politica&teatro
   E o Sinpro e a educação

Sobre as entrevistas que assisti no Forum mundial de educação percebi a grave crise sindical que vivemos no Sinpro. É apenas um rascunho borrado o antigo sindicato ligado a importantes lutas sociais, a formação do Pt e ainda a Cut. Desde o governo Cristóvam que o sindicato tem sido deplorável, Marcos Pato e companhia ficaram para a história como grandes destruidores de uma política de esquerda na educação do DF. O tal de Peninha, Baiochi e ainda Lúcia Carvalho. Todos esses decepcionaram professores e foram ligados ao governo Cristóvam. Embora depois Marcos Pato liderasse a maior oposição que algum sindicato já fez em Brasília contra justamente o governo de esquerda do Cristóvam. Papel fundamental para selar a derrota de Cristóvam e eleger Roriz. Em seguida chega ao poder um sindicato "novo" de cara velha. Conseguiu algum aumento, a aprovação do plano de carreira. Mas a cada dia vem perdendo sua representatividade junto a classe dos professores. Tem dificuldade em encher as próprias assembléias e para isso tem um discurso pronto. Os professores de hoje não são politizados! Ora, quemé que teria que receber os novos professores concursados e convidá-los a fazer curso de formação sindical, saber dos seus direitos! Será que o sindicato não tem dinheiro para isso! Cheguei ainda a uma triste conclusão.A divisão do sindicato em três grupos atuais empobrece e enfraquece nossas lutas. O pior é que há essa divisão porque cada grupo pertence a uma corrente partidária, seguem estritamente a orientação dos seus partidos sobre assuntos como reforma sindical,da previdência mas não tem nenhum posicionamento a respeito da reforma da educação, ou propostas de construção dessa! Muitos dos militantes tem ligações com cargos governamentais no governo lula ou com os deputados petistas. Ou seja com 3 anos de militância sindical vejo o Sinpro muito mais como um curral eleitoral e agora com muitas vacas magras do que realmente instrumento de desenvolvimento e apoio a educação e ao professor.

Escrito por christian theodore às 15h21
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   DESCOBRINDO O FORUM MUNDIAL DA EDUCAÇÃO

Acabo de ver algumas entrevistas com conferencistas do Fórum Mundial de Educação e tenho algumas importantes reflexões a respeito. Uma das reflexões importantes apontadas é a necessidade de atuação conjunta da economia e da área social para o desenvolvimento da educação. Não adianta ter projetos isolados sem levar em conta uma interligação dessas pastas, uma vez que cada uma delas terá efeito direto na outra. E no caso da educação também. O que vemos são ainda as políticas neoliberais persistindo e colocando a educação como um simples paleativo, tendo apenas o objetivo de incluir os mais pobres na escola e não na sociedade. Foi falado também na necessidade de discutir a formação do cidadão relacionando esse tema diretamente com a criação de empregos. foi feita então uma pergunta " As pessoas são pobres porque tem pouca escolaridade ou tem pouca escolaridade porque são pobres?" Acredito que tem um pouco dos dois, são pobres porque tem pouca escolaridade e pouca possibilidade de fazer concursos públicos embora tenham muitos que se tornam autônomos, montam seus próprios negócios sem precisar de ter terminado o ensino médio. E também tem pouca escolaridade porque são pobres, pois ainda há uma grande dificuldade de incluir alunos das escolas públicas nas universidades. Embora tenha sido criado o ProUni, ainda não é o suficiente. Não temos cursinhos pré-vestibular a preços realmente populares para os alunos pobres. Isso faz com que terminem apenas o ensino médio e logo iniciem em algum trabalho informal ou sem qualquer garantia de sucesso profissional. christian theodore

Escrito por christian theodore às 14h53
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   AINDA BOAVENTURA

O papel “ecológico” da teologia, hoje, passa pela radicalização da prática de traduzir os nomes de Deus, como o faz a cristandade, de modo que a reflexão sobre a religião dê conta de uma pluralidade, de uma pluralidade, como chamou Boaventura, “despolarizada”. Outro tema importante para a teologia, sustentou, é a reflexão sobre terrorismo e martírio. “A teologia sempre teve algo a dizer sobre isso”, disse o professor, comentando o diagnóstico de um psicólogo de Gaza, que analisou as “ambições” da juventude, da região, pelo martírio, hoje. “Temos visto ‘bombistas’ crianças, cuja ambição pela morte é o substituto da falta total de possibilidade de ambição pela vida”. E essa reflexão tem de ser feita seguindo as regras do pluralismo, por meio de “heresias cumulativas, para tentar criar uma bricolage”. Diante de uma platéia majoritariamente composta por cristãos, o professor acrescentou: “Não sei se isso é bom ou mau. Vivemos à beira do caos e, pior que isso, só podemos pensar no caos. Mas o fato é que do jeito que está, os dois mundos estão muito próximos.” Se o diagnóstico do professor sobre a proximidade dos “dois mundos” está correto, então a reflexão sobre a religião tem tarefas pela frente. Tarefas tanto maiores, quando se leva em conta que a maioria dentre os milhares que marcham e participam ativamente do Fórum Social Mundial se declaram religiosos ou quando se leva em conta, por outro lado, quem é mesmo que se reivindica portador da verdade “a ser levada a todos”. A saída está, segundo o professor, na “prática da transcendência”. Pois é nela, disse, que “faz sentido a salvação”. E concluiu: “Faz todo sentido que a salvação exista num outro mundo; o que não faz nenhum sentido é que ela não exista neste”. AGÊNCIA CARTA MAIOR

Escrito por christian theodore às 13h50
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   BOAVENTURA DISCUTE A TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO

Boaventura: ‘Não faz sentido que salvação não seja neste mundo‘ Em conferência no 1º Fórum Mundial de Teologia e Libertação, em Porto Alegre, sociólogo Boaventura de Sousa Santos defendeu o papel crítico da teologia e a necessidade de se pensar a idéia de salvação neste mundo. "Hoje vivemos em espera, mas sem esperança". > Teologia da Libertação quer enfrentar recuo ideológico Katarina Ribeiro Peixoto 23/01/2005 Porto Alegre - No segundo dia de debates do 1º Fórum Mundial de Teologia e Libertação, o sociólogo português Boaventura de Souza Santos defendeu a relação da teoria crítica com a teologia, em função do diagnóstico pessimista que faz sobre os rumos que as sociedades estão tomando no mundo. Para justificar essa relação, o professor apontou os resultados de uma pesquisa feita durante o 3º Fórum Social Mundial, em 2003, segundo a qual 62% dos participantes declararam ser religiosos, sendo que, dentre os delegados, esse índice chegava a 66,3%. A partir desses dados, Boaventura indagou: qual o papel da religião e da teologia, como reflexão da religiosidade, nos dias que correm mundo afora? Esse papel foi apresentado como sendo o resultado de um diagnóstico sobre os rumos das sociedades modernas atuais. “Viver em sociedade, é viver em um conjunto de expectativas estabilizadas. As sociedades modernas comportam uma discrepância entre as experiências atuais e as expectativas de um mundo melhor”, afirmou Boaventura, para explicar que é nessa discrepância que se constituem os conceitos de progresso, desenvolvimento e de globalização. O problema fundamental com que se deparam as sociedades, hoje, reside na inversão de sentido dessa relação de discrepância, operada, por sua vez, pela mudança radical do significado de reformismo. “Na década de 60, quando se falava em reformas, compreendíamos que algo de melhor viria. Sabíamos que uma reforma era para melhor, para o bem. Hoje, a relação de discrepância entre a experiência e a as expectativas foi invertida. Se a experiência é ruim, a expectativa é pior ainda. Isso se deve a uma mudança radical na noção de reformismo. Hoje, quando vemos uma reforma, sabemos ou temos a expectativa de que seja para pior, não para melhor”, registrou, para dizer que, em função disso, “vive-se em espera, mas sem esperança”. Mas o que deu conta dessa inversão? Democracia política e fascismo social Boaventura partiu da mudança que alguns “instrumentos” da discrepância entre experiências e expectativas nas sociedades sofreram, como democracia, inclusão social, contrato social e direitos humanos. “Vivemos numa sociedade de contratos, mas de contratos individuais. Temos uma democracia de baixa intensidade e os direitos humanos não estão dando conta do sofrimento, porque os direitos humanos são um problema para o Sul e não para o Norte do planeta. Estamos a criar uma sociedade "incivil", em que poderes econômicos e sociais muito fortes têm direito a dispor da vida e morte dos indivíduos. Portanto, estamos a entrar em sociedades politicamente democráticas e socialmente fascistas”. O que está na base desse diagnóstico forte e pessimista são, simultaneamente, as noções de presença e ausência, tratadas em consonância com as várias faces do fascismo social referido pelo professor. Dentre essas, ele distinguiu dois pontos: a divisão das cidades entre zonas civilizadas e zonas selvagens, com a diferença de atuação da mesma polícia em ambas regiões (para o sociólogo, essa distinção não é resultado de uma política fascista, mas de uma “sociabilidade política fascista”); em segundo lugar, o fascismo territorial, que não é mais produzido pelo Estado, mas pelo enfraquecimento da democracia. “Meus colegas colombianos sabem do que estou a falar. Que há territórios soberanos onde o Estado não chega.” E acrescentou: “Esse fascismo não é produzido pelo Estado, como eram as ditaduras fascistas que muitos de nós, aqui, combatemos.” Esse colapso das expectativas, frente à atualidade da experiência, não é mais uma realidade dos indivíduos, mas ganhou nova dimensão do 11 de setembro para cá. “Desmentindo Toni Negri” esse colapso reside, hoje, no centro do império, na contingência de que, a qualquer momento, uma invasão militar seja iniciada, uma guerra possa acontecer. Monoculturas produtoras de “ausências” e extremismo Alguns “fatores de cidadania”, ao caducarem, abriram espaço para esse fascismo, para um contexto de extremismo, disse Boaventura. Primeiro, o trabalho hoje se tornou um “recurso global escasso”. Em segundo, o Estado Nacional, que foi um grande construtor de relações não-mercantis entre os cidadãos, foi deslegitimado nessa situação, em função das privatizações, e convertido num problema, ao adotar padrões mercantis na relação com a cidadania. Os resultados dessa conversão mercantil estão no quadro de fome, de pandemia de aids, principalmente na África – onde as expectativas de vida de populações inteiras reduziram, em alguns casos, quase 50% -, além da situação dos conflitos armados, no mundo. “Há atualmente 300 mil crianças envolvidas em conflitos armados. Em 80% desses conflitos, há jovens com menos de 15 anos e em 18% deles, com menos de 12”, afirmou o professor, que sustentou como causa do grau de extremismo nas sociedades modelos de nacionalidade muito autoritários, o que chamou de monoculturas. “Elas são processos através dos quais desacreditamos os progressos sociais, em que a experiência é desperdiçada pela monocultura e nos quais o que é ausente foi ativamente produzido para ser excluído.” As cinco monoculturas são: 1 – Monocultura do saber: onde o rigor científico implicaria um suposto “epistemicismo”: o conhecimento não reconhecido, segundo as regras estabelecidas pelo padrão dominante de rigor científico, não é considerado conhecimento; 2 - Monocultura do tempo linear: “Aqui, os teólogos têm algo a dizer”, sustentou. A monocultura do tempo linear baseia-se na idéia de que a história tem uma seta linear, regida pelo progresso. “Isso significa que, na frente da seta estão os países desenvolvidos, seus interesses e suas instituições. Assim se produz uma assimetria na linha do tempo”. Nessa assimetria reside a aparente explicação de que há culturas “ultrapassadas, atrasadas, etc.”, onde a sua “não-existência” constitui uma “ausência produzida pela própria linearidade do tempo”; 3 – Monocultura da neutralização das hierarquias: “as hierarquias, em vez de serem diagnosticadas como causa, são postas como conseqüência”, de modo que o problema do racismo, por exemplo, não é apresentado como tendo causa numa relação de poder mas, inversamente, como sendo o poder a conseqüência de uma hierarquia nas raças; 4 – Monocultura do universal sobre o local, onde o global adquire preferência sobre o local, e cujo resultado é a “ausência produzida” da particularidade; 5 – Monocultura da produtividade: é preciso produzir, ser produtivo; quem não consegue isso, está desempregado, é tido como preguiçoso e indolente. Teologia das “ausências” e pluralismo despolarizado “Toda teologia da libertação deveria ser uma ecologia”. Esse foi o contraponto apresentado pelo professor para disputar os rumos do mundo com as monoculturas citadas acima. Nessa disputa, o que a teologia deve ter por tarefa é a reflexão sobre a colonização. Assim, segundo ele, teria lugar uma “teologia das ausências” produzidas ativamente pelo modelo dessas monoculturas. É assim, também, que se abrem os caminhos para a reflexão sobre o fundamentalismo, fantasma que já assombrou a teologia no passado. “O discurso de Condoleeza Rice, na sua posse, dizendo que sua missão era levar a verdade a todos, é muito próximo ao que se passou aqui, com as Missões, no século XVIII. A teologia contribuiu muito com o falso universalismo dessas monoculturas".

Escrito por christian theodore às 13h48
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   BOAVENTURA, BEM-VINDO NESSE BLOG

BOAVENTURA SANTOS “Estamos vivendo em um Estado de Exceção” Durante Fórum Mundial de Juizes, sociólogo Boaventura de Sousa Santos afirma que, na conjuntura atual, o Poder Judiciário tem um papel importante na defesa da democracia e dos direitos humanos, mas que para isso deve mudar sua cultura política. ANAÍ RODRIGUES* “Estamos vivendo em um Estado de Exceção”. O duro diagnóstico da sociedade contemporânea foi feito pelo sociólogo português Boaventura de Sousa Santos durante sua palestra no IV Fórum Mundial de Juízes, realizado em Porto Alegre, de 23 a 25 de janeiro. Como resultado direto desse estado, diz ele, vemos, nos diversos países, o engessamento da democracia e as mais variadas formas de violação aos direitos humanos. Essa realidade fica especialmente clara após o 11 de setembro, a partir de quando diversos países começaram a promulgar legislações perigosas, com o objetivo de ampliar sua segurança. “A preocupação com a segurança é legítima, mas ela não pode afrontar os direitos humanos”, afirma o sociólogo. Vale observar que hoje as formas de violação aos direitos humanos se dão de diversas formas, afirma ele, muitas das quais sequer sendo consideradas pela opinião pública. Existem, inclusive, situações nas quais essas afrontas são usadas como forma de esconder outras violações aos direitos humanos, mais graves. Exemplo disso seria o caso das torturas cometidas nas prisões do Iraque. Elas são, de fato, grandes violações aos direitos humanos, mas sua publicidade acabou encobrindo uma outra violação, muito maior, anterior e responsável por aquela, que é a própria guerra do Iraque. “Mas essa, por algum motivo, não é considerada uma violação aos direitos humanos”, observa Boaventura. Democracia fragilizada Importante notar, ainda, que a violência e a afronta aos direitos humanos não vêm só de fora, reflete Boaventura. Na atual conjuntura, com a democracia dentro dos países fragilizada, com os governantes distantes da população, o Estado encontra-se privatizado pelo poder econômico, tornando-se, ele mesmo, um violador dos direitos humanos – quando deveria ser o seu garantidor. Reflexo disso, aponta o sociólogo, é o surgimento cada vez maior da idéia do “inimigo interno” nos países, que faz com que, por exemplo, ter uma religião “x” ou exercer uma profissão “y” possa impedir pessoas de sair de seus países, por serem consideradas suspeitas. Com isso, é de se temer que as primeiras duas décadas do século XXI sejam marcadas por violações aos direitos civis e políticos. Diante desse contexto, para Boaventura, o Poder Judiciário tem um papel importante, e será cada vez mais procurado pelos cidadãos para proteger seus direitos que estejam sendo ameaçados. E ele terá de correr certos riscos para cumprir a Constituição, e para “desbloquear a democracia”. Afinal, em um tempo em que os direitos civis e políticos são vistos como um perigo para a ordem internacional, passa a ser pouco interessante para os Estados ter um poder independente, que tem como função defender esses direitos. Assim, o Judiciário passa a ser visto cada vez mais como uma razão de ingovernabilidade. É nesse contexto que surgem diversas reformas constitucionais desse poder que, não coincidentemente, reduzem sua independência. Para resistir a esse processo, adianta Boaventura, é preciso não só garantir que o Poder Judiciário possa continuar atuando, mas também mudar a cultura dentro dele. Esse Poder sempre se orgulhou de se manter afastado da população, através de sua linguagem, de suas roupas, seus procedimentos. Como esperar que um Poder que historicamente teve o papel de manutenção da ordem possa atuar no sentido de radicalizar a democracia e acabar com as desigualdades sociais, se essas desigualdades são mantidas por essa mesma ordem? Segundo Boaventura, hoje existe entre os juízes aqueles que tem essa nova visão, aqueles que acreditam na importância do Judiciário usar seus instrumentos - que não são muitos, mas que nunca foram plenamente usados – para levar, por exemplo, a uma real distribuição de renda. Assim, é possível tentar inserir o Judiciário em uma luta mais ampla, a luta pela democracia. Para isso, porém, “é preciso mudar a cultura do Poder Judiciário, de uma cultura jurídica burocrática para uma cultura jurídica democrática”, afirma Boaventura. O Judiciário não pode, por exemplo, ficar restrito à idéia do cidadão individual e abstrata, mas sim perceber, respeitar e proteger os direitos específicos do homem, da mulher, do homossexual, do índio, do negro. “Esse novo entendimento das diversidades sociais mudará a cultura judiciária”. Só assim o Judiciário poderá se aproximar da sociedade, passo essencial para a proteção dele mesmo, de sua independência e, com isso, do próprio regime democrático e dos direitos humanos. Segundo Boaventura, cada vez mais juízes tomam consciência do seu papel e da importância de mudanças dentro da própria instituição. Daí a importância de eventos como o Fórum Mundial de Juizes, para aglutinar esses juízes e organizar sua atuação nesse sentido. Armadilha Uma observação importante a ser feita quando se trata de direito humanos é que nem sempre sua proteção é feita de forma legítima. Por exemplo, por que hoje os mesmos países que coadunam, por exemplo, com a tortura, intervêem nos mais diversos países para levar a eles a garantia dos direitos humanos? E por que hoje o FMI e o Banco Mundial, que há pouco tempo apoiavam ditaduras por todo o mundo, hoje matam milhões de pessoas para impor um regime democrático? Isso mostra como a proteção aos direitos humanos e à democracia acaba muitas vezes sendo usada como desculpa ideológica para justificar intervenções que, na verdade, têm um caráter imperialista e interesses econômicos por trás, finaliza o intelectual português. Por isso, não é de se estranhar que diversos povos, alvos dessas ocupações, fiquem apreensivos diante da idéia dos direitos humanos. AGENCIA CARTA MAIOR

Escrito por christian theodore às 13h44
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   INTERNACIONALIZAÇÃO DA AMAZÔNIA II

CM: De um modo geral, como você avalia a evolução da questão ambiental no planeta. Estamos avançando ou andando para trás? Quais são os problemas mais urgentes? MF: Basta dar uma olhada nas estatísticas das catástrofes chamadas “naturais” dos últimos anos e fica claro: o mundo vai muito mal. Sem quere ser catastrofista, é preciso lembrar que a mudança climática e a destruição da camada de ozônio estão ocorrendo em um ritmo terrivelmente acelerado. Os prognósticos indicam que daqui a alguns poucos anos vamos ter novas zonas desérticas, e peixes morrendo nas temperaturas elevadas no mar. A qualidade do ar é cada dia pior. Vamos ter problemas de acesso à água também. Além disso, a intervenção do homem está criando outros grandes problemas: nas últimas décadas, na Europa, presenciamos grandes obras de barragens e retificação de cursos de rios. As conseqüências disso são enormes inundações, na Alemanha por exemplo, porque os rios correm mais rapidamente. São as comunidades que moram nestas áreas que pagam a conta destas obras de infra-estrutura, vendo suas casas inundadas e destruídas. E, finalmente, temos o problema dos transgênicos. Está desaparecendo a biodiversidade do planeta em favor do desenvolvimento de sementes artificiais, com riscos para a saúde humana, destruição de espécies e concentração da propriedade das sementes nas mãos de umas poucas multinacionais. CM: Neste momento qual é a agenda prioritária dos Verdes na Comunidade Européia? O processo de construção da União Européia está trazendo algum avanço para a luta ambiental? MF: Os temas prioritários dos verdes na Europa neste momento são a mudança climática e a água como bem comum ao qual tudo homem tem direito. Com respeito ao primeiro tema, lutamos para conseguir a implementação do protocolo de Kyoto. Em relação à água, há várias iniciativas em nível local (para manter as empresas públicas), em nível europeu (legislação), e também em nível internacional (Convenção da Água, declaração do acesso à água como um direito fundamental do homem). Uma Europa unificada e forte, baseada nos princípios de respeito aos direitos do homem e do meio ambiente, de paz e de justiça social, pode ser um fator importante no mundo. Além disso, pode ter uma voz importante nos fóruns de negociações internacionais, por exemplo na Organização Mundial do Comércio (OMC), que precisa de uma reforma profunda para servir não só aos interesses das grandes empresas, majoritariamente assentadas nos blocos maiores, mas também à maioria dos países membros, que são os países em vias de desenvolvimento. Com certeza, a União Européia também é responsável pelas atividades de suas empresas pelo mundo. Nós lutamos por códigos vinculantes e por uma legislação mais forte, de modo que elas não possam produzir, em outros países, o dano ambiental proibido na União Européia, sem pagar por isso. CM: Como o Partido Verde enxerga a luta pela construção de um outro modelo de globalização, diferente do atual? Há alternativas possíveis ao atual modelo político-econômico que vem sendo adotado na maioria dos países? MF: Desde o início do Fórum Social Mundial, em 2001, vários membros do grupo verde no Parlamento Europeu têm participado deste processo. Achamos que os movimentos sociais, as organizações não-governamentais e os sindicatos reunidos nesse espaço têm muitas idéias alternativas para um outro mundo possível. A nossa tarefa, como deputados, é ouvir, discutir e ver se é possível transformar as idéias em propostas legislativas. Idéias como uma taxa Tobin (sobre as transações financeiras), a responsabilidade social e ambiental das empresas, a luta contra a privatização da distribuição da água, entre outras, foram muito discutidos no FSM, e hoje já estão sendo debatidas em nível parlamentar e governamental. As alternativas não vão se impor de hoje para amanhã, mas vão ganhar as maiorias nos países e, logo, a maioria dos países. AGÊNCIA CARTA MAIOR

Escrito por christian theodore às 13h37
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   INTERNACIONALIZAÇÃO DA AMAZÔNIA

“Na Europa, ninguém fala seriamente em internacionalizar Amazônia” Em entrevista exclusiva à Carta Maior, a deputada Monica Frassoni, da bancada do Partido Verde no Parlamento Europeu, rejeita idéia de internacionalização da Amazônia e diz que a preservação da área é uma tarefa dos brasileiros que tem de contar com o apoio de toda a comunidade internacional. Marco Aurélio Weissheimer 03/06/2005 Porto Alegre - Uma rotina repete-se nos últimos anos. A cada nova notícia sobre a destruição de pedaços preciosos da Floresta Amazônica, surgem vozes defendendo a internacionalização da região como forma de evitar sua deterioração. A proposta tem hoje seus adeptos, inclusive entre setores do movimento ambientalista. Em recente viagem ao Brasil, a deputada européia Mônica Frassoni, co-presidenta da bancada dos Verdes no Parlamento Europeu, foi surpreendida com notícias que a colocavam entre os defensores desta proposta. Na verdade, a parlamentar é uma crítica da idéia. Em entrevista concedida por correio eletrônico para a Carta Maior, Monica Frassoni diz que ninguém fala disso seriamente na Europa. “A Amazônia é brasileira e são os brasileiros quem têm que proteger seu patrimônio”, defende a deputada do Partido Verde. A luta na Europa, acrescenta, deve ser contra a importação de madeira retirada de áreas protegidas e explorada por empresas que praticam o trabalho escravo. Aos 42 anos, Frassoni é deputada no Parlamento Europeu desde 1999, quando foi eleita na Itália. Atualmente, ela vive entre Brescia e Bruxelas, onde chegou em 1987 como secretária geral da Juventude Federalista Européia. Segundo ela, as prioridades da bancada verde no Parlamento Europeu são a proteção do meio ambiente, da democracia e dos direitos sociais, a defesa da paz e a prevenção de conflitos. Na entrevista à Carta Maior, ela fala sobre os temas da defesa da Amazônia, da responsabilidade brasileira e internacional na área e sobre a relação entre modelos econômicos e sustentabilidade ambiental. Frassoni explica que o Partido Verde europeu está lutando contra o modelo agroindustrial baseado na soja e na carne, pois ele provoca desmatamento, deslocamento populacional e a destruição da agricultura familiar. E também faz um rápido balanço sobre a situação ambiental no planeta. “Basta dar uma olhada nas estatísticas das catástrofes chamadas “naturais” dos últimos anos e fica claro: o mundo vai muito mal”, resume. Agência Carta Maior: Mais uma vez, volta-se a discutir a possibilidade de algum tipo de internacionalização da Amazônia, como forma de proteger a floresta da destruição. Como você vê essa questão e quais são as alternativas para defender a região da destruição ambiental? Monica Frassoni: Eu tive a oportunidade de viajar ao Brasil há três semanas, como membro de uma delegação do Parlamento Europeu. Pouco antes de sair para o Brasil, ouvimos pela primeira vez sobre o temor do Brasil de sofrer pressões pela internacionalização da Amazônia. Na Europa, ninguém fala disso seriamente. A Amazônia é brasileira, e são os brasileiros quem têm que proteger o seu patrimônio. A responsabilidade da comunidade internacional é de não apoiar políticas que levem à destruição da floresta, mas sim de apoiar aquelas políticas do governo brasileiro que garantam um modelo de desenvolvimento sustentável para a região e para o país. Ou seja, o Brasil tem demarcado áreas protegidas e vai marcar mais áreas protegidas do desmatamento. Então, nós, na Europa, temos que assegurar a proibição da importação de madeira que vem de zonas protegidas através de nossos portos. Caso contrário, os europeus estarão participando de atos criminosos. Também não podemos aceitar a chegada de madeira desmatada com trabalho escravo ou semi-escravo. Outro assunto importante é o modelo econômico. Pensamos que uma economia sustentável tem que criar trabalho adequadamente remunerado às pessoas que moram no país, para a sua alimentação, casa, escola e saúde, além de proteger o meio ambiente para os nossos filhos (e para nós mesmos, é claro). A agricultura familiar cria muito mais trabalho do que a agroindústria, distribui riqueza em vez de concentrá-la em poucas mãos. Por isso, nós do Partido Verde europeu lutamos contra o modelo agroindustrial baseado em soja e carne que leva ao desmatamento, desloca pessoas, enriquece uns poucos e, afinal, destrói também a agricultura familiar na Europa. Nem as exportadoras agroindustriais européias são boas para Brasil, nem as exportadoras agroindustriais de lá são boas para os pequenos camponeses na Europa. Neste sentido estamos a favor da interrupção das negociações para um acordo entre União Européia e Mercosul no ponto deixado em outubro passado, e da revisão dos critérios do acordo para que ele sirva, em primeiro lugar, para manter e aumentar a qualidade de vida da maioria das pessoas e proteger o meio ambiente. AGÊNCIA CARTA MAIOR

Escrito por christian theodore às 13h36
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   LULA E O PACTO COM OS PODEROSOS!

DIRETO AO PONTO PAULO NOGUEIRA BATISTA JR. 1/6/2005 Luiz Inácio Fausto da Silva? Nas circunstâncias da política brasileira, o acordo entre Lula e os donos do poder, feito nas eleições de 2002, não tem a irreversibilidade dos pactos com o demônio. Não que o diabo não seja tão feio como o pintam. É que a disputa de 2006 é outra partida e outra negociação. Tudo vaza. Em jantar recente com alguns governadores e ministros, o presidente da República teria se queixado das pressões que vem sofrendo. E desabafou: “Não vou vender a alma ao diabo para me reeleger”. Foi o que publicou a Folha de S. Paulo, com base em relato de um dos comensais. No dia seguinte, um dos principais colunistas do jornal provocou: “Já vendeu, Lula, já vendeu”. O desabafo do presidente é sintomático. A observação do jornalista pode parecer válida, mas perde o essencial. A essa altura, parece claro que houve um acordo em 2002 entre o candidato que sairia vitorioso e os donos do poder, para usar a expressão de Raymundo Faoro. Esse acordo consistia essencialmente no seguinte: os donos do poder (os principais bancos, interesses financeiros estrangeiros, proprietários dos meios de comunicação de massa, grandes empresas não-financeiras etc.) não oporiam resistência cerrada à eleição de Lula. Este, por sua vez, assumiria o compromisso de manter intocadas as políticas macroeconômicas e financeiras. Esclareço, leitor, que essa é apenas uma interpretação, nada mais do que isso. Não tenho informações de bastidor – nem indiretas. Mas a interpretação não é plausível? Uma negociação desse tipo só é possível porque existe uma grande concentração do poder real em poucas mãos. Os setores hegemônicos, entre os quais cabe destacar o establishment financeiro e os grupos de mídia, têm as suas divergências de interesse e percepção. Os donos do poder nunca constituem um bloco perfeitamente homogêneo. Mesmo assim, o número de atores relevantes é pequeno e eles conseguem se coordenar minimamente em questões decisivas. Em determinadas circunstâncias, eleições presidenciais podem converter-se em uma gigantesca encenação. O acordo de 2002, tudo indica, está sendo cumprido à risca. O fiador é o ministro da Fazenda, obviamente. Quase todos os postos-chave no Ministério da Fazenda e no Banco Central foram preenchidos, desde o início do governo, por técnicos e financistas perfeitamente "confiáveis". Com poucas exceções, todos eles poderiam ter sido nomeados (alguns inclusive foram) para funções de destaque nos governos Collor e FHC. As poucas substituições ocorridas até agora obedeceram rigorosamente ao mesmo figurino. No que diz respeito a esse aspecto crucial do governo – a área econômico-financeira – as promessas de mudança feitas na campanha foram sumariamente revogadas no “tapetão”. Esse teria sido, então, o pacto faustiano. Com uma diferença importante, porém. Nas circunstâncias da política brasileira, a “venda” de 2002 não tem a irreversibilidade dos pactos com o demônio. Não que o diabo não seja tão feio como o pintam. É que a eleição de 2006 é outra partida e outra negociação. Essa partida já começou. Até recentemente, Lula parecia imbatível em 2006. Estourou então a crise política. Iniciou-se bombardeio pesado contra o governo no Congresso e nos meios de comunicação. O governo entrou no seu “inferno astral”. Motivos para criticar o governo não faltam, é claro. Mas grande parte das críticas nada tem de inocente. Estão inseridas em um movimento cujo objetivo é, no mínimo, trazer o presidente para a mesa de negociação. Lula não é o candidato preferido dos donos do poder para 2006, como não foi em eleições passadas. A preferência por algum tucano é nítida. Mas não apareceram até agora nomes convincentes. Para os setores hegemônicos, a carta mais atraente seria Fernando Henrique Cardoso, que derrotou Lula em 1994 e 1998. Mas FHC está bastante desgastado por seu desempenho bisonho nos dois mandatos que já teve. Assim, a reeleição de Lula pode se revelar inevitável. Pretende-se então refazer o acordo de 2002. O que se buscará, no mínimo, é a garantia de que o status quo será preservado na área econômico-financeira. Se o presidente vacilar, vão pedir mais. Paulo Nogueira Batista Jr., economista e professor da FGV-EAESP, é autor do livro “A Economia como Ela É ...” (Boitempo Editorial, 3ª edição, 2002). Escreve às quintas-feiras na Agência Carta Maior. E-mail: pnbjr@attglobal.net

Escrito por christian theodore às 13h29
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   O PT REBELDE!

“CPI do Roberto Jefferson” “Essa é a CPI do Roberto Jefferson, a CPI do PTB, a CPI dos Correios, mas não a CPI do PT. Por isso, a direção do partido não deveria ter se empenhado tanto em impedir o requerimento”, afirmou Ivan Valente. O deputado disse confiar nas investigações da Polícia Federal e do Ministério Público, mas defendeu a CPI mista no Congresso, uma vez que existe um parlamentar envolvido nas denúncias. Na opinião dos deputados, o PT deveria ter se antecipado e tomado a iniciativa de pedir a CPI: “Deveríamos pedir a CPI com a assinatura dos 91 deputados do PT. Ao tentar barrá-la, o que o partido fez foi deliciar a oposição tucano-pefelista, que agora insufla artificialmente uma crise de governabilidade”, avalia Chico. Valente citou quatro motivos pelos quais o PT, na sua opinião, deveria ter liderado o movimento pela CPI: “Primeiro, desmascararíamos PSDB e PFL. Segundo, mostraríamos que não há impunidade para quem quer que seja só porque é aliado do governo. Terceiro, intimidaríamos outros membros da administração que quisessem cometer irregularidades. Quarto, faríamos com que o PT continuasse empunhando a bandeira da ética na política. Dessa forma, o PT estaria na ofensiva e eles na defensiva, e não o contrário, como acontece agora”, disse. A possibilidade de envolvimento de dirigentes petistas no esquema de corrupção dos Correios, sugerida em reportagem da revista Veja com o deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) onde são citados o secretário-geral do PT, Silvio Pereira, e o tesoureiro do partido, Delúbio Soares, não assusta os deputados do bloco de esquerda. Para Chico, “tudo que tiver nexo e objeto claros deve ser apurado”: “Se for comprovada participação do Silvinho e do Delúbio, assim como seria se fosse qualquer um de nós, o militante deve ser afastado liminarmente do partido e depois investigado. Precisamos de um choque ético, e o governo Lula é o único capaz de fazer isso”, disse. Valente completa: “Não tememos encontrar petistas no esquema. A CPI deve investigar a tudo e a todos, doa a quem doer. A direção do PT não deveria estar preocupada com isso, pois é aquele velho ditado: quem não deve, não teme”, disse. Punição em dezembro A intenção, manifestada por Genoino e por outros dirigentes do partido, de aguardar o encontro nacional do PT que será realizado em dezembro para punir os deputados rebeldes e assim “evitar que se tornem vítimas frente à opinião púbica” foi deplorada pelos deputados do bloco de esquerda: “Falar em punição em dezembro é extremamente grave. Dessa forma, a direção do PT parece querer fugir do debate que tem de ser feito agora e no Diretório Nacional. Não queremos punição em surdina, e sim um debate aberto, franco e leal”, afirmou Valente. A possibilidade de afastamento imediato da bancada também foi recebida com farpas: “Excluir da bancada esses 14 deputados, que são ativos e atuantes, seria um ato de auto-flagelação do PT, que hoje em dia raramente pode contar com seus 91 deputados. Além disso, modéstia à parte, sem o bloco de esquerda o nível do debate na bancada cairá muito”, afirma Chico. A política econômica e o perfil da atual base de sustentação do governo Lula no Congresso foram apontados pelos parlamentares como principais fatores de crise na administração petista. A deputada Dra. Clair propôs um novo arco de alianças, dessa vez alinhado à esquerda: “Somos contrários à atual política de alianças. Queremos um governo que construa sua base de apoio em cima do programa do PT e não através da barganha política tradicional”, disse. Quanto à economia, a deputada sugere uma mudança de rumo: “O PT deve recuperar seu papel hegemônico e influenciar o governo na mudança da política econômica”, disse. “PT não tem dono” Valente afirmou que o bloco de esquerda do PT na Câmara “não tem a pretensão de substituir os movimentos sociais”, mas quer atuar de forma firme para que o governo Lula volte a ter conexão estreita com eles: “A política econômica desmobilizou parte dos movimentos sociais, mas são eles que podem exercer a pressão de baixo para cima para alavancar mudanças. O PT não tem dono. Não é do José Genoino nem do José Dirceu, é dos milhares de militantes que construíram o partido nesses mais de 20 anos”, disse, sob intensos aplausos, gritos e até lágrimas dos militantes que lotaram o teatro. Chico Alencar também criticou as políticas econômica e de alianças: “Só a opção pela condução de uma política econômica neoliberal pode criar a lógica de um Roberto Jefferson como aliado e amigo de um governo do PT”, disse. O deputado confessou estar magoado com a forma como o grupo de parlamentares que assinou o pedido de CPI foi atacado pela direção do partido: “Descobrem um esquema de corrupção e de provável vício de licitação nos Correios, com o Roberto Jefferson e a quadrilha do PTB, e nós é que somos os culpados? O Campo Majoritário nos acusa de fazer oposição ao governo Lula, mas eles é que estão se opondo ao programa e à história do PT”. Os 13 pontos da agenda do bloco de esquerda do PT 1 – Luta pelo socialismo com democracia. 2 – Defesa intransigente da ética na vida pública. 3 – Promoção dos direitos dos trabalhadores e da inclusão social. 4 – Radicalização da democracia e participação direta da população. 5 – Fortalecimento dos vínculos com os movimentos sociais. 6 – Estabelecimento da autonomia do PT em relação ao governo. 7 – Consolidação do PT como pólo progressista de esquerda na coalizão de governo. 8 – Construção de uma frente ampla contra o neoliberalismo, o latifúndio e o agronegócio. 9 – Contestação da política macroeconômica do governo. 10 – Criação de um novo modelo de desenvolvimento, sustentável e em respeito ao meio ambiente. 11 – Combate à redução dos investimentos públicos e da participação do estado. 12 – Apoio à consolidação do Mercosul e ao estreitamento de laços com Venezuela e Cuba. 13 – Recuperação do brilho da estrela do PT.

Escrito por christian theodore às 13h21
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   A ESQUERDA DO PT, TENTA CONSERTAR O PARTIDO!

RUMOS DO GOVERNO LULA Deputados do PT rejeitam punições e querem debate Parlamentares petistas que assinaram pedido de instalação da CPI dos Correios lançam, no Rio, bloco de esquerda para atuar na bancada federal. Eles defendem uma mudança de rumos no governo Lula e propõe uma agenda positiva ao invés de punições. > Esquerda petista irá dividida para a disputa interna Maurício Thuswohl 31/05/2005 Rio de Janeiro - Corrigir os rumos da política econômica brasileira, estabelecer um novo arco de alianças para dar sustentação ao governo Lula e aproximar as iniciativas do governo dos anseios dos movimentos sociais e populares. Esses foram os principais caminhos propostos pelos parlamentares da esquerda do PT durante o evento, realizado nesta segunda-feira (30) no Rio de Janeiro, de lançamento do bloco de esquerda da bancada petista na Câmara dos Deputados. Com o objetivo declarado de ajudar o governo a sair da crise política em que se encontra atualmente, os parlamentares petistas também pediram o afastamento imediato do ministro da Previdência, Romero Jucá, e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, além de lançarem um documento com 13 proposições de ação ao governo. “Trata-se de trocar a agenda punitiva por uma agenda positiva para o governo”, resumiu o deputado federal Chico Alencar (RJ), fazendo referência às ameaças de punição feitas nos últimos dias pelo presidente do PT, José Genoino, e pelo ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, aos 14 deputados federais petistas que assinaram o requerimento de abertura da CPI para investigar o esquema de corrupção nos Correios. O tema da CPI, naturalmente, dominou os debates que reuniram cerca de 500 militantes petistas no teatro da Faculdade Cândido Mendes. O futuro do PT também foi discutido no evento, que contou com a presença de dois candidatos à presidência do partido: Valter Pomar e Plínio de Arruda Sampaio. Um terceiro candidato, Raul Pont, acabou ficando retido numa outra atividade em São Paulo e não compareceu, mas enviou mensagem solidarizando-se com o evento realizado no Rio e com os “deputados rebeldes” do PT. Chico Alencar comandou as atividades ao lado dos deputados federais Ivan Valente (SP), Maninha (DF), Dra. Clair (PR) e Mauro Passos (SC), com a participação especial do sociólogo Emir Sader. Os deputados Paulo Rubem Santiago (PE) e Walter Pinheiro (BA) enviaram mensagens se solidarizando com o evento. Alem destes, também assinaram o requerimento da CPI dos Correios e apoiaram a formação do bloco de esquerda no Congresso os deputados petistas João Alfredo (CE), Gilmar Machado (MG), Orlando Fantazini (SP), Dr. Rosinha (PR) e Nazareno Fonteles (PI). Os deputados Virgilio Guimarães (MG), em rota de colisão com a direção do PT desde que se lançou candidato avulso à presidência da Câmara, e Antônio Carlos Biscaia (RJ) também assinaram o pedido de CPI, mas não fazem parte do movimento pela criação do bloco. A ausência de alguns deputados petistas foi compensada pela presença de ex-parlamentares emblemáticos do partido, como Fernando Gabeira (PV-RJ) e Milton Temer (sem mandato, atualmente do PSOL), que foram levar seu apoio e solidariedade aos colegas que assinaram a CPI. A deputada Maninha também mencionou o apoio de alguns senadores petistas ao movimento, como Eduardo Suplicy (SP, o único que assinou o requerimento da CPI), Cristovam Buarque (DF), Paulo Paim (RS), Serys Shlessarenko (MT) e Flávio Arns (PR). Acusados de “trair a confiança do governo Lula” por Genoino e ameaçados de exclusão do partido por Dirceu, os parlamentares rechaçaram a postura da cúpula do PT: “Não havia nenhuma deliberação da bancada ou do Diretório Nacional determinando que o requerimento da CPI não fosse assinado. Além disso, José Dirceu é ministro do governo, e não dirigente do partido”, afirmou Chico, ressaltando que 11 deputados do bloco de esquerda já não têm “cargo ou qualquer outra benesse do governo” desde as votações da reforma da Previdência e do salário mínimo, ainda em 2003. “CPI do Roberto Jefferson” AGÊNCIA CARTA MAIOR.

Escrito por christian theodore às 12h54
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   O NÍVEL DOS REPRESENTANTES BRASILIENSES

MACHISMO PARLAMENTAR Agressão a deputada Luci Choinacki provoca indignação Deputado Alberto Fraga (sem partido–DF), que, em audiência da CPMI da Terra, agrediu a colega Luci Choinacki (PT-SC) com ofensas machistas, será acusado de quebrar o decoro parlamentar junto à Comissão de Ética da Câmara. Entidades feministas e bancada feminina exigem punição. Verena Glass 03/06/2005 São Paulo – A temperatura já alta dos últimos dias de audiências da CPMI da Terra, que vem colhendo depoimentos de representantes de entidades ligadas ao MST, esquentou de vez quinta-feira (2) com um descontrolado ataque do deputado Alberto Fraga (sem partido-DF) contra a colega Luci Choinacki (PT-SC). Repreendido por Luci por ter comparado o depoente da Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca) ao juiz corrupto Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, Fraga a chamou de “fofoqueira histérica” e “mal-amada” que precisaria se casar. “As comparações dos depoentes ao juiz Lalau já tinham sido feitas por Fraga no dia anterior, e eu o exortei a não repetir tal acusação contra um depoente que não estava na CPMI para ser julgado, não é acusado nem muito menos condenado por ladroagem. Foi então que ele teve um ataque de raiva e disse todos estes impropérios”, explica a deputada. O comportamento - considerado machista - de Fraga levou a deputada, a bancada feminina do Congresso e uma série de entidades feministas a pedir sua cassação por quebra de decoro parlamentar junto à Comissão de Ética da Câmara. Segundo Luci, o primeiro passo será entregar à Comissão a fita com as gravações dos ataques do deputado. O argumento, explica a assessoria de Luci, é que Fraga “está despreparado para o exercício parlamentar e para lidar com diferenças”. Em nota divulgada nesta sexta (3), o Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFemea) afirma que "a agressão verbal do deputado Aberto Fraga à deputada Luci Choinacki foi um desrespeito à uma colega política e a todas as mulheres, inclusive àquelas que o elegeram. Com seu gesto, o referido deputado tentou desqualificar a ação política da deputada Luci, deslocando a discussão política para o campo da agressão pessoal. Nessa medida, demonstrou sua incapacidade de sustentar a discussão política, o que é particularmente grave para um parlamentar eleito para representar a população. Esperamos que a Bancada Feminina tome uma iniciativa no âmbito do Congresso Nacional, expressando seu protesto e indignação para o que nós somos solidárias." Conservadorismo Segundo Luci Choinacki, Alberto Fraga, tenente-coronel reformado da Policia Militar, já teria se manifestado de forma preconceituosa contra as mulheres em outras oportunidades. Atualmente sem partido, Fraga foi do PMDB até 2003 e filiou-se ao PTB em seguida, partido do qual saiu em março deste ano. De linha conservadora, é publicamente contrário ao Estatuto do Desarmamento e preside a Frente Parlamentar em Defesa da Segurança Pública e do Comitê Suprapartidário Pró-Legítima Defesa no DF. Em 1999, foi acusado de ser participante de um esquadrão da morte em Brasília. Na época, segundo a TV Bandeirantes, o deputado distrital João de Deus entregou ao corregedor da Câmara dos Deputados documentos que apontam seu envolvimento em assassinato, ocultação de cadáver e grupos de extermínio no Distrito Federal. Alberto Fraga, ligado à bancada ruralista da Câmara, também votou contra a PEC 438/2004, que trata do confisco de terras em que for encontrado trabalho escravo. AGÊNCIA CARTA MAIOR.

Escrito por christian theodore às 12h50
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   SERVIÇO PÚBLICO, CONCURSO PÚBLICO É HORA DE APRIMORÁ-LOS!

Sábado, 04 de Junho de 2005 Aperfeiçoamento do serviço público -------------------------------------------------------------------------------- O funcionalismo público, no Executivo, Legislativo e Judiciário e nos níveis municipal, estadual e federal, invariavelmente é estigmatizado de forma injusta. Embora preste serviços de alta relevância à sociedade, muitas vezes é taxado como ineficiente e desinteressado. Essas desabonadoras qualificações não podem ser generalizadas e não fazem justiça à realidade, considerando que aqueles trabalhadores também são vítimas de distorções históricas na organização e estrutura da máquina administrativa e da incompetência e/ou improbidade de maus administradores. Na verdade, o setor estatal precisa, cada vez mais, estruturar-se com base em critérios adequados e modernos de governança, adotando processos eficientes de gestão e organizando os serviços com foco na produtividade, qualidade e bom atendimento aos cidadãos. Contudo, para que seja possível atender a esses requisitos, é preciso extirpar antigos problemas e vícios que ainda atrapalham o bom desenvolvimento dos serviços públicos. Nesse sentido, há tarefas inadiáveis a serem implementadas. Dentre elas, é fundamental estabelecer e definir com precisão os organogramas e, nos casos ainda pendentes, promover a regulamentação das distintas carreiras. Mais urgente, porém, é solucionar problemas pontuais, que contribuem para desvirtuar a imagem do setor público. Inclui-se entre essas questões prementes o nepotismo, problema que, há décadas, está no foco de numerosas denúncias de corrupção e improbidade no serviço público. Pode-se argumentar que há parentes de governantes, parlamentares, ministros e magistrados com a devida capacitação e aptos ao exercício de cargos técnicos e de responsabilidade. Isso é inegável, e não se pode tratar esses casos com preconceito e discriminação. Todos têm direito ao trabalho, uma prerrogativa garantida constitucionalmente. Entretanto, é preciso regulamentar o ingresso desses profissionais no serviço público. Por mais competentes que sejam, ao serem nomeados nos chamados cargos em comissão para o gabinete de um parente, em quaisquer dos poderes, sempre haverá suspeição. O mais adequado, como regra geral, é a prevalência do concurso público, oportunidade equânime e democrática de acesso às carreiras no setor estatal. Os chamados cargos em comissão atendem, por um lado, ao justo direito dos governantes, ocupantes de cargos eletivos e dirigentes do setor estatal de contratar profissionais qualificados e de confiança. Ora, que se exercite este direito com critério, bom senso, respeito à ética e às boas práticas administrativas. Por mais eficaz e qualificado que seja um parente, jamais é recomendável a sua nomeação. A consolidação da democracia e o exercício sistemático do voto pelos cidadãos brasileiros, habitantes de uma Nação que cansou de ser efêmera promessa para o futuro e deseja ascender ao primeiro mundo, implicam imensa responsabilidade em termos de transparência, probidade administrativa, eficácia dos serviços e interação do governo com todos os segmentos da sociedade. Assim, a normalização do setor público precisa estar cada vez mais voltada à garantia dos direitos e deveres, regulando as relações entre o Estado, os cidadãos, as instituições, organizações não-governamentais e entidades civis. A estrutura administrativa dos Três Poderes incluem-se nessas premissas, e, portanto, sua modernização e adequação não podem mais ser postergadas. É nesse contexto que precisa ser solucionado o problema do nepotismo. Ninguém pode utilizar-se de cargos públicos para se locupletar ou favorecer familiares. Tal consciência deveria ser suficiente para evitar casos dessa natureza. No entanto, como ainda há os que não comungam desses princípios, é necessária a normalização legal. Assim, é de se esperar um trabalho eficiente da comissão da Câmara dos Deputados, instalada em 31 de maio, para analisar proposta de emenda constitucional destinada a combater aquela prática. É importante que o projeto a ser votado em plenário tenha foco e objetividade, significando, assim, passo importante para o aperfeiçoamento do serviço público. Antônio Carlos Pannunzio, deputado federal, é o presidente do Diretório Estadual do PSDB em São Paulo.

Escrito por christian theodore às 12h33
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   DAR UMAZINHA PARA A JUSTIÇA É INDÍCIO DE PATERNIDADE

Sábado, 04 de Junho de 2005 "Ficar" é indício de paternidade -------------------------------------------------------------------------------- Aquela noite que não promete nada, que parece que está perdida, até o momento em que aparece alguém, pinta um clima e, para não passar em branco, homem e mulher resolvem curtir juntos, agora pode se tornar um problema para o resto da vida. Especialmente para o rapaz. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) acaba de reconhecer o "ficar", como indício de paternidade. A decisão foi da ministra Nancy Andriguy, da Terceira Turma do STJ. Segundo ela, a modalidade de relacionamentos sem compromisso, o famoso "ficar com alguém", representa indício suficiente para que a paternidade seja reconhecida, desde que o homem se recuse a fazer o exame de DNA. casoO primeiro caso de reconhecimento de paternidade com base apenas no relacionamento casual foi em Porto Velho (RO). Um menor e sua mãe entraram com recurso no Tribunal de Justiça da capital rondoniense para investigação de paternidade. O suposto pai teria tido um romance rápido com a mãe do garoto, mas o rapaz se negou a fazer o exame em todas as vezes que foi convocado. O pedido foi considerado improcedente, pelo TJRO, porque não houve comprovação de que a mãe teria mantido um relacionamento com o rapaz. Mãe e filho foram então ao STJ, com o argumento de que a decisão do TJRO divergiu da decisão do próprio Superior Tribunal, que considera que a simples recusa em fazer o DNA implica em procedência do pedido. Ao acolher o recurso, a menistra Nancy Andrighy entendeu que a prova do relacionamento amoroso entre o casal não é a única necessária para alegar a paternidade. O fato de a mulher ter solicitado o exame já configura uma prova de que o casal "ficou". Aliado a isso, a ministra acolheu o pedido e determinou que o nome do garoto fosse retificado, com o sobrenome do suposto pai, dando a ele todos os direitos de filho natural. JORNAL DE BRASÍLIA.

Escrito por christian theodore às 12h31
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   PARABÉNS TAGUATINGA!

Sábado, 04 de Junho de 2005 Taguatinga celebra aniversário com bolo -------------------------------------------------------------------------------- Cidade completa 47 anos amanhã, mas população já começou a festejar Uma enorme fila foi formada, ontem de manhã, em frente ao prédio da Administração Regional de Taguatinga, no centro da cidade. O motivo? O início das comemorações do 47º aniversário de uma das regiões mais importantes do DF. O aniversário, comemorado oficialmente amanhã, foi antecipado. A programação, iniciada em 30 de maio, termina no fim deste mês. Na fila, as pessoas esperaram, ansiosas, que o administrador regional, José Humberto Pires de Araújo, e o senador Paulo Octávio (PFL), cortassem um bolo de 47 metros, feito com 180 kg de farinha, 160 kg de açúcar, 180 dúzias de ovos e 100 kg de doce de leite. O ganhador do primeiro pedaço foi o estudante Juscelino Luiz de Souza, 24 anos. Deficiente físico, ele escolheu o dia para conhecer a administração. "Fiquei feliz com a escolha. Queria pedir como presente para a cidade mais acessibilidade ao portador de deficiência e, também, para os pedestres", disse Juscelino. A servente Francinete Cordeiro, 36, trocou o almoço por um pedaço do bolo. "Adoro morar aqui. Há 16 anos, vim do Piauí, tentar a sorte em Taguatinga. Hoje estou casada e tenho família. Apesar da falta de segurança e transporte, não troco a cidade por nada." Justa declaração de amor à cidade surgida na década de 50, a partir de assentamento formado por migrantes de todo o País e que está consolidada como pólo econômico. A cidade é prova do investimento bem-sucedido de empreendedores que buscaram sustento no Planalto Central. Segundo a Associação Comercial e Industrial (Acit), entre 20 a 30% do Produto Interno Bruto do DF está na cidade, que emprega 14 mil pessoas na indústria e comércio. Ruas movimentadas, comércio abarrotado de produtos e serviços, indústrias que sobreviveram à competição de cidades vizinhas. O tumultuado centro de Taguatinga, cheio de informações e poluição – sonora, visual, ambiental – é o coração desse pólo. A cidade de 250 mil habitantes, recebe, diariamente, um milhão de pessoas de Ceilândia, Samambaia e Recanto das Emas, por exemplo. "Em qualquer área o comércio está presente", diz o presidente da Acit, Manoel Adorno. JORNAL DE BRASÍLIA.

Escrito por christian theodore às 12h26
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   COM DESISTÊNCIA DE CRISTÓVAM EM SER CANDITADO A GOVERNADOR, PT FICA MAIS PERDIDO QUE CEGO EM TIROTEIO!

Sábado, 04 de Junho de 2005 Desistência de Cristovam causa desconforto no PT -------------------------------------------------------------------------------- Petistas consideram precipitado anúncio do senador de abandonar prévias O senador Cristovam Buarque passou o dia de ontem explicando aos companheiros, por telefone, sua declaração de não ser candidato ao governo do DF, em 2006, e evitou atender os números desconhecidos. Ele foi para São Paulo para uma palestra e retorna hoje à tarde. A decisão repentina causou críticas e desconforto entre os aliados e parlamentares petistas, que a consideraram precipitada. Cristovam divulgou, na tarde de quarta-feira, que não concorreria às prévias do partido, pois o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que coordenará as eleições do PT no Distrito Federal, vetou o nome dele. Essa informação, Cristovam leu nos jornais e, diz, confirmou com amigos. Na próxima segunda-feira, a Executiva Regional do PT se reúne e o tema entrará em discussão. De acordo com o deputado distrital Chico Vigilante (PT), José Dirceu negou que tenha vetado o nome do senador. Vigilante – que é da Articulação Unidade na Luta, mesma corrente de Dirceu – diz que o ministro acompanhará de perto as eleições nas cidades estratégicas, entre elas o DF, mas que qualquer filiado poderá disputar as prévias do partido. Pelo estatuto, todos os candidatos são escolhidos pelos filiados, no caso do DF, 25 mil pessoas. Segundo Vigilante, se Cristovam realmente quiser ser candidato, ele poderá apresentar o nome nas prévias. "Dizer que depende do apoio do Planalto é um pretexto, porque se ele for escolhido pela base e for eleito governador é claro que o PT Nacional vai dar todo o apoio", avalia. O deputado Chico Leite (PT) se queixa da atitude do companheiro, pois, para ele, o homem público não tem o direito de ter atitudes particulares, sem ouvir a militância. fã-clubeA pré-candidata ao Buriti, deputada distrital Arlete Sampaio (PT), conta que falou com o senador, por telefone, sobre a precipitação dele e que entre hoje e amanhã eles vão se encontrar para discutir melhor as razões do colega. "Não dá para avaliar até onde o Cristovam quer ir com essas declarações. Tenho que conversar com ele pessoalmente", afirma Arlete. Para o deputado federal Wasny de Roure (PT), Cristovam não precisava ter tomado aquela decisão, pois desautorizou o presidente nacional do PT, José Genoíno. Wasny lembra que o ex-governador tem um "fã-clube" expressivo e carisma na cidade e, por tudo isso, não poderia se deixar levar por especulações. O deputado petista lembra que até o presidente Lula precisou disputar as prévias, porque o atual senador Eduardo Suplicy também queria ser candidato ao Palácio do Planalto. "Esse equívoco é lamentável", diz. JORNAL DE BRASÍLIA.

Escrito por christian theodore às 12h24
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   ALUNOS DA UNB LAVAM A SUJEIRA DO CESPE

Sábado, 04 de Junho de 2005 Alunos "lavam" o Cespe -------------------------------------------------------------------------------- Cerca de cem alunos comandados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) utilizaram baldes, produtos de limpeza e vassouras para "limpar" o Cespe e a reitoria da Universidade de Brasília (UnB). A manifestação, realizada ontem, foi um protesto pela falta de transparência nas prestações de conta do Cespe. Em coro, os alunos cantavam: "Se gritar pega ladrão, não sobra um, meu irmão", e jogavam baldes de água com sabão nas portas e paredes da instituição. "O Cespe é uma roubalheira, ninguém pode negar" era outra música que acompanhava a carreata de alunos que participavam do protesto. Também ergueram faixas pedindo mais respeito e a "abertura da caixa-preta". Depois da limpeza, o grupo caminhou cantando para a reitoria. Lá, exigiu que alguém aparecesse para se manifestar, mas era hora do almoço e nenhum responsável se encontrava. Na porta da sala do reitor, Lauro Morhy, os alunos gritavam: "Tia Romilda, abra a caixa-preta!" O coordenador-geral do DCE, Wagner Magalhães, lamentou: "A universidade está em jogo e a gente não pode se manifestar". Explicou que o fato de não saberem o que se passa internamente impede que os estudantes se posicionem em defesa da instituição. contasWagner disse que a única prestação de contas do Cespe é do valor arrecadado e do quanto foi gasto. "Não temos detalhes do arrecadado, nem do que foi gasto", lamentou. "Em 2004, foram arrecadados R$ 90 milhões e repassados para a UnB pouco menos de 10% desse valor. O resto, dizem que foi destinado para cobrir os gastos de logística dos concursos". Na intenção de pressionar para que as investigações cheguem ao final e os responsáveis sejam punidos, o estudante Artur Sinimbu afirmou que se os envolvidos estão pressionando para abafar o caso, os estudantes vão pressionar para ver os resultados. Outro ponto defendido por ele é que o Cespe deve ser um órgão aberto. Seguranças da UnB acompanharam a manifestação, sem interferirem. Sábado, 04 de Junho de 2005 Alunos "lavam" o Cespe -------------------------------------------------------------------------------- Cerca de cem alunos comandados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) utilizaram baldes, produtos de limpeza e vassouras para "limpar" o Cespe e a reitoria da Universidade de Brasília (UnB). A manifestação, realizada ontem, foi um protesto pela falta de transparência nas prestações de conta do Cespe. Em coro, os alunos cantavam: "Se gritar pega ladrão, não sobra um, meu irmão", e jogavam baldes de água com sabão nas portas e paredes da instituição. "O Cespe é uma roubalheira, ninguém pode negar" era outra música que acompanhava a carreata de alunos que participavam do protesto. Também ergueram faixas pedindo mais respeito e a "abertura da caixa-preta". Depois da limpeza, o grupo caminhou cantando para a reitoria. Lá, exigiu que alguém aparecesse para se manifestar, mas era hora do almoço e nenhum responsável se encontrava. Na porta da sala do reitor, Lauro Morhy, os alunos gritavam: "Tia Romilda, abra a caixa-preta!" O coordenador-geral do DCE, Wagner Magalhães, lamentou: "A universidade está em jogo e a gente não pode se manifestar". Explicou que o fato de não saberem o que se passa internamente impede que os estudantes se posicionem em defesa da instituição. contasWagner disse que a única prestação de contas do Cespe é do valor arrecadado e do quanto foi gasto. "Não temos detalhes do arrecadado, nem do que foi gasto", lamentou. "Em 2004, foram arrecadados R$ 90 milhões e repassados para a UnB pouco menos de 10% desse valor. O resto, dizem que foi destinado para cobrir os gastos de logística dos concursos". Na intenção de pressionar para que as investigações cheguem ao final e os responsáveis sejam punidos, o estudante Artur Sinimbu afirmou que se os envolvidos estão pressionando para abafar o caso, os estudantes vão pressionar para ver os resultados. Outro ponto defendido por ele é que o Cespe deve ser um órgão aberto. Seguranças da UnB acompanharam a manifestação, sem interferirem. JORNAL DE BRASÍLIA

Escrito por christian theodore às 12h21
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   O NÃO E O SIM DA FRANÇA POR SADER SHOW

O não e o sim da França Não é uma surpresa que a unificação européia entre em crise na França. Embora o país tenha sido um dos dois grandes protagonistas do processo, junto com a Alemanha, a natureza política e ideológica da França fez com sempre existisse uma forte tensão interna entre a construção de uma autoridade política, econômica e social supranacional e o Estado francês. A França foi o cenário da construção histórica mais avançada de um Estado nacional, produto da revolução de 1789. A vitória fez de Paris o centro político do país e deu início à construção do Estado republicano que serviu como referência histórica e teórica. Enquanto isso a Inglaterra avançava economicamente, apoiada em um sistema político monárquico, e a Alemanha corria, com o autoritarismo modernizador de Bismarck, para recuperar o atraso econômico em relação às outras potências européias. Se a Alemanha foi o reino da filosofia, a Inglaterra da economia, a França se notabilizou por ser o que Engels chamou de ''laboratório de experiências políticas''. Desde a revolução de 1789, passando pelas barricadas da de 1848 e pela Comuna de Paris de 1871, a França foi o principal centro de construção do movimento operário e da esquerda. Vítima militar da Alemanha - tanto em 1871, como na Primeira e na Segunda Guerras Mundiais -, a França se tornou parceira de seu adversário, como garantia de que uma Europa unida evitaria uma nova conflagração mundial. As duas guerras - olhadas à distância, cada vez mais se tornam uma única, separada por alguns anos - consolidaram a decadência da Europa, que criou a víbora do fascismo e do nazismo e não conseguiu derrotá-los sozinho. Teve que apelar para a URSS e o EUA, que ocuparam os lugares principais da cena, em seguida, na bipolaridade mundial instalada desde o fim da Segunda Guerra. A unificação aparecia assim também como uma forma de tentar reconquistar espaço político e econômico no plano mundial, como uma arma de defesa de um continente em retração. Quando começou a ser articulada, há quase 50 anos, durante a hegemonia do modelo keynesiano, com um continente gozando do pleno emprego, com a economia mundial e européia em particular em recuperação da guerra e em expansão, a unificação tinha um sentido. Quando se concretizou, o ciclo longo expansivo do capitalismo mundial tinha se esgotado, a Europa também entrava em recessão, se impunha o modelo neoliberal, inclusive pelo governo social-democrata francês de François Mitterrand e, mais recentemente, também pelo de Gerard Schröeder - derrotado sucessivamente na Alemanha por sua tentativa de impor um duro ajuste fiscal. A França, coerente com sua tradição republicana, submeteu o tratado anterior - chamado de Maastrich - à consulta popular, e a rejeição quase triunfou. Desta vez, o ''não'' aparece como favorito, na decisão sobre o Tratado Constitucional Europeu, projetando uma crise sem precedentes na unidade européia, que pode ser consolidada com um resultado similar na Holanda uma semana depois. O caráter neoliberal da nova Carta fica claro com o ataque a direitos fundamentais conquistados historicamente, como o direito ao trabalho, substituído pelo ''direito a trabalhar'', o direito à habitação, pelo ''direito a uma ajuda para a habitação'', e assim por diante. De tal forma, que a expressão ''serviço público'' é substituída, significativamente, pela de ''serviços de interesse econômico geral''. Além de que se consagra constitucionalmente o papel da OTAN. Nascida na guerra fria, para ''proteger a Europa'', sob o guarda-chuva estadunidense, da URSS, sobreviveu ao fim desta, agora, com a ''doutrina Blair'', para desenvolver ''guerras humanitárias''. Se for realmente rejeitada hoje, a nova Carta proposta para a Europa coloca todo o processo de unidade em crise, mesmo se outros países a tenham aprovado. Pode permitir uma reflexão muito mais profunda do sentido de um processo de construção de um poder supranacional europeu comandado pelas regras de mercado, pelo ataque a direitos sociais e à subordinação à hegemonia militar dos EUA. A França teria recuperado seu lugar de ''laboratório de experiências políticas'', seu ''não'' terá também representado um ''sim'' e a Europa poderia rediscutir o mundo no novo século, com repercussões diretas para a América Latina, no momento em que avançamos na integração regional, ainda em meio a modelos econômicos centrados no mercado. emirsader@uol.com.br JORNAL DO BRASIL

Escrito por christian theodore às 12h13
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   O EXEMPLO VEM DE SANTA CATARINA

SC: protesto contra aumento de tarifas entra hoje no sexto dia Tina Braga FLORIANÓPOLIS - Um grupo de cerca de 200 estudantes está concentrado, desde as primeiras horas da manhã deste sábado, na frente do terminal de ônibus central de Florianópolis. É aguardado que o número de manifestantes fique maior até a tarde, quando está prevista uma assembléia de motoristas e cobradores de ônibus no local, que estão em campanha salarial. Hoje, completa seis dias de protestos contra o aumento das tarifas de ônibus em Florianópolis. Apesar da intranqüilidade e da repressão violenta da polícia militar ao movimento formando por estudantes e usuários dos ônibus, o comércio está funcionando normalmente. Ontem à tarde, parte das lojas fechou com medo de depredações. À noite, houve manifestações dos usuários dos ônibus, com concentração e caminhadas no centro da cidade. Não foi registrado confronto com a polícia, que montou acampamento próximo ao terminal de ônibus central. JORNAL DO BRASIL

Escrito por christian theodore às 12h09
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   E O REITOR DA UNB SE PRONUNCIA!

A realidade dos concursos públicos Lauro Morhy Reitor da Universidade de Brasília (UnB) A Constituição de 1988 determina que ''a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos...'' (Art.37.II). Ficou assim instituída a obrigatoriedade do concurso para a seleção de cidadãos qualificados para o serviço público. Se, por um lado, essa decisão acabava com o acesso ao serviço público ''pelo QI'' (amigo, padrinho ou parente de ''quem indica''), trazia, por outro, um difícil desafio: o da própria realização dos concursos públicos. Realizar um concurso público no Brasil, e talvez em qualquer país, é tarefa extremamente difícil. Trata-se de medir competências em tempo restrito, com instrumentos imperfeitos e sob forte pressão de pessoas e setores interessados, muitas vezes inescrupulosos. É do conhecimento público que muitos concursos já foram sabotados de algum modo, gerando frustrações e conseqüências extremamente lamentáveis. Há, sem dúvida, candidatos indignos de serem servidores públicos, que, de modo irresponsável, geram boatos sobre ''quebras de sigilo'' e outras aleivosias, com o fim de gerar inquietações entre os concorrentes ou, simplesmente, pré-justificar o seu possível insucesso. Outros procuram sabotar a todo custo os concursos, quando não obtêm êxito nas provas. Em situações mais raras, há os que conseguem corromper pessoas envolvidas na elaboração ou na reprografia das provas, e até em outros níveis, em profundo desrespeito a tudo e a todos. No Brasil, já aprendemos e avançamos muito em matéria de concursos públicos. O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) da Universidade de Brasília (UnB) é certamente uma instituição que atingiu elevado padrão de trabalho, segurança e confiabilidade. Por cerca de três décadas desenvolve e aprimora valiosa experiência, prestando serviço de inestimável valor. A verdade é que nada resiste à inteligência humana a serviço do mal, haja vista que até mesmo os segredos do Kremlin e do Pentágono vazaram muitas vezes. Devemos, entretanto, nos esforçar para que os concursos públicos sejam sempre realizados com o mínimo de vulnerabilidade. São raras as instituições brasileiras que ainda conseguem fazer concursos com resultados satisfatórios. O Cespe é, sem dúvida, uma delas. Mas é desejável que todas alcancem elevado nível de eficiência. É difícil julgar, é difícil avaliar. Julgar em concurso público é ainda mais difícil, dada a exigüidade do tempo e as limitações dos instrumentos de avaliação. Hoje, qualquer concurso público no Brasil atrai milhares de candidatos em ferrenha disputa por poucas vagas, o que torna ainda mais difícil a avaliação de competências. Em tal situação, a necessidade de um verdadeiro ''desbaste'' torna o concurso mais eliminatório do que seletivo. E como o número de vagas oferecidas é geralmente muito menor do que o de candidatos, freqüentemente não chegando a 2% ou 5%, sabe-se que a grande maioria dos candidatos ficará fora da lista dos selecionados. Haverá sempre, então, uma grande maioria insatisfeita. A pesquisa científica provou a eficiência de testes objetivos, também mais baratos e de correções mais rápidas. Tais testes são, de fato, recursos indispensáveis em exames de massas, pois permitem cobrir melhor a matéria, possibilitando que se chegue a um bom perfil do candidato, sem variação de critérios na correção (a variação é 0). E associados a exames práticos ou provas discursivas subseqüentes, permitem que se chegue a resultados satisfatórios. Qualquer fórmula que se adote em concursos públicos provoca insatisfações e reações, uma vez que as pessoas geralmente analisam as normas estabelecidas segundo os seus interesses e habilidades. Quanto a isso, somente um elevado grau de compreensão, educação e disciplina dos concorrentes pode tornar mais suave o clima dos concursos, havendo também, é óbvio, a necessidade de elevado grau de seriedade e autocrítica dos seus organizadores. O sigilo das bancas examinadoras e dos que trabalham na parte sigilosa deve ser guardado para a sua proteção quanto a assédios e até a ameaças. É preciso restaurar e preservar a confiabilidade nas pessoas e instituições. Sem isso os concursos serão cada vez mais inexeqüíveis. É necessário que os concursos públicos sejam regulamentados por lei em suas bases gerais. É preciso que instituições, como o Cespe/UnB, que representam verdadeiros patrimônios de competência e seriedade em matéria de concursos públicos, sejam respeitadas, apoiadas e estimuladas a aperfeiçoar o seu trabalho. JORNAL DO BRASIL

Escrito por christian theodore às 12h02
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   HELOÍSA VEM AÍ!

Informe DF Zebra à esquerda Duas pesquisas nacionais de intenção de voto, uma delas feita sob encomenda do PSDB, apontaram uma zebra. A senadora Heloísa Helena, que já admite concorrer a presidente da República pelo PSol, recebeu mais de 7% das intenções de voto tanto no Distrito Federal quanto no Rio de Janeiro. No conjunto do País, Heloísa Helena chegou a 5,7% em uma das pesquisas e a 3% na outra. Não é um Amazonas de votos, mas configura uma ameaça inesperada à campanha de Lula à reeleição. Nas quatro eleições presidenciais que disputou até agora, nunca houve qualquer força significativa que se levantasse à esquerda do PT. Quem tentou ocupar esse espaço ficou no traço, deixando Lula livre para buscar apoios ao centro, o que enfim lhe permitiu chegar ao Planalto. Caso Heloísa Helena comece mesmo a crescer - e ela está sendo puxada justamente nas duas capitais vistas como formadoras de opinião, Rio e Brasília - forçará o presidente a desviar seu eixo. Ele precisará arrebanhar outra vez a esquerda, sem abandonar os acenos bem sucedidos à classe média. Trabalho para malabarista. JORNAL DO BRASIL.

Escrito por christian theodore às 12h00
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   BENEDITO DOMINGOS RETOMA A PRESIDÊNCIA DO PP-DF

Benedito anuncia que retomou seu partido Decisão suspende posse de senador na presidência do PP Benedito Domingos voltou ontem a ser o presidente regional do PP do DF, depois de amargar apenas 15 dias de vice-presidência compulsória, sob a presidência do senador Valmir Amaral. O ex-vice governador anunciou a decisão do Tribunal Regional Eleitoral na tarde de ontem e marcou para a manhã de hoje, em sua casa, em Taguatinga, encontro em que fará o anúncio oficial aos correligionários. - Agora temos dois anos de mandato pela frente. Vamos convidar o senador Valmir para trabalhar conosco, assim como o convidamos para o encontro de amanhã (hoje) - disse. Benedito havia sido afastado no dia 18 de maio, quando o Valmir Amaral protocolou no TRE ato da Executiva Nacional do partido, assinado no dia 29 de abril pelo presidente Pedro Corrêa (PE), no qual Amaral substituia o ex-vice-governador Domingos. A nominata foi protocolada às 13h11. Às 19h do mesmo dia, Benedito remeteu ao TRE a ata de convenção do PP local, datada de 8 de maio, quando sua chapa à presidências não tinha concorrentes. -Esperamos até a hora do encerramento do expediente no TRE porque esperávamos conseguir um entendimento com o senador, mas isso não foi possível, então recorremos à Justiça - explica Benedito. De acordo com o ex-governador, para decidir qual das duas presidências seria oficializada o TRE solicitou os documentos considerados necessários para legitimar a eleição intrapartidária. Como a ata da reunião em que Amaral se elegeu não foi apresentada no prazo estipulado, a presidência foi restituída a Benedito. - O Valmir entrou no partido muito na cúpula e pouco na base - comentou o ex-vice-governador. Apesar da crítica, Benedito afirmou que, se depender dele, Amaral terá preferência na disputa por cargos majoritários. - Se ele tiver ânimo para sair a governador, ou quiser ser vice em uma chapa de composição, por mim, tudo bem - disse, a respeito das perspectivas para a disputa pelo Buriti em 2006. A assessoria do senador informou que Valmir Amaral vai estudar a decisão do TRE e espera que o partido tome as previdências que julgar cabíveis. Também informou que Benedito quebrou acordo feito em reunião da executiva nacional do partido no último dia 31, quando se decidiu que Amaral ficaria na presidência e ele e Benedito nomeariam cada um sete membros para a executiva local, que se somariam a Wigberto Tartuce, Jofran Frejat e mais um membro indicado pela direção nacional. Convite - Benedito Domingos mal reassumiu a presidência e já busca reforços para o partido. Em encontro fortuito com o senador Cristovão Buarque, convidou-o para as falanges do PP. Disse que seria só questão de trocar um T por um P. Cristovam apenas sorriu.

Escrito por christian theodore às 11h56
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   AMERICANOS URINAM NO ALCORÃO

Pentágono detalha incidentes com o Alcorão em Guantánamo WASHINGTON - Oficiais americanos chutaram um exemplar do Alcorão em uma ocasião na base de Guantánamo e um um guarda acidentalmente urinou no livro sagrado islâmico, mas de maneira geral os soldados dos Estados Unidos tratam o Alcorão de maneira respeitosa. As informações foram reveladas pelo Pentágono após uma investigação. ''O inquérito encontrou evidências não confirmadas de que um membro da Joint Task Force (JTF) de Guantánamo jogou um exemplar do Alcorão em um vaso sanitário'', afirma um comunicado divulgado na sexta-feira pelo Comando Sudeste americano. ''Este caso é considerado encerrado''. ''Nós definimos profanação como tocar, segurar ou tratar o Alcorão de uma maneira inconsistente com a política ou o procedimento'', afirmou o comandante da base de Guantánamo, brigadeiro-general Jay Hood. ''Nós confirmamos que cinco dos supostos incidentes de profanações aconteceram''. ''Quando você considera que, milhares de vezes, prisioneiros foram deslocados e que celas foram revistadas desde que as operações de detenção começaram aqui em janeiro de 2002, eu penso que você pode apenas concluir que o respeito pelas crenças religiosas dos detentos estava encravada na cultura da JTF'', disse Hood. A investigação do Pentágono alega que os presos de Guantánamo profanaram mais o Alcorão do que os militares americanos, incluindo casos de alguns que usaram o livro sagrado como travesseiro, outros que arrancaram páginas do Alcorão para tentar jogá-las pela descarga de vasos sanitários, além de alguns que urinaram no livro'', afirma o comunicado. ''Em 31 mil documentos que cobrem 28 mil interrogatórios e inúmeros diálogos com os detentos, envolvendo 1.600 exemplares do Alcorão, o Southcom descobriu cinco incidentes de aparente profanação por guardas ou interrogadores e 15 incidentes de profanação por detentos'', afirmou o porta-voz do Pentágono, Lawrence Di Rita. Hood abriu a investigação após as manifestações sangrentas registradas no Afeganistão no mês passado, provocadas por uma reportagem da revista Newsweek sobre as profanações do Alcorão, que teriam o objetivo de irritar os prisioneiros muçulmanos. Sob a pressão do governo de George W. Bush, a Newsweek se retratou mais tarde, depois que sua principal fonte voltou atrás em sua versão. JORNAL DO BRASIL

Escrito por christian theodore às 11h54
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   E NA BOLÍVIA...

Mesa parte para o 'tudo ou nada' Presidente decreta data para eleição de Constituinte e referendo sobre autonomia, enfurecendo congressistas e líderes regionais LA PAZ - Por meio de decreto supremo, o presidente Carlos Mesa deu a cartada final para tentar acabar com duas semanas de acirrada tensão social e política na Bolívia. O chefe de Estado convocou para 16 de outubro a eleição de uma Assembléia Constituinte e um plebiscito sobre a autonomia das províncias do Leste - as mais ricas em gás natural e petróleo do país. Mas a decisão, anunciada em mensagem à população na noite de quinta-feira, está sendo contestada pelas províncias e pela oposição. Mesa justificou a medida pelo ''momento de extrema urgência e altíssimo risco'' que a Bolívia atravessa. Setores sociais e sindicais vêm organizando manifestações em La Paz e El Alto e bloquearam 45 pontos nas estradas nacionais - impedindo a saída por terra a Peru, Chile, Argentina e Paraguai. Além disso, por falta de consenso em três dias de plenária, o Congresso havia adiado para a terça a sessão em que discutiria os cruciais temas da autonomia provincial e Constituinte. - Exorto o país a voltar à calma - disse o presidente, que há 19 meses substituiu Gonzalo Sánchez de Lozada, após uma revolta popular. A tranqüilidade, entretanto, está longe. Membros da oposição e outros congressistas criticaram Mesa, alegando que o decreto é inconstitucional e que ''necessariamente tem que passar pelo Congresso para ter legitimidade''. - Mandamos uma carta ao cardeal Julio Terrazas pedindo que ele intervenha - disse o líder do Movimento ao Socialismo (MAS), Evo Morales. O governo, que também pediu à Igreja que fomente o diálogo, defende sua posição. - O decreto supremo é constitucional - afirmou ontem o vice-ministro da Justiça, Carlos Alarcón, que estava no Palácio Quemado (sede do governo). - O presidente tem atribuição para estabelecer datas, de eleições a Constituintes. Alarcón baseou a defesa no antecedente da convocatória para o referendo do gás, em julho de 2004. - O Executivo convocou a votação por decreto e ela foi declarada legal pelo Tribunal Constitucional. O Poder Legislativo não ficou excluído do processo, interveio para complementar os detalhes necessários à aplicação da norma. O mesmo vai ocorrer agora. Tem que haver uma conjunção de esforços entre Executivo e Legislativo. Quem vai estabelecer as características e condições do processo é o Congresso - explicou. Na noite de quinta, Alárcon provocou embaraço ao anunciar que o decreto presidencial fora aceito por todos os ministros, exceto pelo chefe de Desenvolvimento Econômico, Walter Kreidler, demissionário. Entretanto, o governo retificou a informação ontem, dizendo que não recebeu qualquer notificação por escrito da renúncia do ministro, como exige o protocolo. ''Portanto, continua exercendo suas funções'', assinalou um comunicado da presidência. Kreidler é um empresário da cidade de Santa Cruz, cujos líderes regionais exigiram ao Congresso dar prioridade à consulta sobre autonomia sobre a eleição de constituintes. O mais recente capítulo da crise política na Bolívia se agravou quando Morales boicotou, na quinta, o reinício das sessões do Legislativo, por achar que não seria atendido seu plano de convocar a Assembléia Constituinte. A proposta, somada ao pedido de estatização dos hidrocarbonetos, é a bandeira dos manifestantes de La Paz e El Alto. Em resposta à postura do MAS, que é a segunda força no Legislativo, o presidente do Congresso, o senador Hormando Vaca Díez, adiou as negociações entre os grupos parlamentares. - O MAS pode ter outras intenções como, por exemplo, a de mostrar institucionalmente que o Congresso não funciona, para orientar pressão sobre a Casa - disse Vaca Díez. Horas antes, o próprio Morales tinha acusado o presidente do Parlamento de planejar um ''golpe de Estado militar e fascista'' e de ter contatos com dois generais das Forças Armadas. Fora do Congresso, manifestantes pressionavam pela discussão da Constituinte, das autonomias provinciais e a nacionalização dos gás natural. Ao deixar o prédio, um dos senadores foi cercado por um grupo de camponeses, que já havia confrontado policiais antidistúrbio durante horas. De carro, e em alta velocidade, os demais congressistas conseguiram sair do local, mas também sofreram o assédio dos manifestantes. JORNAL DO BRASIL

Escrito por christian theodore às 11h51
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   MAIS VIOLÊNCIA!

Estudante é encontrada morta Vivian dos Santos estava no escritório onde estagiava há dois meses, no Centro Duilo Victor A estudante de Direito Vivian dos Santos Soares, 24 anos, foi encontrada morta ontem pela manhã em uma sala do 6º andar do prédio de número 133 da Avenida Rio Branco, no Centro. Lá, funciona o escritório de advocacia onde Vivian estagiava há quase dois meses, de acordo com seu marido, Leonardo Araújo, com quem vivia há dois anos. Ela foi vista pela última vez por uma colega de faculdade no saguão do prédio na noite de quinta-feira. Vivian, que ia para a faculdade, subiu para averiguar um suposto vazamento de água, depois que foi avisada por um porteiro sobre o problema. Ela também estagiava na Secretaria de Administração Penitenciária. Vivian era sobrinha do tenente-coronel da Polícia Militar Lúcio Aracati, que já havia perdido um filho de 19 anos em 1997, depois que ele foi raptado, torturado e queimado por quatro bandidos. O assassinato de Vivian foi o terceiro na família de Aracati, que também teve um sobrinho morto. Vivian cursava o oitavo semestre do curso noturno de direito na UniverCidade, na Avenida General Justo, no Centro, e havia combinado uma carona com a amiga que a viu pela última vez. Seu desaparecimento só foi percebido por volta das 22h, quando seu marido foi buscá-la na faculdade. Ele não a encontrou e foi para o escritório, que estava com a sala trancada. Durante a madrugada, Leonardo e o tenente-coronel Aracati ligaram para hospitais e para o Instituto Médico-Legal. Na manhã de ontem, os dois decidiram chamar um chaveiro para abrir a sala. Eles encontraram a estudante morta atrás da porta do banheiro. De acordo com Leonardo, só Vivian tinha acesso ao escritório e ele não soube informar quem era o chefe da mulher. O prédio tem circuito interno de TV, mas a câmera do 6º andar estava em manutenção. A saguão estava funcionando. - Pegaram a pessoa errada. Parece que a família dela vive uma sina. Ela não tinha inimigos - contou Leonardo. Policiais da 1ª DP (Centro) não encontraram vestígios de sangue na estudante ou no escritório, que estava revirado. Também não há indícios de roubo. De acordo com o delegado-titular da 1ª DP, Marcus Drucker, ainda não há suspeitos para o assassinato. - Só podemos apontar suspeitos quando soubermos como ela morreu - disse. A perícia vai determinar também se Vivian sofreu abuso sexual e se houve luta corporal na noite de quinta-feira. Durante a tarde de ontem, o marido da estagiária, seu tio, o coronel Aracati, o administrador do prédio e o porteiro prestaram depoimento na 1ª DP. JORNAL DO BRASIL

Escrito por christian theodore às 11h48
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   UM DEBATE GAY

Diversidades Personagens gays da novela 'América' e do filme 'Bendito fruto', distantes do modelo espalhafatoso, chamam a atenção para a multiplicidade do universo homossexual Alexandre Werneck Para muita gente, a imagem que vem à cabeça quando se pensa em gay é aquela da figura espalhafatosamente afeminada, que se traveste e assume trejeitos, digamos, gritantes. Uma olhada na Parada do Orgulho Gay, que tomou São Paulo de assalto no último domingo com cerca de 2 milhões de gays, lésbicas, simpatizantes etc., etc., etc. prova que essa imagem é verdadeira. Pelo menos em parte. Uma passada na festa de hoje no Cine Ideal, no Centro, que abre o mês de preparação para a Parada do Orgulho Gay do Rio, no dia 26, também deve mostrar que, de fato, muitos homossexuais se apresentam dessa forma. Mas uma olhada nos mesmos eventos lembra igualmente que não é só isso. E a olhada nem precisa ser só nas paradas. Atualmente, quase todo dia, ao se assistir à novela América, de Glória Perez, na TV Globo, pode-se ver o jovem Júnior, vivido pelo ator Bruno Gagliasso. É um rapaz que está descobrindo sua homossexualidade. Mas em vez dos tradicionais trejeitos espalhafatosos, ele é sutil. Impressão igual à que se tem ao se ir ao cinema e ver o indispensável Bendito fruto, de Sérgio Goldenberg, em que Du Moscovis e Evandro Machado formam um casal igualmente contido, “família”. – Há uma espécie de regra velada na dramaturgia televisiva que diz que somente os homossexuais construídos de forma caricata alcançam grande aceitação junto ao público. Não achei essa regra razoável e tentei dar um passo à frente na construção de homossexuais masculinos menos estereotipados, coisa que o cinema já conquistou há muito tempo – diz Gagliasso, que afirma que uma das razões pelas quais foi escolhido para o papel foi a inspiração do ex-diretor da novela, Jayme Monjardim, no filme Morte em Veneza, de Luchino Visconti ( baseado no romance de Thomas Mann), em que o personagem homossexual Tadzio, interpretado pelo ator sueco Bjørn Andresen, apresenta uma beleza hipnotizante, próximo ao perfil de galã que marca Gagliasso. Seu colega Moscovis, que no filme vive justamente um galã de novela que tem um namoro gay com o filho da doméstica vivida por Zezeh Barbosa, diz que era essencial para Bendito fruto que os dois personagens fossem doces e pouco engraçados. – A composição veio toda da vontade de realismo do filme. Quando você mostra o personagem de forma discreta, o impacto do personagem com o público é outro. Funciona melhor, porque fica a impressão de que ele realmente existe – diz. Para o escritor Jean Wyllys, conhecido nacionalmente por ser o primeiro homossexual assumido a participar do Big Brother Brasil (na quinta edição) e a vencê-lo, a própria dicotomização entre gay-espetáculo e gay discreto já é um problema. – Essa oposição não dá conta do problema. O importante é mostrar que há muitos comportamentos, que há muitas diversidades sexuais. Há tantos perfis de homossexual quando há de heterossexual. A novela e o filme contribuem para ampliar esse repertório de imagens– diz Jean, cuja participação no BBB também lançou luz sobre o perfil discreto de gay, que é o dele. Para o jornalista Marcelo Bonfá, apresentador do Um olhar, primeira mesa-redonda composta exclusivamente por gays na TV brasileira, exibido pelo canal 9 da Net em São Paulo, essa mudança de foco é um avanço importante, principalmente por dar conta da realidade numérica do universo gay: – Finalmente a sociedade e a mídia estão descobrindo o que todo gay já sabia: nem todo gay é afetado, afeminado. Mais que isso, a maioria dos gays não é assim. O que vinha acontecendo é a prioridade para a imagem afetada por ela ser engraçada. Os quatro entrevistados, entretanto, chamam a atenção para o fato de que não se trata de positivizar o gay discreto em detrimento do espetacular. Gagliasso, inclusive, que cobriu a Parada Gay para o Fantástico, da Globo, chama a atenção para a necessidade de incorporação dos vários perfis citados por Jean e Bonfá. – Aquilo só me deu a certeza de que não existe um modo certo ou errado de ser gay. Vi tantas realidades, tantos modos de tentar falar diferente, que não entendo que um homossexual X possa ser considerado mais aceitável que um Y – diz o ator. Todos eles concordam, entretanto, que a cobertura da Parada da Diversidade Gay pela imprensa, sobretudo a televisiva, foi limitada a um dos perfis. – Percebi grande abertura e boa vontade por parte da mídia em geral ao cobrir essa diversidade. Mas acho que ainda falta muito. Aquela idéia mais comum que se tem do gay recebeu muito mais tempo de cobertura do que outras – diz Gagliasso. – Os jornais impressos puderam dar mais espaço, mas as TVs, de maneira geral, mantiveram o clichê – diz Bonfá. – A diversidade estava lá. Se os jornais mostraram apenas alguns dos lados, é porque eles estão viciados nos estereótipos. Uma coisa é o real, a outra é a realidade. A experiência do real tive na parada, mas cada jornal apresentou sua realidade – diz Jean. JORNAL DO BRASIL

Escrito por christian theodore às 11h42
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   OS VERDADEIROS MOTIVOS PARA O CAOS NA EDUCAÇÃO DO DF

Funcionário leva gravação para CPI Ex-presidente da Comissão de Licitações de Secretaria diz que áudio traz declarações comprometedoras de deputada Mariana Santos Os integrantes da CPI da Educação começarão a avaliar na semana que vem o conteúdo de sete horas de gravação feita por Antônio Ferreira César, ex-presidente da Comissão Permanente de Licitação (CPL) da Secretaria de Educação. Sua expectativa é de que no áudio estejam registradas declarações comprometedoras da deputada Eurides Brito (PMDB) e da consultora jurídica do GDF Maristela Neves, ambas ex-secretárias, além de funcionários da pasta e membros do governo. Apesar de não constar na lista de depoentes na sessão de ontem, Antônio pediu aos distritais para ser ouvido e expôs uma parte das fitas - apenas 4% - na qual aparece uma voz, apontada como a de Maristela, articulando depoimentos. As gravações começaram a ser feitas pouco antes de 6 de maio, data marcada para Antônio depor. Ele alegou ''motivos de saúde'' e não compareceu no dia. Em um dos trechos apresentados ontem, Maristela estaria estabelecendo que Eurides deveria ser protegida - ''não podemos deixar que a deputada corra nenhum risco, porque as ações na justiça vão demorar 10, 20 anos. Isso para ela é fulminante (...) Nossa defesa é dar sustentação a ela (...) Tem gente demais na Secretaria pendurada no poder dela''. As fitas estão sendo periciadas em um laboratório fora do DF. Lotado na subsecretaria de Apoio Operacional, o depoente disse que Maristela lhe ofereceu um habeas corpus, mas que ele recusou. Teriam sido registradas conversas ''a título de segurança'' em duas reuniões na consultoria, outras duas na casa de Eurides e um quinto encontro, na Asa Norte. O servidor conta que, nas fitas, Eurides confirma um almoço com Achilles de Santana, ex-presidente da CPL. Segundo Achilles, no encontro, em 2003, a distrital teria pedido a desclassificação na concorrência da Esave Transportes. Também na gravação, Maristela afirmaria estar de posse de processos sobre licitação de transportes requeridos há dois meses pela CPI. Diante da afirmação, os cinco integrantes da CPI foram ao Buritizinho (anexo do Palácio do Buriti na 516 Norte) buscar os documentos. Em seu gabinete, Maristela afirmou aos deputados que pegou os papéis a pedido de Antônio, mas que os havia devolvido ao prédio da Secretaria no Setor de Indústrias e Abastecimento. De acordo com o presidente da CPI, Augusto Carvalho (PPS), o secretário de Governo, Benjamin Roriz, prometeu agilizar a entrega de cópias dos processos. Na saída do edifício, o deputado João de Deus (PP) bateu boca com Antônio César. Fiel aliado do governador Joaquim Roriz, João ameaçou dar voz de prisão ao depoente e afirmou que Antônio fez chantagem com Eurides e Maristela. Sandro Vieira, assessor parlamentar de Eurides, apresentou uma lista de reivindicações do servidor, a qual teria sido entregue na última sexta-feira. Antônio negaa. Dentre os pedidos estão o pagamento de R$ 220 mil, a quitação de uma dívida de US$ 5 mil e sua liberação para assumir um cargo na Câmara Legislativa - ''as solicitações serão aguardadas até às 18h do dia 01/06'', vinha escrito. Por meio de nota à imprensa, Maristela afirma ter sido chantageada. Os distritais também foram à casa de Antônio para buscar indícios no computador pessoal do servidor. O equipamento não estava mais lá. Durante todo o depoimento na Câmara, Antônio trocou gestos com Manoel Carneiro, ex-tesoureiro de Eurides Brito e autor de denúncias ao Ministério Público do DF de suposto caixa dois na campanha de 2002. Desde março Manoel trabalha para para o deputado Wilson Lima (Prona), na 1º Secretaria. JORNAL DO BRASIL

Escrito por christian theodore às 11h36
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   Chavez vocifera!

03/06/2005 - 21h28 Chávez: "falcões do Pentágono" querem matá-lo e invadir Venezuela CARACAS, 3 jun (AFP) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, voltou a acusar os Estados Unidos nesta sexta-feira, afirmando que os "falcões" do Pentágono planejam matá-lo e invadir o país. "Tiram conclusões fáceis os falcões do Pentágono: Matamos Chávez, criamos o caos e temos uma desculpa para intervir na Venezuela, como fizemos no Haiti, Iraque, Afeganistão ou República Dominicana", disse Chávez em uma cerimônia militar em La Guaira (30 km ao norte de Caracas). "Há rumores, mais que boatos, evidências de novos planos para matar o presidente explodindo meu avião, colocando uma bomba em algum lugar ou com um tiro de fuzil com mira telescópica". Esta não é a primeira vez que Chávez denuncia um suposto plano americano para um "magnicídio", nome que se dá ao assassinato de um "grande homem". UOL notícias.

Escrito por christian theodore às 11h20
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   Pânico no SBT

Zapping: "Pânico" pode ocupar horário de Gugu no SBT FABÍOLA REIPERT Colunista do Agora Clique nos nomes sublinhados para ler tudo que já foi publicado sobre cada personalidade As negociações entre Silvio Santos e o "Pânico" estão adiantadas. Se o contrato for fechado, o programa será colocado no ar aos domingos, das 19h às 20h30, horário ocupado por Gugu, que entraria das 15h às 19h. Com isso, Gugu passará a concorrer com o Faustão somente durante uma hora. Atualmente, os dois se enfrentam das 18h às 20h. Folha on line

Escrito por christian theodore às 11h17
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   Chaves e o SBT

SBT faz nova proposta à Televisa para tentar manter "Chaves" da Redação Reuters Cena do humorístico São Paulo - O SBT fez na quarta-feira uma nova proposta à Televisa para manter o seriado mexicano "Chaves", informa o colunista Daniel Castro na "Folha de S.Paulo" desta sexta. A Televisa queria US$ 1,5 milhão por ano pela série, o triplo do que o SBT aceitava pagar. A nova proposta, segundo a coluna, é de valor inferior ao oferecido pela Globo. Entretanto, a tendência da Televisa é ceder a série a Silvio Santos para manter o acordo que tem com o SBT em relação a telenovelas.

Escrito por christian theodore às 11h16
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   Blog contra Cristóvam

O meu Blog deve estar contra o senador Cristóvam é que tentei publicar a notícia de que ele divulgou uma nota desistindo de ser candidato afirmando a interferência direta de José Dirceu nessa escolha no DF e o meu Blog simplismente publicou a notícia sobre o atraso do Brasil na distribuição de renda. Acho que o senador demorou muito para se definir e ainda continua confundindo o meio de campo ao afirmar que apoiará o candidato do PT que vencer às prévias! Desse jeito a cadeira do Senado contiuará a se renovar e a encerrar a carreira de políticos que nela sentam. Não é o que eu pessoalmente desejo mas o eleitor tá completamente confuso com as posições do Cristóvam, nem é oposição como fez a Heloísa Helena e nem defende o governo. Nem vota contra como fez o Suplicy, nem vota a favor pois em seguida critica o governo! Assim não dá caro professor!

Escrito por christian theodore às 08h55
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   Curtas contribuição do Bateu-levou, ex-collor, o único sobrevivente!

Programas sem índio Indiozinhos morrem de fome em Dourados, mas Mércio Pereira Gomes, presidente da Funai, foi a Nova York “defender a posição do governo” na ONU. Num acesso de bom senso, ele cancelou ontem uma viagem a Cuba.

Escrito por christian theodore às 08h47
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   Parabéns Casa de Farinha

Por Guilherme Lobão Sexta-feira, 03 de Junho de 2005 Grupo brasiliense é o melhor no Prêmio Tim -------------------------------------------------------------------------------- Casa de Farinha supera o consagrado Araketu em festival de música Classificado para disputar a semifinal da terceira edição do Prêmio Tim de música brasileira entre dois grupos já consagrados nacionalmente, o conjunto brasiliense Casa de Farinha superou as expectativas e o favoritismo dos baianos do Araketu. Levou o troféu de melhor grupo regional na entrega das estatuetas, quarta-feira à noite, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O quarteto feminino candango é formado por Andréa Siqueira, Débora Aquino, Marta Carvalho e Claudia Daibert (que substituiu, em 2001, a integrante original Simone Santos) e reúne um portifólio recheado de apresentações na cidade. A marca do grupo é a habilidade em fazer música apenas com voz e percussão – elas se revezam nas matracas, pandeiros, chocalhos, zabumbas, cuícas e agogôs. Cláudia falou ao Jornal de Brasília sobre a importância do prêmio e acredita que o título deve impulsionar a carreira do grupo para além das fronteiras regionais. "Agora as portas estão se abrindo. A gente vai continuar tocando do mesmo jeito, mas devemos ganhar o cachê que, às vezes, não é pago e participar de festivais que desejamos", diz a cantora. A conquista do Casa de Farinha, segundo Cláudia, vai render maior visibilidade ao grupo, especialmente, na divulgação do segundo CD, programado para ser lançado neste ano com apoio do Fundo da Arte e da Cultura. "Já estamos com alguns shows agendados, como na Argentina, em agosto", adianta. conquistaO conjunto levou o prêmio, mas o mérito não é só do grupo, como ressalta a cantora. "É uma vitória da música independente", comemora Cláudia que, com as outras três parcerias, superou dois grupos contratados por gravadoras, Araketu (Sony Music) e Trio Nordestino (Indie Records). O grande vencedor da noite foi o compositor pernambucano Lenine, que concorreu em categorias e levou os prêmios de melhor disco de pop rock, cantor de pop rock, DVD, cantor de música brasileira (voto popular) e melhor canção (com Do It e Todas Elas num Só Ser). A categoria de melhor sambista reservou uma estatueta para o cantor Jorge Aragão, que comemora o prêmio em Brasília no show que faz, amanhã, no clube da AABB. A produção recebeu 913 discos e escolheu três representantes para cada categoria. Além da premiação, a cerimônia homenageou ao compositor, cantor e violonista Baden Powell (1937 – 2000), com show dos filhos dele, Philippe e Marcel Powell.

Escrito por christian theodore às 08h44
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   Cristóvam desiste de ser candidato a governador

Renda média cai e desemprego aumenta Entre 1996 e 2002, a renda média dos trabalhadores caiu de R$ 754 para R$ 589,90. A pesquisa indicou ainda que as rendas médias mais elevadas são pertencem aos habitantes das regiões Sudeste e Sul. O campeão de renda é São Paulo, cuja renda domiciliar per capita média é de R$ 501,20. No outro extremo, os estados do Nordeste possuem as menores rendas. O Maranhão, por exemplo, tem uma renda per capita média de apenas R$ 169. O levantamento também mostra que o maior número de pobres do país está no meio urbano: 38,7 milhões de brasileiros, contra 15,3 milhões no campo. Por outro lado, a proporção de pobres no meio rural (57,1%) é mais que o dobro da observada no meio urbano (27%). O levantamento constatou ainda que a taxa média de desemprego aumentou nos últimos anos. Em 1995, o índice no país era de 6,2%; em 2003, esse índice chegou a 10%, enquanto que, em nível mundial, ele foi de 6,2% e, na América Latina e no Caribe, chegou a 8%. Essa variação, segundo o instituto, indica um crescimento do trabalho informal no país. Aliás, a informalidade, o desemprego e a queda de renda média real foram apontados como os principais problemas enfrentados pelos trabalhadores no país. A informalidade mantém-se elevada desde o início da década de 90. Ela passou de 44,7%, em 1995, para 47,2%, em 2002. Entre os trabalhadores que trabalham por conta própria, constatou também a pesquisa, cerca de 81,9% não contribuem para a Previdência Social. O problema do desemprego é maior nas regiões metropolitanas, onde os índices subiram de 7% para 13%, entre 1995 e 2003. No mesmo período, nas regiões não metropolitanas, esse índice variou de 5% para 8,2%. Salvador foi a campeã de crescimento do desemprego neste período. Depois, pela ordem, vieram Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. O lento ritmo de crescimento da economia brasileira nos últimos 20 anos foi apontado como o principal fator responsável pelo aumento do desemprego no país. Mulheres e negros continuam a sofrer discriminação O desemprego afeta mais gravemente jovens, mulheres e negros. Entre os jovens de 15 a 19 anos, a participação no mercado de trabalho caiu de 57% para 49%, no período entre 1995 e 2003. Para o Ipea, isso se explica, em parte, pelo fato de os jovens estarem dando preferência para continuar seus estudos antes de procurar. E, entre aqueles que procuram trabalho, muitos estão indo para a informalidade em função da falta de oportunidades. Mulheres e negros, por sua vez, continuam enfrentando o problema da discriminação. Em 2003, as mulheres registraram uma taxa de desemprego superior à dos homens (12,7% contra 8%). Situação similar ocorreu com os negros em relação aos brancos (11,2% contra 9,1%). A discriminação também se reflete no terreno da renda. No mesmo período, os homens receberam remunerações 60% maiores que as mulheres. Na relação entre brancos e negros, os primeiros ganharam 100% mais. O Radar Social faz uma análise das condições de demografia, educação, saúde, trabalho, renda, moradia e segurança no país, apontando os principais problemas de cada uma dessas áreas. Ele será divulgado a cada dois anos com os dados atualizados. Junto com o documento, o Ministério do Planejamento divulgou as principais iniciativas do governo para combater esses problemas. Essas informações podem ser acessadas no site do Ministério do Planejamento e do Ipea. Com informações do Ipea, do Ministério do Planejamento e da Agência Brasil

Escrito por christian theodore às 08h39
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   O que dizer?

Renda média cai e desemprego aumenta Entre 1996 e 2002, a renda média dos trabalhadores caiu de R$ 754 para R$ 589,90. A pesquisa indicou ainda que as rendas médias mais elevadas são pertencem aos habitantes das regiões Sudeste e Sul. O campeão de renda é São Paulo, cuja renda domiciliar per capita média é de R$ 501,20. No outro extremo, os estados do Nordeste possuem as menores rendas. O Maranhão, por exemplo, tem uma renda per capita média de apenas R$ 169. O levantamento também mostra que o maior número de pobres do país está no meio urbano: 38,7 milhões de brasileiros, contra 15,3 milhões no campo. Por outro lado, a proporção de pobres no meio rural (57,1%) é mais que o dobro da observada no meio urbano (27%). O levantamento constatou ainda que a taxa média de desemprego aumentou nos últimos anos. Em 1995, o índice no país era de 6,2%; em 2003, esse índice chegou a 10%, enquanto que, em nível mundial, ele foi de 6,2% e, na América Latina e no Caribe, chegou a 8%. Essa variação, segundo o instituto, indica um crescimento do trabalho informal no país. Aliás, a informalidade, o desemprego e a queda de renda média real foram apontados como os principais problemas enfrentados pelos trabalhadores no país. A informalidade mantém-se elevada desde o início da década de 90. Ela passou de 44,7%, em 1995, para 47,2%, em 2002. Entre os trabalhadores que trabalham por conta própria, constatou também a pesquisa, cerca de 81,9% não contribuem para a Previdência Social. O problema do desemprego é maior nas regiões metropolitanas, onde os índices subiram de 7% para 13%, entre 1995 e 2003. No mesmo período, nas regiões não metropolitanas, esse índice variou de 5% para 8,2%. Salvador foi a campeã de crescimento do desemprego neste período. Depois, pela ordem, vieram Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. O lento ritmo de crescimento da economia brasileira nos últimos 20 anos foi apontado como o principal fator responsável pelo aumento do desemprego no país. Mulheres e negros continuam a sofrer discriminação O desemprego afeta mais gravemente jovens, mulheres e negros. Entre os jovens de 15 a 19 anos, a participação no mercado de trabalho caiu de 57% para 49%, no período entre 1995 e 2003. Para o Ipea, isso se explica, em parte, pelo fato de os jovens estarem dando preferência para continuar seus estudos antes de procurar. E, entre aqueles que procuram trabalho, muitos estão indo para a informalidade em função da falta de oportunidades. Mulheres e negros, por sua vez, continuam enfrentando o problema da discriminação. Em 2003, as mulheres registraram uma taxa de desemprego superior à dos homens (12,7% contra 8%). Situação similar ocorreu com os negros em relação aos brancos (11,2% contra 9,1%). A discriminação também se reflete no terreno da renda. No mesmo período, os homens receberam remunerações 60% maiores que as mulheres. Na relação entre brancos e negros, os primeiros ganharam 100% mais. O Radar Social faz uma análise das condições de demografia, educação, saúde, trabalho, renda, moradia e segurança no país, apontando os principais problemas de cada uma dessas áreas. Ele será divulgado a cada dois anos com os dados atualizados. Junto com o documento, o Ministério do Planejamento divulgou as principais iniciativas do governo para combater esses problemas. Essas informações podem ser acessadas no site do Ministério do Planejamento e do Ipea. Com informações do Ipea, do Ministério do Planejamento e da Agência Brasil

Escrito por christian theodore às 08h36
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   Somos o 2º pior do mundo em desigualdade social

DESIGUALDADE SOCIAL Brasil tem segunda pior distribuição de renda do mundo Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, cerca de 1% dos brasileiros mais ricos detém uma renda equivalente à renda dos 50% mais pobres. País está na frente só de Serra Loa no ranking da desigualdade social. Alagoas é o Estado com mais pobres. Marco Aurélio Weissheimer* 01/06/2005 São Paulo - Cerca de 1% dos brasileiros mais ricos (1,7 milhão de pessoas) detém uma renda equivalente à renda dos 50% mais pobres (86,5 milhões). Esse dado ilustra bem a situação da desigualdade social no Brasil, que, apesar de alguns avanços nos últimos anos, continua ostentando o nada honroso título de uma das nações mais desiguais e injustas socialmente do planeta. Segundo estudo divulgado nesta quarta-feira (1°), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao Ministério do Planejamento, o Brasil perde apenas para Serra Leoa, na África, no item distribuição de renda, em uma lista de 130 países. A pesquisa utilizou o índice Gini para medir a distribuição de renda, que varia de zero a um, sendo um o máximo da desigualdade. O Brasil ficou com 0,60 e Serra Leoa com 0,62. O índice brasileiro é cerca de duas vezes e meio pior que o verificado em alguns países desenvolvidos, como a Áustria (0,23) e a Suécia (0,25). Conforme o Radar Social elaborado pelo Ipea, para avançar no combate à desigualdade, o Brasil precisa alcançar um nível sustentado de crescimento econômico e um modelo de desenvolvimento que viabilize a inserção da população no mercado de trabalho, aliado a um conjunto de políticas públicas para atacar o atual nível de desigualdade. Que políticas seriam estas? O Ipea apresentou algumas sugestões: aceleração da reforma agrária, ampliação da rede de proteção social, da Previdência, da assistência social, programas de transferência de renda, elevação dos padrões de educação e combate à discriminação racial e de gênero. De modo mais geral, defende uma política econômica e um modelo de desenvolvimento que combine crescimento com geração de emprego e renda. Ao apresentar o relatório, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que ele fará com o que o governo receba mais cobranças sobre o que está sendo efetivamente feito na área social. “O objetivo do trabalho é justamente esse”, garantiu Bernardo, “permitir uma melhor avaliação da nossa realidade, permitir avaliar as nossas políticas e dar um instrumento para a sociedade de maneira geral para que possa ajudar o governo, inclusive criticamente, para melhorarmos”. Entre Alagoas e Santa Catarina O Radar Social constatou alguns avanços como a redução do número de pobres no país, apontando como causas desta redução a estabilização econômica, a ampliação de políticas sociais e o aumento do valor real do salário mínimo. Segundo o relatório, em que pese o ainda elevado número de pobres no país, é possível afirmar que ele diminuiu, ao menos no período entre 1993 e 1996. O Brasil possui hoje cerca de 53,9 milhões de pobres (31,7%), cerca de um terço da população do país. Alagoas é o estado com o maior índice de brasileiros vivendo nesta situação (62,3%). No outro extremo está Santa Catarina, com apenas 12,1% da população sendo considerada pobre. O estudo considerou como pobres as pessoas que vivem com renda domiciliar per capita de até meio salário mínimo (R$ 120,00 em 2003). E como muito pobres ou indigentes as pessoas com renda de até um quarto do salário mínimo de 2003 (R$ 60,00). Cerca de 21,9 milhões de brasileiros sobrevivem nestas condições. O estudo do Ipea também comprovou que a pobreza é maior entre a população negra. Em 2003, cerca de 44,1% dos negros viviam com uma renda inferior a meio salário mínimo em 2003. Entre os brancos, esse percentual foi de 20,5%.

Escrito por christian theodore às 08h35
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   Peniel Pacheco

Parlacentro O deputado distrital Peniel Pacheco (PDT) foi eleito presidente do Parlamento do Centro-Oeste (Parlacentro), congregando as Assembléias Legislativas da região, criado na 9ª Conferência da União Nacional dos Legislativos Estaduais, realizada de 25 a 28 de maio, na Costa do Sauípe, na Bahia. Este é o terceiro parlamento regional criado no País. Existem o Parlasul e Parlamento Amazônico. Além de Peniel, o DF está representado no Parlacentro pelo deputado Odilon Aires.

Escrito por christian theodore às 19h44
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   Mau Rício e Roriz, será que dá casamento!

PDT vai a Roriz pela candidatura Maurício Ex-ministro aceita concorrer, mas quer o aval do Buriti Mariana Santos A Executiva Regional do PDT decidiu apostar todas as fichas na candidatura do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Maurício Corrêa à sucessão ao Palácio do Buriti no próximo ano. Para viabilizar o nome do magistrado na disputa, os pedetistas pretendem marcar um encontro nos próximos dias com o governador Joaquim Roriz. A expectativa é obter do cabo eleitoral mais disputado da cidade a garantia de que abraçará a possível campanha de Corrêa. Na semana passada, Roriz recebeu lideranças do PDT na residência oficial de Águas Claras e, apesar de não ter assegurado o apoio, encheu de esperanças os pedetistas. A decisão de inflar o nome de Corrêa foi definida na noite de terça-feira, durante encontro na sede do PDT-DF. De acordo com o presidente regional da legenda, Georges Michel, a reunião marcou o início das articulações da candidatura do magistrado. Mas nenhuma legenda será procurada antes do aceno definitivo de Roriz. - Nosso papel é viabilizar a candidatura dele. Se Roriz não garantir o apoio, estudaremos o que fazer. Mas nossa expectativa é de que Corrêa se filie até o mês que vem - disse o presidente. Corrêa enfrentará uma fila grande de concorrentes em busca das bênçãos do governador. Além dele estão na disputa os deputados federais José Roberto Arruda (PFL) e Tadeu Filippelli (PMDB), além do senador Paulo Octávio (PFL) e da vice-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB). Aos 71 anos, o ex-senador (1987-95) carrega o sonho de governar o DF, segundo pessoas próximas, e sempre é lembrado por Roriz quando cita os pré-candidatos do seu grupo político. No entanto, o maior obstáculo para convencer o governador é o fraco desempenho nas pesquisas de opinião. Os pedetistas apresentarão no próximo encontro com o chefe do Executivo a disposição de fazer parte da base aliada ao governo, inclusive na Câmara Legislativa. O único representante da legenda na Casa, deputado Peniel Pacheco, é alinhado com a bancada de oposição. - Toda decisão tem seu risco. Tenho tentando participar e influenciar, mas se for uma decisão de legenda será respeitada - disse Peniel. Para cristalizar a inclusão do PDT na base, Roriz prometeu abrigar membros da legenda na máquina administrativa do GDF, que deverá acontecer em cargos de segundo escalão.

Escrito por christian theodore às 18h59
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   Sader Show!

O MUNDO PELO AVESSO EMIR SADER 31/5/2005 A ressaca latino-americana A América Latina se transformou na região mais instável - em termos sociais e políticos - do mundo. Isso não ocorre por acaso. O continente foi uma zona privilegiada de aplicação das políticas neoliberais e hoje sofre a dura ressaca dessa aventura Foi aqui, sob o regime de Pinochet e na Bolívia, que pela primeira vez se colocaram em prática as políticas que privilegiam o ajuste fiscal, em detrimento do crescimento econômico e das políticas sociais. Depois disso é que Ronald Reagan e Margareth Thatcher assumiram as bandeiras de renascimento do liberalismo e as tornaram hegemônicas no capitalismo ocidental. Para isso contribuiu a adesão – inicialmente na França e na Espanha -, dos partidos social-democratas. Na América Latina, depois de iniciada na direita, a adesão ao novo modelo se estendeu às forças nacionalistas – o peronismo na Argentina, o PRI no México – e às social-democratas – o Partido Socialista no Chile, Ação Democrática na Venezuela, os tucanos no Brasil. Quanto o modelo parecia que funcionava, a crise mexicana de 1994 prenunciava seus limites e problemas. A crise brasileira de 1999 e finalmente a argentina de 2001 definiram o esgotamento definitivo do modelo neoliberal. Depois de mais de uma década de aplicação, o continente entrou em um processo recessivo, do qual ainda não saiu, sem desenvolvimento social e sem estabilidade política. A razão da instabilidade é a insistência do velho modelo em sobreviver, incrementando as crises sociais e o enfraquecimento dos sistemas políticos existentes e as dificuldades para o surgimento de um novo modelo. O mapa do continente se povoa cada vez mais com mobilizações populares revelando o descontentamento com governos que insistem na manutenção do velho modelo. Mais de dez governos foram substituídos por mobilizações populares, dentro da legalidade. A única tentativa de golpe militar foi na Venezuela, mas foi rapidamente derrotada. A região andina é um exemplo significativo, porque os movimentos sociais camponeses e indígenas têm sido os protagonistas mais importantes da resistência ao neoliberalismo e nessas regiões esses movimentos têm um peso determinante nas mobilizações populares. Enquanto os movimentos sindicais foram duramente afetados pelo desemprego e pelas políticas de precarização das relações de trabalho, os movimentos camponeses mantiveram mais consistência e continuidade nas suas mobilizações. Por isso o Equador e a Bolívia são os epicentros mais agudos da crise latinoamericana. O Equador, pela primeira vez diante das crises anteriores, encontra um governo que representa as reivindicações do movimento popular e pode se legitimar, ao contrário dos três últimos presidentes eleitos, nenhum dos quais terminou seu mandato. Na Bolívia, a situação é mais grave e mais complexa, porque se superpõem a deslegitimação do governo atual – vice-presidente que assumiu com a destituição de Sanchez de Losada -, com grande mobilização popular a favor de uma Assembléia Constituinte e da renacionalização das empresas de gás, com movimentos empresariais separatistas em Santa Cruz de la Sierra e em outras províncias. É por isso tudo também que a América Latina é o palco da mais ampla aliança de centro esquerda, com um projeto de integração regional, diferenciado do projeto da Alca, liderado pelo governo dos EUA. Um campo que pode ir ainda além dos que atualmente o compõem – Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela, Cuba -, incorporando o México, o Equador, a Bolívia, a Nicarágua. Nunca as condições foram tão propícias à integração continental e nunca houve um marco internacional tão favorável à ruptura com o modelo que marcou o passado recente dos países da América Latina e à construção de projetos alternativos. Garcia Márquez, quando recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, dizia que se reconhece o direito e a capacidade da América Latina de construir sua própria arte, sua música, sua literatura, seu cinema. Que nos deixem construir o nosso próprio caminho também na política, na economia, no modelo de sociedade. Emir Sader, professor da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), é coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj e autor, entre outros, de “A vingança da História". Carta Maior

Escrito por christian theodore às 22h24
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   O trêm tá esquentando na Bolívia!

01/06/2005 - 21h18 Camponeses isolam Bolívia de Argentina, Paraguai, Chile e Peru LA PAZ, 1º jun (AFP) - Trabalhadores rurais e indígenas controlavam nesta quarta-feira as estradas que ligam a Bolívia com Chile e Peru, pelo oeste andino, e com Argentina e Paraguai, pelo sul, além de uma importante via que une o leste com o nordeste do país, de acordo com nota divulgada pelo Departamento de Estradas. Os bloqueios se multiplicavam em diversos pontos do sudeste subandino e sudoeste andino, em estradas vicinais e rotas nacionais, respectivamente, nos departamentos (estados) de Potosí e Chuquisaca, de população rural majoritariamente aimara e quechua. Hoje, a Bolívia se encontrava, então, isolada, com comunicação por terra apenas com o Brasil, pelas estradas do leste do país andino. Os manifestantes reivindicam a convocação de uma Assembléia Constituinte, protestam pela realização de um referendo sobre autonomias regionais e exigem a estatização dos hidrocarbonetos. Os bloqueios de estrada, obra dos índios aimaras, que obedecem às ordens da poderosa Confederação Sindical Única dos Trabalhadores do Campo da Bolívia, acontecem nas vias que levam à fronteira com Peru e Chile. Pelo segundo dia consecutivo, o Parlamento se negou a reabrir os debates, em meio às denúncias de um suposto apoio ao pedido da abastada região de Santa Cruz, que luta por sua autonomia do poder central de La Paz. Em protesto, índios e trabalhadores rurais fecharam as estradas que ligam as localidades de Pocitos e Yacuiba com o norte da Argentina e Paraguai. Pelo mesmo motivo, colonos guaranis bloquearam hoje a estrada que une a província de Santa Cruz (leste) à de Beni (nordeste amazônico). Com a ajuda de caminhoneiros e camponeses, os colonos espalharam troncos por um trecho de 15 quilômetros, na altura do povoado de San Julián, onde cerca de 60 veículos de passageiros e carga permanecem parados, informou uma rádio da região. Uol notícias.

Escrito por christian theodore às 22h22
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   Uso de Drogas cada vez mais cedo!

Quarta-feira, 01 de Junho de 2005 Jovens usam drogas a partir dos 10 anos -------------------------------------------------------------------------------- Pesquisa da Secretaria Nacional AntiDrogas entrevistou 2.637 alunos Solventes, maconha, anfetamínicos e cocaína. Estas são as drogas mais consumidas pelos estudantes da rede pública do Distrito Federal. O V Levantamento Nacional de Consumo de Drogas Psicotrópicas 2004, divulgado ontem pela Secretaria Nacional Antidrogas, constata que 16,5% dos alunos dos ensinos Médio e Fundamental já fizeram uso de algum tipo de droga na vida. Foram entrevistados 2.637 estudantes, a maior parte (52,5%) mulheres e do Ensino Fundamental (86,8%). Os dados ampliados mostram, ainda, que na faixa etária de 10 a 12 anos a porcentagem de usuários já é expressiva, pois 12,5% destes estudantes relataram o uso de algum tipo de psicotrópico. O levantamento, apresentado pelo secretário Nacional Antidrogas, Paulo Roberto Yog de Miranda Uchôa, vai, segundo ele, subsidiar as políticas públicas. "O farto material vai, também orientar ações governamentais e não-governamentais", disse. Desta forma, em sua opinião, será possível assegurar maior efetividade e eficácia às ações no combate ao uso de drogas. O uso de drogas entre os estudantes de Brasília é inferior ao percentual nacional, que chega a 22,6%. A diferença é que no DF a cocaína está entre os quatro tipos de psicotrópicos mais consumidos, o que não ocorre quando se estende a informação para todo o Brasil (solventes, maconha, ansiolíticos, anfetamínicos e anticolinérgicos). Entre os estudantes de 10 a 12 anos, o percentual nacional (12,7%) é semelhante ao do DF. Mas foi entre os estudantes de 16 a 18 anos que se observaram as maiores porcentagens de uso de drogas em algum momento da vida (38%). O uso pesado de drogas (20 ou mais vezes nos 30 dias anteriores à pesquisa) tem a menor representatividade – 2,7% dos homens e 2,6% das mulheres –, apesar de mais presente também entre os jovens entre 16 e 18 anos (5,1%). Dos entrevistados, 32,3% pertenciam às classes sociais A ou B. O levantamento constatou, ainda, que o uso de drogas tem relação direta com o rendimento escolar. Entre os que fizeram uso de droga (exceto álcool e tabaco) alguma vez, 42,3% apresentaram defasagem escolar e 53,8% deles faltaram às aulas nos últimos 30 dias anteriores à pesquisa. cocaínaEntre os estudantes do sexo masculino, as drogas mais consumidas no DF são maconha, cocaína, esteróides anabolizantes e energéticos. Já entre as mulheres houve predomínio de anfetamínicos e ansiolíticos. Mas o uso de álcool e tabaco, excluídos do cálculo geral, aparecem de forma bem expressiva. Nada menos do que 62,6 % dos homens e 65,9% das mulheres tomaram alguma bebida alcoólica, enquanto 23,1% e 22%, respectivamente, usaram o tabaco. Jornal de Brasília

Escrito por christian theodore às 20h12
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   Romilda, Romilda!

Quarta-feira, 01 de Junho de 2005 Diretora do Cespe admite fraude -------------------------------------------------------------------------------- É a primeira vez que Romilda Macarini aceita falha no esquema de segurança A diretora do Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe), Romilda Macarini, admitiu ontem, pela primeira vez, em depoimento na Divisão de Combate ao Crime Organizado (Deco), que pode ter havido fraude em concursos públicos realizados pelo órgão. Após três horas de interrogatório, Romilda disse que não descarta o envolvimento de algum outro funcionário da instituição nas fraudes detectadas pela polícia. Mas, afirmou, não desconfia de ninguém. Romilda foi a segunda diretora do Cespe a prestar depoimento ao delegado Cícero Jairo Monteiro Vasconcelos, chefe da Deco. Semana passada, o diretor acadêmico, Mauro Luiz Rabelo, foi interrogado durante oito horas. Ele acabou detido, quando saía de uma reunião com o reitor da Universidade de Brasília (UnB), Lauro Morhy, e outros diretores do Cespe. Em seu depoimento, com cerca de 20 perguntas, Romilda detalhou o esquema de segurança do Cespe, as pessoas que têm acesso às provas, de como são transportadas e da aplicação dos testes. Ela disse que o Cespe tem servidores contratados e do quadro, mas quem tem acesso às provas são só os servidores da instituição. "Só o pessoal do Cespe", garantiu. A diretora pode voltar a depor, segundo a polícia. O delegado Cícero Vasconcelos garante que pelo menos outros dez funcionários do Cespe serão intimados para depor. A suspeita da participação de servidores na fraude ficou ainda mais evidente com o depoimento de Fernando Leonardo Oliveira Araújo, ex-funcionário da gráfica do Cespe. Ele confessou, ontem, que repassava provas de concursos públicos para sua mulher Carlimi Argenta de Oliveira. Ela seria a responsável por entregar o material ao técnico judiciário Hélio Ortiz, acusado de chefiar a quadrilha que fraudava concursos em todo o País. Dez concursos estão sendo investigados. Jornal de Brasília

Escrito por christian theodore às 20h10
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   O Suplício de Suplicy

Quarta-feira, 01 de Junho de 2005 Suplicy é o primeiro punido por ter votado a favor da CPI -------------------------------------------------------------------------------- Senador petista foi afastado de chapa que disputará presidência do PT O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi punido ontem pelo partido por ter apoiado a criação da CPI dos Correios. Ele foi retirado da chapa do campo majoritário, encabeçada pelo presidente José Genoino, que disputará a presidência do PT em setembro. "É um problema de afinidade política. A posição dele foi divergente da bancada do Senado e deixou os companheiros do campo majoritário em uma situação incômoda", afirmou Genoino. Genoino e o tesoureiro do partido, Delúbio Soares, chamaram Suplicy para uma conversa, no final da manhã de ontem, na sede nacional do PT em Brasília. A reunião durou uma hora. Genoino não considera a medida uma punição. "Dissemos a ele que não vamos brigar, não vamos nos estressar", disse o presidente do PT, para quem o posicionamento do senador foi "uma divergência profunda". O senador disse que compreendeu a atitude da direção partidária e que vai votar em Genoino para a presidência do PT novamente. "Vou continuar membro do Diretório Nacional após a eleição porque como senador tenho direito à voz", afirmou. Suplicy havia concordado com a bancada do Senado em não assinar a CPI, mas mudou de idéia na última hora. Segundo ele, Genoino e Delúbio o culparam por não terem conseguido retirar as assinaturas necessárias para inviabilizar a comissão parlamentar de inquérito. "Eles disseram que tinham conseguido reduzir o número de assinaturas para 169, mas com o meu discurso os deputados do PT e as demais bancadas aliadas resolveram manter", afirmou. Suplicy questionou Genoino sobre a possibilidade da vaga do PT paulista no Senado ser destinada ao presidente do PMDB no Estado, Orestes Quércia. Esse cenário foi descartado pelo presidente do PT. "É natural que a vaga seja dele", afirmou Genoino. O senador paulista fará uma reunião no dia 26 de junho, em São Paulo, para uma avaliação de seu mandato e fazer a seguinte consulta: "Deve o PT novamente lançar-me candidato ao Senado, para representar o povo de São Paulo em 2006?". sem palavraOntem, na tribuna do Senado, Suplicy chegou a ser chamado de político sem palavra por ter assinado o pedido de CPI. O senador Heráclito Fortes (PFL-PI) pegou o microfone e pediu a palavra para defendê-lo. Rechaçado o pedido, comentou que era inauguração da lavanderia do PT e pediu que Ideli o acompanhasse em seu cantarolar: "Lava roupa todo dia, que agonia..." O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Rocha (PA), disse que o seu partido não vai punir os deputados petistas que assinaram o requerimento para criação da CPI para apurar denúncias de corrupção nos Correios. "O PT não vai expulsar e nem punir ninguém que assinou a CPI, porque o Diretório (Nacional) decidiu que era um convencimento. Era uma orientação de que não deveria dar aval à CPI'', disse o líder. Segundo ele, os deputados que assinaram a CPI vão ter tratamento diferenciado. "Os deputados que só querem o bônus vão ser tratados de um jeito, e os que são fiéis a todos os momentos vão ser tratados de outro''.O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi punido ontem pelo partido por ter apoiado a criação da CPI dos Correios. Ele foi retirado da chapa do campo majoritário, encabeçada pelo presidente José Genoino, que disputará a presidência do PT em setembro. "É um problema de afinidade política. A posição dele foi divergente da bancada do Senado e deixou os companheiros do campo majoritário em uma situação incômoda", afirmou Genoino. Genoino e o tesoureiro do partido, Delúbio Soares, chamaram Suplicy para uma conversa, no final da manhã de ontem, na sede nacional do PT em Brasília. A reunião durou uma hora. Genoino não considera a medida uma punição. "Dissemos a ele que não vamos brigar, não vamos nos estressar", disse o presidente do PT, para quem o posicionamento do senador foi "uma divergência profunda". O senador disse que compreendeu a atitude da direção partidária e que vai votar em Genoino para a presidência do PT novamente. "Vou continuar membro do Diretório Nacional após a eleição porque como senador tenho direito à voz", afirmou. Suplicy havia concordado com a bancada do Senado em não assinar a CPI, mas mudou de idéia na última hora. Segundo ele, Genoino e Delúbio o culparam por não terem conseguido retirar as assinaturas necessárias para inviabilizar a comissão parlamentar de inquérito. "Eles disseram que tinham conseguido reduzir o número de assinaturas para 169, mas com o meu discurso os deputados do PT e as demais bancadas aliadas resolveram manter", afirmou. Suplicy questionou Genoino sobre a possibilidade da vaga do PT paulista no Senado ser destinada ao presidente do PMDB no Estado, Orestes Quércia. Esse cenário foi descartado pelo presidente do PT. "É natural que a vaga seja dele", afirmou Genoino. O senador paulista fará uma reunião no dia 26 de junho, em São Paulo, para uma avaliação de seu mandato e fazer a seguinte consulta: "Deve o PT novamente lançar-me candidato ao Senado, para representar o povo de São Paulo em 2006?". sem palavraOntem, na tribuna do Senado, Suplicy chegou a ser chamado de político sem palavra por ter assinado o pedido de CPI. O senador Heráclito Fortes (PFL-PI) pegou o microfone e pediu a palavra para defendê-lo. Rechaçado o pedido, comentou que era inauguração da lavanderia do PT e pediu que Ideli o acompanhasse em seu cantarolar: "Lava roupa todo dia, que agonia..." O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Rocha (PA), disse que o seu partido não vai punir os deputados petistas que assinaram o requerimento para criação da CPI para apurar denúncias de corrupção nos Correios. "O PT não vai expulsar e nem punir ninguém que assinou a CPI, porque o Diretório (Nacional) decidiu que era um convencimento. Era uma orientação de que não deveria dar aval à CPI'', disse o líder. Segundo ele, os deputados que assinaram a CPI vão ter tratamento diferenciado. "Os deputados que só querem o bônus vão ser tratados de um jeito, e os que são fiéis a todos os momentos vão ser tratados de outro''. jornal de Brasília

Escrito por christian theodore às 20h05
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   Paulo Vilhena rebelde sem causa ou Bad Boy?

Quarta-feira, 01 de Junho de 2005 Paulo Vilhena apronta mais uma, aumenta sua fama de indisciplinado e seus fãs desaprovam -------------------------------------------------------------------------------- Paulo Vilhena já foi o genro que o pai de Sandy (Xororó) pediu a Deus. Mas o jovem e comportado galã de TV ganhou fama de bad boy. A última do "menino mau" aconteceu nos bastidores de A Lua Me Disse. Liberado depois de uma gravação, o intérprete de Adonias foi chamado novamente para refazer uma cena. Irritado, chutou uma porta do camarim do Projac. "Ele voltou estressado porque já estava em casa e não queria fazer a cena de novo", conta um funcionário da produção da novela. A imagem do jovem galã na emissora não é das melhores. Depois de sua participação em Celebridade, seu contrato não foi renovado. Sua volta se deu por insistência do autor Miguel Falabella, que o queria para o papel de Adonias. Já na coletiva de imprensa da novela, Paulo Vilhena voltou à velha forma e não quis atender os repórteres. E tem sido assim desde que a novela estreou. A própria assessoria da Globo já desistiu de marcar entrevistas com o rapaz. Fora da telinha, o ator também alimenta sua fama de indisciplinado. A cada flash disparado, um dedo é levantado em direção à câmera ou um palavrão é dito. O fotógrafo Gabriel Reis, que hoje trabalha no Superpop, viu Vilhena pular no seu pescoço: "Acabei sendo demitido (de um site). Entrei com um processo por agressão e ele faltou às audiências. Depois, chegamos a um acordo. Fiz isso para ele aprender a lição. Latinha Já o fotógrafo Cleomir Tavares foi alvo de uma latinha de refrigerante ao fotografar Vilhena no Carnaval. "Ele debocha. Fica de careta e finge que faz pose". A arrogância de Vilhena causou um boicote dos fotógrafos. Nos eventos, agora ele costuma ser ignorado. "Ele xinga mesmo e mostra não ter educação. Mas ele só é valente quando está em turma", diz o fotógrafo Francisco Silva. Jornal de brasília.

Escrito por christian theodore às 20h03
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   Parabéns Erilda Balduíno

Erilda Balduíno A morte do deputado distrital Jorge Cauhy adiou para o próximo dia 15 a concessão do título de cidadã honorária para a advogada Erilda Balduíno, proposta pelo deputado, Chico Vigilante (PT). Erilda foi ativista de direitos humanos durante a ditadura. A importância política de Erilda levou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Sepúlveda Pertence à Câmara Legislativa Jornal do Brasil.

Escrito por christian theodore às 20h00
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   Soninha figura mais que bem vinda aqui!

De novo, é importante encontrar o equilíbrio entre "o feijão e o sonho" (título de livro do Orígenes Lessa, adaptado como novela da Globo em 76). Não dá pra achar que no seu emprego, seja ele qual for, você vai conseguir fazer só coisas legais, animadas, desafiadores, altamente satisfatórias. Às vezes, na MTV, a gente tinha esse problema: todo mundo queria cobrir um festival; ninguém queria tirar xerox de roteiro... Mas também não dá para aceitar tudo passivamente, sem brigar um pouco para aumentar os horizontes, as possibilidades, as perspectivas. Vou dar um exemplo bem concreto: Se fosse para fazer só o que tinha sido determinado, o Cazé, no programa Teleguiado, só iria perguntar para as pessoas "que clipe você quer ver?" e "enrolar" um pouco enquanto o estagiário pegava o clipe na fitoteca, perguntando coisas corriqueiras (tipo "quantos-anos-você-tem, onde-você-estuda, o-que-mais-você-faz-da-vida"). Por iniciativa dele, as conversas começaram a incluir temas como Roberto Jefferson, taxa Selic, Estatuto do Desarmamento... E essas conversas acabaram sendo a cara do programa. Portanto, lembrem-se do seguinte: sonho não é algo que a gente formula quando está no colegial e realiza quando sai da faculdade - ou, mas provavelmente, abandona quando não entra na faculdade, não consegue o emprego que queria ou coisa parecida. Sonho a gente vai perseguindo e reconstruindo a cada dia, adaptando, modificando e mantendo - até descobrir outros sonhos e realizações em que nem tinha pensado. Eu não faço exatamente o que eu queria fazer, mas faço exatamente o que gosto de fazer agora. Soninha Francine escreve para essa coluna quinzenalmente Site Oficial: http://www.soninha.com.br

Escrito por christian theodore às 19h52
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   Soninha figura bem vinda nesse Blog

Soninha Francine, vereadora de São Paulo pelo PT, ex VJ da MTV, comentarista da ESPN. Poucas pessoas representam tão bem os jovens como ela. E é por isso que a convidamos para estrear sua coluna no !ObaOba. Quinzenalmente você vai poder conferir as novidades aqui, na Coluna da Soninha. Espere por muito comportamento, atitude, cidadania e atualidades! Deixa a vida me levar? Minha vida deu voltas incríveis no caminho entre o-que-eu-queria-ser e o-que-eu-sou (ou faço) hoje. Quando eu era pequena, quis ser: "professora de pintura de quadro" (era o que eu dizia quando tinha uns 5 ou 6 anos; por conta disso meu pai se meteu em uma dívida tremenda para comprar a enciclopédia Gênios da Pintura); atriz (morri de dor-de-cotovelo quando a Narjara Turetta, que tinha uns 8 anos como eu, passou no teste para fazer a novela "Papai Coração" na Tupi - nossa, quero ver quem lembra disso); escritora (no começo, como Monteiro Lobato; mais tarde, como Fernando Sabino); política (para ajudar a "mudar o mundo"); jogadora de basquete (com 1,67?!) ou técnica ou preparadora física ou qualquer coisa ligada a esporte. Não vou contar, em detalhes, como cada uma dessas coisas deu errado. Mas posso lembrar que a gravidez no meio do terceiro colegial atrapalhou os planos de fazer faculdade de Educação Física - que ficou para "depois", e "depois" não apareceu até hoje. Já com uma filha, entrei para um grupo de teatro amador com o qual eu pretendia me profissionalizar - mas uma depressão depois do nascimento da segunda filha me afastou disso também. De todo modo, fui mudando de idéia à medida que as condições também se transformavam e fazendo outras coisas das quais gostei muito: dei aula de inglês (ainda dou), passei por mil funções diferentes na MTV (fui assistente de produção, redatora, diretora de programas, coordenadora de produção e VJ), trabalhei na TV Cultura e nas rádios Globo e CBN e aqui estou - vereadora eleita em São Paulo (um velho sonho recuperado e realizado!), comentarista de futebol (não deixa de ser "alguma coisa ligada a esporte"), colunista da Folha de São Paulo, das revistas Pista e Vida Simples e daqui do !ObaOba (vale como "escritora?"). Parece até que as coisas andaram um pouco em zigue-zague e voltaram ao ponto de origem, embora elas não tenham acontecido exatamente como eu planejava. Mas é muito legal encontrar o equilíbrio entre "deixar a vida me levar" (adoro essa música do Skank) e "fazer tudo o que eu queria fazer" (salve, Rita Lee). Não fiquei chorando por não ter sido atleta ou atriz; fui fazendo o que dava, do jeito que dava - tentando transformar limão em limonada, como dizia minha avó. Quando entrei na MTV, eu queria fazer cinema e não trabalhar em televisão - mas já que estava na TV, tinha de me esforçar, me virar para que o meu emprego fosse o mais legal possível. Eu não ia só seguir as ordens e viver contrariada, sonhando com o trabalho ideal... E não era a única: a MTV tinha uma turma bem inconformada, idealista, que procurava realizar alguns dos seus sonhos dentro da estrutura da empresa (deve ter gente assim ainda por lá, mas já não estou tão próxima para saber).

Escrito por christian theodore às 19h51
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   Brasil país sem futuro!

Caro arqueólogo ou cara arqueóloga: nossa charla já vai longa. Para encerrá-la, quero contar o que me inspirou tais reflexões, que carrego por muito tempo aqui “do lado esquerdo do peito”. Podes procurar, em alguma cidade deste mundo velho sem porteira, uma alameda, um beco, um recanto. Ali há uma grade de ferro que, quando a vi, já estava enferrujada e coberta por pedaços de uma tinta encarquilhada. A rua prossegue mais abaixo, mas entre a parte alta, interrompida pela grade, e parte mais embaixo, há um pequeno abismo intransponível, pois não há escada nem passagem. De um lado e outro da alameda e do recanto deve haver ainda algumas árvores, vetustos jacarandás, plátanos sobranceiros. Pois ali um dia, num fim de tarde, parou um carro, e dele descemos eu e ela, a trocar palavras de uma paixão mútua e jurada. Mas sem caminho vislumbrado. E elas, paixão e juras, foram sacramentadas num longo beijo de boca a boca e de alma a alma, que nos colheu dos sótãos aos porões, da pele debaixo das unhas aos extremos de nossa respiração entrelaçada. Escrevemos nossos nomes num pedaço de papel e o pusemos debaixo de uma pedra. E nos fomos pela vida afora. Talvez o papel ainda lá esteja, ou talvez por essas estranhas alquimias nossos nomes tenham sido absorvidos pelas árvores, testemunhas serenas daquele encontro e daquele adeus. Quem sabe acompanharam os florescimentos e o vento levou-os a pousar em outras partes? Vá se saber. Nunca mais voltei, lá não quero voltar. Pelo menos ainda. Tempos depois ela se foi para os pagos do além. Deixou um vazio do tamanho da eternidade em minhas querências. Não, não, caro arqueólogo e cara arqueóloga, não me tornei um melancólico. Vivi com sofreguidão tudo o que a vida me trouxe e eu pude colher e acolher, deixando-me também colher e acolher e, às vezes, até ser ceifado. E ainda quero e vou viver muito e de braços abertos. Mas a memória daquele recanto me ensina todo dia que a única cicatriz de fato indelével é a do futuro que não houve. TExto de Flávio Aguiar- CArta Capital.

Escrito por christian theodore às 19h45
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   Brasil país sem futuro! - texto de Flávio Aguiar

Ao arqueólogo do futuro O Brasil, como queríamos há tantos anos nós, os da esquerda, deixou de ser o país do futuro. Mas não porque ele chegara, ou nós, afinal, chegássemos a algum caminho presente. O Brasil tornou-se um país sem futuro. Flávio Aguiar Com que lidam os arqueólogos? Com vestígios, sombras, ruínas. O Brasil, caro arqueólogo, é o espaço ideal para investigar as ruínas do futuro. O Brasil era chamado de “o país do futuro”. A expressão foi consagrada pelo escritor suíço e judeu Stefan Zweig, como título de um livro escrito, parece, por encomenda do presidente Getúlio Vargas: Brasil, país do futuro. Stefan Zweig, refugiado da Segunda Guerra, suicidou-se com sua companheira na cidade de Petrópolis, na Serra dos Órgãos, perto do Rio de Janeiro. O futuro se lhe desabava, com as vitórias nazistas e fascistas na Europa. Não sobreviveu ao auge da guerra. Nós, da esquerda, nunca gostamos da encomenda nem da frase. Pobres de nós. Primeiro a ditadura militar de 1964 glosou a frase num de seus motes de propaganda: “O Brasil era o país do futuro. Agora, o futuro chegou”. E o futuro era aquilo, a negação da esperança, o horror consentido, desfrutado, ou suportado. Ali começou o suicídio do futuro no Brasil. Como tantos lutadores da liberdade, e não só no Brasil, o futuro começou a “ser suicidado”. Depois os neoliberais completaram esse suicídio do futuro. A história deixava de ser: a vida era aquilo ali, a administração da iniqüidade. A disciplina da economia passou a ser a arte de explicar o insuportável, e a política o engenho de geri-la. O Brasil, como queríamos há tantos anos nós, os da esquerda, deixou de ser o país do futuro. Mas não porque ele chegara, ou nós, afinal, chegássemos a algum caminho presente. O Brasil tornou-se um país sem futuro. O país do “cronicamente inviável”, como diz o título de um filme que fez fama nestas épocas. Do filme eu até gostei. Do título não. Mas ficou-me a lição: às vezes, a gente constrói pensando em linhas certas os títulos tortos dos grandes erros. Passamos nós, os da esquerda que crescemos depois da guerra que levou Zweig e a companheira ao suicídio, boa parte de nosso tempo criticando acerbamente a Consolidação das Leis do Trabalho. Acusávamos a nefanda lei de “fascista”, de inspirada na “Carta del Lavoro” de Mussolini. Depois nos demos conta de que não era nada disso. A tal da lei era apenas um ajuntamento de princípios e meios baseados nas doutrinas de Augusto Comte, com algum verniz corporativo no que tangia a organização sindical. Que ironia! Ajudamos a pavimentar a sua abolição sim. Mas não fomos nós e a nossa ânsia de liberdade que a aboliram. A ditadura de 1964, essa coveira (ou caveira) do futuro, começou a aboli-la. Depois vieram os neoliberais e afastaram grande parte da população do alcance da lei. Criaram a “informalidade”, ou seja, a exclusão consentida, degustada, ou suportada apesar de insuportável. O governo de JK quis avançar 50 anos em 5. Durante os vinte e um anos de ditadura no Brasil o tempo tornou-se espesso, opaco. As pessoas passaram, o tempo não. Depois veio a democracia, e a construção de uma nova hegemonia conservadora. E ao final do século XX, de 1994 a 2002 da era cristã, o Brasil conseguiu o milagre de voltar 80 anos em 8. Que façanha! Os neoliberais implodiram o conceito de trabalho como realização pessoal e coletiva. Destruíram e ainda estão destruindo a legislação do e para o trabalho a marretadas, ou deletações, como se quiser. Pelo menos nós, os da esquerda, temos inteira liberdade para escolher as palavras. Já é alguma coisa, pois durante a ditadura nem isso tínhamos. Eu moro numa cidade chamada de São Paulo, pois foi fundada no dia em que este santo teria se convertido ao cristianismo. Ele (o santo) teve uma visão que o derrubou do cavalo. Pois eu também tive nesses dias, nessa cidade, uma visão lancinante. Ou rocinante, já que, como o amigo arqueólogo pode ver, eu guardo em minha alma algo daquela de um certo cavaleiro da Mancha, embora na minha esse algo seja temperado por um pouco de ironia aprendida com seu fiel escudeiro, Sancho, que andava pacientemente num burrico. Tomei o metrô desta cidade na direção de sua periferia das mais remotas. Por um desses azares da sorte, sentei-me de costas para o destino. E vendo o caminho desta posição compreendi afinal a metáfora do anjo de Walter Benjamin, aquele que, saído do paraíso, vai para o futuro de costas, vendo a história como a construção de ruínas. Fomos, eu e o metrô, avançando (eu de costas) pelos bairros que antes faziam parte do cordão industrial desta cidade, e que puxavam seu apelido (com o estado) de “locomotiva do Brasil”. Fomos passando pelas antigas fábricas, as antigas casas alinhadas dos bairros operários. E fomos vendo esse cenário de um Brasil que caminhara ali para o futuro, ou o que se pensava sê-lo, transformado em ruínas, em paredes rabiscadas com hieróglifos incompreensíveis, com sujeira e abandono por toda parte. Não, não, meu amigo ou amiga, pois podes ser uma arqueóloga, o que mais me impressionou não foram as paredes encardidas. Mas foi poder ler ali, com meus olhos, minha formação, meu passado, as ruínas dos sonhos desfeitos, das esperanças espezinhadas, foi poder ver a sombra e os vestígios de gente fechando as portas, abandonando aqueles lugares com amargor, como quem fecha as portas do seu próprio futuro. Outros houve que dali fugiram em busca de novos horizontes. Mas de tudo, desse cruzamento de diferentes direções no tempo, só ficou a lembrança afastada daqueles operários atarefados, de gerentes esforçados, de burgueses orgulhosos, dos conflitos com a polícia, dos panfletos distribuídos clandestina ou abertamente. Em seu lugar, ficou a presença dos mendigos caminhando sem direção e o amontoado de papéis e papelões reunidos pelos catadores, transformados, ali, em anjos que coletam os restos de um mundo afogado em desprezo. Meu arqueólogo ou arqueóloga: não pense que estou te deixando o travo de uma desesperança. Eu fui, sou e serei um lutador, e onde houve ou há ou houver uma luta pela liberdade e contra a injustiça e a desigualdade, tu encontrarás o vestígio de minha assinatura. Este é um juramento sagrado, que tive a oportunidade de fazer e renovar muitas vezes em minha vida tão curta para tanta luta. Em 1961, pela primeira vez; depois em 1964, e depois nos porões da ditadura e depois nas praças e depois para todo o sempre. É uma assinatura modesta, mas escrita com sangue e com alma, o meu sangue e a minha alma: é a assinatura que tenho, e não desejo outra, porque aprendi a ter orgulho dela e respeitá-la como o nome que herdei de meus pais e avós e transmiti a minhas filhas e ao seu futuro. Eu me comporto como um guerreiro guarani: meu nome é minha alma. Mas este é um libelo do que percebi, de que meus e nossos movimentos precisam ter mais cuidado, precisamos aprender não só como o mundo cabe em nossas idéias e em nossos gestos, mas também como elas e eles cabem no mundo, e que este “mundo” não é de fato uma rima, como sugeria o poeta. Ele é maior do que a nossa consciência, embora ele possa caber por inteiro em nosso coração. TExto de Flávio Aguiar, CArta Capital.

Escrito por christian theodore às 19h45
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   Brasília tem a cesta básica mais alta do país!

01/06/2005 - 15h56 Cesta básica subiu em maio em 16 capitais, apura Dieese SÃO PAULO - O valor da cesta básica aumentou em todas as 16 capitais pesquisadas pelo Dieese em maio, comparativamente a abril. As elevações mais acentuadas ocorreram em Brasília (8,93%), Recife (8,30%) e Belo Horizonte (7,52%). As menores variações foram de Goiânia (0,42%), Florianópolis (1,17%) e Natal (1,45%). Segundo o Dieese, houve "alta generalizada dos preços" nos produtos básicos em maio. Apenas soja e arroz caíram na maior parte das cidades pesquisadas. O maior valor dentre todas as 16 capitais, de R$ 189,12, foi encontrado em Porto Alegre, onde houve alta de 3,26%. Após aumento de 4,26%, o preço do conjunto de produtos básicos em São Paulo totalizou R$ 188,63, o segundo maior da lista. Os menores valores foram registrados em Natal (R$ 140,73), Salvador (R$ 140,40) e João Pessoa (R$ 139,85). No acumulado dos cinco primeiros meses de 2005, todas as 16 capitais avaliadas sofreram aumento no valor da cesta básica. As altas mais expressivas ocorreram em Recife (19,49%) e Belo Horizonte (18,45%). Uol Econômia

Escrito por christian theodore às 19h42
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   Brasil é o segundo pior do mundo!

Estudo aponta desigualdade de renda e falta de investimento no Brasil BRASÍLIA - Para reduzir o déficit habitacional, o país teria que investir cerca de R$ 20 bilhões anuais nos próximos 15 anos. " Investe-se muito pouco, é preciso que se diga " , desabafou o secretário de Planejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério do Planejamento, Ariel Pares, ao apresentar o documento " Radar Social " . Primeiro exemplar elaborado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), a radiografia sobre a qualidade de vida do brasileiro deverá ser atualizada a cada dois anos, focando seis áreas: trabalho, renda, educação, saúde, moradia e segurança. " Não é um radar chapa branca " , disse Pares, ao esclarecer que o governo não quer esconder os problemas. A participação do secretário no trabalho foi apontar medidas que o governo tem adotado para tentar melhorar as condições de vida da população. Segundo o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, " é um instrumento de vigilância social " , que permitirá à sociedade cobrar ações do governo. O quadro apresentado é muito pouco positivo. O Brasil aparece em penúltimo lugar em distribuição de renda, numa lista de 130 países, ficando só atrás de Serra Leoa. São 53,9 milhões de pobres ou 31,7% da população (dados de 2003), dos quais 21,9 milhões estão na faixa dos " indigentes " , com renda per capita de um quarto do salário mínimo mensal. Os demais têm renda per capita até meio salário mínimo, mas os negros (44%) são maioria entre os mais pobres. Outro exemplo: cerca de 1,7 milhão de pessoas que compõem o 1% mais rico do país concentram renda equivalente à detida por 50% da população ou 86,5 milhões de pessoas. No capítulo moradia, há 17 milhões de brasileiros ou 9,9% da população total morando em residências superlotadas, com média de três pessoas por dormitório. E 5,7 milhões gastam acima de 30% da renda com aluguel, diz o documento. Uol ecônomia.

Escrito por christian theodore às 19h40
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   Holanda também rejeita!

01/06/2005 - 19h29 Constituição européia sofre na Holanda sua 2ª derrota nas urnas Haia, 1 jun (EFE).- Depois da vitória do "não" na França, 61,6% dos holandeses que votaram nesta quarta-feira no país reprovaram a Constituição européia. A força da vitória do "não" na Holanda", segundo país a rejeitar a Carta, e a alta participação na consulta, de 62,8%, surpreenderam os analistas. O primeiro-ministro da Holanda, o democrata-cristão Jan Peter Balkenende, disse estar "decepcionado" com o resultado. "Não estou contente com o resultado porque o gabinete defendia o sim", declarou o primeiro-ministro. "Os cidadãos nos deram um sinal claro e o respeitaremos". O plebiscito holandês tinha caráter consultivo, mas todas as forças políticas haviam se comprometido a respeitar o resultado se o nível de participação fosse alto, como realmente aconteceu. Apesar da rejeição à Constituição, Balkenende destacou alguns pontos positivos, como a alta participação e o fato de ter havido um grande debate no país sobre a União Européia (UE) durante a campanha eleitoral. O primeiro-ministro lembrou que o referendo foi uma iniciativa da Câmara Alta, não de seu governo. Destacou ainda que o resultado do plebiscito holandês foi "um veredicto sobre o Tratado constitucional, não um veredicto contra a cooperação européia". "Explicarei os motivos do 'não' holandês a meus companheiros europeus e lhes pedirei que o tratem com justiça, pois nós entendemos as preocupações dos holandeses acerca da perda de soberania, do ritmo das mudanças sem que os cidadãos se sintam envolvidos e das contribuições financeiras de nosso país" ao bloco, acrescentou Balkenende. Em Bruxelas, o presidente em exercício da União Européia, o primeiro-ministro de Luxemburgo Jean-Claude Juncker, instou todos os países a continuarem com o processo de ratificação da Constituição européia. O mesmo pedido foi feito, em entrevista coletiva conjunta, pelos presidentes da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, e do Parlamento Europeu, Josep Borrell, que assinaram uma declaração comum com Juncker. O portugês Barroso pediu que os governos que ainda não tenham completado processos nacionais de ratificação não tomem nenhuma "iniciativa unilateral" antes da cúpula dos dias 16 e 17 de junho, na qual será analisada a "difícil situação" que a UE atravessa. O presidente da França, Jacques Chirac, também defendeu que outros países mantenham a intenção se pronunciar sobre a Constituição. "Este novo resultado negativo em um país fundador da União e apegado à construção européia traduz fortes expectativas, dúvidas e preocupações com o desenvolvimento do projeto europeu", disse o presidente em comunicado. A presidência rotativa luxemburguesa reiterou hoje que os líderes europeus poderão fazer "uma análise coletiva e profunda da situação" na reunião que terão dentro de 15 dias em Bruxelas. "Escutamos as mensagens enviadas pelos cidadãos franceses e holandeses sobre o projeto europeu e estamos muito atentos", disseram Juncker, Barroso e Borrell em sua declaração. "As instituições européias ouvirão aquilo que interessa aos cidadãos europeus e se empenharão em dar respostas". "Confiamos em que saberemos - governos nacionais, instituições européias, partidos políticos, interlocutores sociais e sociedade civil -, coletivamente e cooperando uns com os outros, encontrar formas de fazer progredir o projeto europeu em torno de um amplo consenso no que diz respeito a sua identidade, seus objetivos e seus meios", disseram. De acordo com os três, "a Europa continua e suas instituições continuarão funcionando plenamente". Uol notícias.

Escrito por christian theodore às 19h39
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   O QUE FAZER COM ESSE TAL DE ORTIZ?

Escrevam suas opiniões sobre esse mala sem alça do Ortiz, dizem que o homem foi tão covarde, que ao ser perseguido junto com sua mulher,( isso é que é casamento que deu certo unidos até na corrupção), saiu correndo para o meio do mato e conseguiu escapar deixando sua mulher ser presa sozinha. E o pior é que o coitado ganhava uns 2.500,oo reais pouco mais que nós professores! Mas tinha amigos muito importantes, como a deputada Elaine Costa do Rio de Janeiro, essa foi eleita pelo PDT, participou de uma única reunião do partido e tbbumm foi para o PTB, o tal dos Correios! e ainda o deputado Severiano Alves da Bahia esse é o líder do PDT na Câmara, todos os dois abrigaram o Ortiz por um tempo, porque será? 1. Porque ele é muito bonito e os dois tinham interesse em enfeitar os gabinetes. 2. Porque o Ortiz embora tenha feito essa feiurinha no Cespe no fundo era um homem bom. 3. Porque os dois deputados tiveram dó do emprego enfadonho que ele exercia no TJ e decidiram requisitar o coitado, estava com olheiras de tanto trabalhar. 4. N.D.A

Escrito por christian theodore às 19h42
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   A POLITIQUINHA DAQUI!

Informe DF Cristovam isolado A equipe da Casa Civil da Presidência da República comemorava ontem o que considerava ''a operação perfeita'' com que isolou o senador Cristovam Buarque. Acreditam os estrategistas de lá que conseguiram aproveitar à perfeição um erro político cometido pelo ex-governador do Distrito Federal, ao tirar vantagem da operação-abafa do governo sobre a CPI para um ataque ao ministro José Dirceu, a quem culpa pelo seu afastamento do Ministério da Educação. Deu oportunidade assim para Dirceu posar de bom moço, divulgando uma resposta altiva às acusações, enquanto sua equipe mobilizava antigos aliados de Cristovam contra ele. Tudo de graça. Se Cristovam não podia contar, no PT local, com os pré-candidatos Maninha, Geraldo Magela e Arlete Sampaio, viu-se acossado também pelos deputados Sigmaringa Seixas e Chico Vigilante, outrora fiéis aliados. Embora seja o petista em melhor posição nas pesquisas para o Buriti, pulverizou-se a eventual candidatura. ''Agora só lhe resta a tribuna para lançar farpas, inócuas, contra os desafetos'', Cá pra nóis, o Cristóvam esperou demais, tinha uma estratégia confusa demais, tudo demais. Criticava mas sempre votou com o governo, votou pela expulsão da Heloísa Helena, votou vários projetos que tiram a garantia do trabalhador, dizendo ele na esperança de o governo cumprir o que promete! Ora seu Cristóvam, o senhor foi demitido por telefone, de forma muito constrangedora e apesar disso continuou defendendo o governo Lula, um governo que em nenhum momento prestigiou a sua pasta da Educação. Também achei que com o senhor como ministro não viria muita mudança não, agora o senhor fica o discurso de oposição para valorizar o seu passe, para ser imprescindível na próxima eleição, e os seus eleitores esperando, ora Brasília não está as mil maravilhas para ficar esperando a sua boa vontade em sair candidato ou não! Sinceramente acho que a estrela do Cristóvam já passou!

Escrito por christian theodore às 19h23
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   CINEMA E POLÍTICA

Encontros políticos na telona Lúcia Murat abre a mostra com a autoridade de quem viveu e sofreu na ditadura Paula Porto Um envolvente painel que intercala os anos dourados da década de 50, os de chumbo dos idos de 70 e a atual conjuntura política do Brasil invade a sala de projeções do Centro Cultural Banco do Brasil. De hoje a domingo, os brasilienses terão a chance de conferir a terceira edição do Encontro com o Cinema Brasileiro - Cinema e Política, com oito longas-metragens que colocam em foco as relações políticas do País. - Vivemos um tempo em que o cinema político é visto com muita rejeição e cineasta político é sinônimo de chato. Hoje, o problema é que a política foi reduzida a uma disputa eleitoreira e marketeira e as pessoas não querem entender o conceito de política no seu sentido mais amplo, filosófico, de idéias - reclama a cineasta Lúcia Murat, que participa da sessão-debate hoje, após a exibição do filme Doces poderes, dirigido por ela em 96. Lúcia Murat carrega ainda hoje as marcas da repressão nos idos dos anos 60 e 70. Logo após entrar na faculdade de economia, a cineasta passou a militar em grupos estudantis. Viveu na clandestinidade após o AI-5, em 1968, foi presa em 71 e torturada física, psicológica e sexualmente, saindo da prisão somente em 1974. Sofreu também a perda clínica nas pernas. Parte da história de sua perseguição e dos horrores vividos na época por outras mulheres está no longa Que bom te ver viva. Em cartaz na sexta-feira, às 21h, o filme mistura fantasias de uma personagem anônima, interpretada por Irene Ravache, com depoimentos de oito ex-presas políticas. - Eu vivi a geração anos 60, vivi a ditadura, eu fui presa, e isso me marca. Não vou negar a minha vida nem as minhas provocações. A minha preocupação é política, no sentido mais amplo do termo - afirma. A existência da tortura e da repressão militar foi mencionada pela primeira vez no cinema em Ele não usam black-tie (1981), de Leon Hirzman, que tinha como mote o movimento operário e suas lutas. Dois anos depois, Pra frente, Brasil, de Roberto Farias (exibido amanhã, às 19h), trouxe os temas para as rodas de amigos ao contar a história de um sujeito de classe média que é preso e torturado pelos militantes, enquanto a população segue no embalo do ''milagre econômico'' e da Copa de 1970. Outros destaques da mostra são Peões, de Eduardo Coutinho, e Entreatos, de João Moreira Salles. As produções acompanham a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República. A mostra também é uma boa oportunidade para ver- ou rever - clássicos como O bom burguês (1983), de Oswaldo Caldeira, com José Wilker, Betty Faria, Christiane Torloni e o saudoso Jardel Filho. O filme é baseado num episódio real sobre um funcionário do Banco do Brasil acusado de desfalcar milhões. O velho, a história de Luiz Carlos Prestes, de Toni Venturi (1997), e Os Herdeiros, de Cacá Diegues (1970) completam a programação. Conforme Marco Altberg, idealizador e organizador do Encontro com o Cinema Brasileiro, os filmes foram selecionados de acordo com sua aproximação da política , a fim de que mostrasse um ''painel da história brasileira, desde os tempos do governo de Getúlio Vargas e até os dias de hoje, passando pelos negros anos da ditadura militar''. - São títulos produzidos em diferentes períodos, entre filmes recentes e mais antigos, de cineastas que têm visões diferentes - conclui. Serviço Encontro com o Cinema Brasileiro - Cinema e Política. De hoje a domingo, no CCBB (SCES, Tr. 2). Preço: R$ 4 e R$ 2.

Escrito por christian theodore às 19h15
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   URGENTE! CESPE AFASTE TODO OS SEUS SERVIDORES.

VENHO CLAMAR, A VONTADE DOS BRASILIENSES, CESPE AFASTE TODOS OS SEUS SERVIDORES SUSPEITOS ATÉ QUE SEJA CONCLUÍDA AS INVESTIGAÇÕES. ESSA DE VER MANIFESTAÇÃO A FAVOR, PEGA MAU PARA A UNB, SE EU FOSSE UM REITOR ISENTO, FARIA CORO A POPULAÇÃO E PEDIA O AFASTAMENTO DE TODOS, FECHAVA TRANCAVA ATÉ QUE TIVESSE UM RESULTADO ISENTANDO OU CONDENANDO QUEM QUER QUE SEJA, É A CORRUPÇÃO ADENTRANDO A UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, QUE JÁ FOI CONSIDEARADA EXEMPLO DE ISENÇÃO. VERGONHONA ESSA! PEDIMOS O AFASTAMENTO DE TODOS JÁ! INCLUSIVE DA DONA ROMILDA, QUE SE NÃO SABIA DE NADA, COITADA PODERIA SER ELEITA A NOVA VELHINHA DE TAUBATÉ DO VERÍSSIMO, OU PODERIA SER A TÍPICA MULHER TRAÍDA, É SEMPRE A ÚLTIMA A SABER! MAS QUANDO SE TRATA DE UMA INSTITUIÇÃO LIGADA A UNB, NÃO DÁ! FORA ROMILDA! INGENUIDADE DEMAIS PARA OCUPAR UM CARGO COMO ESSE NÃO DAAAAAÁ, FICA CHATO!

Escrito por christian theodore às 19h08
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   Do que falar mais!

Bom já falei da Parada Gay, da França, hãa a Bolívia, ainda está num vem e vai terrível, pensei fazer umas comparações a la Dercy mas fiquei constrangido, muitas vezes putaria só vira cult na boca da desbocada e eternizada Dercy! Mas usem a imaginação! No mais as velhas corrupções de sempre e o pt lutando coitado para permanecer no poder apesar de perpetuar as mesmas práticas.

Escrito por christian theodore às 19h00
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   Bom dia pra quem é de bom dia!

Sexo não é tudo mas acho que é bem uns 50%, não é mesmo minha gente! Embora esteja um tanto quanto desbocado, eu quero dizer que sou casado e defendo a monogamia, embora respeite toda e qualquer atitude humana que não interfira nos direitos humanos. Quero aproveitar e parabenizar os Gays, as lésbicas, os Simpatizantes, os Bissexuais e os Transgêneros e a grande festa da parada Gay, que segundo a imprensa bateu o record mundial de São Francisco nos EUA, é São Paulo em Arco Íris, a Marta Suplicy deve estar contente porque deu o maiorrrapoio, será que o Serra vai dar?

Escrito por christian theodore às 18h50
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   Bom noite pra quem é de boa noite!

Hoje estou bem humorado e feliz, minhas relações sexuais estão muito melhores que as de um mês atrás, ou seja estou gozando muiiiito! ou para os mais pudicos, chegando ao orgasmo! Sim, homem também pode ejacular sem ter orgasmo, basta o público masculino observar quando dão aquela aliviada com a masturbação! Não chega nem perto quando estão aconchegados ao seio de suas amadas!

Escrito por christian theodore às 18h46
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   Viva o povo negro brasileiro!

Estudo aponta 2,2 mil quilombos Geógrafo Rafael Sanzio, da UnB, alerta para o risco de desaparecimento dessas comunidades no País Lorenna Rodrigues Perdidos na história, esquecidos pela sociedade, fora da agenda oficial. Os quilombos sobrevivem ao tempo e ao esquecimento espalhados por todo o Brasil. Parte importante da história brasileira, os quilombos foram um dos primeiros símbolos da resistência negra contra a escravidão. A falta de informação sobre essas comunidades dificulta ainda mais a demarcação e titulação das terras habitadas há séculos pelos quilombolas. Para o geógrafo Rafael Sanzio, o primeiro passo para a demarcação é a identificação das comunidades. Coordenado por ele, o Centro de Cartografia Aplicada e Informação Geográfica (Ciga) da Universidade de Brasília (UnB) desenvolveu o Segundo Cadastro Municipal dos Territórios Quilombolas do Brasil , que identificou 2.228 comunidades de quilombos em todo o país. O cadastro é o aprofundamento de um primeiro estudo feito em 2000, quando 840 comunidades foram cadastradas. - Os territórios quilombolas hoje correm o risco de se descaracterizarem ou mesmo desaparecer. A identificação desses territórios fornece material para que os órgãos públicos possam conhecer e proteger os quilombos - explica Sanzio. O coordenador do programa de Comunidades Quilombolas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Cláudio Braga, reconhece a importância do mapeamento das áreas quilombolas para o trabalho do governo. - Identificar essas áreas é primordial para que ações políticas mais agressivas sejam feitas - afirma. Segundo Dantas, 73 quilombos já foram demarcados e titulados em todo o Brasil e outros 70 estão em processo de demarcação. - Nós estamos avaliando todos os processos abertos pelas comunidades. Se não existem mais processos é porque as comunidades não nos procuram - afirma. O levantamento das áreas quilombolas faz parte do projeto Geografia Afro-Brasileira e Educação. Produzido pela UnB, o projeto inclui também um estudo da geografia africana e a realização de oficinas e exposições cartográficas em várias cidades do Brasil e do Mundo. - Conhecer a África e a história do negro e da formação da cultura brasileira é uma forma de diminuir a discriminação e o preconceito - acredita. Números - Segundo o levantamento do Ciga, a maioria das comunidades quilombolas está concentrada no litoral brasileiro. O Maranhão é o estado com maior número de comunidades, 642, seguido por Bahia, 396 e Pará, 294. Em setembro, a exposição A África, o Brasil e os Territórios dos Quilombos, estará em Brasília, nos dias 14 e 15, no Centro Cultural da Caixa.

Escrito por christian theodore às 17h19
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   E o Cespe não é santo!

Reitor condena ação -------------------------------------------------------------------------------- Nas cinco horas em que prestou depoimento, Mauro Rabelo não entrou em contradição e pareceu seguro ao negar seu envolvimento com o bando que fraudava concursos. Ficou claro para a polícia, porém, a fragilidade da segurança do Cespe. Rabelo revelou que até 30 funcionários da instituição têm acesso às provas. Suspeitando de que Rabelo não mentia, a polícia pressionou Carlimi Argenta de Souza, que recuou das acusações contra o diretor acadêmico. Ela disse ter acusado Rabelo para proteger seu marido, Fernando Leonardo Oliveira Araújo. Segundo Carlimi, nem Hélio Ortiz sabia que seu contato dentro do Cespe era Fernando. Pouco depois das 13h de ontem, o casal foi levado à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Deco). Os dois foram interrogados novamente até pouco antes das 17h e confessaram a ligação com o esquema fraudulento. Depois, foram apresentados à imprensa no Departamento de Polícia Especializada. De lá, retornaram à Deco, de onde não haviam saído até as 22h30. providênciasNo início da noite de ontem, o reitor da UnB, Lauro Morhy, e a diretora-geral do Cespe, Romilda Macarini, reuniram a imprensa para prestar esclarecimentos sobre o escândalo envolvendo o nome do Cespe. Eles afirmaram que estão aguardando as investigações policiais para tomar providências. Mas disseram ter montado uma sindicância interna na segunda-feira, para apurar o caso. O reitor ressaltou que a intenção da universidade é colaborar com as investigações policiais, mas criticou a prisão de Rabelo. "Pretendemos trabalhar junto com a polícia, não queremos ficar como réus", desabafou Morhy, que estava com Rabelo no momento em que ele foi levado pelos agentes. Os dois estavam no carro do reitor. A prisão aconteceu depois de uma reunião da alta cúpula da UnB e do Cespe, cujo assunto era a crise deflagrada esta semana. A UnB preparou uma petição judicial disponibilizando toda a diretoria do Cespe a esclarecer os fatos à polícia. "Mas, com todo o respeito, os métodos policiais não podem ultrapassar os direitos humanos", afirmou o reitor, ao falar sobre a prisão do diretor acadêmico do Cespe. Morhy classificou o episódio como "lamentável". Romilda Macarini voltou a dizer que confia em toda a equipe do órgão, mas admitiu que a segurança da instituição não é infalível. "O sistema é seguro, mas sempre buscamos nos aperfeiçoar", afirmou. A diretora também lamentou a prisão de seu subordinado. "É um absurdo, uma pessoa fora da lei fala o que quer e isso acontece", criticou, enfatizando o profissionalismo de Rabelo. Romilda afirmou que o Cespe pretende dar continuidade à organização de concursos e garantiu que o vestibular da UnB, previsto para os dias 11 e 12 de junho, não será atingido pela crise.

Escrito por christian theodore às 17h10
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   Metrosexual

METROSSEXUALISMO Homens que cuidam cada vez mais da própria aparência são narcisos modernos ou apenas aderem à moda? Por Rogério Tuma Talvez os gregos antigos tenham sido os maiores entusiastas da estética masculina. Depois deles, uma preocupação especial com a aparência do homem veio à tona em vários períodos e lugares. Mito. Obcecado por si mesmo, Narciso ignora a sedutora Eco Hoje muitas mulheres preferem parceiros mais suaves e carinhosos. E a ênfase na estética masculina volta com vigor. Não é apenas narcisismo, é muito mais uma mudança comportamental do que uma doença psíquica ou neurose: trata-se do chamado metrossexualismo. Mas, afinal, o que é ser metrossexual? O termo vem da combinação entre metropolitano e heterossexual. Um metrossexual é um homem que procura melhorar o seu “visual” de modo a se tornar mais atraente, tanto faz se em busca de uma parceira – ou parceiro – sexual ou se o seu objetivo é conseguir um novo emprego. O uso explícito da aparência física é o que define o metrossexual. É claro que o dinheiro conta, pois sem ele só os bonitos são bonitos. Mas também é importante para os candidatos a metrossexual morar pelo menos perto de uma metrópole, onde a comunidade é mais tolerante ao ver um homem numa clínica de depilação, por exemplo, e onde existem mais recursos para o embelezamento. Esses são dois fatores fundamentais na caracterização do hábitat dessa “nova espécie”. Que homem jamais arrancou um fio de sua sobrancelha? Ou aparou os pêlos da orelha, ou do nariz? Ou será que isso não conta? Deveria, pois não tem nada a ver com higiene – só com estética. A vaidade sempre caminhou com o ser humano – e, segundo alguns observadores, também com outras espécies. Apenas o exagero patológico deve ser entendido como narcisismo. Após rejeitar repetidamente o assédio da linda ninfa Eco, amada por Pan, Narciso, filho do deus Kefissos, foi amaldiçoado com a obsessão por si próprio. Passou o resto da vida admirando o reflexo do seu rosto em um lago até se transformar na flor que leva o seu nome. O metrossexual está longe do narcisismo. Não é um distúrbio de personalidade, mas um estilo de comportamento do homem moderno. Hoje, com as descobertas de tratamentos estéticos minimamente invasivos, os homens passaram a procurar com menor embaraço as clínicas dermatológicas. Segundo o médico Guilherme de Almeida, dono de um sofisticado consultório “dermoestético” em São Paulo, mais de 30% do movimento da área estética deve-se aos homens. “Eles vêm ao consultório para mostrar uma verruga, mas logo iniciam o questionário sobre as alternativas de tratamento estético disponíveis. Freqüentemente, os homens optam por um serviço completo”, conta Sylvia Nahas, outra especialista. Produtos para o consumo masculino não faltam no mercado. Salões de barbeiro adaptam-se aos novos tempos e demandas. Clínicas de estética só para homens começam a pipocar nos grandes centros em busca de um mercado avaliado em alguns bilhões de reais. Portanto, olhe para os lados e note: se alguns de seus companheiros de trabalho ou amigos aparentam ter uns dez anos a menos que a idade indicada na carteira de identidade, apresenta físico delineado e veste roupas justas, não pense que ele figurativamente “saiu do armário”. Você pode estar diante de um autêntico metrossexual. Texto retirado da revista Carta Capital

Escrito por christian theodore às 16h48
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   Lobão, figura de honra II

Talvez por isso o disco, composto nos últimos quatro anos, apresente certo déficit em relação à sua real presença atual. Talvez por isso o CD se cerque do culto a artistas mortos de sua geração – Lobão reata parcerias inéditas (ou semi-inéditas) com o arauto Júlio Barroso e com Cazuza (“para dizer a verdade, eu não entendi muito a letra dele”) e homenageia Cássia Eller (em Boa Noite, Cinderela). “Perdi essas pessoas que tinham tanta vida, enquanto ironicamente se vêem vários cadáveres insepultos transitando incólumes por aí. É um modo de eu, sendo o único que está restando dessa turma, puxar vida daquilo”, tenta explicar. De volta ao marketing. “Cazuza disse: ‘Precisou eu pegar Aids e Lobão ir para a cadeia para a gente ter alguma notoriedade’. Então isso é marketing? Será que ele pegar Aids é marketing? Falaram que eu ser preso era marketing, o que passei na cadeia foi marketing? Ou será que a gente corre risco? Eu corro, corro mesmo.” Por baixo dos véus da rebeldia, as águas vão ficando mais profundas. Se sempre se referiu de modo pândego à prisão em 1987, hoje o falastrão pode descrever um pouco daquela barra-pesada: “Fui mascote do Comando Vermelho. Me enredei, me envolvi emocionalmente com os caras, aprendi a atirar com as armas deles. Vi amigos morrerem, vi o (companheiro de cela) Zaca sendo torturado uma noite inteira – arrancaram as unhas dele, quebraram a canela, furaram de cigarro. Virei meio um bandido, fiquei cheio de cordão e queria invadir o Palácio Guanabara, tomar o Rio de Janeiro de bazuca. Sim, eu tive essa vontade”. Mas bandido, como assim? “Não, não pratiquei crime nenhum a não ser ir para os morros. A prisão foi a porta para o infinito, entrei dentro desse mundo a partir dali. Era uma coisa que eu repudiava, mas é a faculdade do crime, né?” Foi um divisor de águas também para o músico, que encerrava ali a era descontraída de Cena de Cinema e Décadence avec Elegance. “Me tornei um exu para certas pessoas, a garotada em shows me jogava seringa, garrote, papelote. Era angustiante, por um lado havia uma perseguição política, por outro eu me lembrava de Jimi Hendrix e achava que não era esse o viés. Foi uma época muito difícil.” E se Lobão fosse hoje mais uma vez se desconstruir, quem mereceria elogios daquele que costuma só bombardear? Será que Lobão consegue elogiar? Ele tenta, cita poucos de sua própria geração – Ultraje a Rigor, Ira!. Elogia os músicos independentes. Pesca um ou outro político, sempre do PT. “Mas não acho que o PT no governo está legal, não. Bom, mas aí já estou pichando novamente...” (risos). Finca pé no MST: “É a instituição que maior representatividade tem lá fora. Isso, sim, me causa orgulho”. Passa por mangue bit, rap carioca, Erasmo Carlos, Toni Tornado (“alô, Toni Tornado, temos que fazer um disco!”), Sidney Magal, Amado Batista... “Se a gente puxa, vai aparecendo gente...” Abre exceção para o (ex-) desafeto Gil (“ele não tem verba nenhuma, mas tem uma equipe sensacional, que está definitivamente a fim de fazer alguma coisa pela cultura”). “Você vê, já temos bastante coisa...” E chega à revelação bombástica, sobre ex-alvos favoritos do homem-bomba no passado: “Taí, eu gosto dos Titãs, não vou dizer que não. Andávamos muito juntos no início dos anos 80. Gosto deles todos, são meus irmãos, com todas as discordâncias. Acho que tá legal, né?” Texto retirado da revista Carta Capital

Escrito por christian theodore às 16h45
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   Lobão, figura de honra nesse Blog

O SUCESSO DO EXCLUIDO Acostumado ao isolamento, Lobão tem de se readaptar às vitórias Por Pedro Alexandre Sanches “Às vezes eu me sinto um fantasma” e “não há estilo sem fracasso”, canta Lobão em seu novo CD, Canções Dentro da Noite Escura. Aos 47 anos, o cantor, compositor, agitador e rebelde profissional se refere a si mesmo como um “isolado”, um “exilado” – “eu estou morto” é frase que repete ao menos três vezes, numa entrevista de três horas. Na tevê. No cenário do talk show Saca-Rolha, do qual é um dos apresentadores Refere-se ao conjunto de circunstâncias que o colocaram num lugar à parte do cenário musical brasileiro, a que já chamou de “universo paralelo”. Após um auge de sucesso com a geração pop-rock dos anos 80, Lobão cumpriu trajetória acidentada de prisão por porte de maconha, fuga do País, rompimentos com quase todas as grandes gravadoras instaladas no Brasil, mil e uma desavenças com a classe musical... Nesse registro tempestuoso foi se dando a reconstrução de sua figura pública, que nos anos 90 se consumou como uma (ou, possivelmente, a única) metralhadora giratória incansável contra as gravadoras, os artistas acomodados, a televisão, o jabaculê e a corrupção na indústria fonográfica... “Eu estaria morto hoje se não falasse” é outra frase que ecoa ao menos três vezes durante a entrevista. O sentimento de desajuste persiste e freqüenta toda a ossatura de Canções Dentro da Noite, todo sombrio e soturno e dominado pelo rock setentista entre Led Zeppelin e Pink Floyd e por intervenções de MPB, bossa nova e eletrônica, de que a bossa furiosa Pra Sempre Esta Noite é o exemplo mais bem resolvido. Mas alguma coisa mudou nessa história. Um punhado de fatos recentes concorre para desmentir a opinião de Lobão sobre si. Hoje leva a duras penas um selo próprio e uma revista sobre música, Outracoisa, que difunde nas bancas de jornal, ao largo das gravadoras, discos de artistas independentes de cepa como Mombojó, BNegão e Cachorro Grande (todos fãs das atitudes do mestre) – e, desta vez, seu próprio CD. Desde o êxito de sua campanha pela numeração obrigatória de discos pelas gravadoras, Lobão vem ampliando conexões com o Poder Legislativo e o governo federal, do Ministério do Trabalho ao Ministério da Cultura. Inusitado é o fato de que, agora, Lobão é apresentador de programa na tevê aberta – o talk show Saca-Rolha, dividido por ele com Marcelo Tas e Mariana Weickert, vai ao ar de segunda a sexta, às 22h30, na recém-reformulada Rede 21. O que sua metralhadora giratória cospe sempre ecoa na imprensa, mesmo sob ressalvas, como as que o jornal O Globo lhe dirigiu há poucos dias, reclamando do discurso “gasto” contra bossa nova, Caetano Veloso e axé music – mas divulgando-o na capa de seu caderno cultural. O Globo ecoava, ali, uma noção corrente nos bastidores da indústria fonográfica, de que a rebeldia virulenta de Lobão seria uma forma peculiar de marketing, estratégia dele para se manter presente no cenário musical, mesmo rompido com (ou boicotado por, como ele prefere) gravadoras e colegas. “Você ainda dá ouvidos a Lobão?” é frase corrente de detratores ocultos no bastidor, ouvida (e dita) repetidas vezes por jornalistas de música. Constatado o relativo êxito da ilha independente que ergueu sozinho (e do qual tem ciência), Lobão uiva: “As pessoas, no país da fofoca, odeiam opinião. Estou dando a minha opinião, e não vou deixar de dar. Se é positiva ou não, ela é a minha opinião. Isso não é marketing, positivamente não é. Dizer isso é uma forma de despotencializar minha opinião”. Marqueteiro de si próprio? “Ninguém fala que marketing é o grande jabá. Marketing da pior espécie é pagar para tocar na rádio, é se fazer de bom moço e ficar cumprimentando nos bastidores hipocritamente seus colegas, ‘parabéns pelo seu trabalho’, para pertencer a uma comunidade corporativista. Isso sim é marketing. Em termos de dividendos, não ganho nenhum falando o que falo. Ao contrário, só ganho antipatia”, vocifera o lobo. Sim, marqueteiro de si próprio. “Então tá bom, vamos supor que seja marketing. É marketing. Agora vamos para a questão. E o que estou falando? Existe ou não existe? ‘Ah, Lobão é invejoso’, ‘Lobão toma muitas drogas’, ‘Lobão faz marketing’. Tá, mas e o que estou falando? É pertinente ou é loucura? O tempo todo ficam passando ao largo do que falo? Alguém diz que esse discurso está errado? Não rola, fica todo mundo saindo pela culatra”, morde o lobo mau que, no novo CD, ensaia brincar de lobo bom (“não sou lobo louco, não/ eu brinco de polichinelo com o bobo coração”) e até mesmo de Chapeuzinho Vermelho (“pela estrada afora/ eu vou/ com a alegria de uma aventura”). Talvez ainda se sinta desacostumado às evidências de que, mesmo com tanta oposição subliminar, sua opinião tem sido sistematicamente ouvida – e muitas vezes virado realidade, como nos casos do desmonte da grande indústria fonográfica, da falência do pop de mero marketing, da prosperidade da música independente.

Escrito por christian theodore às 16h44
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   Mais uma para a coleção

BRASÍLIA GOLF CLUB Por meio de uma brecha legal, o governo Roriz faz gastos de R$ 1,5 bilhão. Quentinha, retirada da revista Carta Capital, o conteúdo é exclusivo! e explosivo, mas acho que vão comemorar em qualquer pizzaria da cidade.

Escrito por christian theodore às 16h35
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Meu perfil
BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, CAMPUS UNIVERSITARIO, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, Spanish, Sexo, Arte e cultura
MSN - christiantheodore2004@yahoo.com.br


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