia políticaO objetivo maior do programa, para a estudante Maria Fernanda Alves, também do 7ª semestre, é tirar a apatia política de pais e alunos: "Muitas vezes, a visão negativa e a aversão à política das crianças é um reflexo do que pensam os pais. Fazendo o debate com os alunos, eles acabam levando para dentro de casa". Além das crianças, os estudantes querem incluir a participação de pais e familiares dos alunos e de vizinhos das instituições de ensino no projeto, transformando o ambiente da escola pública em um centro de formação de cidadania para a comunidade. Todos os temas abordados são discutidos previamente pelo grupo, que elabora roteiros e atividades lúdicas. "Nós não dizemos para a criança o que é certo e o que é errado. Buscamos desenvolver uma consciência crítica e de cidadania neles", afirma Tatiara Monteiro. A partir dessa consciência política, os universitários acreditam que os alunos poderão compreender mais sobre assuntos da administração dos locais onde vivem e se sentirão agentes políticos capazes de realizar mudanças nesse ambiente. TrocaEntre as visitas às escolas, é feita uma avaliação de acompanhamento com pais e professores. "É uma troca pedagógica. Nós também aprendemos com os professores, que podem ser os maiores multiplicadores da nossa proposta", explica a estudante Lívia Morais, do 4º semestre de Ciência Política. Além do Caic, o projeto foi adotado pela Escola Classe 17. No ano passado, as escolas Classe 15 e 18 foram beneficiadas. de Maio de 2005 Política se aprende na sala de aula -------------------------------------------------------------------------------- Alunos de duas escolas de Ceilândia trabalham com conceitos importantes para a cidadania "Eu pensava que todos os políticos eram corruptos. Hoje sei que não é assim. A política é importante até para a gente escolher os times de futebol no recreio". A frase é do futuro advogado Hugo Octavio, 10 anos, aluno do Caic Anísio Teixeira, no Setor O, em Ceilândia. Hugo é um dos 450 alunos beneficiados, neste semestre, pelo projeto Política na Escola, coordenado por 25 estudantes do curso de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB). O projeto transforma os universitários em professores e atores que encenam, e ensinam, temas de política para os alunos de duas escolas públicas de Ceilândia. Iniciado em 2003, o projeto atendeu 800 crianças de nove a 12 anos, só no ano passado. No início, os estudantes realizavam apenas a simulação de um processo eleitoral nas escolas. Hoje, os encontros são quinzenais e os universitários debatem, nas salas de aula, temas como participação política, voto, representação e democracia. "Usamos exemplos do cotidiano deles, como um jogo de futebol, e dinâmicas de teatro e desenho para debater os temas mais complexos", conta a estudante Tatiara Monteiro, do 7º semestre de Ciência Política. Apatia políticaO objetivo maior do programa, para a estudante Maria Fernanda Alves, também do 7ª semestre, é tirar a apatia política de pais e alunos: "Muitas vezes, a visão negativa e a aversão à política das crianças é um reflexo do que pensam os pais. Fazendo o debate com os alunos, eles acabam levando para dentro de casa". Além das crianças, os estudantes querem incluir a participação de pais e familiares dos alunos e de vizinhos das instituições de ensino no projeto, transformando o ambiente da escola pública em um centro de formação de cidadania para a comunidade. Todos os temas abordados são discutidos previamente pelo grupo, que elabora roteiros e atividades lúdicas. "Nós não dizemos para a criança o que é certo e o que é errado. Buscamos desenvolver uma consciência crítica e de cidadania neles", afirma Tatiara Monteiro. A partir dessa consciência política, os universitários acreditam que os alunos poderão compreender mais sobre assuntos da administração dos locais onde vivem e se sentirão agentes políticos capazes de realizar mudanças nesse ambiente. TrocaEntre as visitas às escolas, é feita uma avaliação de acompanhamento com pais e professores. "É uma troca pedagógica. Nós também aprendemos com os professores, que podem ser os maiores multiplicadores da nossa proposta", explica a estudante Lívia Morais, do 4º semestre de Ciência Política. Além do Caic, o projeto foi adotado pela Escola Classe 17. No ano passado, as escolas Classe 15 e 18 foram beneficiadas.

Escrito por christian theodore às 12h01
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   Baboseiras

Assuntos aleatórios Em encontro com o deputado distrital Peniel Pacheco e o presidente do PDT-DF, Georges Michel, Maurício Corrêa tentou convencê-los a negociar um acordo com o governo do Distrito Federal. Talvez o partido ganhasse uma “Secretaria Extraordinária de Assuntos Especiais”. Peniel estremeceu: - Dr. Maurício, por favor, não divulgue isso... Se os jornais descobrem o nome dessa secretaria...

Escrito por christian theodore às 11h59
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   Entrevista do companheiro Vladimir Palmeira

''O PT não é um ninho de anjos'' Entrevista: Vladimir Palmeira Paulo Celso Pereira O tempo dos grandes discursos ficou para trás. Aos 60 anos, Vladimir Palmeira, que conduziu o movimento estudantil brasileiro em 1968, hoje raramente fala em público. Morando numa rua tranqüila de Botafogo, Vladimir acorda cedo e desde 1999 se dedica a uma enorme tese de doutorado sobre a estratégia de poder de Lênin. O colapso no pacato dia-a-dia veio em março, quando foi colocado como pré-candidato petista ao governo do Rio. Desde então, a dedicação ao estudo e a severíssima pontualidade foram por água abaixo. Deputado federal de 1987 a 1995, Vladimir passa os dias em busca do maior apoio possível para sua candidatura. Talvez seja trauma da intervenção de 1998 quando, depois de ser lançado como candidato ao governo do Estado pelo Diretório Regional do PT, o Diretório Nacional interveio e apoiou Anthony Garotinho: “Não cultivo a vingança. Mas, politicamente, foi um erro”. Até agora, Vladimir é apoiado por cinco dos sete deputados federais e sete dos oito estaduais do PT-RJ . Há dez anos fora da vida pública, Vladimir não se acha conhecido, e acredita que só a campanha na TV poderá mudar esse quadro. Enquanto isso, conquista adesões dos “formadores de opinião pública”. Socialista convicto, Vladimir diz que sua profissão é ser professor e ataca os políticos que ficam mais de dois mandatos no Congresso: – O parlamentar é um inadaptado à condição da vida produtiva. – Como analisa os casos de corrupção que atingiram o governo? –Há o problema de corrupção generalizado no aparelho do estado. Então, a aparição de corrupção na fileiras de nosso partido, que vive nessa sociedade, é um alerta, para que a legenda reflita que não está longe da sociedade e não é nenhum ninho de anjos. Muitas vezes, o PT se comportava como se tivesse os puros e os outros partidos os impuros. Aprendemos que há impuros entre nós. Mas há uma cultura sistemática do PT contra a corrupção. Pode aparecer, e se aparecer temos que combater com o mesmo ardor que a combatemos nos outros governos. – E as denúncias de extorsão nos Correios? – Toda denuncia tem de ser apurada. Como governador vou estimular a criação de qualquer CPI, porque sempre ajuda a apurar. Mas não vi o governo se posicionando contra a CPI, até porque esse é um problema da Câmara. – Como avalia o governo Lula? – Se comparado com o governo Fernando Henrique, é nitidamente melhor, com muito mais preocupação social e uma visão de reorganização do aparelho do estado. Ao mesmo tempo, é um governo de coalizão, com elementos que pesam em vez de ajudar. As insuficiências são notadas pelo próprio governo. A luta pela queda da taxa de juros é de 97% da população. É claro que está errada. Não queremos um choque, mas queremos que baixe gradualmente, e isso facilite o crédito às empresas. – Quais os principais erros? – O principal está na política monetária. O controle pelo Banco Central, que tem uma equipe muito ideológica. Um setor em que queria ver o governo aplicando mais dinheiro é na reforma agrária. Mas o governo tem avançado na Justiça, tem uma política externa muito boa, os dois ministros capitalistas – o Furlan e o Roberto Rodrigues – estão desenvolvendo um bom trabalho de mercado exterior. – Como pretende conciliar a candidatura com as críticas ao governo? – Faço elogios ao governo, mas se me perguntam não vou mentir. Há elementos críticos no governo. Critico, assim como ministros e o presidente. Não me coloco no oposição. Apóio o governo, sou candidato do governo, e vou me apresentar à população dessa forma. – Como conseguir um desempenho melhor que o do Bittar em 2002? – Esta eleição será diferente. Os Garotinhos, que serão representados por Sérgio Cabral, estão num declínio político. Ao mesmo tempo, o Cesar Maia, que se reelegeu com respaldo grande, começou a se desgastar. São os dois melhores quadros das respectivas posições e me preparo para travar uma disputa com eles. Cesar Maia é a grande expressão da direita do Rio. Foi prefeito tantas vezes, é político hábil, estudioso das estatísticas e fez um trabalho de consistência nessa matéria. Sérgio Cabral representa uma política populista. De apelos como restaurante popular, piscinão, mas que não resolve os grandes problemas do estado. Nesse quadro, a esquerda tende a ocupar espaço e, se uma candidatura aglutina-la, é um campo forte. Se for esse o quadro, seria uma disputa equilibrada, interessante, e mais fácil para eu ganhar. Mas o Crivella pode ser candidato. Se disputar, ele não ganha, mas atrapalha, muda as características da disputa. – Quais apoios você buscará? – Procurei o PDT e tive um bom contato. Mas eu e o partido ficamos na dependência de políticas de aliança nacional. Vou procurar os partidos do arco de alianças como PP, PL, PTB e PCdoB. Procurarei também um campo mais à esquerda, como o PSTU e o P-SOL, embora haja dificuldades nesta composição porque eles fazem oposição sistemática ao governo federal. – Quais os maiores problemas do Rio? – Toda pesquisa mostra que são a violência e a saúde. Não vou fazer demagogia e dizer que resolverei todos os problemas da saúde e do povo do Rio. Você tem 4 anos para governar, então vai colocar a saúde em condições decentes. Isso depende de vontade política. Há verdadeiras quadrilhas operando. O grande problema não é de falta de dinheiro, mas de aplicação da verba. Em geral, os orçamentos dados à saúde e à educação são grandes. E a segurança? – A questão da segurança é mais difícil. Em nenhum estado a violência é tão ameaçadora. O problema não é apenas o tráfico de drogas, que embora seja uma questão sobretudo do governo federal, evidentemente tem repercussões estaduais. O problema é que no Rio se estabeleceram diversos contrapoderes. O estado perdeu a autoridade. Então, temos de reprimir, mas não usando essa repressão aparatosa. Hoje, os soldados sobem o morro, passam dois dias, prendem uma trouxinha de maconha e saem. Só teremos resultado se ao mesmo tempo em que agirmos duramente, mantivermos a possibilidade de ofertar serviços públicos pelos quais a comunidade está carente. A norma deve ser investigar. E entrar na favela como num bairro da Zona Sul. – De que forma sua ideologia socialista influenciaria seu governo? – A primeira coisa é trazer a massa para a política. Temos de criar uma esquerda social e ao mesmo tempo politizar a sociedade. Isso não quer dizer fazê-la pensar como você quer, mas fazer com que participe mais. Quero trazer uma participação maior do funcionalismo de forma que as instituições estaduais tenham certa autonomia. O que isso tem com o socialismo? Um grão, pois você está estimulando a autogestão, estimulando as pessoas a decidirem seus destinos. – Quais são as diferenças ideológicas de 1968 para hoje? – O socialismo teve a maior crise de sua história com o fim da União Soviética e entrou nesse século numa completa derrota. Se trata de criar um novo socialismo. As pessoas hoje são socialistas por inércia. Quem é de esquerda no Brasil tem uma posição nacionalista e estatizante, repetindo um padrão que se acentuou nos anos 20. Há uma profunda crise. Sou de esquerda porque sou a favor dos oprimidos. Em 1968 era diferente. Estávamos na crista da onda da história. Mas, evidente que as diferenças são mais políticas do que ideológicas, combatíamos uma ditadura militar, na qual não existiam liberdade, organização partidária, direito de greve. Hoje temos uma democracia constitucional no Brasil, que exige formas de luta totalmente diferentes.

Escrito por christian theodore às 11h56
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   Ainda a entrevista

– Como você vê hoje a atuação do jovem na política? – Cada época é uma época. Vejo muita gente criticando o jovem por alienação, isso é um equívoco. Os jovens têm uma participação na vida social de acordo com a conjuntura em que estamos. É absurdo exigir do jovem hoje que tenha uma posição militante como a do de 1964. A juventude brasileira, quando é requisitada, participa. A política hoje é muito cinzenta para a juventude, não representa um desafio. – Como colocar a militância nas ruas? – A militância está se dispondo a fazer a campanha. Posso chamar, pedir, mas ela tem vida própria. Você desperta o entusiasmo em pessoas que estavam descrentes da política. Sou parado na rua por gente que diz: ‘não votava no PT, vou voltar a votar agora’. Cria-se um certo ânimo com as peculiaridades dessa candidatura. Espero uma campanha de rua forte. Só ganho a campanha se tiver a militância ao meu lado. – Por que você abandonou a vida parlamentar em 1994? – Quando fui candidato avisei aos companheiros que só disputaria dois mandatos. Sou contra políticos profissionais. Um partido de esquerda como o PT devia ter preocupação de politizar, e por isso, deveria abrir a experiência do Parlamento ao maior número possível de militantes. O deputado que passa 8 anos em Brasília perde sua capacitação profissional e tem dificuldade de reingressar no mercado de trabalho. É um inadaptado às condições da vida produtiva. Então, começa a fazer o máximo de concessões políticas para se reeleger. Começa a ter o mandato mais voltado para a reeleição do que para o Legislativo. Jornal do Brasil -RJ

Escrito por christian theodore às 10h54
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   Corrupto, corrupto!!!!

Cem anos de atraso Israel Tabak As revelações que vão surgindo na esteira do escândalo dos Correios mostram a que ponto pode chegar o loteamento da máquina, por força de acordos políticos em nome da governabilidade. Na fita comprometedora, Maurício Marinho, o chefe demitido da área de contratos, detalha, por exemplo, que as licitações eram afetadas e conturbadas pelos interesses divergentes das diretorias da estatal ligadas a diferentes partidos políticos. O compartilhamento político de áreas eminentemente técnicas, com todos os riscos e baques até agora causados ao governo Lula, lembra o spoil system - a apropriação generalizada e predatória da máquina, na qual até o contínuo era demitido - que vigorava após cada vitória eleitoral, nos Estados Unidos do início do século passado. É nesse atraso de mais de 100 anos, que analistas identificam uma das raízes do atual descrédito das instituições políticas do país. A amplitude da aliança partidária sujeita o governo a sustos e abalos que se tornam cada vez mais críticos à medida que se aproxima novo período eleitoral. Disso os especialistas não têm dúvidas, como também convergem ao colocar na conta do Planalto a maior parcela de culpa pela desarticulação política e por problemas de gestão que aparecem no centro da crise. Na maioria dos países europeus, só os cargos de altíssimo escalão têm nomeações políticas, e mesmo assim com muitas restrições - lembra o cientista político Geraldo Tadeu, coordenador do Programa de Estudos Políticos da Uerj. O atraso é também da própria natureza do sistema político brasileiro - prossegue o estudioso - com a pulverização partidária, que torna o PT , com menos de 100 deputados, um partido refém de outras siglas, numa Câmara com mais de 500 parlamentares. - O governo não tem demonstrado, no entanto, competência ao investigar os nomes propostos pelos partidos da coalizão para ocupar cargos públicos. O rigor deveria ser muito maior, para evitar essas crises sucessivas. Na avaliação de Claudio Weber Abramo, diretor executivo da ONG Transparência Brasil, Lula se submete a um jogo perigoso: - Dizem que quem dança com o diabo acaba sendo conduzido por ele. É difícil acreditar que o governo desconheça o risco que corre, ao firmar determinadas alianças. Marcus Figueiredo - cientista político do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) - observa que a administração Fernando Henrique agia com maior rapidez para tirar de cena colaboradores suspeitos de envolvimento em atividades ilícitas. Figueiredo - com a concordância de Tadeu - dá outro ponto de vantagem para o antecessor de Lula. - Antes, a composição do governo correspondia às expectativas da coalizão parlamentar. Na atual administração, essa questão jamais foi resolvida. Os partidos da base sempre acham que têm direito a um quinhão de cargos maior do que o oferecido. A crise de relacionamento desembocou na eleição de Severino Cavalcanti, o ponto máximo da insatisfação. Desde então o Planalto vem colecionando derrotas, enquanto na própria base aumentam as dissensões entre o PT e os demais partidos, todos em briga por espaços maiores. De novo, as críticas desembocam no Planalto: - Ao atropelar o Congresso com medidas provisórias, o Poder Central contribui para esvaziar a ação e a autonomia do Parlamento, que se transforma em mero coadjuvante, com boa parte dos congressistas tendo seu raio de ação restrito à troca de votos por cargos, nomeações e liberação de emendas. Se o Planalto não repensar a sua relação com o Legislativo dificilmente vai contornar a crise - avisa Geraldo Tadeu. Além da rixa entre os poderes, os casos de corrupção que, na semana passada, eclodiram em todas as esferas de poder - desde os prefeitos presos acusados de desviar dinheiro da merenda infantil, passando pelos deputados estaduais pedindo mesada, em troca de livrar o governador de Rondônia do impeachment, chegando até o escândalo dos Correios - geraram um receio disseminado de que o descrédito dos políticos ponha em risco a própria democracia. - É um receio fundado. Se o quadro degringolar, há um risco de desmoralização das instituições políticas e da próprio regime democrático - prevê Marcus Figueiredo. O cientista político ressalva que a eclosão de novos casos só representará um perigo real para Lula - na perspectiva da eleição em 2006 - se o escândalo ''colar na imagem do presidente''. - Foi o que aconteceu com Roseana Sarney, que vinha em constante ascensão nas pesquisas e acabou bombardeada pelo caso Lunus - relembra o pesquisador do Iuperj. Na percepção popular, segundo Figueiredo, a corrupção está associada à política, em todos os níveis. A situação econômica do país teria um peso maior na escolha do futuro candidato à Presidência. - O bolso do eleitor fala mais alto na hora de escolher e as pesquisas mostram que a estabilidade econômica é um ponto forte do governo. O maior risco para a reeleição seria a situação nesta área também se deteriorar - conclui. JOrnal do Brasil

Escrito por christian theodore às 10h43
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   Para quem tem alergia e problemas com a alimentação

Comer bem não faz mal Receitas saborosas ajudam a evitar intolerância a substâncias nocivas à saúde Lorenna Rodrigues Diabéticos, hipertensos, pessoas com intolerância à lactose, glúten ou proteína animal podem ter uma vida normal. Pelo menos é esse o objetivo do Laboratório de Técnica Dietética da Universidade de Brasília (UnB), onde, desde 2003, estudantes e professores de nutrição pesquisam receitas especiais para cada tipo de doença. A preocupação é que a receita seja gostosa, além de não conter o que causa problemas ao paciente. Para popularizar as receitas já criadas, a coordenadora do laboratório, Raquel Botelho, optou pela criação de um site. - A idéia era publicar um livro com as receitas especiais, mas como era muito complicado e haveria a necessidade de liberação de verbas, fizemos o site, que alcança um número maior de leitores - aponta. O site www.unb.br/fs (acessar link laboratórios) oferece cerca de 100 receitas dividas por doença para a qual é indicada. Tem maçã do amor, churros e pudim de leite condensado para diabético; paçoca, para quem tem colesterol alto; canjica, para quem tem intolerância à lactose; pão de mel para quem não pode comer glúten. - Nós sempre fazemos degustação antes de aprovar a receita e, na maioria das vezes, as pessoas não vêem diferença entre a receita original e a modificada - revela. O site registra quase mil visitas diárias. Raquel conta que recebe emails de todo o Brasil e de outros países com perguntas e sugestões de novas receitas para serem pesquisadas. Pesquisa - A cada semestre, um novo desafio. No 7º semestre de nutrição, Ari conta que teve que desenvolver uma canjica que, além de não apresentar lactose, fosse rica em cálcio e fibra. - Era uma tarefa difícil, porque, além de cumprir os requisitos, a canjica tinha de ser gostosa - conta. Ari testou a receita 12 vezes antes de chegar ao resultado final, hoje disponível no site. Para repor a fibra, Ari acrescentou couve-flor picada à canjica, cozida com água e leite de côco. - A dificuldade era esconder o cheiro forte da couve-flor - aponta. No dia da degustação, a canjica passou no teste final: alunos da Faculdade de Saúde, convidados a provar a nova receita, não diferenciaram a canjica do grupo de Ari de outra, preparada com a receita tradicional. SS garantido para os alunos. Jornal do Brasil

Escrito por christian theodore às 10h40
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   Comprar uma bicicleta ou casar?

Homem resiste a mudança amorosa Pesquisa de campo de antropóloga vai identificar que mulheres são mais preparadas para aceitar as diferenças Soraia Costa Pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB) vai estudar a resistência masculina às mudanças nos relacionamentos amorosos. A antropóloga Lourdes Bandeira, diretora do Instituto de Ciências Sociais, afirma que o perfil dos casamentos mudou e que os homens são ainda mais conservadores que as mulheres para aceitar as diferenças. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatícas (IBGE), as pessoas casaram menos na última década. Proporcionalmente ao aumento da população, a quantidade de casamentos diminuiu, embora numericamente tenha permanecido estável. Além disso, o tempo médio de duração das uniões passou a ser de 10,8 anos, bem inferior ao que acontecia nas décadas anteriores. Exemplo disso é o casamento de Lázara Bahia Pereira, 77 anos, e Leonardo Rodrigues Neves, 81 anos, que comemoraram Bodas de Diamante no último dia 8. São 60 anos de união, na qual foram gerados cinco filhos, 12 netos e três bisnetos. O casal se conheceu em Campo Belo, Minas Gerais, onde moravam. Logo após o fim da Segunda Guerra, em 1945, os dois se casaram. Funcionários aposentados da Secretaria de Educação, o casal chegou a Brasília em 1970, na busca de oportunidades melhores de educação e emprego para os filhos. Leonardo admite que não é fácil conviver por tanto tempo com uma pessoa, mas Lázara dá a receita: - O segredo é muito amor, compreensão, renúncia e companheirismo - afirma ela. A professora Lourdes Bandeira garante que estes casamentos duradouros ainda estão vinculados ao sistema antigo, no qual a mulher não possuía autonomia financeira e tinha como único objetivo casar e ter filhos. Segundo ela, várias coisas mudaram, principalmente porque a mulher passou a ter mais possibilidades de estudo e renda. - O casamento passou a ser uma possibilidade, mas não a única, como costumava ser nos anos 50 e 60. O Distrito Federal é campeão em número de divórcios no país. A Síntese dos Indicadores Sociais de 2004, divulgada pelo IBGE em fevereiro, mostra que, de cada mil habitantes do DF com mais de 20 anos, 2,8 são divorciados. Além disso, a pesquisa revela que, ao se separar, a maioria das mulheres mantém sua autonomia e permanece separada. Os homens, por outro lado, procuram casar novamente. Na nova pesquisa, Lourdes fará 50 entrevistas com grupos de jovens para identificar como os homens enxergam o casamento e as mudanças ocorridas nas relações amorosas. O início do trabalho está previsto para julho. Para a professora, as mulheres estão mais preparadas para aceitar as diferenças, enquanto os homens conservam características machistas. - Várias coisas mudaram. A mulher tem mais autonomia, estuda mais e tem independência econômica - afirma Bandeira. O trabalho passou a ser também uma fonte de prazer e de possibilidades. As mulheres se motivam e criam vínculos e interesses fora do ambiente doméstico. De maneira geral, os casamentos nos quais os homens tentam manter as esposas em casa, tendem ao fracasso. As experiências mais positivas atualmente estão acontecendo quando há uma divisão democrática do trabalho doméstico e da criação dos filhos. - Se os homens tentarem manter a mulher em casa, isso vai acabar com o casamento - defende a professora. Outra diferença significativa diz respeito ao adultério. O artigo que previa a punição para a mulher adúltera foi abolido do Código Civil. Segundo Lourdes Bandeira, isso foi um avanço, uma vez que a sociedade funciona em cima de regras jurídicas. Mesmo assim, ela critica que ainda existem juízes que acatam o argumento de homicídio para a defesa da honra. Jornal do Brasil.

Escrito por christian theodore às 10h37
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   Casar ou comprar uma bicicleta?

Difícil casar. Faltam 88 mil parceiros no DF Quando se trata de casamento e relacionamentos amorosos, há várias questões ambíguas, como destaca a professora de antropologia Lourdes Bandeira. Mesmo as mulheres que conquistam independência econômica e não precisam depender financeiramente dos homens, sentem a necessidade de casar. - A mulher tem autonomia econômica, mas ainda é vulnerável a uma dependência emocional com a necessidade do casamento - afirma Lourdes. Mesmo com a perspectiva de uma separação iminente, as mulheres buscam a experiência do casamento. Na opinião da professora, isso é justificado pela pressão social. Atualmente, a sociedade aceita melhor as mulheres divorciadas do que as que nunca se casaram. Além disso, há grande dificuldade para encontrar um parceiro. Entre os jovens a relação afetiva não leva em consideração o tempo. Elas são de curta duração e a substituição é rápida. A situação para as mulheres é ainda pior. Brasília tem hoje um déficit de mais de 88 mil homens. Entre os motivos apontados para essa disparidade, está o aumento do número de homossexuais, a maioria do sexo masculino, e a grande quantidade de mortes de jovens. Os homens são as maiores vítimas da violência e dos acidentes de trânsito. - Há uma sexualidade plural. As normas sociais não remetem mais ao casamento heterossexual. Além disso, os homens estão morrendo, o que aumenta ainda mais a desproporção entre os gêneros - garante Bandeira, que acrescenta que as mulheres estão sem opção no mercado matrimonial. As mulheres querem casar, mantendo outros privilégios e como os homens têm mais possibilidades de escolha, preferem as mais dependentes. As mulheres que não abrem mão da carreira e da autonomia acabam não encontrando parceiros. Isso acontece, porque os homens continuam a ser conservadores e procuram quem precisa da proteção deles. - Do ponto de vista geral, os homens estão menos avançados com relação ás mudanças - argumenta Lourdes Bandeira. Tem muitas mudanças que não podem ser generalizadas, mas elas também não podem ser ignoradas. Em Brasília, a maneira como os jovens se relacionam explica certos padrões de comportamento. No Plano Piloto, mesmo nos espaços públicos há pouca circulação. Os espaços de convivência estão sempre sobre um controle institucional. Além disso, a maioria dos espaços são fechados. Todos esses fatores são limitadores da convivência. (SC) Texto retirado do Jornal do Brasil. RJ

Escrito por christian theodore às 10h36
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   Pânico na TV

Todos querem Pânico Programa que aposta no estilo tosco e humor escrachado faz tanto sucesso na Rede TV! que atrai interesse do SBT e até da Globo Zean Bravo Foi por pouco. Com Silvio Santos de lambuja, a última edição do Pânico na TV! ficou só um ponto atrás da Globo, marcando 15,5. Na guerra dominical, o humorístico da Rede TV! nunca chegou tão perto da concorrência. Vencedor da semana, Gugu garantiu a liderança para o SBT com 17,3. Mas foi a moral do Pânico que subiu. “Não tem sucesso nenhum, pô! Neste domingo vamos fazer uma manifestação contra a audiência. Não queremos incomodar ninguém”, diz Emílio Surita, sério. Tido como líder do grupo, apesar de contestar o posto,Surita desdenha o Ibope. “Isso parece moleque medindo o tamanho do pinto. Cada um quer ter o maior”, compara. “Audiência não mede se o programa é bom ou ruim. Quando dava três pontos o Pânico já era comentado”, emenda. Emílio acredita que sucesso gera especulação. “Começaram a falar que a Globo chamou um, que o Vesgo (Rodrigo Scarpa) vai sair, isso faz você perder o foco”, reclama. Mas admite: “Queremos condição de fazer o programa, o negócio é transformar audiência em faturamento. Nosso salário aumentou quando começou a dar certo. Foi uma aposta.” Surita garante que não tem estrela no programa Vesgo forma dupla com Ceará (Wellington Muniz), o Silvio, e já foi o principal responsável pelos picos de audiência – o dono do SBT foi entrevistado pela dupla. “Hoje mantemos seis pontos de média com todas as atrações. Não dá para botar Silvio e Vesgo todo tempo”, diz o diretor Ricardo de Barros. Emílio frisa que não existe estrela no grupo. “Ninguém quer ir ao programa, temos que ter idéias para compensar isso. Mas o elenco é bom”, elogia. “Se alguém começa a ficar estrela, os outros debocham. As sandálias da humildade começaram como piada interna nas nossas reuniões”, completa. Rodrigo Scarpa, o Vesgo, diz que o assédio de outras emissoras é delicado. “Muita gente faz proposta para mim e o Ceará, mas a intenção não é separar o grupo. Sei que envolve dinheiro, mas devo muito ao Emílio”, reconhece. Musa do programa, Sabrina Sato jura que não existe vaidade lá dentro. “Vou para onde for o grupo, sabe? Imagina: na Globo teríamos de ter limite”, avalia a moça. “A única sondagem oficial foi da Band, na época da Marlene Mattos. Graças a Deus não fomos, viu como acabou a Caixa Preta (programa da Preta Gil)?”, destaca Emílio. Notícia do Jornal O Dia -RJ

Escrito por christian theodore às 10h11
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