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   As loucuras de Bush

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Enquanto isso, o governo continua despejando vastas quantidades de dinheiro na segurança. Clark Kent Ervin, 46 anos, é uma destas pessoas da quais o presidente americano gosta de depender. O ferrenho republicano é um velho amigo do Texas e que já trabalhou para George W. Bush na mansão do governador. Por recomendação de Bush júnior, ele conseguiu um cargo no governo de Bush pai. Ervin é um homem afável que geralmente sorri facilmente. A exceção? Quando você menciona seu último empregador --o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, criado há dois anos e meio. Os problemas no gigante burocrático --com seus 180 mil funcionários-- são inúmeros, disse Ervin, formado em Harvard. "Eu nunca vi algo assim", disse ele. E como Ervin, nomeado por seu amigo Bush para a posição de mais alto auditor interno da frente de segurança interna, ficou repentinamente desempregado? Seus relatórios sobre o caos, corrupção e desperdício no departamento foram tantos e tão abrangentes que ele se tornou um risco para o presidente. Desde que Ervin foi forçado a deixar o departamento, o espírito de corrida do ouro na indústria de segurança americana, cujos excessos estavam no centro das queixas de Ervin, prossegue impune. O negócio do medo nos Estados Unidos da América tem crescido desde 11 de setembro de 2001, e o preço para o cordão protetor de dispositivos de alta tecnologia que visa manter o país a salvo de novos ataques terroristas é enorme. Dispositivos que visam detectar material nuclear em contêineres de carga custarão ao governo americano US$ 300 milhões. O orçamento para a Iniciativa de Proteção Americana, um plano que pede o monitoramento das fronteiras do país com sensores ou robôs, tem o alto preço de US$ 2,5 bilhões. US$ 10 bilhões adicionais são destinados a um novo sistema de computadores projetado para monitorar visitantes, ao mesmo tempo em que a instalação de sistemas antimísseis em todas as 6.800 aeronaves da aviação comercial americana custará aproximadamente o mesmo valor. O orçamento total para Segurança Interna em 2005 chega a assustadores US$ 50 bilhões --quase o equivalente ao produto interno bruto da Nova Zelândia. "O mercado está crescendo a uma taxa incrível", diz com entusiasmo a Associação da Indústria de Segurança em seu "almoço de contato" com membros do Congresso e funcionários do governo. Por todo o país, convenções estão sendo realizadas onde produtos como centros de comando de emergência móveis e handhelds Blackberry que fornecem acesso direto aos computadores do FBI são oferecidos. Outro item popular é o "Fido", um dispositivo do tamanho de um celular usado para detectar material explosivo. A demanda está em alta, especialmente agora que o preço de um cão farejador de bomba decente disparou nos Estados Unidos para US$ 10 mil. Um homem despeja sangue falso em vítimas durante o TOPOFF3, um exercício de US$ 16 milhões produzido pelo Departamento de Segurança Interna para simular um ataque químico ou biológico. "Nós chamaremos estes de os bons velhos tempos daqui 10 anos", disse um entusiasmado Ray Oleson, cuja empresa de tecnologia da informação registrou um aumento de vendas de 50% no primeiro trimestre deste ano. A revista americana "US News & World Report" chama o boom dos negócios de "a versão de Washington de um mercado turco". Ervin, o auditor demitido, está desconfiado do atual clima de consumismo e preferiria gastar os recursos de forma mais lenta e judiciosa. Afinal, grande parte do que a indústria está mascateando como produtos projetados "para proteger o futuro da América" (um slogan de marketing da indústria) provou ser insuficientemente desenvolvido e propenso a falhas. Até hoje, os detectores nucleares nos portos são incapazes de distinguir entre bombas e cama de palha para gatos e bananas, levando funcionários alfandegários frustrados a simplesmente desligá-los. Os novos detectores de explosivos de US$ 1,2 bilhão para a Administração de Segurança dos Transportes (TSA), uma divisão da Segurança Interna, são igualmente não confiáveis. Outra crítica à forma como o dinheiro é gasto pela Segurança Interna é de que ele não é devidamente distribuído. O mercado de segurança está prosperando em lugares como as Ilhas Virgens, Samoa Americana e Wyoming -lugares que dificilmente vêm à mente como alvos terroristas potenciais. Mas segundo as exigências estipuladas pelo Congresso, o orçamento do Departamento de Segurança Interna deve ser igualmente distribuído entre todos os Estados e territórios americanos. No ano passado, Wyoming gastou US$ 37,74 per capita em segurança interna enquanto o Estado de Nova York teve que se virar com US$ 5,41 per capita. O resultado? Todo policial em Wyoming agora tem seu próprio traje protetor contra armas químicas e biológicas. Para assegurar que toda esta lucrativa hemorragia de dinheiro dos contribuintes americanos não acabe tão cedo, a indústria de segurança interna tem seguido o exemplo da indústria de defesa e contratado especialistas que são apelidados apropriadamente de "fazedores de chuva" --pessoas do meio político dispostas a vender sua influência a quem der o lance mais alto. Tom Ridge, o ex-secretário de Segurança Interna, agora está fazendo lobby em nome da segurança de contêineres, enquanto muitos de seus ex-assessores abriram escritórios na rua K, o local de preferência dos lobistas em Washington. De fato, nos três anos desde que surgiu, a Administração de Segurança dos Transportes já trocou quatro vezes de diretor. Cada um dos diretores predecessores do atual foram simplesmente incapazes de resistir às tentações da indústria. Richard Clarke, o ex-chefe de contraterrorismo da Casa Branca, alertou que "nunca teremos uma equipe competente se continuar assim". Segundo um estudo do governo, até o momento apenas quatro dos 33 programas de proteção doméstica do Departamento de Segurança Interna são considerados eficazes, levando o novo secretário de Segurança Interna, Michael Chertoff, a prometer ao Congresso que avaliará de forma mais atenta a forma como o departamento gasta seus bilhões. Mas apesar das promessas de Chertoff, as perspectivas da indústria permanecem tão boas como sempre. De fato, o secretário disse recentemente em um encontro de 400 executivos do setor que o governo ainda depende da ajuda deles. "Nós precisamos de vocês para tornar a América um lugar mais seguro", disse ele -obtendo enorme aplauso. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s) George W. Bush Tradução: George El Khouri Andolfato Visite o site do Der Spiegel ÍNDICE DE NOTÍCIAS IMPRIMIR ENVIE POR E-MAIL

Escrito por christian theodore às 12h37
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   Democracia no mundo dos Aiatolás! Irã escolhe presidente em 2 turnos!

18/06/2005 - 11h42 Moderado e linha-dura disputarão inédito 2º turno no Irã Por Tamim El Dalati Teerã, 18 jun (EFE).- O ex-presidente iraniano Hashemi Rafsanjani, que tem 21,3% dos votos nas eleições presidenciais, e outro candidato, que pode ser o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad ou o clérigo reformista Mehdi Karroubi, disputarão na próxima sexta-feira um inédito segundo turno nas eleições para a presidência do Irã. Apurados 72% dos votos, ainda não está claro se o adversário de Rafsanjani será Karroubi, que ontem obtinha 19,7% dos votos, ou Ahmadinejad, que tinha 18,6% do apoio dos eleitores, segundo os dados do Ministério do Interior. Os resultados definitivos devem ser divulgados às 20h00 (12h30 de Brasília), mas já se sabe que a participação foi superior a 32 milhões de eleitores (68%). Esta presença pode ser interpretada como um apoio ao regime dos aiatolás, que pediu à população que se manifestasse contra as pressões sofridas pelo país indo às urnas. O horário de fechamento das seçõesfoi ampliado em quatro horas por causa da "grande presença de eleitores", segundo a Junta Eleitoral. A participação, um pouco superior à das eleições presidenciais passadas, em 2001, é um duro golpe para alguns movimentos reformistas - feministas, pró-direitos humanos e estudantis - que pediam o boicote como medida de pressão para forçar a abertura do regime. Tudo parece indicar que Rafsanjani será o candidato mais votado no segundo turno da próxima sexta-feira, que nunca tinha sido necessário nos 26 anos da República Islâmica. Rafsanjani é membro dos "bazaries", comerciantes da capital, e é considerado o homem mais rico do país. Além disso, tem importantes ligações com a elite que ocupa as instituições conservadoras não eleitas do Irã. O ex-presidente foi um dos 76 responsáveis pela escolha do atual líder supremo do país, o grande aiatolá Ali Khamenei, após a morte do aiatolá Khomeini em 1989. Rafsanjani, de 70 anos, é um político que, além da presidência, já ocupou vários cargos de responsabilidade. Sua gestão na presidência foi considerada reformista, mas acabou no conservadorismo durante os oito anos de governo do presidente em fim de mandato, Mohamed Khatami. A candidatura do clérigo reformista Mehdi Karroubi, que aparecia nas pesquisas com menos de 5% dos votos, deslanchou graças a sua proposta de instaurar um pagamento mensal de 500.000 riales (cerca de 50 euros) a todos os maiores de 18 anos. Ex-presidente do Parlamento, Karroubi é filho de um respeitado clérigo colaborador de Khomeini, Ahmad Karroubi, e foi um importante ativista contra a monarquia Pahlevi. Defendia a luta política antes da armada, mas passou vários anos preso. Depois da vitória da revolução, em 1979, foi responsável por uma organização de ajuda aos pobres, e depois foi diretor da Fundação Mártires, criada durante a guerra com o Iraque para apoiar as famílias dos mortos no conflito. Mais tarde fundou o movimento Clérigos Combatentes, uma divisão reformista de outra associação religiosa dominante nos primeiros anos da Revolução Islâmica. De seu cargo de porta-voz parlamentar, lançou duras críticas por escrito contra a corrupção e a falta de liberdade no país, o que trouxe muito apoio dos reformistas. Já Mahmoud Ahmadinejad é ex-prefeito de Teerã e tem o apoio do grupo conservador Abadgaran, que controla o atual parlamento. Segundo a biografia oferecida por seu partido, Ahmadinejad fundou o movimento estudantil que atacou a embaixada dos EUA em Teerã em 1979, o que provocou a ruptura das relações entre os dois países. Político populista que defende o controle das despesas públicas, foi um dos principais opositores ao presidente desde que chegou à prefeitura da capital, em 2003, quando disse que ele resolveria os eternos problemas de trânsito de Teerã. uol notícias

Escrito por christian theodore às 12h33
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   Jefferson diz que Dirceu comanda corrupção!

Jefferson pede afastamento do PTB Deputado se prepara para um duelo com Dirceu, a quem acusa de ser chefe do maior esquema de corrupção 'em anos' BRASÍLIA - No dia em que surpreendeu toda a cúpula do PTB e se licenciou entre lágrimas da presidência do partido, Roberto Jefferson (RJ) acusou o ministro demissionário da Casa Civil José Dirceu de comandar ''o maior esquema de corrupção'' dos últimos anos. Ele se referia ao pagamento a deputados em troca de apoio que seria feito pelo PT. Antevendo um ''duelo'' com Dirceu na CPI dos Correios, Jefferson atacou também a Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal, que estaria agindo como ''polícia política da ditadura''. Um dia depois de Dirceu anunciar que retoma na semana que vem seu mandato de deputado federal, Jefferson negou ter comemorado sua queda, mas foi incisivo. - Dirceu é o chefe do maior esquema de corrupção que eu vi nos últimos anos - atacou. Em uma tumultuada entrevista que deu na entrada do hotel onde o PTB realizou ontem reunião do Diretório Nacional, Jefferson disse acreditar em um enfrentamento com Dirceu: - Terá (um duelo). Democrática e respeitosamente, como dois homens parlamentares, mas nós nos enfrentaremos - anunciou. Mais tarde, quando fazia o discurso de encerramento do encontro, voltou a citar o ministro: - Lá (na CPI dos Correios), vou ver o Zé Dirceu sentado do meu lado. Ele, Delúbio, Silvinho Pereira, sentadinhos do meu lado, ''desencravando unhas'', como eles gostam de falar. Jefferson acusa deputados do PL e do PP de receberem mesada do PT em troca de apoio político. Ao dizer que o PTB se recusou a participar do suposto esquema, disse que Delúbio fez a oferta dizendo que queria ''desencravar algumas unhas'' de petebistas. Investigado pela PF, pelo Ministério Público e pelo Congresso, Jefferson sofria ameaça de destituição da presidência do PTB, mas conseguiu reaver o apoio do partido após depor, na terça-feira, ao Conselho de Ética da Câmara. Na reunião de ontem, cerca de 300 integrantes do diretório se reuniram com o roteiro acertado. Manter, por aclamação, Jefferson na presidência. Mas o petebista rompeu o roteiro e, após chorar por três vezes, pediu licença até dezembro - disse que volta - e passou o cargo a um surpreso Flávio Martinez, irmão de José Carlos Martinez, que presidia o PTB à época em que morreu num acidente aéreo ocorrido em 2003. - Não posso repartir os meus erros, a minha culpa ou o meu calvário com a bandeira que amo. O PTB é inocente - afirmou Jefferson, que entregou a Martinez a bandeira do partido. - É mais um ato inesperado. Roberto é isso, é emoção - afirmou Martinez, diretor-presidente da rede de TV CNT, do Paraná. A decisão de se afastar teria sido tomada na madrugada de ontem, após receber diversos deputados e o ministro do partido, Walfrido Mares Guia (Turismo), em seu apartamento. O roteiro restante foi cumprido: entregar os cargos que o PTB possui no governo - diretorias na BR Distribuidora e na Eletronuclear e a vice-presidência da Caixa Econômica Federal -, com exceção do de Walfrido e dizer que as bancadas na Câmara e no Senado continuarão apoiando o presidente Lula. Antes de abandonar a direção do PTB, Jefferson voltou a fazer duros ataques ao PT, ressalvando Lula e o ministro Antonio Palocci -''inquestionavelmente um gigante''. Segundo o petebista, o PT ''não tem projeto político, tem projeto de poder''. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) também foi novamente acusada de persegui-lo, junto à Casa Civil. Outras fortes críticas foram direcionadas à Polícia Federal, que estaria sendo comandada nos ''moldes da polícia política da ditadura militar'', ao juiz - um ''juiz de governo'' - e ao procurador da República - ''promotor de partido'' - que acompanham as investigações contra ele. - Vivemos aqui uma polícia de exceção, um juízo de exceção, um ministério público de exceção. jornal do brasil

Escrito por christian theodore às 12h26
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   Parece que enfim resolveram trabalhar!

DF terá ensino médio a distância Programa começa em agosto Melissa Medeiros Abandonar os estudos por falta de tempo é uma realidade no Distrito Federal, assim como no restante do País. A partir de agosto, brasilienses que não concluíram o Ensino Médio terão a opção de continuar seus estudo à distância. Inédito no Brasil, o programa Educação Sem Fronteiras lançado, ontem, pela Secretaria de Educação, pretende atrair, em sua primeira etapa, 1.500 jovens e adultos. O programa fornecerá conteúdo e o orientação on-line por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem (E-Proinfo). Segundo a secretária de Educação, Vandercy de Camargos, o currículo do aluno será montado de acordo com seu tempo disponível - somando 80 horas/aula no final do curso. Apenas a primeira semana de aula será presencial para que o aluno receba todas as orientações sobre o curso. - O atendimento será individualizado. Cada aluno no seu ritmo, sendo monitorado por professores virtuais. Nessa primeira fase do programa, cada tutor orientará uma média de 50 alunos - disse a secretária. A coordenadora do programa, Carla Madeira, explicou que todo o material das aulas será disponibilizado no ambiente virtual. Os alunos também receberão um manual de orientação, participará de chats com os professores e terá um canal de troca de conhecimentos com professores e outros alunos, por meio de um fórum de discussão. Na cerimônia de lançamento do programa, o governador Joaquim Roriz considerou o Educação sem Fronteiras uma oportunidade para as pessoas que querem recomeçar. - É um programa revolucionário. Estamos possibilitando a inclusão de cidadãos que não conseguiram concluir seus estudos. Com o Ensino Médio, eles poderão crescer profissionalmente - afirmou Roriz. O aluno interessado em cursar o Ensino Médio virtual deve procurar o Centro de Educação de Jovens e Adultos da Asa Sul, entre os dias 4 e 8 de julho, das 8h às 22h. Em seguida, participará de uma palestra onde conhecerá melhor o programa. Interessando-se em estudar virtualmente, o jovem ou o adulto poderá imediatamente fazer a matrícula para as aulas que começam em agosto. Dando continuidade a ações de tecnologia na Educação Pública, a Secretaria de Educação assinou, ontem, convênios visando desenvolver projetos de inclusão digital na rede pública do DF. Previsto para começar em agosto, o projeto Ponto com Leitura instalará computadores com internet de banda larga em 431 salas de leitura. De acordo com a secretária de Educação, essa informatização agilizará os trabalhos, controlará o acervo e disponibilizará internet para o alunos. [18/JUN/2005] jornal do brasil

Escrito por christian theodore às 12h04
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   O homem do Baú em Pânico!

/2005 - 01h33 Zapping: Silvio Santos e "Pânico" acertam detalhes de contrato Publicidade FABÍOLA REIPERT Colunista do Agora Clique nos nomes sublinhados para ler tudo que já foi publicado sobre cada personalidade O dono do SBT está a um passo de tirar o programa da Rede TV!. Está quase tudo acertado entre Silvio Santos e os donos da rádio Jovem Pan. Já conversaram até sobre os salários dos integrantes do "Pânico". Só falta chegarem a um acordo em relação à porcentagem no faturamento do programa. A Jovem Pan fica com 40% do que a Rede TV! fatura com o "Pânico" e está pedindo 30% para Silvio Santos. Mas o dono do SBT quer dar 15% e ficar com o resto

Escrito por christian theodore às 11h36
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   Carlinhos Brown ou Carlito Marrón, sucesso na Espanha!

22h44 Sucesso na Espanha, Carlinhos Brown encontra Zapatero Publicidade da EFE, em Madri O premiê espanhol José Luis Rodríguez Zapatero vai se reunir no sábado no Palácio de Moncloa (sede do governo) com Carlinhos Brown e com o cineasta Fernando Trueba, diretor do filme "O Milagre do Candeal", do qual o músico brasileiro é protagonista. Rodríguez Zapatero e sua mulher, Sonsoles Espinosa, vão se reunir com Brown, Trueba e suas respectivas mulheres, horas antes do carnaval liderado pelo músico no Paseo de la Castellana de Madri. Fontes do governo informaram que o encontro informal vem do interesse de Zapatero de conhecer Brown e conversar com ele e com Trueba sobre o documentário "O Milagre do Candeal", que fala sobre o projeto solidário do músico na Bahia. O evento que leva o nome do músico começará uma hora depois do início da manifestação convocada pela Igreja Católica contra a lei que permitirá o casamento entre homossexuais. A Federação Estadual de Lésbicas, Gays Transsexuais e Bissexuais assinalou que o carnaval "é uma concentração para celebrar a diversidade e a liberdade, frente a uma manifestação pela intolerância". "Situação delicada" Brown afirmou nesta sexta-feira em La Coruña (Espanha), onde fará um show, que ficou numa "situação delicada" com a polêmica criada em torno do "carnaval fora de época" que irá promover em Madri neste sábado. O carnaval de Carlinhos e uma parada gay tomarão as ruas da capital espanhola, porém, terão de dividir espaço com um protesto contra o casamento entre homossexuais, o que vem causando polêmica. O músico brasileiro, que está fazendo sucesso na Espanha com uma música chamada "Maria Caipirinha", disse que os manifestantes contra e a favor dos casamentos gays devem encontrar "na alegria do carnaval uma forma de se respeitar mutuamente". O músico disse que procura "crescer como cidadão e aprender, como todo mundo". "Não posso ser a voz de um país e nem de uma sociedade", disse o artista, dizendo que seu objetivo na vida é "dar alegria e amor" e lamentou que as pessoas "vejam como algo estranho alguém que tem um pouco de comportamento cidadão". Carlinhos disse que lhe "frustra bastante" acreditar que não pode "fazer nada" na sua posição de artista. "Ser artista é uma merda, porque não se pode fazer nada", disse Brown, que também ganhou notoriedade na Espanha devido ao seu trabalho social no Candeal, onde ele disse que "ainda falta destruir muitas correntes" para que se possa falar em milagre. Show O músico disse que oferecerá esta noite em La Coruña, onde acontecerá o "Sarau do Brown", duas horas "de entretenimento e música bem feita para que as pessoas se encontrem e aprendam a respeitar os demais". O "Sarau do Brown" contará com a participação de 45 pessoas, entre elas 15 músicos, em um local para 5.000 pessoas. Carlinhos disse que esse é o show dos sonhos e agradeceu à Espanha a oportunidade de poder "se mostrar como é e, além disso, ser aceito". Carlinhos disse também que quer organizar "carnavais" em outros países do mundo para servir de "ponte" entre diferentes culturas. O músico também comentou o uso de sua "Maria Caipirinha" em comícios eleitorais dos dois maiores partidos da Espanha, o PP (conservador) e PSOE (socialista). Ele disse que a música "não lhe pertence" e é "um dom de Deus" e que, portanto, não tem "controle" sobre sua obra, que deve ser "utilizada pelo povo". Especial Folha on line

Escrito por christian theodore às 11h15
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   Violência entre professor e aluno no Gisno

Sexta-feira, 17 de Junho de 2005 Professor e aluno brigam após discussão -------------------------------------------------------------------------------- Um professor e um aluno do Centro Educacional Gisno, na 907 Norte, foram parar na Delegacia de Repressão a Pequenas Infrações (DRPI), ontem pela manhã, por causa de uma discussão em sala de aula que terminou com agressões a caminho da coordenação da escola. A confusão começou depois que o professor de Física, Ademir Soares Ribeiro, resolveu deixar em "aula livre" a turma do 2° ano. No entanto, como as conversas e brincadeiras passaram a incomodá-lo, Ademir, que continuava na sala, mandou que os estudantes encerrassem a algazarra. Mas um dos alunos não gostou da intervenção do professor e o acusou de agir de forma grosseira, iniciando, assim, a confusão. O professor, então, saiu da sala com o aluno, de 17 anos em direção à coordenação. O garoto disse que durante o trajeto foi ameaçado por Ademir. "Ele me falou que o homem morre pela boca", contou o adolescente à reportagem. Na coordenação, o professor pediu para que a coordenadora Maria Auxiliadora Nogueira cuidasse do caso, já que precisava voltar para a sala de aula. O adolescente, porém, teria tentado impedir o professor de deixar a sala da coordenação, indagando-o do motivo das supostas ameaças. "O professor respondeu dizendo que era para eu ir para cima dele então", afirmou o aluno. O garoto disse que recebeu um soco do professor na boca e, em seguida, foi segurado pelos funcionários. "Quando eu consegui me soltar fui para cima e chutei as costas dele", explicou. Em depoimento à polícia, Ademir negou ter agredido o jovem. O aluno foi com o pai, Giovanni Pinheiro Malveira, direto à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) para responder à agressão ao professor. Eles receberam uma notificação para comparecer à Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e Juventude no dia 9 de agosto, quando devem prestar depoimento. Em seguida, foram encaminhados para a DRPI. exaltadoO que incomodou o pai do garoto foi a postura do diretor da escola, Rubens Moreira da Silva, que anunciou a suspensão do rapaz. De acordo com Giovanni, ele teria dito ainda que nada seria feito com o professor. "A partir do momento que meu filho revidou, ele também esteve errado, mas um professor não pode partir para cima do aluno", argumentou o pai. Uma aluna, de 17 anos, que estava em sala no momento da discussão, disse que o professor chegou alterado para falar com o grupo. A coordenadora Maria Auxiliadora admitiu que houve confusão. "Não vi o soco na boca, o aluno estava muito exaltado, por isso tentamos segurá-lo. Quando ele conseguiu se soltar, agrediu o professor com um chute", contou Auxiliadora. O delegado de plantão da DRPI, Daniel Gomes, que atendeu o caso, disse que as versões estão contraditórias. "Vamos ouvir outras pessoas", alegou. Segundo ele, há apenas um laudo comprovando a lesão na boca do adolescente, mas não está comprovado como ela foi provocada", explicou o delegado, que não descarta punição ao professor. jornal de brasília.

Escrito por christian theodore às 21h28
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   Michael Jackson está dead?

Vitor Paiva: Michael Jackson está morto A notícia ainda não vazou para a grande imprensa, mas vem sendo muito divulgada em meios de comunicação independentes, apesar do esforço da gravadora em não divulgá-la: Michael Jackson está morto. O astro pop morreu no fim dos anos 80, após cair da roda-gigante em seu rancho, na Califórnia. A gravadora, então, diante da idéia de deixar de ganhar os milhões que Michael rendia, resolveu contratar um substituto. Era preciso um sósia, que também dançasse e cantasse como Michael. Após alguns meses de intensas e secretas pesquisas por todo o mundo atrás do substituto ideal do Rei do Pop, finalmente chegou-se a um veredicto. O escolhido então foi apresentado ao mundo, simplesmente como se aquele ainda fosse Michael Jackson. Em um primeiro instante, os executivos da gravadora suspiraram aliviados. Algumas evidências já foram apresentadas para comprovar que Michael Jackson está morto. Dangerous foi o primeiro álbum gravado pelo falso Michael. Não é por nada que, desde esse álbum, Michael nunca mais apareceu nas capas de seus discos, passou a circular mascarado e a raramente aparecer em público. Na capa de Dangerous, a figura de um cachorro, vestido de rei e sentado em um trono, indicaria que o trono do Pop estaria vago. Uma criança segurando um crânio também seria uma pista da morte do artista. Os títulos de seus discos são outras indicações da veracidade deste fato: Invencible, Dangerous e History - apontando que Michael Jackson agora não passa de história. Segundo consta, o substituto arranjado era realmente um imitador perfeito. Ele só tinha dois probleminhas: era branco e pedófilo. O primeiro problema foi grosseiramente resolvido com a sugestão de que Michael sofria de um raro caso de vitiligo - o que não explica a brancura de seus filhos, a mais importante pista de sua morte. A pedofilia acabou sendo esquecida, na esperança de que nunca viesse à tona. Na ânsia por resolver de uma vez o problema, a gravadora acabou ficando com o que tinha em mãos. Nunca imaginaram o tamanho do problema que estavam comprando. O novo Michael se mostrou ainda mais excêntrico e polêmico. Casou-se, teve filhos, passou a gastar incontrolavelmente e terminou processado por abuso sexual. Não tenham dúvidas de que o falso Michael é sim culpado de abuso, e que foi absolvido pelo seu poder de influência adquirido, como uma espécie de novo O.J. Simpson. Mas as coisas passaram a fazer sentido. Era muito difícil imaginar o velho Michael - grande compositor e bailarino de outrora - cometendo crimes contra crianças, se tornando essa aberração inumana e, acima de tudo, lançando os horrorosos álbuns que esse falsário tem lançado ultimamente. jornal do brasil

Escrito por christian theodore às 21h17
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   Luma dá uma de santinha!

Em cima da hora Brasil Mundo Dinheiro Cotidiano Esporte Ilustrada Informática Ciência Educação Galeria Manchetes Especiais Erramos BUSCA CANAIS Almanaque Ambiente Equilíbrio Folhainvest em Ação FolhaNews Fovest Guia da Folha Horóscopo Ooops! Pensata Turismo SERVIÇOS Arquivos Folha Banking Classificados Fale com a gente Folha Online Móvel FolhaShop Loterias Mapas Sobre o site Tempo JORNAIS E REVISTAS Folha de S.Paulo Revista da Folha Agora SP Alô Negócios O que é isso? 16/06/2005 - 17h14 Com vergonha, Luma desiste de fazer "A Dama do Lotação" da Folha Online A modelo e atriz Luma de Oliveira desistiu de encarar o papel que foi de Sônia Braga no clássico de Nelson Rodrigues, "A Dama do Lotação". A produção do final dos anos 70 foi uma das maiores bilheterias do cinema nacional. De acordo com a assessoria de imprensa da atriz, Luma, que está longe dos palcos há mais cinco anos, voltou atrás e não irá mais estrelar o remake da obra por causa de seus dois filhos, que estão com 13 anos e 9 anos. "O filme tem muitas cenas de sexo e para a cabeça deles [os filhos da atriz] seria difícil aceitar e dissociar a imagem da personagem da de Luma", explicou Mem de Oliveira, assessor de imprensa e irmão da atriz. Na história original, uma mulher recém-casada, que não consegue ter satisfação com o marido, passa a buscar homens para envolver-se sexualmente em um ônibus. No remake da produtora Diler Trindade, que costuma fazer filmes para a Xuxa e Renato Aragão, a atriz que topasse interpretar a personagem reviveria a saga da "dama do lotação" dez anos depois da história original de Rodrigues. Com a saída de Luma de Oliveira, as gravações do longa-metragem correm o risco de atrasar. As filmagens da obra, dirigida por Neville de Almeida, poderão não começar em setembro. Ainda não foram divulgados os nomes cotados para substituir Luma. Especial folha on line

Escrito por christian theodore às 21h43
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   Ortiz persona non grata neste blog!

Quinta-feira, 16 de Junho de 2005 Acusados de fraudar concursos prestam novo depoimento -------------------------------------------------------------------------------- Duas delegadas de Mato Grosso também ouvirão a diretora do Cespe, hoje Sete acusados de participação na quadrilha que fraudava concursos públicos e vestibulares no DF e em vários estados vão prestar novo depoimento hoje, a partir das 9h, na Divisão Especial de Combate ao Crime Organizado (Deco), na 208/408 Sul. O interrogatório será para esclarecer fraudes no concurso para fiscal de tributos do estado do Mato Grosso. Serão ouvidos o técnico judiciário do TJDF Hélio Garcia Ortiz; a mulher dele, Edina; e os filhos Caroline e Bruno, além do gráfico Fernando Leonardo Oliveira Araújo, a ex-mulher, Carlimi Argenta de Oliveira e o tenente da PM Marcus da Costa Guimarães. Também prestará depoimento Romilda Macarini, diretora do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe), da Universidade de Brasília. Os depoimentos serão tomadas por duas delegadas da Polícia Civil de Mato Grosso, que chegaram ontem a Brasília. Elas querem saber como Ortiz foi aprovado e se ele ajudou candidatos com fraudes. Ontem, elas se reuniram com os delegados Celso Ferro, diretor do Departamento de Atividades Especiais (Depate), e Cícero Jairo Vasconcelos, chefe da Deco, para conhecer o trabalho da Operação Galileu, que prendeu 85 pessoas e desarticulou a máfia. Segundo a Polícia Civil do DF, o concurso para fiscal tributário está entre as dez seleções fraudadas pela quadrilha supostamente liderada por Ortiz. Para a polícia, Carlimi conseguiu as provas com o ex-marido Fernando, que trabalhava no Cespe, e repassou para Ortiz, três dias antes do exame. Ela teria recebido R$ 50 mil. Ortiz foi aprovado em quinto lugar. Ele afirma que não assumiu o cargo por problemas de saúde da mulher. jornal de Brasília

Escrito por christian theodore às 21h23
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   A luta de Benedito!

Cúpula do PP quer expulsar Benedito Gota d'água para afastamento foi admissão, pelo ex-vice governador, de que partido distribuía dinheiro Mariana Santos Os dias do ex-vice-governador Benedito Domingos no Partido Progressista estão contados. Depois de colocar a boca no trombone e acusar os colegas da bancada no Congresso Nacional de ter recebido ''ajuda financeira'' da direção nacional, uma referência ao mensalão, ele acirrou os ânimos na executiva. A possível expulsão de Benedito do PP, que vinha sendo discutida há mais de uma semana por conta de sua recusa em entregar a presidência regional ao senador Valmir Amaral, ganhou mais fôlego. Nos próximos dias, os integrantes da direção analisarão o estatuto do partido e discutirão a melhor maneira de conduzir o processo. Benedito promete ''lutar'' para permanecer na sigla, inclusive com apelo à Justiça. Em declarações à imprensa, Benedito disse ainda que recebeu uma proposta financeira do deputado Pedro Henry (MT), em nome do presidente Pedro Corrêa (PE) e do líder José Janene (PR), para abdicar do comando do PP-DF. No entanto, segundo o ex-tesoureiro e atual secretário-geral da executiva nacional, Henry não falou em valores. - Não sei de mensalão, nem do envolvimento do PT. Sei que quando qualquer parlamentar tinha alguma dificuldade, recebia socorro financeiro do partido, e o Janene era o responsável - contou Benedito. As afirmações do ex-vice de Joaquim Roriz inflamaram ainda mais suas relações com os correligionários federais e geraram uma série de acusações contra o próprio Benedito. Todos negaram as afirmações. Janene afirma que as declarações do colega são um revide. Em 2003, o evangélico recebeu um convite do governo federal para ser chefe da Diretoria de Recursos Humanos dos Correios. A indicação teria sido um acordo pelo apoio de Benedito à candidatura do petista Geraldo Magela ao GDF em 2002. O veto de Janene à ida do colega aos Correios, segundo o paranaense, teria sido o início da divergência entre os dois. O estopim, para Janene, foi a demissão, no último dia 2, de Fabiane Domingos, nora, e de Alisson Domingos, neto de Benedito, da liderança do PP na Câmara. - Fiz um pente fino aqui, e fui alertado no mês passado de que os dois não estavam trabalhando - contou Janene, garantindo que não foi represália ao fato de Bendito ter protocolado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a ata de uma eleição do diretório regional feita à revelia do comando nacional. Acusado de ter oferecido dinheiro em troca da conformidade com a 1ª vice-presidência, Pedro Henry disse ontem estar ''surpreso'' com as declarações. - Ele foi me procurar, e não eu quem foi atrás dele. Pediu que o ajudasse na presidência regional e eu concordei. Nunca falamos em dinheiro - conta o parlamentar. Na semana passada, Benedito chegou a assinar um acordo no qual devolveria a presidência do PP-DF e teria direito a nomear sete integrantes na nova comissão provisória. Outros sete membros seriam nomeados por Valmir Amaral. Também fariam parte da composição Jofran Frejat, Wigberto Tartuce e a secretária da liderança do partido. Mas Bené não dissolveu a executiva, respaldada por uma decisão favorável no TRE. O presidente nacional conta que a intervenção local foi decretada, trazendo de volta Valmir Amaral ao posto de dirigente. Mas o clima no PP-DF continua quente. Por meio de sua assessoria, Amaral acusa Benedito de pedir ''vantagens'' em ocasiões anteriores para lhe entregar a sigla. O líder evangélico nega os pedidos. - Benedito teve seus interesses contrariados no DF. Mas ele deveria fazer uma reflexão, pois é a única pessoa sem mandato que tem o segundo maior cargo na executiva nacional - disse Pedro Corrêa. -A caminho de uma nova filiação ao PP, o deputado distrital João de Deus (sem aprtido) está sendo ameaçado de expulsão da CPI da Educação na Câmara Legislativa. O presidente da comissão, deputado Augusto Carvalho (PPS), protocolou ontem um requerimento que será avaliado pelos integrantes da CPI. O fato motivador foi a troca de farpas, que beiraram a agressão física, entre João de Deus e o relator da comissão, distrital Paulo Tadeu (PT).

Escrito por christian theodore às 21h20
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   Rua da Cultura II

Planos incluem feiras de arte e novos eventos No que depender dos comerciantes da 406/407 Norte, o Festival de Inverno é só o ponto de partida para fazer da rua um verdadeiro pólo cultural de Brasília. Eles têm vários planos, como fechar a rua e promover feiras de artesanato, pintura ao ar livre e outros eventos Os lojistas esperam ansiosos a aprovação da lei que batiza a quadra como Rua da Cultura, de autoria do deputado Peniel Pacheco (PDT). Oficializado o nome, eles pretendem intensificar as atividades no local e tornar a quadra uma referência para moradores e turistas. Enquanto o parecer não sai, a ordem é investir em atividades que provem que a quadra merece o título. O livreiro Lourenço Flores, proprietário da Esquina da Palavra, está na entrequadra há três anos. Desde que inaugurou a loja, Lourenço procura investir em atividades que promovam um diálogo entre a literatura e outras artes. Ele conta que, quando chegou à quadra, havia apenas algumas lojas de livro. Com a chegada da Entrelivros, no fim do ano passado, o cenário foi aos poucos se modificando. Segundo Lourenço, o colega Valter da Silva representou um estímulo para que comerciantes percebessem que poderiam se unir. Para Lourenço, a chegada do espaço Sofia+ e da Salamover, além da Entrelivros, foi fundamental para impulsionar um desejo que há muito se esboçava: tornar a quadra um pólo cultural que pudesse servir à comunidade, integrando a área residencial e o comércio. Ele conta que muitas lojas, mesmo as que não trabalham com cultura, já estão buscando maneiras criativas de se inserirem no projeto. O livreiro, que colocou 1500 títulos em promoção especialmente para o Festival de Inverno, enxerga um futuro promissor para a já conhecida Rua da Cultura: - Esse projeto tem dois aspectos muito bacanas. Primeiro, traz mais ofertas culturais para Brasília, que vive um momento muito bom nesse sentido. O segundo ponto soa até meio nostálgico, mas acho importante que as quadras tenham uma vida cultural forte. Nossa intenção é que as pessoas não tenham de se deslocar muito de suas casas para encontrar um lugar que ofereça várias opções culturais - diz. A jornalista Aretha Amorim, que coordena os eventos culturais da livraria Entrelivros, concorda com Lourenço Flores. Aretha é filha do proprietário Valter da Silva e destaca que o projeto vem suprir a carência de cultura gratuita em Brasília: - Esperamos que o festival possa pressionar a aprovação da lei e mostrar que estamos agindo - conta.

Escrito por christian theodore às 21h14
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   Rua da Cultura

Chega a vez da Rua da Cultura Festival de Inverno na 406/407 Norte ajuda a consolidar tendência e comerciantes esperam lei que oficialize o nome Danyella Proença Quando o assunto é Brasília, a concentração de lojas do mesmo ramo em uma mesma quadra já é referência obrigatória. Expressões como Rua das Farmácias, Rua dos Restaurantes e Rua das Elétricas fazem parte do cotidiano do brasiliense, que já se acostumou a saber exatamente onde encontrar determinados produtos. Aos poucos, esse vocabulário está se ampliando com a criação da Rua da Cultura, na comercial da 406/407 Norte. Enquanto esperam a aprovação da lei que oficializa o apelido dado à entrequadra, os comerciantes locais investem no I Festival de Inverno, que começa hoje e vai até 2 de julho. A intenção é mostrar que a rua já possui uma identidade forte e dar boas opções culturais àqueles que reclamam de que Brasília não tem nenhum evento tradicional do gênero. Serão quinze dias de extensa programação, com palestras filosóficas, oficinas de dança, lançamentos de livros, mostras de filmes, exposições e shows. A maior parte dos eventos é gratuita. Embora a quadra já contasse com lojas voltadas para a arte há um bom tempo, foi somente com a chegada de novas livrarias e espaços culturais que o projeto de dar nome à rua ganhou força. Uma das principais articuladoras é Viviane Horta, sócia da confraria filosófica Sophia +. Localizado há três meses no subsolo de um dos prédios da comercial, o espaço investe em formas criativas de se relacionar com as outras lojas culturais. Viviane Horta conta que o Festival de Inverno é o principal evento realizado dentro do projeto da Rua da Cultura. De acordo com filósofa, a presença do livreiro Valter da Silva foi fundamental para impulsionar o que já era um desejo antigo dos comerciantes. Valter é dono da livraria Entrelivros, há sete meses na quadra. Foi ele quem animou os colegas livreiros a promoverem, em março, o projeto Viva Criança, gratuito e aberto a todos. O evento incluiu várias atividades artísticas e teve a participação da confraria Sophia +. A partir daí, Valter e Viviane resolveram ampliar as parcerias. Satisfeitos com a repercussão das iniciativas junto à comunidade, eles arregaçaram as mangas para idealizar projetos futuros e agregar novos parceiros. O resultado é o I Festival de Inverno da Rua da Cultura, que já conta com a participação de lojas que antes não estavam engajadas. Além das livrarias Entrelivros, Esquina da Palavra e do tradicional Sebinho, o festival contará com a participação da locadora Oscarito e da Salamover, espaço voltado para a dança e saúde. De acordo com a filósofa Viviane Horta, a intenção é realizar eventos semelhantes com freqüência. Tudo para para enfatizar a identidade da rua: - Esse é só o começo. Acredito que a repercussão desse festival será importante para incentivar mais comerciantes a aderirem. Vendo as coisas acontecerem, tudo vai ficando mais fácil. O mais interessante é que essas parcerias trazem muitas coisas diferentes ao cotidiano da quadra. Os comerciantes estão vendo que cada um, a seu modo, pode participar e dar sua contribuição à comunidade - diz.

Escrito por christian theodore às 21h13
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   A tecnologia democratizando a gravação de CDs

Para além da internet Site Trama Virtual inaugura selo e produz CD de estréia do grupo Cansei de Ser Sexy ANA CAROLINA ALVES* Divulgação O grupo Cansei de Ser Sexy: sucesso no site e primeiro CD lançado pelo Trama Virtual O panorama musical atual dos estilos e estéticas independentes parece estar inaugurando mais um ciclo de renovações, trazendo à tona música de qualidade, baixos custos de produção e, agora, notoriedade no mercado. A revolução tecnológica que abriu as cortinas para o espetáculo internético tem muita responsabilidade nisso. O diretor do site Trama Virtual, Carlos Eduardo Miranda, está apostando na nova concepção de produção das músicas independentes. O site acaba de divulgar o lançamento do seu selo, previsto para o segundo semestre deste ano. A banda selecionada para a estréia, a paulista Cansei de Ser Sexy, foi acompanhada pelo diretor nos shows e entrevistas até ser escolhida. “O CSS é a nossa primeira experiência. Eles têm baladas ousadas, próprias e criativas. Ficaram semanas no nosso ranking das ‘dez mais’. Vamos dar preferência para artistas que sabem caminhar com as próprias pernas, que não dependem nem procuram o paternalismo da gravadora. Nós damos apenas o suporte. No caso do CSS, eles mesmos gravaram e nós ficamos com a parte de finalização no estúdio”, disse Miranda. O Trama Virtual (www.tramavirtual.com.br) existe há pouco mais de um ano e já conta com números surpreendentes: são mais de 220 mil usuários e 12 mil artistas cadastrados. Miranda salienta o diferencial do projeto, ressaltando a característica de “vitrine musical”, em que os usuários podem baixar canções dos artistas sem ter que pagar por elas, além das notícias atualizadas sobre lançamentos, shows e outras novidades. Fator importante para o sucesso do site e, conseqüentemente, para o futuro selo, segundo Miranda, é a independência da banda. “O nosso artista é independente, ele mesmo traça os próprios caminhos. Isso é bom porque ele chega onde a gravadora não consegue. O artista preocupado com o mercado acaba ficando caro, burro e anti-artístico. Nós apenas o ajudamos a trabalhar do jeito que ele já faz, fazendo gastos com o pé no chão”, explica. O grupo “Cansei de Ser Sexy”, responsável pela estréia do selo, foi formado em outubro de 2003 por oito amigos de São Paulo - Ira Trevisan (baixo), Ana Rezende e Luiza Sá (guitarras), Maria Helena (teclado), Adriano Cintra (bateria), Carol (bateria e guitarra), Clara e Lovefoxx (vocais). No final do mesmo ano, lançaram no Trama Virtual a canção Ódio, ódio, ódio, sorry C, que ficou em primeiro lugar durante semanas no “top 10”. “A repercussão de Ódio foi maior que o esperado. O Miranda começou a ir nos shows e a se interessar pela banda. Conversamos muito na época em que participamos do Tim Festival. Depois disso, fizemos shows em vários lugares, no SESC de São Paulo, no São Paulo Fashion Week, no Ruído Festival no Rio, em Belo Horizonte, Goiânia...”, contou Ana Rezende, guitarrista do CSS. O novo álbum O primeiro trabalho profissional da banda ainda não tem nome. No entanto, Ana Rezende adiantou que o CD vai trazer as mesmas baladas que estão no Trama Virtual, mas com arranjos diferentes. Além dessas, outras dez músicas estão sendo gravadas. “Estamos tendo uma relação tranqüila com o primeiro disco. As músicas têm base eletrônica e novos arranjos. Vamos produzir 20, mas apenas 14 vão entrar. Talvez, façamos outro CD com as outras e se der um trabalho legal, vamos lançar também um DVD”, disse Ana. Art Bitch é uma das promessas de sucesso do lançamento. “No CD, ela vai ter uma versão mais tocada. É a que eu mais gosto”, falou a guitarrista. Para Miranda, a banda tem grande potencial internacional: “Vamos trabalhar sério para o mercado internacional. Crescer às vistas do público, porque o espírito é o mais importante”, revelou o responsável pelo selo e, agora, diretor artístico da banda. *Especial para o JB Online

Escrito por christian theodore às 21h10
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   Benedito homem digno!

Quarta-feira, 15 de Junho de 2005 Benedito Domingos diz que o "mensalão" existia sim -------------------------------------------------------------------------------- Distribuição do dinheiro era feita na casa do líder do PP, José Janene O presidente do PP-DF e secretário-geral do partido, Benedito Domingos, confirmou que existia o "mensalão", mas que era chamado de "apoio financeiro". Antes da intervenção do PP nacional na legenda do DF – que trocou temporariamente Benedito pelo senador Valmir Amaral na presidência – Benedito era tesoureiro nacional do PP. Segundo ele, o dinheiro circulava pelo caixa 2 e a distribuição dos recursos era feita no apartamento do deputado José Janene (PP-PR), em um edifício funcional, na Asa Sul, conhecido por "pensão" pelos deputados do PP. "O zunzunzum era muito forte. Um grupo sempre freqüentou a casa do Janene. Sempre houve uma grande movimentação. A casa do Janene era chamada de pensão", contou o presidente do PP/DF. Segundo Benedito, em abril, o ex-líder do PP deputado Pedro Henry (PP-MT) o chamou em seu gabinete com a proposta de "uma ajuda financeira" em troca da presidência. Henry se dizia o porta-voz escolhido pelos deputados Pedro Correia (PP-PE) e José Janene (PP-PR) para lhe propor o abandono da presidência do PP no DF, cargo que acumulava com de secretário-geral. O encontro não teve testemunhas. boa ajudaAmigo pessoal de Benedito, o ex-líder teria dito que o partido "daria uma boa ajuda" se ele abrisse mão da presidência. "Eu agradeço, não aceito e fico diminuído com essa proposta e não abro mão do cargo no DF", recusou Domingos, de acordo com seu relato. "Então desconsidere o que eu te falei", finalizou Henry. Ao revelar a conversa, Domingos procurou inocentar o deputado Henry. "Ele só falou porque era meu amigo e o Janene e o Pedro Correia pediram", ressalvou. Nas suas revelações, Benedito – que já foi deputado por duas vezes e também vice-governador do Distrito Federal – disse que o chamado "mensalão" não tinha esse nome e circulava em uma espécie de caixa 2. "Você sabe que as pessoas tinham, mas não sabia de onde vinha", afirmou. Benedito disse que o partido tem cargos no Instituto Resseguros do Brasil (IRB), nos Correios e Telégrafos e na Companhia de Abastecimento. Falou que chegou a ser indicado para uma diretoria dos Correios, mas acabou sendo vetado pelo próprio Janene. "Agora, eu tenho de agradecer a ele", ironizou. Benedito aguarda uma reunião da Executiva Nacional do PP, que pretende expulsá-lo do partido, por não se submeter à intervenção do comando nacional. A reunião foi adiada de ontem para hoje. A cúpula do PP quer devolver a presidência da sigla – que Benedito ganhou naJustiça – ao senador Valmir Amaral, que entrou no partido há um mês. jornal de Brasília

Escrito por christian theodore às 10h10
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   Tônia Carreiro faz professora no teatro aos 85 anos!

Teatro: Tônia Carreiro pré-estréia Chega de História Para um seleto grupo de convidados, a veterana atriz Tônia Carrero fará nesta quarta-feira, dia 14 (e também na sexta, dia 17) a pré-estréia de Chega de História. A peça será apresentada no teatro do World Trade Center de São Paulo. Com direção de Fauze Arap, o espetáculo tocará em questões importantes ao narrar a trajetória de uma professora aposentada que desvenda as condições de educação e cultura do Brasil. Uma das damas da teledramaturgia nacional, Tônia, com 85 anos, parece ainda ter muito pique. Para a nossa sorte! Da Redação

Escrito por christian theodore às 20h50
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   Brizola X Rede Globo

A voz do Brasil Era o Cid Moreira de sempre. Terno impecável, topete no cabelo grisalho como em todo Jornal Nacional. Ele olhou para a câmera e disse: Por Leandro Narloch "TUDO NA GLOBO É TENDENCIOSO E MANIPULADO. NÃO RECONHEÇO À GLOBO AUTORIDADE EM MATÉRIA DE LIBERDADE DE IMPRENSA, E BASTA PARA ISSO OLHAR A SUA LONGA E CORDIAL CONVIVÊNCIA COM OS REGIMES AUTORITÁRIOS E COM A DITADURA DE 20 ANOS QUE DOMINOU O NOSSO PAÍS." A fala histórica foi ao ar ao vivo, na noite de 15 de março de 1994. Não era um pedido público de demissão. O apresentador transmitia um direito de resposta concedido pela Justiça ao ex-governador Leonel Brizola, que redigiu o texto após ser a acusado, no Jornal Nacional, de "declínio da saúde mental" e "deprimente inaptidão administrativa" por tentar proibir a transmissão do Carnaval. Naquele dia, milhares de brasileiros devem ter se deliciado com o texto de Brizola, lido no programa jornalístico que com média de 68% dos televisores ligados é, proporcionalmente, o mais assistido do mundo. Pessoas que como eu, e talvez você, cresceram fazendo liçãode-casa diante da Sessão da Tarde, jantando com a novela das 7 e indo dormir depois dos dramas de Regina Duarte na novela das 8. Após 40 anos como líder da televisão no Brasil, a Globo se tornou uma paixão nacional - mas uma paixão tão grande quanto a de falar mal dela. Todos os anos, cada brasileiro passa em média 700 horas assistindo à Globo. Sem William Bonner, Xuxa ou Sinhozinho Malta, nossas roupas, jeito de falar, famílias e a imagem que temos do lugar em que vivemos seriam diferentes. "Tire a televisão de dentro do Brasil e o país desaparece", diz Eugênio Bucci, presidente da Radiobrás, co-autor do livro Videologias e ex-diretor de redação da SUPER. Exagero? Nas páginas seguintes, você verá como a Globo inventou o Brasil. Revista Superinteressante

Escrito por christian theodore às 19h29
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   Desterrando o escondido!

Máfia na mira do MP Procuradoria pode recorrer da decisão judicial de soltura O Ministério Público Federal irá analisar, hoje, o processo sobre a suposta máfia dos concursos. Gustavo Pessanha Velloso, procurador da República no DF decidir áse entra com recurso contra a decisão do juiz Ronaldo Desterro, que revogou, na última sexta-feira, as prisões preventivas de 29 acusados de fraudes em ao menos dez concursos. O caso, investigado pela Polícia Civil do DF há mais de seis meses, foi dividido em dois inquéritos. O primeiro, que trata da atuação da suposta quadrilha foi encaminhado à Justiça Federal e está no Ministério Público Federal. O segundo, sobre as suspeitas de fraudes no concurso de 2003 do TJDF, deve ser concluído até quarta-feira e encaminhado à Justiça. Weber Teixeira da Silva Neto, advogado do técnico judiciário Hélio Garcia Ortiz, afirmou que não existe quadrilha. Embora não admita que tenha ocorrido fraude, mas apenas tentativas, ele disse que se Hélio conseguiu as provas, outras pessoas também podem. jornal do brasil

Escrito por christian theodore às 19h04
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   Benedito homem digno!

Benedito desafia cúpula do PP e espera intimação Presidente regional mantém diretório e não entrega legenda a senador Mariana Santos O presidente regional do PP, Benedito Domingos, aguarda para hoje uma convocação da Executiva Nacional a fim de discutir o futuro do diretório no DF. Na semana passada, durante encontro na liderança do partido no Congresso Nacional, o ex-vice-governador teria concordado em desfazer até ontem o diretório que o elegeu como presidente à revelia do comando nacional. No entanto, alegando estar impossibilitado de dissolver um diretório ''com membros eleitos'', Benedito acabou descumprindo a orientação. A nova composição está respaldada por uma decisão favorável do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas contraria os interesses dos líderes nacionais da legenda. A cúpula do PP quer ver o senador Valmir Amaral dirigindo o PP-DF, como negociado com ele. - As coisas não são tão fáceis assim, temos de resolver em um próximo encontro - afirma Benedito, confirmando que se sente pressionado pelo presidente nacional, deputado federal Pedro Corrêa. Na semana passada, o deputado federal José Janene (PR), membro da Executiva Nacional, reafirmou a hipótese de uma nova intervenção caso Benedito não devolvesse a direção do partido. A medida, no entanto, poderá ser postergada por conta do depoimento do presidente do PTB, Roberto Jefferson, na Comissão de Ética da Câmara, que deverá voltar todas as atenções na Casa hoje. Jefferson explicará denúncias de que parlamentares do PP e do PL no Congresso recebiam propina para votar favoravelmente ao governo. Aos integrantes do novo partido, Valmir Amaral tem dito que, caso não fique com a cadeira da presidência do PP-DF, deixa a legenda. Suplente do senador cassado Luiz Estevão, Amaral deixou o PMDB de olho na sucessão ao Palácio do Buriti em 2006. Antes de filiar-se ao PP, ele vinha mantendo conversas com o PTB, que poderão ser retomadas passada a instabilidade política no partido. Ao JB, no entanto, o senador nega a possibilidade de deixar a sigla. - Eu espero é um acordo. Mas vou conversar com o Pedro Corrêa para definir como resolver isso - disse Amaral. Antigos aliados de Benedito, como o secretário de Articulação do GDF, Wigberto Tartuce, apóiam Amaral - único pepista no Senado Federal - na direção do partido. No entanto, há quem acredite que por conta das divergências não há mais espaço para os dois na mesma legenda. - É preciso renovar. Benedito é meu amigo, mas a decisão nacional é superior a essa defende - disse Wigão. A disputa prossegue paralelamente no TSE, que desconsiderou o ato da Executiva Nacional que escolheu Valmir Amaral como presidente, Benedito Domingos como vice e outros 10 amigos e parentes do senador na comissão provisória estadual. Irritado com a medida, Benedito convocou uma reunião da antiga composição, onde ele tem maioria, e protocolou a eleição interna no tribunal.

Escrito por christian theodore às 19h02
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   Cinema africano

Cineastas africanos revelam continente Mostra traz 18 filmes no CCBB A África, 2º maior continente do mundo, tem mais de 750 milhões de habitantes em seus 53 países. Embora tenha muitos problemas sociais e econômicos, seu vasto patrimônio cultural - fortificado por suas inúmeras etnias - é fonte de inspiração e influência nas artes de todo o planeta. E o retrato atual do seu povo será retratado, de hoje até o dia 26, na mostra O Novo Cinema Africano, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Serão quatro sessões diárias, com exibição de 18 filmes (onze documentários e sete de ficção), produzidos nos últimos cinco anos. A programação dá destaque especial aos longas-metragens filmados em parceria de Senegal, Namíbia, Zimbabwe, Guiné Bissau e Mauritânia, com a França, Alemanha, Portugal e Suíça. Os filmes apresentam a fantasia e a realidade do continente, sob a ótica de 20 cineastas africanos. Conforme Catherine Faudry, diretora da Cinemateca da Embaixada da França, os filmes questionam a realidade da África, numa tentativa de encontrar sua identidade - perdida, segundo ela, pela colonização européia. - São filmes que mostram como a África retrata o seu cotidiano nas telas de cinema e como ela sonha ser - conta. Dois documentários retratam bem essa busca pela identidade. Em Rastros, pegadas de mulher, da cineasta Katy Léna Ndiaye, traz um quadro comparativo entre tradição e modernidade, tendo como pano de fundo a transferência de costumes e tradições entre gerações diferentes. No documentário Memória entre duas margens, Frédéric Savoye expõe as feridas deixadas pela colonização francesa. Além de uma forte vertente política e uma crítica contra a exclusão e o preconceito, o cinema africano traz também temas amorosos e dramas modernos. Destaque para o 2º filme da trilogia Destin de Femme, Madame Brouette. Serviço Novo Olhar do Cinema Africano. De hoje até 26/06. De 3ª a domingo, às 15h, 17h, 19h e 21h, no CCBB (SCES, Tr. 2). Entrada franca. Inf.: 310-7087.

Escrito por christian theodore às 18h56
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   REPÚDIO

QUERO AINDA DEMONSTRAR O MEU REPÚDIO A LIBERAÇÃO DOS ACUSADOS DE FRAUDAR O CESPE, O JUÍZ NÃO SEI O QUE DESTERRO, DESTERROU O ORTIZ E SUA COMPANHIA MESMO SENDO MANTIDA A PRISÃO POR OUTRA JUÍZA! SUGIRO UMA GRANDE CAMPANHA CONTRA A CORRUPÇÃO E A CRIAÇÃO DE UM PANTEÃO DA CORRUPÇÃO, ONDE TODOS OS CORRUPTOS DO PAÍS IRIAM COM SUA HISTÓRIA E A DEVIDA PUNIÇÃO. DESTA FORMA COLOCARÍAMOS NA HISTÓRIA TODOS ESSES MARGINAIS! PARA QUE AS PRÓXIMAS GERAÇÕES TIVESSEM UM POUQUINHO MAIS DE PUDOR AO PENSAR EM ROUBAR DINHEIRO PÚBLICO! SUGIRO AINDA DIVULGAR O NOME DOS JUÍZES QUE LIBERTAM BANDIDOS! DESTA FORMA A OPINIÃO PÚBLICA PRESSIONARIA TAMBÉM O JUDICIÁRIO! QUERO AINDA FALAR SOBRE O PROGRAMA DO SEU ALBERTO FRAGA NA REDE 21, O SENHOR PAULO OCTÁVIO PRECISA REVER ESSA CONCESSÃO. O HOMEM AGREDIU VERBALMENTE UMA DEPUTADA NA CÂMARA E FEZ UM PROGRAMA DE ULTRA-DIREITA, COM UMA VULGO CIENTISTA-POLITICA DE NOME ANA MARIA SCHIVIATO, NUNCA VI MAIS GORDA,ESTÁ MAIS PARA DONA-DE-CASA, MULHER DE MILITAR, DO QUE CIENTISTA, DISSE ABSURDOS, DEFENDEU A DITADURA MILITAR E A DITADURA DE DIREITA COM O DEVIDO APOIO DO DELICADO DEPUTADO. QUEM NÃO SE LEMBRA ELE FOI O ÚNICO VOTO NO COLEGA E TAMBÉM DELICADO JAIR BOLSONARO! MAIS UMA BOA HERANÇA DO RORIZ! SE O SENHOR PAULO OCTÁVIO NÃO TOMAR AS DEVIDAS PROVIDÊNCIAS CORRE O RISCO DE SER CONFUNDIDO COM ESSAS PRÁTICAS!

Escrito por christian theodore às 14h58
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   Esta semana foi corrida, uma confusão!

Bom, estou de volta. Esta semana tem notícias da Agência Carta Maior sobre Fidel Castro e Hugo Chavez, sobre a crise no Brasil, sobre a cpi da educação no DF, mst, boaventura dos Santos, Emir Sader e muitos outros que sempre enriquecem esse site de esquerda autêntica que tem como madrinha a incrível e debochada Dercy Gonçalves. Abraços e beijos a todos que acessam esse Blog, obrigado! christian theodore

Escrito por christian theodore às 13h56
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   Mst e a escravidão

Uma escola contra a escravidão por José Arbex Jr. 9 de abril, sábado. Eles são muitos, cerca de trezentos professores universitários (incluindo titulares, livres-docentes, doutores, pesquisadores renomados em suas áreas), psicanalistas, filósofos, economistas e educadores. Ocupam a sala principal da Escola Nacional Florestan Fernandes, criada e construída pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Guararema, a 60 quilômetros de São Paulo. A pauta é extensa: iniciar um debate com o objetivo de elaborar uma grade curricular de nível superior (graduação e pós-graduação), destinada a formar camponeses e integrantes dos mais diversos movimentos sociais. Em cinco séculos de história do Brasil, é a primeira tentativa de criação de uma universidade efetivamente popular, impulsionada pelos setores mais pobres da população e em relação de franca colaboração com a nata intelectual do país. A sede física da escola foi construída por 1.115 sem-terra, ao longo de quatro anos e meio de trabalho oferecido por voluntários oriundos de assentamentos e acampamentos de todo o país. Sobre um terreno de 30.000 metros quadrados foram construídas instalações de tijolos de solo-cimento fabricados na própria escola. Essa técnica é agroecológica, dispensa reboco, contribui para diminuir a quantidade de ferro, aço e cimento utilizada na obra e é mais resistente e fácil de assentar. Ao todo, são três salas de aula, que comportam juntas até duzentas pessoas, um auditório e dois anfiteatros. Os recursos para a construção da escola foram obtidos com a venda do livro Terra (textos de José Saramago, músicas de Chico Buarque e fotos de Sebastião Salgado), contribuições de organizações não-governamentais (ONGs) européias e doações de amigos e amigas brasileiros e internacionais. Como era de esperar, a inauguração da escola, em janeiro, foi motivo de escândalo e chacota por parte dos setores mais reacionários da mídia nacional, que mais uma vez se valeram de porta-vozes recentemente convertidos ao credo neoliberal. Eles devem mesmo se sentir ameaçados. Um dos pilares de sustentação da estrutura social baseada na tradicional divisão em casa-grande e senzala é precisamente o abismo que separa os intelectuais das camadas populares. O “povão” sempre foi mantido a distância dos centros produtores do saber. A elite brasileira sempre foi muito eficaz e inteligente a esse respeito. Conseguiu até a proeza de criar no país uma universidade pública (apenas em 1934, isto é, 434 anos após a chegada de Cabral) destinada a excluir os pobres. Como afirma o professor Roberto Romano, em memorável entrevista concedida a Caros Amigos, ao ser indagado sobre a existência ou não de uma universidade pública no Brasil: “Existe o princípio da universidade pública, uma tradição anterior de universidade pública, mas paradoxalmente excludente. Aí precisamos discutir um pouco melhor o projeto da Universidade de São Paulo. Gosto sempre de lembrar que a USP tem uma origem hedionda. Gosto sempre de citar o texto do Júlio de Mesquita Filho, quando ele diz que a USP, que a universidade deve ser, no organismo social, o que o cérebro é no corpo. E que a função da universidade é estabelecer a disciplina na mentalidade popular. Mas duas páginas depois ele diz: ‘Nós temos que cuidar muito do organismo político brasileiro, e não podemos dar direito de voto a determinadas regiões’ – como a nordestina etc. – ‘porque o organismo brasileiro é meio teratológico, cresceu de um lado e não se desenvolveu em outro. (...) Ocorreu na sociedade brasileira um problema seriíssimo, foi incorporada à cidadania a massa impura e formidável de 2 milhões de negros, que fizeram baixar o nível da nacionalidade, na mesma proporção da mescla operada’. Vou morrer com essa frase decorada. Então, está dado o programa. Está claro?” Claríssimo. Júlio de Mesquita Filho, diretor de O Estado de S. Paulo entre 1927 (após a morte do pai e fundador do jornal) e 1969, quando faleceu, é hoje aclamado pela historiografia oficial como intelectual impecável e impulsionador da universidade pública brasileira (empresta o nome à Universidade Estadual de São Paulo, Unesp). Como é possível associar tal imagem a um sujeito que articulou ativamente o golpe de 1964 e que odiava “a massa impura e formidável de 2 milhões de negros, que fizeram baixar o nível da nacionalidade, na mesma proporção da mescla operada”? O professor Roberto Schwartz explica: são as “idéias fora de lugar”, mecanismo perverso de construção da mentalidade ideológica em um país cuja elite tem o cérebro europeu e as mãos crispadas no cabo da chibata com a qual vão golpear o dorso dos escravos (ou do zé-povinho). Para tais “intelectuais”, nunca houve qualquer contradição entre os ideais iluministas de 1789 e o estatuto da casa-grande. Ao contrário, nota Schwartz: alguns senhores de engenho chegavam a atribuir ao regime escravista o mérito de permitir aos seus filhos receberem as “luzes” na Europa. Carlos Nelson Coutinho e outros autores já demonstraram amplamente que, no Brasil, os intelectuais que assumem uma perspectiva popular sempre encontraram dois destinos: foram cooptados (mediante o seu “apadrinhamento” e/ou a sua incorporação domesticada nas universidades e/ou órgãos de serviços públicos, e/ou sendo regiamente pagos por seus escritos, e/ou recendo bolsas e privilégios etc.), ou os poucos que resistiram foram sumariamente destruídos (presos, perseguidos, torturados, assassinados). Tal mecanismo sempre funcionou com grande eficácia, por ao menos uma razão central: apenas a existência de movimentos sociais fortes, nacionalmente organizados e estruturados poderia fornecer aos intelectuais populares a oportunidade de resistir, produzir e manter uma vida decente, sem depender dos “favores” das elites. Ora, historicamente, tais movimentos foram exterminados antes mesmo de ter tempo de construir laços mais amplos e fortes com outros setores sociais, como mostra, por exemplo, o massacre de Canudos, enaltecido por Rui Barbosa, esse expoente intelectual brasileiro. É precisamente esse mecanismo histórico de opressão e autoritarismo que o MST hoje abala. A sua prolongada sobrevivência relativa (completou duas décadas em 2004, um feito inédito para um movimento popular de dimensão nacional), e o método de construção por ele empregado, de diálogo e interlocução com o conjunto da nação oprimida, permitiram o lançamento da escola Florestan Fernandes nos moldes inicialmente descritos, para o profundo desespero dos escribas do faraó. O MST não propõe uma relação de favores, não cobra lealdades espúrias, não impõe quaisquer condições, não ameaça, não tergiversa, não oferece propinas, não promete coisa alguma. Estabelece, ao contrário, uma relação genuína de colaboração entre a elaboração teórica e a prática transformadora. É uma oportunidade histórica muito maior do que a oferecida ao próprio Florestan Fernandes, Milton Santos, Paulo Freire e tantos outros grandes intelectuais que, apesar de tudo e contra os Mesquitas da vida, souberam se apoiar no pouquíssimo que havia de público na universidade brasileira para elaborar suas obras. Por isso mesmo, por constituir uma possibilidade de ruptura com o legado escravista da cultura nacional, o mero lançamento da escola coloca um desafio novo para os intelectuais e militantes brasileiros efetivamente interessados na transformação social. Não basta repetir, como papagaio, que “um outro mundo é possível”, para em seguida retomar as práticas e mentalidades do “velho mundo”. Se é possível, faça. Contribua. José Arbex Jr. é jornalista.

Escrito por christian theodore às 13h41
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   As pesquisas agora são a cada semana!

COMEÇARAM AS ELEIÇÕES NA MÍDIA 8/6/05 por Marcelo Salles O início da campanha midiática para as eleições de 2006 teve seu marco oficial nesta terça-feira, 07/6, com o debate promovido pela recém-criada BandNews FM. É verdade que a mídia corporativa já havia começado os trabalhos, como evidenciado pela divulgação das "pesquisas" do DataFolha, mas nenhum outro grupo havia ousado reunir quatro governadores de oposição num debate que destinou cerca de 60% do tempo para atacar o governo federal. "O presidente da República deve prestar esclarecimentos à nação", disse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, quando o mediador Carlos Nascimento havia pautado o tema "corrupção". O jornalista, aliás, parecia afoito ao perguntar repetidas vezes se aquela armação dos Correios (três mil reais) e os tais "mensalões" eram caso de "impeachment". Menções ao ex-presidente Collor não faltaram, o que poderia sugerir uma comparação entre este e Lula. Além de Geraldo Alckmin (PSDB-SP), foram convidados Germano Rigotto (PMDB-RS), Aécio Neves (PSDB-MG) e Rosinha Matheus (PMDB). Palco armado para atacar o governo petista, a emissora de Jonny Saad não estava nem um pouco preocupada em ouvir o outro lado. Com a desculpa de que o convite havia sido feito somente aos quatro governadores dos Estados onde a BandNews FM estava presente, o palanque pró-direita começou às 9h e foi até 10h30. Ataques ao governo Lula, entretanto, não são exclusividade do Grupo Bandeirantes de Comunicação. Estou falando aqui de ataques, e não de críticas (essas, sim, fazem parte do jogo verdadeiramente democrático). A mídia grande paulista, de modo geral, tem realizado um verdadeiro patrulhamento desde que o PT chegou ao Planalto. Como esquecer do Estado de São Paulo, que quase anunciou o fim do mundo, em manchete, quando Lula vestiu o boné do MST? Ou a Folha de São Paulo, que nem com muito esforço consegue esconder sua má vontade com qualquer coisa que seja vermelha, além da Coca-Cola? À mídia empresarial paulista unem-se as Organizações Globo, aqui do Rio. Sua tradição não mudou: ao lado do poder, sempre. No atual cenário brasileiro, a Globo acende uma vela pro Diabo e outra pro Diabo, pois não existem anjos e os dignos de respeito são poucos. Há que sentir para onde vai pender o cetro mágico, já que estar no governo não significa estar no poder. Dificilmente a família Marinho tomará uma posição bem definida antes de outubro do ano que vem. A tendência é que o PT fique isolado. Já era esperado que os homens que estiveram no topo durante 500 anos não iriam se contentar apenas com o vil metal, nem mesmo por 4 anos. Trata-se de poder. Poder fazer, poder comprar, poder vender. Poder mandar. Este governo paga pela omissão, sem dúvida. O fato é que não se trata de uma ameaça de CPI de um lado ou uma denúncia de "mensalões" de outro. Qualquer aprendiz de vidente arriscaria o palpite: fazendo um governo parecido com o anterior não existiriam bases para vencer outro pleito. Parecido, inclusive, nos escândalos (não podemos nos esquecer que, segundo um parlamentar, o governo FHC comprou a emenda da reeleição por R$ 400.000,00 por cabeça. O PT deveria ter assumido a responsabilidade para si, denunciado pelo menos esse escândalo, além da corrupção das privatizações e dado nome aos responsáveis pelo atraso desse país. Tal atitude não chega a ser revolucionária, mas apenas coerente com a postura do partido. Temos dois anos e meio de governo Lula e quem manda em nossa economia é o mesmo sujeito que recebe uma aposentadoria fantástica do banco que é o segundo maior credor da nossa dívida externa. E não adianta agora, por mais boa vontade que tenham tido, lembrarmos das mudanças implementadas nas áreas sociais. Simplesmente porque não é por aí que se muda a estrutura de um país tão injusto quanto o nosso. Ficaríamos falando das migalhas que o ministro da Economia libera. O negócio acontece é na área econômica. Ali é que faz a diferença e se irradia recursos para os outros setores. Nessa reta final, pouco espaço vai sobrar para as articulações do PT. O bloqueio informativo agora está declarado e vai custar muito, muito caro furá-lo. Daqui até outubro de 2006, a direita vai tentar implementar um golpe branco. Qualquer declaração de qualquer parlamentar ou funcionário pode virar uma manchete escandalosa e perdurar por semanas em suítes, dormindo no capital motel (que chega de noite e sai de manhã) e deixar a opinião pública, essa pobre coitada, de olhos bem abertos, simplesmente porque DEU NA TV. Marcelo Salles é correspondente da Caros Amigos no Rio de Janeiro. Para comentar esse texto, mande um e-mail para site@carosamigos.com.br

Escrito por christian theodore às 13h40
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   A aula de Boaventura

O CORAÇÃO DA MATÉRIA BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS 10/6/2005 A Europa dos cidadãos Uma das causas das vicissitudes enfrentadas pelo Tratado para a Constituição Européia é que ele foi elaborado com base no diagnóstico que vincula crise de governabilidade ao excesso de democracia, o mesmo do Consenso de Washington. Com isso, deixam de lado a crise de legitimidade que vive o modelo. As democracias ocidentais têm-se debatido desde o início da década de 70 com manifestações de mal-estar político que, conforme os quadrantes políticos, têm sido interpretadas como crises de legitimidade ou como crises de governabilidade. No seguimento dos protestos sociais dos movimentos estudantis (Maio de 1968), a interpretação dominante foi a de crise de legitimidade. Legitimidade é a qualidade de um sistema político que governa basicamente por consenso. A crise de legitimidade resultou do fato de, para vastos setores da sociedade (estudantes, trabalhadores, mulheres, estrangeiros, idosos, deficientes etc.), a democracia não ter cumprido as suas promessas de garantir a igualdade real dos cidadãos e a proteção dos mais vulneráveis. Em suma, o sistema político era demasiadamente pouco democrático para merecer o consenso dos cidadãos. Pouco anos depois, em 1975, a Comissão Trilateral – um think tank ligado aos interesses hegemônicos dos EUA e do capitalismo global – fez um diagnóstico alternativo da situação política. Segundo ela, o problema não era a falta de democracia, mas, pelo contrário, excesso de democracia. Desde os anos cinqüenta, grupos sociais cada vez mais numerosos tinham vindo a reivindicar do Estado cada vez mais direitos sociais. Com isto, tinham vindo a sobrecarregar em demasia os sistemas democráticos, a ponto de as sociedades se tornarem ingovernáveis. A crise não era, pois, de legitimidade, mas antes de governabilidade, e a sua superação implicava a redução dos direitos, a diminuição do peso do Estado e o reforço do mercado na regulação social. Dez anos depois, o Consenso de Washington consagrou este diagnóstico e tomou-o como base do que hoje chamamos globalização neoliberal. As vicissitudes por que está a passar o Tratado para a Constituição Européia (CE) não são explicáveis sem ter em conta esta história recente. O diagnóstico que presidiu à decisão de elaborar uma Constituição e de a elaborar segundo o método adotado assentou na idéia da crise da governabilidade. Sobretudo depois do último alargamento, seriam demasiados os países a reivindicar participação igualitária e demasiados os cidadãos a exigir o direito ao modelo social europeu. Sem uma mudança no sistema de governo e nas políticas sociais, a Europa seria ingovernável. Acontece que, ao contrário do que pensavam os dirigentes políticos, a crise de legitimidade dos anos setenta não tinha desaparecido. Estava apenas dormente e foi reativada no momento em que a reivindicação das condições para que possa haver governo por consenso foi transferida dos Estados nacionais para a UE. A complexidade da situação reside em que é necessário resolver as duas crises para que a UE possa avançar. Tal como está, nem é legítima aos olhos dos cidadãos, nem é governável aos olhos dos governantes. Em democracia, a resolução da crise de legitimidade é a condição necessária para a resolução da crise de governabilidade. Deve, pois, ter prioridade. Os governantes europeus arriscaram demais ao realizar um alargamento precipitado, motivado, antes de tudo, pelo objetivo de, com a expansão do mercado único e da união monetária, criar as condições para a diluição do modelo social europeu. Agora estão postos perante a necessidade de ter de refundar o projeto político europeu com base num novo consenso que o torne legítimo. O processo constitucional em curso está ferido de morte e corre o risco de agravar, tanto a crise de legitimidade, como a crise de governabilidade. Sem outra legitimidade não haverá governabilidade. Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal)

Escrito por christian theodore às 13h35
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   O AFAGO DE FRAGA

MACHISMO PARLAMENTAR Agressão a deputada Luci Choinacki provoca indignação Deputado Alberto Fraga, que, em audiência da CPMI da Terra, agrediu a colega Luci Choinacki com ofensas machistas, será acusado de quebrar o decoro parlamentar junto à Comissão de Ética da Câmara dos Deputados. Entidades feministas e bancada feminina exigem punição. Verena Glass 03/06/2005 São Paulo – A temperatura já alta dos últimos dias de audiências da CPMI da Terra, que vem colhendo depoimentos de representantes de entidades ligadas ao MST, esquentou de vez quinta-feira (2) com um descontrolado ataque do deputado Alberto Fraga (sem partido-DF) contra a colega Luci Choinacki (PT-SC). Repreendido por Luci por ter comparado o depoente da Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca) ao juiz corrupto Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, Fraga a chamou de “fofoqueira histérica” e “mal-amada” que precisaria se casar. “As comparações dos depoentes ao juiz Lalau já tinham sido feitas por Fraga no dia anterior, e eu o exortei a não repetir tal acusação contra um depoente que não estava na CPMI para ser julgado, não é acusado nem muito menos condenado por ladroagem. Foi então que ele teve um ataque de raiva e disse todos estes impropérios”, explica a deputada. O comportamento - considerado machista - de Fraga levou a deputada, a bancada feminina do Congresso e uma série de entidades feministas a pedir sua cassação por quebra de decoro parlamentar junto à Comissão de Ética da Câmara. Segundo Luci, o primeiro passo será entregar à Comissão a fita com as gravações dos ataques do deputado. O argumento, explica a assessoria de Luci, é que Fraga “está despreparado para o exercício parlamentar e para lidar com diferenças”. Em nota divulgada nesta sexta (3), o Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFemea) afirma que "a agressão verbal do deputado Aberto Fraga à deputada Luci Choinacki foi um desrespeito à uma colega política e a todas as mulheres, inclusive àquelas que o elegeram. Com seu gesto, o referido deputado tentou desqualificar a ação política da deputada Luci, deslocando a discussão política para o campo da agressão pessoal. Nessa medida, demonstrou sua incapacidade de sustentar a discussão política, o que é particularmente grave para um parlamentar eleito para representar a população. Esperamos que a Bancada Feminina tome uma iniciativa no âmbito do Congresso Nacional, expressando seu protesto e indignação para o que nós somos solidárias." Conservadorismo Segundo Luci Choinacki, Alberto Fraga, tenente-coronel reformado da Policia Militar, já teria se manifestado de forma preconceituosa contra as mulheres em outras oportunidades. Atualmente sem partido, Fraga foi do PMDB até 2003 e filiou-se ao PTB em seguida, partido do qual saiu em março deste ano. De linha conservadora, é publicamente contrário ao Estatuto do Desarmamento e preside a Frente Parlamentar em Defesa da Segurança Pública e do Comitê Suprapartidário Pró-Legítima Defesa no DF. Em 1999, foi acusado de ser participante de um esquadrão da morte em Brasília. Na época, segundo a TV Bandeirantes, o deputado distrital João de Deus entregou ao corregedor da Câmara dos Deputados documentos que apontam seu envolvimento em assassinato, ocultação de cadáver e grupos de extermínio no Distrito Federal. Alberto Fraga, ligado à bancada ruralista da Câmara, também votou contra a PEC 438/2004, que trata do confisco de terras em que for encontrado trabalho escravo. AGÊNCIA CARTA MAIOR

Escrito por christian theodore às 13h33
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   PRÓXIMO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL SERÁ NA VENEZUELA

FSM 2006 Encontro na Venezuela poderá reunir três Fóruns Sociais Evento venezuelano do Fórum Social Mundial 2006 (que ocorre simultaneamente na América, na Ásia e na África) deverá incluir a 2ª edição do Fórum Américas e poderá receber também Fórum Pan-amazônico. Demais sedes do FSM 2006 serão definidas em junho. Verena Glass 05/05/2005 São Paulo – Após a definição, em janeiro deste ano, de que o Fórum Social Mundial (FSM) em 2006 será realizado em formato policêntrico – simultaneamente em três ou quatro países nos diversos continentes –, apenas a organização do evento no continente americano, que acontecerá em Caracas, Venezuela, já deslanchou de fato. Reunidas em Havana, Cuba, nos dias 25 e 26 de abril, as organizações que compõem o Conselho Hemisférico do encontro definiram não apenas seu local e data – 25 a 29 de janeiro na Universidade Central da Venezuela e área dos museus de Caracas - e a Secretaria Operativa, responsável pela viabilização orçamentária, da estrutura e da metodologia do evento, como também encaminharam a proposta de unificar a segunda edição do Fórum Social Américas (FSA) ao FSM. Segundo Gustavo Codas, membro da Secretaria Executiva dos FSM pela CUT, ainda será melhor discutida a forma como esta unificação acontecerá na prática, mas há a previsão de que, além das atividades inscritas no marco do FSM, aconteçam também atividades especificamente relacionadas ao debate iniciado no FSA. Outro evento que poderá ser unificado ao FSM Venezuela é a quinta edição do Fórum Pan-amazônico, inicialmente previsto para ocorrer em julho na cidade de Santarém, Pará. “Os organizadores do evento, que participam do Conselho Hemisférico, aventaram esta possibilidade por avaliarem ser muito penoso e caro organizar dois fóruns no mesmo ano. Mas esta questão ainda será debatida internamente no Conselho Internacional do Pan-amazônico”, explica Codas. Esta unificação, aliada ao estágio mais avançado do processo organizativo do evento de Caracas, deverá transformá-lo no epicentro do FSM 2006, acredita o advogado Ricardo Gebrim, coordenador da Campanha Continental conta a Alca. “Entre as demais sedes aventadas, estariam Mali, na África, e Paquistão, na Ásia. Ambos problemas de ordem política e estrutural, o que certamente levará o FSM a se centralizar na Venezuela”, diz Gebrim. Influência chavista Uma das críticas ao evento na Venezuela, que já ecoaram no FSM de Porto Alegre em janeiro deste ano, é que um Fórum no país de Hugo Chávez, a grande estrela política do último FSM, em Porto Alegre, teria grandes possibilidades de ser “dominado” pela pauta governo do país. Sobre a questão, os membros do Conselho Hemisférico não negam o apoio governamental (que também ocorreu no Brasil nas últimas edições do FSM), mas garantem que o comitê organizador local, composto por organizações como a Coordinadora Agrária Nacional Ezequiel Samora (Canes), entidade de agricultores ligada a Via Campesina, a Força Bolivariana de Trabalhadores, entidade sindical, o Provea, organização ligada à Plataforma Interamericana de Direitos Humanos, o capítulo venezuelano do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (Clacso), entre outros, manterá a sua autonomia. Conselho Internacional As decisões finais sobre o encaminhamento do FSM 2006 serão tomadas na próxima reunião do Conselho Internacional, corpo deliberativo do processo Fórum, que acontecerá em Barcelona, Espanha, nos dias 20 a 22 de junho. Nesta oportunidade, se debaterá, além das candidaturas das demais sedes e os critérios da consulta ampla que definirá os eixos e temáticas de discussão de todos os eventos do FSM 2006, as formas de interação dos diversos encontros em termos de delegações, mecanismos de comunicação e troca de conteúdo. Também nesta reunião os organizadores da quarta edição do Fórum Social Europeu, previsto para ocorrer em julho de 2006, na Grécia, deverão definir se abrirão mão do evento para realizar um quarto encontro do FSM 2006 policêntrico na Europa. AGÊNCIA CARTA MAIOR

Escrito por christian theodore às 13h26
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   Greve no transporte agrava caos na Bolívia

English Español Busca Canais :: Análise e Opinião :: Arte & Cultura :: Cartas dos Leitores :: Direitos Humanos :: Economia :: Educação :: Humor :: Internacional :: Meio Ambiente :: Movimentos Sociais :: Política Fórum Social Mundial :: Fórum da Água 2005 :: Porto Alegre 2005 :: Preparatórios 2005 :: Reforma Agrária 2004 :: Nordestino 2004 :: Europeu 2004 :: Educação Mundial 2004 :: Américas 2004 :: Educação-SP 2004 :: Mumbai 2004 :: Pan-amazônico 2004 :: Brasileiro 2003 :: Porto Alegre 2003 :: Regionais 2003 :: Europeu 2003 :: Fóruns das Águas Especiais :: Agenda 2005 :: Dia da Mulher 2004 :: Dia da Mulher 2005 :: Eleições 2004 :: Febem :: Golpe Militar - 40 anos :: Prefeitos da Esquerda :: Rio São Francisco :: Rio+10 :: Sucessão no Vaticano :: Trabalho Escravo :: Unctad 2004 :: Uruguai: Uma Nova Era TV Carta Maior Acompanhe o Fórum Social Mediterrâneo, ao vivo, a partir do dia 16 de junho Sobre a página :: Expediente :: Quem Somos :: Colunistas :: Fale Conosco Cadastro Receba o boletim diário com análises e reportagens da Agência Carta Maior Nome: E-mail: Internacional Imprimir Enviar Página Principal Foto Ansa Greve nos transportes agrava caos social em La Paz Uma greve nos transportes públicos agravou o quadro de caos social na Bolívia, onde os movimentos sociais pedem a nacionalização das empresas de petróleo e gás e a renúncia do presidente. Governo dos EUA alertou cidadãos norte-americanos sobre situação no país. Da Redação 26/05/2005 La Paz - A greve dos trabalhadores na área de transporte público paralisa nesta quinta (2) a capital da Bolívia, onde se esperam a reabertura do Congresso e a chegada de milhares de manifestantes da cidade vizinha El Alto. Caminhoneiros sindicalizados bloquearam desde cedo as principais avenidas de acesso ao centro. A Guarda de Trânsito pouco pôde fazer. Os sindicalistas queimaram pneus nas esquinas. Alguns transportadores que tentavam romper a greve foram reprimidos por seus próprios colegas. "Aos que não acatarem esta decisão de fazer uma paralisação contundente, vamos castigar para que a cumpram", afirmou um deles. Enquanto as pessoas tentavam chegar a pé ao trabalho, no centro já eram realizadas manifestações camponesas e de professores em torno da praça principal. O Ministério de Educação suspendeu as aulas. A cidade está praticamente isolada do interior do país por causa do bloqueio dos caminhos no acesso a El Alto, passagem obrigatória para as viagens ao interior, e pelos bloqueios da rodovia de acesso ao aeroporto. Também está interrompido o caminho à central de armazenamento de combustíveis da cidade, o que deixa La Paz outra vez em risco de desabastecimento. As organizações sociais de El Alto, a cidade com mais altos níveis de pobreza e conflito social no país, decidiram quarta (1º) tornar seu protesto mais radical, com a tomada de escritórios públicos e do aeroporto, exigindo uma Assembléia Constituinte, nacionalização dos hidrocarbonetos e, agora também a renúncia do presidente do Congresso, Hormando Vaca Diez. Ele é acusado de "sabotar a agenda de outubro" de 2003, que contempla essas demandas. Enquanto isso, se espera que o Congresso retome nesta quinta suas sessões, depois de ter encontrado na quarta (1º) consenso para tratar de forma simultânea o pedido da Assembléia Constituinte das organizações sindicais da parte ocidental e o da convocação de um referendo autônomo das instituições da região oriental. Ao mesmo tempo, a crise social está se espalhando pelo país. Há manifestações de rua em Santa Cruz, Cochabamba e Sucre. EUA O Departamento de Estado norte-americano difundiu um "anúncio público" por meio do qual pediu que os cidadãos do país que vivem ou costumam viajar para a Bolívia "permaneçam alertas" diante da situação marcada por protestos contra o governo A nota pede que os norte-americanos considerem a hipótese de cancelar seus planos de viajar à Bolívia. Aqueles que moram no país andino em questão "devem permanecer alertas, acompanhar os meios de comunicação locais e rever regularmente sua postura de segurança", afirmou. "Aqueles que andam de carro não devem tentar passar pelos pontos de bloqueio", aconselhou a chancelaria norte-americana no comunicado, que leva a data de quarta-feira e foi difundido nesta quinta. As informações são da Agência Ansa.

Escrito por christian theodore às 13h18
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   Pelo fim da intervenção estadunidense em Guantánamo

Anistia e Democratas defendem fechamento da prisão dos EUA Cresce a pressão contra os métodos usados pelos EUA em Guantánamo. A Anistia Internacional denuncia a existência de um “arquipélago” de centros de detenção secretos. Líder democrata diz que prisão tornou-se instrumento de propaganda para recrutamento de terroristas. Marco Aurélio Weissheimer* 05/06/2005 O diretor executivo da Anistia Internacional, William Schulz, voltou a criticar neste domingo (5) a política do governo dos Estados Unidos de combate ao terrorismo. Schulz denunciou a existência de um “arquipélago” formado por centros de detenção, muitos deles secretos, que violam regras fundamentais do direito internacional. A crítica ganhou eco dentro dos EUA. O senador Joseph Biden, líder da oposição democrata, defendeu, também neste domingo, o imediato fechamento da prisão de Guantánamo, instalada em Cuba. Segundo Biden, Guantánamo “se transformou no melhor instrumento de propaganda que existe para o recrutamento de terroristas no mundo todo”. “Parece-me desnecessário que estejamos nessa posição”, acrescentou o líder democrata. A prisão da base naval de Guantánamo vem sendo alvo de crescentes críticas dentro e fora dos EUA. Organizações como a Anistia Internacional defendem a realização de audiências públicas para analisar maus-tratos aos estrangeiros ali detidos. As críticas do diretor da Anistia foram duras e estabeleceram comparações com os “gulags”, as prisões na União Soviética nos tempos de Joseph Stálin. “As pessoas literalmente desaparecem, são detidas por tempo indeterminada em segredo e sem ter acesso a um advogado, a um julgamento ou a suas famílias”, disse Schulz, durante uma entrevista ao canal Fox News. Neste domingo, o senador Biden voltou a falar da proposta de fechamento da prisão. Ao apoiar a idéia de criar uma comissão independente para analisar a situação das pouco mais de 500 pessoas detidas em Guantánamo, o democrata afirmou: “no final, acho que deveríamos fechá-lo e trasladar os prisioneiros”. Essa proposta começa a ganhar simpatia mesmo entre alguns republicanos, como o senador Arlen Specter que anunciou a convocação de uma audiência para analisar as condições das pessoas presas naquele local. Confirmada a profanação do Alcorão As recentes denúncias sobre a profanação do Alcorão, o livro sagrado muçulmano, que teria sido cometida por militares norte-americanos em Guantánamo, reacendeu esse debate nos EUA. Essas denúncias provocaram um incidente entre a Casa Branca e a revista Newsweek, que publicou e depois recuou nas denúncias. Agora, o jornal The New York Times também está defendendo o fechamento da prisão. Em um editorial, o NYT afirmou que Guantánamo é “uma forma de propaganda aos inimigos dos Estados Unidos e uma fonte de vergonha para nossos aliados”. Após a Casa Branca ter pressionado a Newsweek a se retratar e desmentir as denúncias de profanação do Alcorão, na semana passada o Pentágono confirmou cinco casos de desrespeito ao livro cometidos por soldados na prisão. Uma investigação conduzida pelo general Jay Hood, comandante do centro de detenção, concluiu que a denúncia da revista tinha fundamento. Segundo informe divulgado pelo próprio Pentágono, um soldado chutou um exemplar do livro de um prisioneiro muçulmano. Outro soldado jogou urina em um prisioneiro e no seu exemplar do Alcorão. Em um terceiro caso confirmado pelo Pentágono, um soldado pisou sobre um exemplar do livro. Além disso, palavras obscenas foram escritas em inglês no interior da capa de um exemplar da obra e balões de água foram atirados dentro de uma cela para molhar exemplares do livro. Segundo a matéria publicada pela Newsweek, no dia 9 de maio, um soldado norte-americano teria jogado um exemplar do Alcorão em um vaso sanitário da prisão e acionado a descarga. Negada posteriormente pela revista, a matéria causou protestos em vários países muçulmanos, principalmente no Afeganistão, onde 16 pessoas morreram em função dos distúrbios. A investigação do Pentágono não confirmou nem desmentiu a denúncia. Relatos de torturas e confissões forçadas Cerca de 540 pessoas, de 40 países diferentes, estão presas em Guantánamo, algumas delas há mais de três anos e sem qualquer tipo de acusação formal. A maioria dos prisioneiros foi capturada em combates durante a guerra no Afeganistão, em 2001 e 2002, após os atentados de 11 de setembro em Nova York. O objetivo dessas prisões, segundo a Casa Branca, era obter informações sobre Osama bin Laden e a rede terrorista Al Qaeda. O presidente George W. Bush e o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, rejeitaram as críticas da Anistia sobre violações de direitos humanos, dizendo que “o Exército dos EUA tomou os cuidados necessários para garantir que os presos fossem livres para praticar sua religião”. O general Richard Myers, chefe do Estado-Maior conjunto dos EUA, também criticou a posição da Anistia internacional e garantiu que a “prisão de Guantánamo é uma instalação modelo”. “Se esses indivíduos forem libertados, eles vão tentar cortar nossas gargantas e as de nossos filhos”, acrescentou. No entanto, um relatório com mil páginas de transcrições de processos julgados em tribunais dos EUA, em razão de queixas de presos em Guantánamo, trouxe à tona mais denúncias de casos de torturas que teriam sido praticadas por soldados e oficiais norte-americanos, além da suspeita de que várias confissões de prisioneiros foram manipuladas. Publicado nos EUA sob a proteção da Freedom Information Act, lei que obrigado o governo a fornecer informações sobre a administração pública do país, o relatório traz uma série de testemunhos sobre o que ocorre em Guantánamo. Em um destes testemunhos, um prisioneiro relata estar sofrendo de disfunção sexual em conseqüência das agressões que sofreu. “Os americanos me bateram tanto que eu acredito que não posso mais dormir com minha mulher. Não posso controlar o fluxo urinário e várias vezes tenho que usar papel higiênico para não molhar minhas calças”, diz o testemunho do prisioneiro cujo nome e nacionalidade não foram divulgados. Um outro testemunho reforçou a suspeita sobre os métodos utilizados por militares norte-americanos para extrair confissões dos prisioneiros. “Quando eu estava na prisão em Kandahar (Afeganistão), o soldado que fazia o interrogatório bateu no meu braço e disse que eu tinha recebido treinamento para manipular morteiros. Ele me batia e eu continuava a dizer que não tinha recebido treinamento. Eu acabei dizendo que tinha sido treinado. Minhas mãos foram amarradas às minhas costas e eu estava ajoelhado. Sentia muitas dores. Ele então me perguntou se eu era Osama bin Laden, e respondi que sim”, diz a transcrição do testemunho, cujo autor também foi mantido em sigilo. Na imensa maioria dos casos, afirma o relatório, os juízes ignoraram as denúncias dos detentos. O Pentágono sustenta que eles são todos terroristas treinados para mentir. Verdade ou não, o fato é que a multiplicação de denúncias de maus-tratos e humilhações em Guantánamo começa a incomodar a opinião pública nos EUA. O incômodo maior pode até não ser pela preocupação com os direitos humanos dos prisioneiros, mas sim pelo crescimento do ódio contra os EUA nos países muçulmanos. Ao invés de ser um avanço na luta contra o terrorismo, Guantánamo pode estar funcionando como uma bomba-relógio, pronta para explodir em algum canto do mundo. * Com informações da Anistia e de agências internacionais

Escrito por christian theodore às 13h16
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   CONSTITUINTE JÁ!

QUESTÃO DE ORDEM MAURO SANTAYANA 6/6/2005 Constituinte, e já Cabe ao presidente Lula usar de todo o seu prestígio para promover a convocação de imediata Assembléia Nacional Constituinte, originária e desvinculada do desconjuntado arcabouço partidário. Fora disso só teremos a erosão do Estado e da nacionalidade. As declarações do deputado Roberto Jefferson não merecem muita credibilidade, pelo que ele é e pelo que sempre foi, mas não podem ficar sem uma resposta definitiva do governo. O PT não só deve voltar atrás de sua decisão de impedir a CPI dos Correios, mas é questão de sua sobrevivência solicitar outra CPI, a que trate das denúncias feitas por Roberto Jefferson. Qualquer tibieza no assunto deixará no ar uma grande e terrível suspeita. Mas, da mesma forma, exige-se dos tucanos e pefelistas que peçam a reabertura de todas as CPIs arquivadas no passado. Todas as que o Sr. Fernando Henrique conseguiu interromper, usando dos métodos que Roberto Jefferson atribui ao Sr. Delúbio Soares, e que o parlamentar do PTB, fiel escudeiro (moral e físico) do Sr. Fernando Collor conhece muito bem. Já está passando a hora da grande devassa na vida pública brasileira. Se os membros do Congresso e do Poder Executivo não agirem rapidamente, a fim de restabelecer o pacto político com os cidadãos brasileiros, não haverá mais instituições neste país. O presidente Luiz Inácio é maior do que a parcela “pragmática” de seu partido. É maior do que os seus aliados no Congresso. Cabe-lhe dirigir-se aos cidadãos brasileiros e dizer-lhes que o seu governo não está sitiado somente pelos interesses do grande capital, mas também pela deterioração geral dos costumes políticos, que se expressa em grande parte dos parlamentares. É preciso compreender que há vários níveis de corrupção no Estado. A manutenção das altas taxas de juros, que premia os rentistas e pune os setores produtivos (em primeiro lugar, os próprios trabalhadores) não deixa de ser uma forma de corrupção, por mais nos venham com racionalidades mercadológicas. Estamos diante de fatos concretos: toda a vez que a taxa de juros cai um ponto percentual, os banqueiros deixam de ganhar milhões. Bastou que, no ano passado, se reduzissem – e moderadamente – as taxas de juros, para que a economia reagisse favoravelmente. E já estamos, nestes primeiros meses do ano, sofrendo a redução do PIB, enquanto os bancos continuam lucrando cada vez mais e mais. É bom voltar ao passado. Quanto o HSBC pagou pelo Banco Bamerindus? Quanto custou ao povo brasileiro o Proer? Ainda agora estamos assistindo a uma situação curiosa: o Ministro da Agricultura quer dinheiro do Fundo de Amparo aos Trabalhadores, a fim de socorrer o setor agropecuário. Quando foi que os empresários do setor agropecuário socorreram os trabalhadores? O dinheiro do FAT foi criminosamente desviado pelo governo do Sr. Fernando Henrique Cardoso a fim de financiar os compradores das empresas estatais brasileiras. Se estamos no capitalismo, valham as regras clássicas do capitalismo, que incluem os riscos dos negócios. O setor dos agronegócios, para usar o neologismo do mercado, ganhou mundos e fundos nos últimos anos – como bem sabe o governador do Mato Grosso. Cabe-lhe agora afrontar o momento difícil. O que o governo deve ouvir é o Grito da Terra e favorecer a pequena agricultura familiar, que produz para o consumo interno. Não sejam eximidos de culpa alguns dos principais dirigentes do PT e vários membros do governo. Eles são responsáveis, seja pela ação, seja pela omissão, pelo que está ocorrendo hoje. Mas o presidente da República ainda merece a confiança dos brasileiros, conforme as pesquisas de opinião pública. Cabe-lhe, agora, inteirar-se de tudo o que está ocorrendo e lhe cabe dirigir-se à Nação e denunciar o cerco a que está sendo submetido. Cerco dos adversários conhecidos e cerco dos adversários dissimulados. E lhe cabe, para resolver todos os problemas derivados da viciada estrutura política brasileira, usar de todo o seu prestígio, a fim de promover a convocação de imediata assembléia nacional constituinte, originária e desvinculada desse desconjuntado arcabouço partidário, a fim de reconstruir o Estado e reerguer a Nação. Se for o caso – e parece ser o caso – poderá pedir ao povo que, em consulta plebiscitária, determine, como é de seu poder, sua autoconvocação para eleger os deputados constituintes, com base geográfica e não partidária. Fora disso só teremos a erosão do Estado e da nacionalidade. É provável que Lula tenha chorado, como disse Roberto Jefferson, se é verdade o que disse, porque, ao que parece, foi traído por membros de seu partido. Mas agora deve agir. Como o primeiro operário a assumir a chefia do Estado, e em defesa sua classe, não parece que ao presidente reste outro caminho. agência Carta Maior

Escrito por christian theodore às 13h13
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   Chavez pode romper com Estados Unidos

Hugo Chávez ameaça romper relações com Estados Unidos Chávez sugeriu que pode romper relações com os EUA se o governo Bush não extraditar o cubano Posada Carriles, fugitivo de uma prisão venezuelana. "É difícil manter relações com um governo que protege o terrorismo internacional sem vergonha nenhuma". Da Redação 23/05/2005 Caracas - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, sugeriu que pode romper relações com o governo norte-americano caso o cubano Posada Carriles, fugitivo da Justiça venezuelana, não seja extraditado pelos Estados Unidos, para onde fugiu. “É difícil, muito difícil manter relações com um governo que esconde e protege o terrorismo internacional sem vergonha nenhuma", disse ele, em seu programa Alô Presidente, domingo (22), na tevê. Preso neste mês pela polícia norte-americana em Miami, o cubano foi indiciado por imigração ilegal, mas o governo de George W. Bush não deixou claro se o extraditará para a Venezuela, país com quem mantém um acordo desse tipo. Carriles, de 77 anos, é um antigo colaborador da CIA, a polícia secreta dos EUA, e é acusado de ter cometido um atentado que matou 73 pessoas em um vôo da empresa aérea Cubana de Aviação, em outubro de 1976. Em outra parte do programa o presidente venezuelano se perguntou "se vale a penar ter uma embaixada nos Estados Unidos, desperdiçando dinheiro, ou os Estados Unidos terem uma embaixada aqui". Chávez também acusou o pai do atual presidente norte-americano. "George Bush pai era diretor da CIA" quando aconteceu a explosão, "essa é a verdade", disse Chávez. "Então, agora tem medo de que esse senhor Luis Posada fale". No último dia 17, pelo menos um milhão de cubanos participaram de uma marcha contra o terrorismo, em Havana. O presidente Fidel Castro esteve presente e acusou, em breve discurso, o governo Bush de "financiar e organizar" atos de terrorismo contra Cuba. "Exigimos a punição para os assassinos que estão nos Estados Unidos, queremos justiça", afirmou Fidel Castro. O presidente também acrescentou que se o governo de Washington "não deixar de apoiar Posada Carriles, Cuba vai mobilizar a opinião pública mundial". Posada confessou em 1978, e posteriormente desmentiu, ser o autor do atentado de 1976 contra um avião da companhia Cubana. Ele foi condenado na Venezuela pelo atentado, mas conseguiu escapar da prisão em 1985, após 8 anos de cárcere, graças à ajuda de Jorge Canosa, então presidente da Fundação Cubano-americana, uma organização anticastrista com sede em Miami, criada durante a administração do presidente norte-americano Ronald Reagan. Em 2000, Carriles preso e condenado no Panamá pela tentativa de homicídio de Fidel Castro na reunião de cúpula Ibero-Americana. Mas quatro anos depois, em 2004, ele foi indultado pela presidente do Panamá, Mireya Moscoso, poucos dias antes de ela deixar o cargo. Logo após a libertação de Posada Carriles, Cuba rompeu relações diplomáticas com o Panamá. O cubano foi também acusado de ter idealizado o plano "Coca Contra", isto é, o contrabando de cocaína colombiana nos Estados Unidos para financiar a contra-revolução na Nicarágua contra os sandinistas. Os "Contras", financiados por Washington durante a administração Reagan e treinados pelos agentes da CIA na Argentina, ficaram famosos pelos atos de terrorismo contra a população civil. agência Carta Maior

Escrito por christian theodore às 13h11
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   Chavez e Fidel na luta para levar direitos sociais a toda América Latina

Chávez e Fidel, mais unidos contra ofensiva americana O presidente Fidel Castro afirmou que é "ridícula" a acusação norte-americana de que Cuba e Venezuela estariam "desestabilizando" a região por avançar no projeto de integração regional Alba. Acordo deixará uma "marca na história", disse o cubano. Agencia Ansa 22/04/2005 Havana - O presidente Fidel Castro afirmou nesta sexta (29) que é "ridícula" a acusação americana de que Cuba e Venezuela estariam "desestabilizando" a região por avançar no projeto de integração regional Alba, e disse que esse acordo deixará uma "marca na história". Castro e Chavez participaram, na noite de quinta, do ato de encerramento da Primeira reunião para a aplicação da Alternativa Bolivariana para as Américas (ALBA), o projeto integralista que se opõe à ALCA. “É ridículo dizer que estamos desestabilizando outros países da América Latina. Em que estamos desestabilizando? Fazer algo bom é desestabilizar? Os que estão se desestabilizando são os que nos qualificam de desestabilizadores porque viram que não somos esse jardim traseiro, que não somos uma etnia inferiorNestes anos, a ALCA não fez nada ou fez o que devia fazer: desaparecer. O que fica são pedaços, retalhos, acordos bilaterais. O que a Alba fez em quatro meses já deixará uma marca na história para sempre", afirmou Fidel. O governante respondeu a declarações do ex-Secretário de Estado adjunto dos EUA para a América Latina, Otto Reich, que propôs que os Estados Unidos "detenham" o "eixo" Havana-Caracas que "ameaça a estabilidade" da região. "Se há algo que se pareça ao fascismo, a políticas genocidas, não são as do presidente Chávez nem de Castro, não são da Venezuela nem de Cuba", acrescentou o presidente cubano. No primeiro dia do encontro entre Chávez e Fidel, os dois governos assinaram 49 acordos, cartas de intenção, memorandos de entendimento, contratos e acordos bilaterais. Os convênios incluem a abertura de mais de 600 salas médicas na Venezuela ainda este ano, que fornecerão serviços gratuitos de saúde, e a formação de 40 mil médicos e cinco mil especialistas venezuelanos com apoio do governo de Cuba, que também fornecerá apoio através do envio de cerca de 30 mil médicos e trabalhadores da saúde à Venezuela. Por outro lado, a Venezuela está enviando entre 80 e 90 mil barris diários de petróleo a preços preferências a Cuba, número superior aos 53 mil acertados no acordo de 2000. Chávez, que termina hoje sua atividade oficial em Cuba, participa com Fidel em uma jornada do Encontro da Luta contra a ALCA, da qual participam mais de 900 delegados de 36 países. agência Carta Maior

Escrito por christian theodore às 13h07
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   Fidel encontra ponto fraco de Bush

Sobreviventes O evento se estendeu por três dias. Sucessivas vítimas de ditaduras tomaram do microfone para relatar o horror a que estiveram submetidos nos anos de chumbo na América Latina. Posada Carriles, entre outros agentes da CIA, assessoraram as máquinas de tortura em diversos países, que literalmente arrebentaram milhares de militantes e ativistas populares. Sobreviventes e filhos, irmãos, mães, pais, avós de desaparecidos tocavam num ponto comum: não se falava ali de dramas e dores individuais, mas de uma máquina de terror a serviço de um tipo de dominação. As principais energias políticas do Estado cubano voltam-se para essa batalha. A programação das emissoras de TV agora exibe, além de novelas e shows, um ciclo de filmes como “Estado de sítio”, de Costa-Gavras, e “A história oficial”, de Luís Puenzo. O Condor não passa Quando Fidel termina seu longo aparte, relatado no início, Miguel Bonasso passa a mão em seus ralos cabelos e lembra ao Comandante: “A repressão não acabou em nossos países. Ela foi substituída pelas democracias controladas e o genocídio agora é social, cometido pelos planos de ajuste”. Virando-se para a platéia, completa: “O desaparecimento físico de militantes é agora substituído pelo desemprego, uma espécie de desaparecimento social”. Para ele, essa é uma espécie de continuação da Operação Condor. “Margareth Tatcher dizia preferir um trabalhador desempregado a um empregado. E explicava. O primeiro, se trata com políticas compensatórias, mas o segundo reivindica e se organiza”. Mas a frente continental que se forma – e que envolverá tribunais sobre o terror em diversos países – não está comprando uma briga genérica. Aposta num alvo concreto e determinado que pode desarmar toda a pregação belicista do governo Bush. Agência Carta Maior

Escrito por christian theodore às 13h03
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   Fidel encontra o ponto fraco de Bush

Fidel Castro encontra o "ponto fraco" de George W. Bush Cuba lança frente continental pela extradição de Posada Carriles, ex-agente da CIA preso nos EUA. Participaram do ato em Havana personalidades como Walter Salles Jr., Beth Carvalho, Thiago de Mello, Hebe de Bonafini, das Mães da Praça de Maio, José Vicente Rangel, vice-presidente da Venezuela, e Chafic Handal, da Frente Farabundo Martí. Gilberto Maringoni 06/06/2005 Havana – Sentado atrás de uma das mesas do palco do imenso auditório do salão de convenções de Havana, uma construção modernosa dos anos 1970, Fidel Castro leva o indicador esquerdo em direção à sua testa, enquanto estica o longo braço direito para o escritor argentino Miguel Bonasso, que tinha a palavra. Aparentando cansaço, pedira um aparte que se estenderia por mais de quinze minutos. Carregando na pronúncia das consoantes, o líder cubano parecia ditar o que falava. “Ele saiu do Panamá em 16 de março. Em menos de dois meses desatamos uma batalha que está revolvendo os crimes políticos cometidos em mais de meio século, na América Latina, desde a invasão da Guatemala pelos Estados Unidos, em 1954”. O pronome na terceira pessoa tem uma referência: Luís Posada Carriles. Em torno dele, montou-se uma ousada operação política. “Creio na possibilidade de atuar não apenas por nós, mas por toda a América Latina”, diz Fidel, quase soletrando, enquanto Bonasso aguarda o fim da interrupção. Na platéia, nessa tarde chuvosa de 3 de junho, estão 680 participantes de 67 países, convidados cinco dias antes. Entre eles estão o cineasta Walter Salles Jr., a cantora Beth Carvalho, o poeta Thiago de Mello, Hebe de Bonafini, das Mães da praça de Maio, José Vicente Rangel, vice-presidente da Venezuela, Chafic Handal, dirigente da Frente Farabundo Martí, de El Salvador, o belga François Houtart e muitos outros. O evento chama-se “Encontro internacional contra o terrorismo, pela verdade e a justiça” e fora preparado a toque de caixa. Livros, filmes e documentários foram editados literalmente de um dia para outro, numa urgência típica de grandes confrontos. Ponto fraco Fidel encontrou o ponto fraco do discurso antiterrorismo do governo estadunidense, brandido a quatro ventos desde 11 de setembro de 2001. Trata-se do discurso da guerra preventiva, a justificar ataques ao Afeganistão e Iraque e ameaças à Cuba, Venezuela, Coréia do Norte, Síria e Irã, da materialização do Plano Colômbia e da manutenção dos cárceres em Guantánamo, além de restrições de toda ordem na OEA, na atividade de imprensa e nos direitos civis nos próprios Estados Unidos. O elo débil é o abrigo dado até agora à permanência impune do ex-agente da CIA e terrorista Luís Posada Carriles nos EUA. Nascido em Cuba e naturalizado venezuelano, Carriles, de 77 anos, exibe uma invejável folha corrida, que inclui pelo menos duas tentativas comprovadas de tentar assassinar Fidel Castro, além do planejamento e execução da explosão em pleno ar de um DC-8 da Cubana de Aviación procedente de Caracas, em 6 de outubro de 1976. Morreram na ocasião 73 pessoas, entre elas, toda a equipe juvenil de esgrima de Cuba, sagrada pouco antes campeã centro-americana, na capital venezuelana. A carreira de Carriles vem de longe. Já em 1961, pouco depois da malograda invasão da baía dos Porcos, ele recebia treinamento militar nos EUA para futuras ações em território cubano. “A CIA nos ensinou tudo, como usar explosivos, como matar, fazer bombas e nos treinaram em atos de sabotagem”, relatou ao The New York Times, em 12 de julho de 1998. Preso na Venezuela, no início dos anos 1980, Carriles fugiu da cadeia em 1985. Reapareceu ilegalmente nos EUA há alguns meses, vindo do Panamá, passando pelo México. Detido como imigrante ilegal, em 17 de maio, aguarda agora a decisão de seu pedido de asilo por parte de um juiz federal, em El Paso, Texas, no próximo dia 13 de junho. Batalha de idéias Nas últimas semanas, toda a energia da diplomacia cubana voltou-se para esta luta, “uma batalha de idéias, antes de mais nada”, sublinha Fidel. Uma gigantesca marcha de 2 milhões de pessoas tomou a avenida costeira, o Malecón, há poucos dias. Manifestação igual aconteceu em Caracas. E agora a administração cubana vale-se de uma prova mais profunda na tentativa de reunir uma frente continental pela extradição de Carriles. Trata-se da descoberta de seu envolvimento no assassinato do chanceler chileno Orlando Letelier, em Washington, em 21 de setembro de 1976. A operação fora tramada como parte da Operação Condor, a coalizão entre os serviços de repressão das ditaduras chilena, argentina, uruguaia, brasileira e paraguaia, estabelecida em novembro de 1975. Como graduado agente da CIA, seu envolvimento na Condor evidencia que a extradição de Carriles interessa não apenas à Cuba e Venezuela, mas aos demais países do continente que vivenciaram ditaduras patrocinadas pela Casa Branca. Demanda venezuelana Ainda na tarde do dia 3, José Vicente Rangel subiria à tribuna para, num discurso de uma hora e 20 minutos, detalhar sua demanda. ”A Venezuela reivindica a extradição de Posada Carrilles por existir um acordo nesse sentido entre nosso país e os EUA datado de 1922”. Recorrendo a uma infinidade de dados, o alto e fleumático vice-presidente de 76 anos ressaltou que a pendência envolve diversas facetas. “Queremos o cumprimento de um acordo entre duas nações soberanas. Mas esse também é um ato político, que compete, em última instância, ao Departamento de Estado. Estamos dispostos a desmascarar a cínica doutrina antiterrorista de George W. Bush”. Carriles foi diretor da Disip, a polícia política venezuelana nos anos 1970. E, por fim, acusou: “Eles patrocinaram o golpe de 2002, atentaram contra a democracia venezuelana. Se esse golpe e o paro petroleiro de fins do mesmo ano não são terrorismo, não sei o que é terrorismo. Não estamos enfrentando um estado democrático, mas um estado terrorista!”. O caso é tão gritante, que até a Folha de S. Paulo, nada simpática aos governos de Cuba e Venezuela, publicou um editorial favorável à extradição, no dia 25 de junho. Classificando o discurso de George W. Bush como “sujeito ao critério de dois pesos e duas medidas”, o jornal tem uma opinião clara: “Qualquer solução que não resulte no julgamento de Posada pelo crime de terrorismo na Venezuela ou em Cuba, as duas jurisdições primárias, representará um golpe contra o direito internacional”. Sobreviventes agência Carta Maior

Escrito por christian theodore às 13h01
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   Cuba Libre

O que é integrar? “Durante muito tempo, integrar era sinônimo de comercializar. Na verdade, o que crescia era o comércio entre as filiais das transnacionais aqui instaladas, o que não correspondia a uma integração real. Temos de pensar na integração com um sentido solidário e vê-la como um processo de benefícios mútuos. Mas para que aconteça a integração, é necessário atacar velhos problemas sociais da maioria de nossos países, como o analfabetismo, a situação grave da saúde e da educação. Em suma, a integração pressupõe mudanças na América Latina. Elas já estão ocorrendo. Temos, entre nossos países, muito mais unidade do que em outras regiões do mundo, como a Europa, a Ásia ou a África. Nossa integração está mais próxima do que jamais esteve”. Agência Carta Maior.

Escrito por christian theodore às 12h54
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   Por una Cuba Libre!

solidariedade a Cuba e integração continental 13ª Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, promovida pela Associação Nossa América e diversas outras entidades em SP, discute os principais desafios da Ilha na era do neoliberalismo. Oswaldo Martínez, o mais renomado economista cubano, falou à reportagem da Carta Maior. Gilberto Maringoni 27/05/2005 São Paulo - A chuva torrencial que desabou sobre São Paulo na noite da quarta-feira (25) não demoveu as quase 400 pessoas que se dirigiram ao Memorial da América Latina para a solenidade de abertura da 13ª Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, promovida pela Associação Nossa América e diversas outras entidades (www.13cnsc.kit.net). Plínio de Arruda Sampaio, um dos presentes à mesa de abertura, assim resumiu o evento: “Nós é que precisamos da solidariedade de Cuba, que manteve, nesses últimos oito difíceis anos, sua dignidade e a dignidade de seu povo, ao não baixar a cabeça diante do maior poder terrorista da História”. O deputado petista Luís Eduardo Greenhalgh descreveu diversas iniciativas tomadas no Brasil em apoio à ilha caribenha e o embaixador do país no Brasil, Pedro Nuñes Mosquera lembrou da homenagem prestada ao Brasil na recente Feira do Livro de Havana. Vários oradores se referiram às batalhas travadas por Cuba no terreno dos direitos humanois, no âmbito da ONU e centraram suas palavras em denunciar a hesitação do governo dos EUA na entrega do terrorista cubano exilado em Miami, Luís Posada Carriles, à justiça venezuelana. Carriles, em 1976, planejou a derrubada de um avião cubano proveniente de Caracas, na qual pereceram 73 pessoas. O deputado cubano Oswaldo Martínez, também presente, exigiu a deportação de Carriles, assegurando não existirem terroristas bons ou terroristas maus. “O que existem são terroristas!”, exclamou, sob aplausos da platéia. Anos de crise e busca por alternativas Martinez, 60, é hoje o mais expressivo economista cubano. Ex-ministro da Economia e Planejamento, foi um dos formuladores dos caminhos de superação do chamado Período Especial, vivido pelo país após a queda da URSS e do fim do auxílio econômico que este fato acarretou. Falta de água e luz por vários dias, colapso do abastecimento e total ausência de divisas levaram o País - e a Revolução - às portas da falência, no início dos anos 1990. A solução encontrada - o incremento do turismo e a diversificação econômica - trouxe, em um período relativamente curto, um novo fluxo de capitais à Ilha. Um pouco antes da abertura do evento, Oswaldo Martínez, que preside a Comissão de Assuntos Econômicos do Parlamento cubano, concedeu uma entrevista a Carta Maior e à TV da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Eis seus principais trechos. A queda da URSS e o Período Especial “Cuba vive hoje um momento muito interessante, depois da difícil situação do Período Especial. Começamos a sair dele agora. Vivemos anos muito difíceis, após a queda da União Soviética, em 1991. Até então, os efeitos do bloqueio econômicodos EUA eram atenuados pelas relações que mantínhamos em diversas áreas com os países do bloco socialista. De repente, Cuba ficou absolutamente só, numa situação em que a onda neoliberal impunha-se com toda força. Não tínhamos petróleo, nem créditos e havíamos perdido os mercados para nossos produtos, como açúcar, cobre e níquel. Foi um golpe tão profundo, que muitos duvidavam que Cuba resistisse. Eram os tempos da teoria do dominó e do fim da história e parecia impossível àquele nanico, a 90 milhas das costas estadunidenses, sobreviver. Mas 14 anos se passaram e a Revolução Cubana segue. Dizia-se que Cuba era um satélite soviético e que não passava de uma economia subsidiada. O suposto sol caiu, o que deveria ser um satélite continua existindo e a economia subsidiada se agüenta sem subsídio algum, numa situação de aperto do bloqueio econômico. Hoje a economia voltou a crescer, tendo passado por mudanças estruturais. Mantiveram-se as conquistas sociais nos âmbitos de saúde, educação, esportes e educação”. Medidas para superar as dificuldades “Para enfrentar o Período Especial, nos ativamos a alguns princípios básicos. O primeiro deles: não aceitamos o ajuste neoliberal, que muitos nos aconselhavam. Poderíamos ter ajustado a economia nessas bases, mas aí desajustaríamos a Revolução e teríamos de abrir mão das conquistas sociais. De outra parte, também não podíamos manter a economia funcionando como antes, como se nada tivesse acontecido. Tivemos de abrir alguns espaços de mercado, mantendo, contudo, a capacidade regulatória do Estado. Nosso planejamento econômico teve de ser mais flexível, dando uma certa autonomia às empresas. Na área agrícola, mudamos nossa estratégia de termos uma produção dependente da importação de máquinas e insumos, investindo no cooperativismo. Tivemos de apertar os cintos. Aqui, a perseverança da população foi decisiva, pois enfrentamos problemas de fornecimento de energia, abastecimento, transportes etc. Acho que estes tempos estão no fim e começamos a colher os frutos sem termos nos rendido à aplicação das políticas neoliberais”. Mudança estrutural “No início dos anos 1990, nadávamos contra a corrente. Hoje, a corrente mudou na América Latina, com a crise do neoliberalismo. Há uma busca de outros caminhos para nossos países. A mudança estrutural na economia cubana é visível. A antiga economia açucareira, dominante por quase cinco séculos, não mais existe. A produção canavieira é o quarto setor da economia. Ela é destinada ao consumo interno e a alguma exportação. Nossas economia hoje baseia-se no turismo, na produção de níquel, biotecnologia, medicamentos e serviços médicos. É uma estrutura muito mais sustentável do que a anterior”. Turismo e petróleo “Em 2004 visitaram Cuba dois milhões de turistas. Não há turismo proveniente dos EUA, pois a Casa Branca o proíbe. Recebemos gente da América Latina, da Europa e do Canadá, principalmente. Temos belas praias, história, uma população amistosa e uma situação de saúde e segurança pública invejáveis. Além do turismo, tivemos recentemente notícias promissoras. Descobrimos mais petróleo. No início dos anos 1990, Cuba produzia 5% do que consumia e comprávamos o resto no mercado internacional a preços muito altos. Só tivemos algum alívio com o tratado firmado com a Venezuela. Nosso problema é que quase toda a geração de eletricidade da Ilha é feita por termelétricas, movidas a petróleo. Hoje estamos próximos de produzir cerca da metade do que consumimos”. A economia do dólar “Começa também a melhorar a situação da população. Aumentamos o salário mínimo, as aposentadorias e eliminamos a circulação do dólar. Com o turismo, a penetração da moeda dos EUA criou uma economia paralela e tivemos, durante alguns anos, de aceitar uma paulatina dolarização da economia. Há pouco tempo, eliminamos o dólar com a criação do peso conversível. Acabamos com uma manobra do governo estadunidense, no terreno monetário, que poderia golpear Cuba. Assim, recuperamos a soberania monetária e revalorizamos o peso”. A integração com a América Latina “Há 10 anos, falar em integração de Cuba com a América Latina equivalia a pensar em algo distante. Durante anos, a proposta dominante foi a da Alca, a integração do continente aos Estados Unidos, na condição de apêndice subordinado. Ela encontrou muitas resistências. A data marcada para que entrasse em vigor era janeiro de 2005. A data passou e não há Alca no horizonte. Temos agora a proposta do presidente Hugo Chávez, da Alba, a Alternativa Bolivariana para as Américas, possível de ser concretizada, por uma certa unidade histórica, cultural e lingüística. Isso é positivo, pois precisamos pensar numa integração que não seja apenas comercial”. O que é integrar? “Durante muito tempo, integrar era sinônimo de comercializar. Na verdade, o que crescia era o comércio entre as filiais das transnacionais aqui instaladas, o que não correspondia a uma integração real.

Escrito por christian theodore às 12h54
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   O Peru começa a se rebelar também com a política neoliberal

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Escrito por christian theodore às 12h48
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   Bolíva avante!

Movimentos sociais analisam nova conjuntura O líder oposicionista, Evo Morales, do Movimento ao Socialismo (MAS), manifestou-se nesta sexta favorável a uma trégua nos protestos para que se possa discutir com Rodríguez a implementação do processo eleitoral e da convocação da Assembléia Nacional Constituinte. Nesta sexta-feira, as organizações sociais que lideram os protestos iniciaram uma série de reuniões para definir como se dará o prosseguimento das mobilizações que paralisaram o país em defesa da nacionalização dos hidrocarbonetos e da convocação de uma Constituinte. O dirigente camponês Moisés Torres resumiu: “Não conseguimos nossa demanda principal que é a Lei de Convocação da Assembléia Constituinte, mas obtivemos uma vitória política ao impedir que Hormando Vaca Diez ou Mario Cosío assumissem a presidência da Bolívia”. Os camponeses que tomaram os poços petroleiros em Santa Cruz de la Sierra estão avaliando a nova situação, o mesmo ocorrendo com os dirigentes de El Alto, a cidade ao lado de La Paz que é um dos principais focos da rebelião. Segundo o jornalista e analista político boliviano, Hugo Moldiz Mercado, a embaixada dos Estados Unidos e os partidos conservadores que sustentaram o governo do ex-presidente Gonzalo Sánchez de Lozada, deposto em outubro de 2003, foram os grandes derrotados com a indicação de Rodríguez. Eles apostavam todas suas fichas na alternativa Vaca Diez. A desistência do presidente do Senado e do presidente da Câmara, Mario Cossio, assinalou Mercado, foi resultado direto das intensas mobilizações de rua dos últimos dias. Dirigentes dos partidos conservadores e representantes da embaixada dos EUA interpretaram o resultado como um complô patrocinado pelo presidente Carlos Mesa e por Evo Morales. A interferência da embaixada dos EUA na crise foi denunciada na tarde de quinta-feira, quando um de seus assessores, Eduardo Sffeir, foi visto em Sucre junto com Mauricio Balcazar, homem próximo a Sanchez de Lozada, que atualmente vive refugiado nos EUA. Um cenário complexo A massiva oposição popular a Vaca Diez e Mario Cossio, assinalou ainda Hugo Mercado, teve grande impulso na quinta-feira, às vésperas do encontro do Congresso, inclusive nas áreas rurais do departamento de Santa Cruz, onde residem os setores oligárquicos mais importantes do país. A expectativa, registrou o analista, é que a indicação de Rodríguez como presidente da República baixe os níveis de tensão no país, mas isso ainda depende da decisão dos setores mais radicalizados que defendem a nacionalização do petróleo e a convocação da Constituinte. Nesta sexta, Rodríguez chegou a La Paz onde foi recebido por Carlos Mesa. A transição de governo ocorre no momento em que a capital boliviana está paralisada pela escassez de combustíveis e de alimentos. Em El Alto, a Federação de Juntas Vicinais chamou uma reunião ampliada para analisar a nova situação e decidir os próximos passos do movimento. O fim de semana deve ser marcado por muitas reuniões e articulações. Rodríguez terá agora a difícil tarefa de organizar um gabinete de ministros para um governo que deve ser curto, de alguns meses apenas. As eleições presidenciais devem ser convocadas ainda para este ano. Ainda não está definido se elas serão acompanhadas por uma eleição para uma Assembléia Constituinte, como defendem os partidos de oposição e os movimentos sociais. Evo Morales é um dos principais interessados nesta decisão. O jornalista alemão Gerhard Dilger, radicado em Porto Alegre e que acaba de voltar da Bolívia, disse à Carta Maior que as chances de Morales ser eleito presidente são pequenas nas atuais regras do sistema eleitoral boliviano, onde a decisão final depende do Congresso. Seria preciso que o atual Congresso dissolvesse a si mesmo e aceitasse a abertura de um processo constituinte para mudar as atuais regras do jogo. Por outro lado, assinalou Dilger, nos dias que correm tudo pode acontecer na Bolívia. Oligarquias contra o muro Entre os cenários possíveis, uma tentativa de golpe de Estado patrocinada pelos setores oligárquicos conservadores não está descartada, o que poderia levar o país para uma guerra civil. Na quinta-feira, Evo Morales denunciou que o governo dos EUA, empresas transnacionais do setor petrolífero e partidos políticos conservadores pretendem consumar um golpe de Estado com características fascistas e empossar Vaca Diez na presidência da República. A denúncia foi feita depois de uma inusitada coletiva de imprensa do Alto Comando Militar boliviano, onde oficiais afirmaram que apoiariam as decisões do Congresso. Segundo Morales, o governo dos EUA trabalhava para garantir a indicação do senador Vaca Diez na reunião do Congresso em Sucre, o que acabou não acontecendo. O dirigente do MAS também lembrou que, em março de 2005, após o primeiro pedido de renúncia de Mesa, começou no país uma campanha através dos meios de comunicação para criminalizar os movimentos sociais bolivianos. Neste mesmo período, relatou ainda Morales, três membros da Câmara de Indústria e Comércio de Santa Cruz de la Sierra viajaram aos Estados Unidos para uma reunião no Escritório de Segurança Hemisférica do governo norte-americano. O ex-presidente Gonzalo Sánchez de Lozada teria participado deste encontro. Nesta reunião, teria sido traçada uma estratégia de ofensiva contra o governo de Carlos Mesa e contra o MAS, relacionando o partido a uma suposta intervenção do governo de Hugo Chávez nos assuntos internos da Bolívia. O objetivo maior seria mesmo garantir com que Vaca Diez assumisse a presidência. Morales disse que os compromissos de Vaca Diez para ser presidente seriam a garantia de imunidade para soldados norte-americanos, evitar a abertura de um processo de responsabilidade contra Sánchez de Lozada e seus ministros, apoiar o referendo de autonomia defendido pelas oligarquias (especialmente em Santa Cruz de la Sierra), impedir a convocação de uma Assembléia Constituinte e aprovar uma Lei de Hidrocarbonetos que não seja prejudicial aos interesses das transnacionais do setor petrolífero. Ainda segundo a denúncia de Evo Morales, a planificação do golpe de Estado teria também como objetivos debilitar e acabar com o governo de Mesa, destruir as principais organizações sociais indígenas e campesinas e o MAS, e ainda demonstrar que, apesar de todos os erros dos últimos anos, o sistema democrático tradicional é o melhor caminho para o país. Essa estratégia teria sido bloqueada com a indicação de Rodríguez para a presidência, o que não significa que este totalmente derrotada. Na avaliação do MAS, a principal luta que ocorre agora na Bolívia é entre o povo e o império, entre os setores oligárquicos bolivianos e os povos indígenas e campesinos. E essa luta parece longe de acabar. O curto governo de Rodríguez servirá de palco nas próximas semanas para novos capítulos desse confronto. agência Carta maior

Escrito por christian theodore às 12h43
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   Bolívia: A caminho da democracia

NOS ANDES Oligarquias e EUA sofrem derrota na Bolívia, mas crise está longe do fim Indicação do presidente da Suprema Corte, Eduardo Rodríguez, para substituir o demissionário Carlos Mesa representou uma derrota para os partidos conservadores e para o governo dos EUA, que defendiam o nome do senador Vaca Díez. Agora, movimentos populares querem convocação de Constituinte. Marco Aurélio Weissheimer 10/06/2005 Porto Alegre - O Congresso da Bolívia aceitou, quinta-feira (9) à noite, a renúncia do presidente Carlos Mesa e indicou o presidente da Suprema Corte de Justiça, Eduardo Rodríguez, como o novo presidente do país. Em seu primeiro pronunciamento, Rodríguez anunciou que pretende antecipar a eleição presidencial. A decisão foi tomada por unanimidade pelos parlamentares em uma sessão emergencial. Os dois primeiros nomes na linha sucessória, o presidente do Congresso, Hormando Vaca Díez, e o presidente da Câmara dos Deputados, Mario Cossío, renunciaram à postulação de ocupar a cadeira presidencial. A sessão emergencial do Congresso chegou a ser suspensa em razão dos protestos populares na cidade de Sucre, capital constitucional do país, após a morte de um manifestante em confronto com a polícia. A capital La Paz segue cercada há mais de três semanas por manifestantes que exigem a nacionalização do petróleo e do gás, principais riquezas do país. Eduardo Rodríguez não fixou data para a nova eleição, mas a Constituição boliviana prevê que, nestas circunstâncias, ela deve ser realizada em um prazo de seis meses. O novo presidente também prometeu discutir com os movimentos que lideram os protestos suas reivindicações de nacionalização da produção e exploração de petróleo e gás e convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte. Quinto presidente a assumir o governo da Bolívia nos últimos quatros anos, Rodríguez pediu uma trégua aos manifestantes para encaminhar o processo eleitoral. Ele também manifestou apoio à reivindicação de recuperar a propriedade nacional dos combustíveis, conforme prevê a Constituição do país, prometendo executar a norma complementar à Lei de Hidrocarbonetos que deve ser sancionada pelo Parlamento. Ressaltou, porém, que o tema da nacionalização dos campos de gás e de petróleo depende de uma resolução do Congresso. Movimentos sociais. Agência Carta Maior

Escrito por christian theodore às 12h42
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   Educação como bem público

da UNESCO em 1998, e à III reunião das Universidades Públicas Ibero-Americanas, realizada em Porto Alegre em 2002, lembrando que ambos os encontros ratificaram esta posição. O ministro da educação criticou o processo em curso na OMC, afirmando que a liberalização mundial ameaça “uma série de mecanismos econômicos, institucionais e políticos que antes podiam ser usados pelos Governos para fortalecer o desenvolvimento nacional”. Com isso, segundo Genro, os países ricos buscam enfraquecer nos países em desenvolvimentos os mesmos instrumentos e políticas que por eles foram utilizadas historicamente. “A negociação de setores estratégicos significa renunciar ao direito soberano de regulamentar tais setores, portanto, é crucial evitar que os setores sensíveis como educação, saúde, comunicações e mesmo o setor financeiro sofram danos irreversíveis na capacidade de regulamentação do estado”, defendeu. Para Tarso, o que está em jogo é o acesso ao nosso “pujante mercado nacional”, cobiçado pelas principais potências mundiais, e o desafio de manter uma competência reguladora do Estado brasileiro. Ele afirmou que o MEC tem sublinhado, dentro das discussões do Governo em relação ao GATS, sua resistência ao tratamento da educação no mesmo patamar de outros bens e serviços comercializáveis. “Na esfera de serviços, é fundamental que o Brasil limite sua disposição de liberalizar o comércio a apenas alguns setores, de forma a preservar a capacidade de regulamentação em áreas estratégicas”, comentou. O ministro explicou que países grandes, principalmente os que desenvolveram a educação pública nas últimas décadas a partir da ideologia do capitalismo do bem estar social, hoje dispõem de uma sobra de estrutura material e humana que precisa ser aproveitada. “Na Espanha, houve um crescimento das vagas do sistema público de 40% que hoje está ocioso, eles não podem perder os recursos investidos”, analisou. Para Ernesto Henrique Fraga, do MRE, a decisão do Governo Brasileiro retrata a sensibilidade com as posições manifestadas tanto por órgãos internos do próprio governo quanto por entidades da sociedade civil organizada. Hoje a educação já está no GATS. Para efeitos do acordo, o setor é classificado em cinco categorias: primário, secundário, superior, ensino para adultos e outros serviços de ensino. Na rodada de Doha foram incluídas a educação superior e de adultos. A liberalização pode se dar em quatro modalidades. Na primeira, estão previstos fornecimento de serviços através de fronteiras, como o envio de produtos (cursos, aulas, materiais) de uma nação a outra, o que pode ser feito hoje por meio da internet sem necessidade de deslocamento tanto de provedores quanto de consumidores. É o caso da educação à distância, que pode ser oficializada como modalidade educacional se aprovado o projeto de reforma do ensino superior do MEC. Na segunda modalidade de liberalização, o acordo prevê o comércio a partir do translado do consumidor para receber o produto fora do país, a chamada mobilidade acadêmica. Este é hoje o nicho mais importante do mercado mundial em razão da situação já citada de espaço ocioso em instituições de ensino superior de países ricos. Atualmente é grande a quantidade de estudantes que fazem cursos no exterior, mas o reconhecimento dos diplomas e certificados ainda é rigorosa. Na proposta de reforma universitária do governo, as instituições privadas passam também a ter esta prerrogativa, o que deve incentivar a mobilidade acadêmica. Através da terceira, o GATS permite a instalação de filiais e franquias de escolas estrangeiras dentro do País ou acordos de associação de instituições. Um exemplo seria se uma universidade brasileira fizesse um acordo com Harvard e receberia o “selo Harvard de qualidade”, qualificação que poderia passar a ser vendida por universidades de grande prestígio internacional. Embora a posição do Brasil seja contrária à liberalização total, o anteprojeto da reforma do ensino superior do MEC permite até 30% de presença de investimentos estrangeiros em instituições privadas brasileiras. Para alguns movimentos da área de educação, este limite tende a ser suprimido ou aumentado durante a tramitação da proposta no Congresso. A última modalidade prevê a presença no país de agentes fornecedores do serviço, medida que possibilita a atuação livre de representantes das empresas do país provedor. Um exemplo seria a vinda de professor durante determinado período, a figura do professor visitante, para ministrar cursos e disciplinas que seriam pagos ou pelos alunos ou pela instituição. Entidades apóiam A representante da ANDIFES, Ana Lúcia Gazzola, parabenizou a posição brasileira se dizendo “um pouco mais otimista” mas ainda receosa pois a pressão no âmbito mundial ainda continua forte. “Temos de separar internacionalização solidária de globalização predatória”, defendeu. Gazzola apontou para o perigo de uma outra tática. Segundo a professora, há um discurso para que a educação seja reconhecida como bem público GLOBAL, passando a ser regulada pela UNESCO. Ela informou que uma mobilização operada principalmente dos países em desenvolvimento garantiu a retirada deste item da resolução da conferência Paris + 5, realizada em 2003 pela UNESCO para atualizar as conclusões da Declaração Mundial sobre Educação Superior no Século XXI. Mas ressaltou que é preciso atenção a esta movimentação para combatê-la duramente. Para Fabiana Costa, vice-presidente da UNE, é importante lembrar nesta discussão que a defesa da educação superior passa por um “novo projeto de país”. “Temos o desafio de resistir às ofensivas que visam mercantilizar a educação redefinir o papel do ensino superior no País”, afirmou. Oportunidades e riscos Em seu discurso, Tarso Genro não descartou totalmente o comércio de serviços educacionais. Segundo o ministro, o Brasil deve observar a possibilidade de, por meio de acordos bilaterais, garantir cooperação em que o país possa ter ganhos comerciais com ações como a exportação de serviços e produtos educacionais, abertura de filiais de IES no exterior e o estímulo à ida de professores para ministrar cursos. “É possível que o Brasil descubra importantes oportunidades de negociação caso a caso, em setores de nosso interesse, tendo em vista a possibilidade de aumentar o intercâmbio acadêmico, bem como a recepção e oferta de serviços educacionais no País”, disse. Para Fátima Mello, da Rede Brasileira de Integração dos Povos (REBRIP), a posição do ministro deve ser tratada com cuidado, pois as razões que levam o Brasil a proteger seus mercados justificam também que não seja exigida a abertura de outros mercados mais frágeis. “O que não queremos que façam com a gente não podemos fazer com os outros”, afirma. Para Mello, há riscos de o Governo sofrer pressões e recuar da posição atual para obter ganhos em outros serviços ou produtos que considera prioritários. Ela avalia que o ambiente de negociação é permeado por ameaças de retaliação e sanções. “A busca pela ampliação dos mercados consumidores para produtos agrícolas dentro da OMC, prioridade do Governo, pode fazer o Brasil negociar alguns serviços estratégicos, como é o caso da educação”, analisa. agência Carta Maior

Escrito por christian theodore às 12h36
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   Educação como bem público

BEM PÚBLICO Educação não será incluída em acordo da OMC, diz Governo MEC e Itamaraty divulgam pela primeira vez decisão contrária à inclusão da educação na lista de serviços comercializáveis que será negociada junto à OMC. Entidades de classe comemoram. Desafio será resistir à pressão dos países ricos. Jonas Valente 08/06/2005 Brasília - A reunião que criou a Organização Mundial do Comércio (OMC), realizada no Uruguai em 1994, também instituiu o Acordo Geral sobre Comércio de Serviços, GATS, que a partir de então passou a disciplinar regras para o comércio de toda sorte de serviços, sem exceção. O processo se deu na esteira do Consenso de Washington, acordo que materializou o programa da maioria dos países ricos para a gestão do atual estágio do capitalismo, o neoliberalismo. A proposta era que, sob as regras do GATS, os países progressivamente passassem a abrir mão da regulação de serviços do bem estar social até então considerados essenciais na lógica do capitalismo, como educação, saúde, cultura e meio ambiente, em prol da liberalização dos mercados. Mesmo com episódios como as crises do México em 1994, Brasil em 1998 e Argentina em 2001, conseqüências da aplicação da cartilha do Consenso de Washington, os países ricos, (principalmente Estados Unidos e União Européia) passaram a intensificar na OMC a pressão pela liberalização de serviços que hoje são monopólio do Estado, como é o caso da educação. Mesmo antes da rodada de Doha (iniciada em 2000), que oficializou a educação como um dos itens passíveis de comercialização, o secretariado da organização já havia inserido o tema na lista. Apesar de não ter havido pedido formal por parte de nenhum Estado Membro da OMC para que o Brasil abrisse o mercado este setor, países exportadores de produtos educacionais como EUA, Reino Unido, Austrália, Itália e Canadá vêm pressionando o Brasil e outros países pela liberalização deste setor. Trata-se de um mercado lucrativo, que movimenta hoje cerca de 30 bilhões de dólares. Foi para debater a posição do Brasil frente a esta conjuntura que a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados realizou terça-feira audiência que teve a participação do ministro da educação, Tarso Genro, e representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE), da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) e da União Nacional dos Estudantes (UNE). No encontro, Tarso Genro e o representante do MRE, Ernesto Henrique Fraga, afirmaram pela primeira vez publicamente a posição do Governo Brasileiro de não incluir a educação na lista de serviços a serem ofertados para o GATS. Educação como bem público Tarso criticou a possibilidade da entrada da educação em qualquer acordo comercial. Ele declarou que o Brasil considera a educação como um direito e um bem público, “e não uma mercadoria ou serviço comercializável, sujeito às leis do mercado”. “Educação é um patrimônio público fundamental para a consolidação da identidade nacional e fator de base para o desenvolvimento sócio-econômico”, disse. Genro fez referência à Declaração Mundial sobre Educação Superior no Século XXI, adotada pelos estados membros da UNESCO em 1998, e à III reunião das Universidades Públicas Ibero-Americanas, realizada em Porto Alegre em 2002, lembrando que ambos os encontros ratificaram esta posição. O ministro da educação criticou o processo em curso na OMC, afirmando que a liberalização mundial ameaça “uma série de mecanismos econômicos, institucionais e políticos que antes podiam ser usados pelos Governos para fortalecer o desenvolvimento nacional”. Com isso, segundo Genro, os países ricos buscam enfraquecer nos países em desenvolvimentos os mesmos instrumentos e políticas que por eles foram utilizadas historicamente. “A negociação de setores estratégicos significa renunciar ao direito soberano de regulamentar tais setores, portanto, é crucial evitar que os setores sensíveis como educação, saúde, comunicações e mesmo o setor financeiro sofram danos irreversíveis na capacidade de regulamentação do estado”, defendeu. Para Tarso, o que está em jogo é o acesso ao nosso “pujante mercado nacional”, cobiçado pelas principais potências mundiais, e o desafio de manter uma competência reguladora do Estado brasileiro. Ele afirmou que o MEC tem sublinhado, dentro das discussões do Governo em relação ao GATS, sua resistência ao tratamento da educação no mesmo patamar de outros bens e serviços comercializáveis. “Na esfera de serviços, é fundamental que o Brasil limite sua disposição de liberalizar o comércio a apenas alguns setores, de forma a preservar a capacidade de regulamentação em áreas estratégicas”, comentou. Agência Carta Maior

Escrito por christian theodore às 12h34
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   Os políticos brasileiros

A história natural dos governantes brasileiros A atual administração não muda as coisas porque não quer mudar, porque não pode mudar - ou está seguindo uma estratégia tipo um passo atrás, dois à frente? Moacyr Scliar A vida de um governante brasileiro sinceramente determinado a melhorar seu país (ou seu Estado, ou sua cidade) segue um curso até agora previsível. Uma história natural, para usar a expressão que o grande filósofo da ciência, Francis Bacon, consagrou no século 17. Esta história abrange três fases. A primeira fase, pontilhada por expressões do tipo "é uma barbaridade", é a da indignação. É uma barbaridade faltarem coisas tão básicas para o povo. É uma barbaridade o que se rouba. É uma barbaridade essa fila. A isto o governante, em geral recém-empossado no cargo, reage de imediato: afinal, ele (ela) tem o poder nas mãos. É só exercê-lo. Isso é o que ele (ela) acha. Porque aí vem a segunda fase, que é a da perplexidade. Para sua surpresa, para sua consternação, para sua indignação, para seu horror, o governante descobre que não é bem assim. Existem certas disposições legais que... Existem certos acordos políticos que... Existem certos interesses poderosos que... Disposições legais, acordos políticos e interesses poderosos se configuram como muralha impossível de ultrapassar. Vem então a terceira fase, cujos característicos variarão. Em alguns casos é a fase da inconformidade e até da revolta; uma revolta que pode inclusive culminar com a demissão (mas isto, convenhamos, é raro). Em outros casos, é a fase da resignada (ou sábia; o qualificativo vocês escolhem) insistência: se não dá para fazer desse jeito, vamos ver de que jeito pode ser feito. Às vezes é a fase do conformismo: paciência, a vida é assim mesmo. E pode ser também a fase do relaxa-e-goza: já que não dá pra mudar as coisas, vamos desfrutar delas. E aí dê-lhe mordomia. Todas estas coisas servirão para municiar a oposição. Que, do palanque, ganhará as eleições. Novos governantes, um novo ciclo. A história, natural ou não, se repete. Recentemente participei de um debate com Zuenir Ventura, no qual o grande jornalista expressava sua decepção com o governo Lula. Pergunta: em que fase se encontra a atual administração? Ela não muda as coisas porque não quer mudar, porque não pode mudar - ou está seguindo uma estratégia tipo um passo atrás, dois à frente? O futuro, e não se trata de um futuro longínquo, dirá. Mas uma coisa pode-se afirmar: não há por que perder a esperança. O ciclo antes descrito é em realidade uma espiral. Vamos trocando de patamar; as pessoas mostram-se mais informadas, mais motivadas, mais dispostas a mudar. O peso de um passado reacionário e corrupto tenta puxá-las para baixo, mas, apesar disso, o Brasil sobe. Como veterano brasileiro, não tenho dúvida em afirmar: chegaremos lá. Anteriores Escolha um Comparações amorosas Nota sobre a Pinacoteca Como vai, como vai, como vai? O que as vozes das derrotas nos dizem Reunião O Rei Roberto Carlos e a ditadura militar no Brasil A melhor música do mundo América e a realidade Vaticano, Wojtyla e o voto O golpe de 1964 e a obra de Erico Verissimo Por que, durante os últimos 200 anos, Hans Christian Andersen é um dos artífices das lições contra a desigualdade e a intolerância Assunto de homem? Que papéis um centro cultural exerce para o desenvolvimento do povo de uma cidade? Entrevista exclusiva - Chico Anysio fala sério O aprendizado de Lenny Kravitz Hip-Hop: a nova vítima da indústria cultural Acabou o Carnaval, graças a deus! FÓRUM SOCIAL MUNDIAL -A esperança persiste Boa Nova Meu ídolo, meu guru, meu amigo Will Eisner ENTREVISTA - Moacyr Scliar Béjart e a infância Celso Furtado - um grande brasileiro Cultura e Resistência Os cem mais O mito do gauchismo-pardal Fernando Sabino: a falta que ele nos faz Sobre festejar a cultura gaúcha A cavalo na verdade Chile: Escritora Serrano diz que democracia não está ameaçada Em tempo de eleições, é bom ler Machado de Assis A Disneylandia de bombachas Há mostras no Festival do Rio Um século interminável: Olga O que vi na escuridão da noite Olga e suas irmãs Rostos restos risos Propaganda política O hino em controvérsia Charly Garcia não consegue libertar-se de seu estigma de roqueiro junkie Góticos de Peso O elogio da madrasta O vencedor Flip 2004 - uma descobertura bem pessoal Todos querem ser brasileiros Fragmentos da Utopia no século XX: Pablo Neruda Confusões literárias Ainda vale a pena Bombas, bombinhas, bombículas O modo imbecil de estar no mundo Carta Maior

Escrito por christian theodore às 12h00
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   Castidade nos tempos atuais!

Domingo, 12 de Junho de 2005 Campanha pela castidade -------------------------------------------------------------------------------- Casais do Movimento Pró-Vida e Pró-Família aproveitaram a data para uma campanha pela castidade até o casamento. Segundo os idealizadores do movimento, os sexólogos Marco e Susy Araújo, o trabalho é uma contrapartida à campanha do Sexo Seguro, lançada pelo governo, que distribui preservativos. Susy explica que os jovens precisam voltar a acreditar nos valores da família e no casamento. Ela conta que em países do primeiro mundo, como Estados Unidos e Inglaterra, o governo investe em um novo tipo de educação sexual nas escolas. "Cerca de 30% das escolas americanas recebem recursos do governo para incentivar a abstinência sexual antes do casamento", diz. interSegundo ela, o problema não é simplesmente a perda da virgindade, mas a falta de compromisso com que os jovens tratam o tema e as conseqüências na fase adulta. O movimento, apesar de ter ideais católicos, independe de religião. O principal objetivo deles é o resgate da família. A sexóloga conta que no seu consultório recebe casais com problemas sexuais, porque já perderam o diálogo e não sabem o que é namorar. "O jovem se precipita e avança para o sexo. Ele perde com isso", garante. jornal de brasília.

Escrito por christian theodore às 11h49
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   O tal do Ortiz era assim com o PCC e o Comando Vermelho!

FRANCISCO STUCKERT Por Luís Augusto Gomes Domingo, 12 de Junho de 2005 Gravações ligam máfia ao crime organizado -------------------------------------------------------------------------------- Conversas entre Hélio Ortiz e facções criminosas como o PCC e Comando Vermelho estão com a Justiça Federal A quadrilha acusada de fraudar concursos para cargos públicos realizados pelo Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe), da Universidade de Brasília (UnB), pode ter envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho. Conversas telefônicas entre o homem apontado pela polícia como o cérebro da máfia dos concursos, Hélio Garcia Ortiz, 51 anos, técnico judiciário do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF), e líderes das duas facções criminosas foram gravadas pela polícia com autorização da Justiça. Mesmo com as gravações e a gravidade das acusações, a quadrilha não está mais presa desde a madrugada de sábado. A Polícia Civil do DF ainda não conseguiu digerir a liberdade concedida aos fraudadores. Procurado pela reportagem do Jornal de Brasília, o porta-voz da Polícia Civil, Miguel Lucena, disse apenas que no Brasil só fica preso "ladrão de galinha". A escuta indica que havia um suposto plano do grupo, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), para liberar o cantor de pagode Marcelo Pires Vieira, o Belo. A gravação é uma das peças do inquérito que foi transferido da 3ª Vara Criminal do TJDF para a 12ª Vara Federal, terça-feira. Belo foi condenado no final de dezembro de 2002 a seis anos de prisão por envolvimento em tráfico de droga e associação para o tráfico. O pagodeiro está preso no Rio de Janeiro. As suspeitas de envolvimento do cantor com traficantes surgiram a partir de escutas de conversas telefônicas, autorizadas pela Justiça, entre ele e o traficante Valdir Ferreira, o Vado, chefe da venda de drogas na Favela do Jacarezinho. Vado foi morto em agosto do ano passado, durante confronto com PMs da favela. Ele era ligado ao Comando Vermelho. EstratégiaA Divisão Especial de Combate ao Crime Organizado (Deco), da Polícia Civil, suspeita que líderes do PCC e do Comando Vermelho planejavam, com a influência de Ortiz, uma estratégia para libertar o pagodeiro. Segundo a polícia, Hélio Ortiz confessou ter colocado cerca de 40 servidores em tribunais, no Congresso Nacional e nas polícias Civil e Militar, por meio de fraude em seleções públicas. Entre esses, 16 funcionários do TJDF já foram identificados e estão afastados até que as investigações internas sejam concluídas. Um policial que trabalha nas investigações da máfia dos concursos públicos e pediu para não ter o nome revelado disse que a liberação de Belo só não ocorreu porque a Polícia Civil desarticulou o grupo dia 22 último, durante a realização do concurso para agente penitenciário federal. AbinO policial disse, também, que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) já havia alertado autoridades da Polícia Civil sobre a liberação da quadrilha de Hélio Ortiz. "Os fraudadores montaram uma operação para vencer a guerra travada com a polícia", diz. De acordo com o mesmo policial, a quadrilha do técnico judiciário contratou, num processo de engenharia que envolve pessoas influentes e poderosas, um ex-juiz para defendê-los. jornal de brasília.

Escrito por christian theodore às 11h42
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   Cristóvam e a educação

-------------------------------------------------------------------------------- Domingo, 12 de Junho de 2005 "Somos um País disperso" -------------------------------------------------------------------------------- O Brasil está disperso na questão do combate ao trabalho infantil, segundo Cristovam. Para ele, é preciso, em primeiro lugar, que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defina que "o trabalho infantil é inadmissível em um país decente do século 21". Para o senador, é necessário também que todos os brasileiros assumam o problema e, em seguida, que se defina um coordenador central para se ocupar exclusivamente do tema de erradicação do trabalho infantil. "Enquanto o problema estiver disperso, não será resolvido. Apenas teremos uma solução quando tivermos, no país, um encarregado central para resolver esse problema, e estabelecermos programas e metas de combate ao trabalho infantil", acredita Cristovam. Na opinião de Cristovam, não será possível melhorar a qualidade da educação básica no Brasil enquanto ela for uma preocupação apenas municipal ou estadual, porque muitas das prefeituras brasileiras e dos governos estaduais não têm condições de arcar com o custo de uma boa escola. jornal de brasília

Escrito por christian theodore às 11h40
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   Cristóvam defende a federalização da educação básica

-------------------------------------------------------------------------------- Domingo, 12 de Junho de 2005 Cristovam quer federalização da educação -------------------------------------------------------------------------------- O senador Cristovam Buarque (PT-DF) defende, na sessão especial para lembrar o Dia Mundial pela Erradicação do Trabalho Infantil, que não há muito o que comemorar até que o problema seja resolvido mundialmente. Autor do requerimento para a realização da sessão, Cristovam propôs, para o Brasil, a federalização da educação básica, a designação de um coordenador para se ocupar exclusivamente da erradicação do trabalho infantil e a complementação da Lei de Responsabilidade Fiscal com uma Lei de Responsabilidade Educacional. "Hoje, no Brasil, um prefeito que não paga os bancos fica inelegível, mas quando esse mesmo prefeito fecha escolas, nada acontece", ressaltou. Cristovam afirmou que a sessão tinha o objetivo de não passar despercebida a data para o Brasil. E lamentou que o país tenha dado o primeiro passo em tantas outras áreas, mas, no século passado, tenha ficado a dever muito em relação ao combate ao trabalho infantil. "Há, no mundo todo, cerca de 250 milhões de crianças que trabalham em vez de estudar", afirmou o senador. jornal de brasília

Escrito por christian theodore às 11h38
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   O Zé dirceu já admite cair fora da pasta!

Domingo, 12 de Junho de 2005 José Dirceu admite abrir mão da Casa Civil -------------------------------------------------------------------------------- Governo teme associação explícita do ministro com Delúbio e Waldomiro Com o agravamento da crise política, as pressões por sua saída numa reforma ministerial e a ação da oposição para tentar envolvê-lo nas denúncias de corrupção, o chefe da Casa Civil, José Dirceu, desabafou a amigos e aliados que está disposto a deixar o governo. E que deverá disputar a eleição de deputado ano que vem, diferentemente do que já havia decidido, para fazer sua defesa e defender o PT. O ministro não esconde o nervosismo e a mágoa com a falta de apoio: "Fui atacado. Não quero atrapalhar o governo, mas tenho que defender meu mandato e o partido. O PT tem que ser priorizado", disse. Quem conversou com Dirceu nos últimos dois dias ficou assustado com o abatimento demonstrado por ele. Na avaliação do ministro, há um movimento claro para tentar desestabilizar e desacreditar o PT. O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito avaliação semelhante. Em conversas mais reservadas, Lula tem dito que a presença de Dirceu na Casa Civil leva a crise para o Planalto. A amigos e auxiliares, o presidente manifestou seu incômodo com o fato de Dirceu e o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, terem virado fonte permanente de desgaste. Mas Lula e Dirceu devem construir uma saída negociada. reformaIsso poderia ser o pontapé da reforma ministerial mais ampla que Lula quer fazer para mostrar ação do governo diante da crise. Podem sair também o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o ministro da Previdência, Romero Jucá, ambos denunciados pelo Ministério Publico e investigados pelo Supremo Tribunal Federal. Também estão em situação crítica os ministros Aldo Rebelo (Coordenação Política), Olívio Dutra (Cidades) e Humberto Costa (Saúde). O governo teme uma associação mais explícita daqui para frente entre Dirceu, Delúbio e o ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz. O Planalto percebeu na oposição um discurso eficiente para colar no chefe da Casa Civil a paternidade das ações de Waldomiro, e de Delúbio. jornal de brasília

Escrito por christian theodore às 11h35
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   Marlyn Monroe - Tesão eterno!

Marilyn Monroe Há 97 anos nascia Norma Jeane Baker, o mito Marilyn Monroe. Ela passou pelo mundo como um meteoro. Sua vida foi curta e intensa. Casou-se pela primeira vez aos 16 anos com o vizinho Jimmy Dougberty de 21, o primeiro de seus três maridos. Carreira Marilyn não procurou ser atriz ou modelo. Ela foi descoberta por acaso enquanto trabalhava para uma fábrica de munições durante a 2ª Guerra Mundial. O fotógrafo David Conover encontrou Norma Jeane ao fazer fotos de mulheres para uma matéria sobre como elas contribuíam trabalhando para a guerra. A empatia com a câmera foi instantânea e a partir daí Marilyn conseguiu uma série de trabalhos por indicação de Conover. Foi esse o começo de sua promissora carreira. Enquanto tudo isso acontecia, Jimmy, o marido, estava na guerra e Marilyn teve liberdade para trabalhar como modelo fotográfico. Foi capa de várias revistas, mas com a volta de Jimmy ela teve que fazer a opção entre o casamento e a carreira, e obviamente como ele não era um "partidão", ela optou pela profissão. Cinema Após a separação, em junho de 1946, tudo aconteceu muito rápido. Norma Jeane foi contratada pela Twentieth Century Fox, em agosto, e adotou o nome artístico Marilyn. Nessa época ela inventou sua imagem, pintou os cabelos de louro, o baton vermelho (super out hoje em dia - a única que persiste com o estilo é Paloma Picasso) e as roupas ousadíssimas para a época que viraram suas marcas registradas. Quando se fala em sensualidade e sex apeal o nome de Marilyn é sempre lembrado. Há quem considere Marilyn a mulher mais sexy do século 20. Os Filmes • Os homens preferem as louras • Como se casar com um milionário • Bus stop • O pecado mora ao lado A Inesquecível • O vestido branco esvoaçante. • O ar sensual, com os olhos e a boca entreabertos. • Cantando happy birthday para o presidente Kennedy - trilha sonora presente em muitas comemorações de aniversário até hoje. • Declarando que dormia com apenas duas gotas de Chanel 5. • Retratada por Andy Wahrol. • O batom vermelho. Negócios É incrível como o fenômeno Marilyn, mais de 40 anos após a sua morte, produz até hoje cifras milionárias. Só no ano passado, segundo a Forbes, foram arrecadados US$ 8 milhões em publicidade e licenciamento. Essa renda é encaminhada para duas fundações: 75% para a que leva o nome de seu antigo professor de teatro, Lee Strasberg, e 25% para uma instituição psiquiátrica em Londres, pois Marilyn não tinha herdeiros. Com o sucesso arrebatador que fazia e se vivesse hoje, provavelmente Marilyn ganharia, por filme, o equivalente à renda obtida no ano passado pelas atrizes de prestígio e fama americanas da atualidade. Popularidade Marilyn foi a queridinha da América. Teve uma legião de fãs e admiradores por todo o mundo na década de 50. Atuou em 30 filmes e teve sua própria produtora. Ela chegou lá, se transformou de menina pobre que viveu a infância em orfanatos em estrela de cinema das mais bem sucedidas. Aliás, muitas atrizes ou personagens do show-bizz se miraram em Marilyn. Basta se lembrar da versátil e mutante Madonna numa de suas fases. A imagem de Marilyn é popular e democrática, estampa camisas, objetos de decoração, papéis, cartões postais e lá está ela presente em todo baile de fantasia ou de Carnaval - pelo menos uma. Se quisermos ver seus filmes ou escutar a sua voz, vídeos, DVDs e CDs de Marilyn estão disponíveis em lojas e no comércio eletrônico. O mito Marilyn continua povoando corações e mentes como exemplo de paixão, sensualidade, beleza e garra. É ela a eterna rainha do glamour americano. Maria Pia- JOrnal do Brasil [12/JUN/2005]

Escrito por christian theodore às 11h23
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   WC para mulheres

Banheiro de mulher Há certas vantagens na engenharia moderna, além da areia em demasia adicionada ao cimento. Não fosse pela pobreza do acabamento atual, com um reboco que não sustenta azulejo, o público masculino nunca teria acesso aos segredos de alcova que as mulheres insistem em partilhar apenas nos banheiros de bares e restaurantes. Louvadas sejam as paredes finas, os tetos de gesso ralo, que fazem dos mictórios verdadeiras caixas de ressonância. Nem se dê ao trabalho de imaginar a mais inconveniente das cenas, como se fosse necessário grudar os ouvidos na cerâmica para invadir as confissões do banheiro ao lado. Muito menos acredite que, no dia seguinte, haverá uma fila de pecadores redimidos na porta do confessionário. Elas falam sem o menor pudor, e alto. E nós ouvimos sem fazer força, e desprovidos de qualquer sentimento de culpa. É um prazer compartilhado, digamos assim. Creio que caberia, entretanto, uma tese sociológica para desvendar a razão de se procurar um ambiente tão inusitado para dividir revelações. Quem sabe, também, um estudo de cunho biológico, algo que mostrasse o motivo de tanto falatório. Deve ter alguma relação direta entre o relaxamento da bexiga e o desejo das mulheres de falar em profusão. Talvez os rins, em pleno funcionamento, provoquem nelas uma necessidade compulsiva de revelar segredos, comentar planos ou, apenas, arrotar análises estéticas. ''Vou dizer uma coisa, Zelda. Aquela sirigaita... aquela perua com a raiz do cabelo em petição de miséria, que tá debruçada no seu marido, vai levar uma bolacha até o fim da noite.'' Como são desunidas! É tanta informação que fica difícil dizer qual é o foco da ira - a tintura barata que desgrudou do fio de cabelo da rival, o comportamento oferecido da companheira de mesa ou a terapia em forma de luta de vale-tudo. ''Só podia ser uma aventureira de vinte e poucos anos.'' Tá explicado. Na quinta-feira passada, a porta de vidro jateado do Bar do Professor foi estéril na tentativa de abafar os sons e frases que vazavam do toalete feminino. Do Carmo e De Jesus, duas irmãs que perambulam na noite com a avidez de um ambulante chinês, despachavam assuntos familiares em meio a pias encardidas e vasos sanitários de pouco asseio. ''E aí, aquela vaca da Dolores ainda está perturbando o papai oferecendo os seios fartos? Ôô, cunhada vagabunda!'' Nessas horas, é melhor lavar as mãos. Literalmente, abrindo a torneira e deixando o barulho da água corrente sufocar o diálogo estritamente particular. Se possível, é claro, já que quanto mais dramático mais elas se exasperam e aumentam o volume. ''Fala sério, Do Carmo, se pelo menos aqueles peitos fossem originais. Aquela mulher deve ter mais plástico e silicone que embalagem de bombom.'' Como é duro descobrir o mote de um debate entre elas, se é a preservação de um genitor indefeso ou os mililitros de uma mama voluptuosa. Ontem foi mais grave. Na festa de um amigo, o Bacana. Banheiro apertado, pouco espaço, uma pia, uma única privada. Não dava para entrar duas de uma vez. Entraram três, uma com um total aspecto de cissiparidade, com carnes de sobra que permitiriam construir um outro ser. Um grande amigo, o Darse Júnior, pouco dado a eufemismos, diria sem rodeios se tratar de uma ''gorda''. Da porta, pelas frestas da madeira empenada, ele próprio testemunhou o ímpeto da gordinha em pedir a palavra. ''Aquele Fernando Henrique não sai do meu pé. Tá com um papo de fazer um rodízio com a picanha da minha perna, a maminha da barriga, a fraldinha do meu quadril. Até babou, o coitado.'' Quem estava de fora achou a conversa suculenta. Darse até pensou em colocar o espeto dele na história, mas achou melhor preservar o parceiro, que já havia proposto um exótico passeio gastronômico pelas curvas e redemoinhos da obesa. ''Vai fundo, Elzinha, destrói o sujeito e acaba com o noivado dele. Usa aquelas bolas que você comprou no sex shop'', sentenciou a amiga. Bem, a verdade é que os dois fugiram antes que Elzinha e as amigas acabassem o convescote regado a xixi. Nada de grave, partiram pra outra, sem cerimônia, e ainda informaram o dono da casa, sem o menor constrangimento, que a descarga havia emperrado e o Bom Ar, acabado. Pudera, foram ao banheiro outras seis vezes, dissecaram a história de outros 12 rapazes e descascaram a vida de uma dezena de convidadas. Bacana só não descobriu, até agora, quem deixou uma marca de batom no espelho e a frase ''ainda te pego''. Coisas de WC. jornal do brasil

Escrito por christian theodore às 11h21
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   POR QUE NO BRASIL SE ROUBA TANTO?

O Brasil perdeu a paciência com a corrupção Lancetado com vigor no epílogo da Era Collor, o tumor da corrupção institucionalizada não foi removido do organismo nacional. Despertou do sono curto e reparador já no governo de Itamar Franco. Nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, recuperou boa parte da musculatura perdida. Parece cada vez mais forte neste inquietante outono de 2005. Está claro que não foi suficiente lancetar o tumor. A hora, portanto, é da remoção cirúrgica. Basta de conversa fiada, chega de mentiras, basta de filigranas, chega de sofismas espertos. Em nenhuma época os corruptos que sempre infestaram o país exibiram tanta desfaçatez. Nunca os brasileiros puderam ver com tamanha nitidez o pântano dos ladrões federais. Dificilmente haverá momento mais adequado para a guerra de extermínio. Que os acusados de todos os governos sejam julgados sem demora. Se condenados, presos sem tardança. O país já não suporta ser humilhado pela procissão dos patifes impunes: lalaus, silveirinhas, malufs, nayas, cacciolas, waldomiros, jucás ou edmares afrontam a nação sobre andores escoltados por vampiros da saúde, prefeitos que furtam merendas e ladrões postais. Agora não dá mais. Levado ao canto do ringue, o Brasil saiu das cordas, paradoxalmente, depois de dois golpes quase simultâneos que anunciaram a iminência do nocaute. O primeiro foi a tentativa governista de evitar a CPI dos Correios. O segundo seria a cafajestagem criminosa chamada “mensalão”. “Se preciso, vamos cortar na carne”, prometeu Lula. É bom cumprir a promessa – e logo. Já deixou de defender Roberto Jefferson. É bom parar de solidarizar- se com gente como Romero Jucá, recitando que todos são inocentes até prova em contrário. Sobram evidências contra Jucá. Presidente que só demite ministros depois de presos não merece ter renovado o voto de confiança. E o Brasil precisa ser poupado da discurseira dos advogados de delinqüentes de estimação. José Genoino, José Dirceu, João Paulo Cunha, Aldo Rebelo, Aloizio Mercadante: algumas horas de silêncio, por caridade. E que falem os políticos honestos (não são poucos) silenciados pelo corporativismo ou por conveniências. Eles sabem bastante. Sabiam dos horrores divulgados pelo JB em setembro e agora confirmados por Jefferson. É hora de falar. Delúbio Soares, tesoureiro do PT, comprou votos de deputados. Quanto e com quem gastou? Conseguiu o dinheiro no PT, abastecido por contribuições dos ocupantes de cargos de confiança, ou no governo? Sabe-se que a deputada Raquel Teixeira (PSDB-GO) recusou o “mensalão”. Quem fez a proposta? Outros aceitaram. Quem são? A nação quer saber o que houve e o que há. Que as respostas não tardem. Esperamos demais. JORNAL DO BRASIL.

Escrito por christian theodore às 11h03
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   O PT no divã: Devemos voltar às origens ou continuamos com as más companhias?

Os incômodos aliados do Planalto Paulo de Tarso Lyra BRASÍLIA - O agravamento da crise política reacendeu o dilema que aflige os partidos de esquerda desde que Luiz Inácio Lula da Silva se elegeu em 2003: como governar sem o apoio dos aliados de direita, não-ideológicos - ou pejorativamente chamados de fisiológicos? As denúncias e suspeitas de corrupção envolvendo PP, PL e PTB tumultuaram ainda mais a dúvida shakesperiana do Executivo : é hora de o governo destruir a ampla aliança, trazer o PMDB para mais perto e governar apenas com os aliados históricos? Ou é impossível aprovar os projetos de interesse do Executivo sem a ajuda dos conservadores? O depoimento do presidente nacional do PTB, deputado Roberto Jefferson (RJ), marcado para esta terça no Conselho de Ética, poderá ser um divisor de águas neste processo. Jefferson promete munição para explodir o PP e o PL de uma só vez. Um cardeal petista, em tom hiperbólico, afirma que poderemos estar diante de uma nova ''Noite de São Bartolomeu'', numa alusão à degola de três mil protestantes por líderes católicos franceses, em 24 de agosto de 1572. Neste cenário de guerra, os três partidos saíram fracos o suficiente para não impor nada ao governo. A incerteza sobre o tamanho do estrago que Jefferson pode causar, contudo, não permite que os atores políticos dimensionem com exatidão o que vem pela frente. Certo é que os esforços para uma rearrumação da bancada governista, buscando torná-la mais homogênea e coesa, já começaram. - É fundamental que o governo supere este momento definindo quem efetivamente o apóia. Se for necessário termos uma base mais reduzida, mas fiel, teremos que optar por esse caminho - defendeu o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP). Setores do Planalto já se movimentam neste sentido. Como adiantou o Jornal do Brasil na edição da última quinta-feira, está em gestação uma ampla reforma ministerial, remanejando alguns titulares, exonerando outros, para dar maior eficiência administrativa à Esplanada. As mexidas também visam valorizar o PMDB, que dividiria a hegemonia da bancada governista com o PT. Mas a estratégia não é vista como solução por todos. - Não podemos ficar reféns do PMDB. Eles também não vivem em um paraíso angelical - alertou um assessor palaciano. O governo acaba ficando espremido na aritmética parlamentar. Somando o PMDB, o PT e os demais aliados de esquerda - contando com a possibilidade de trazer de volta PPS, PDT e PV - Lula contaria com pouco mais de 200 parlamentares, número insuficiente para abrir uma sessão deliberativa no Legislativo. - A verdade é cruel: precisamos ter uma base de 300 deputados, para contarmos com 260 no momento necessário - acrescentou um governista. O líder do PP na Câmara, José Janene (PR), disparou sua metralhadora giratória, afirmando que só pode ser taxado de fisiológico quem tem cargos no governo. Afirma que seu partido não nomeou ninguém na Esplanada, situação bem diferente dos tempos de Fernando Henrique Cardoso, quando a legenda comandava as pastas do Trabalho (Francisco Dornelles) e Agricultura (Pratini de Morais). - Podem até falar mal do PTB, que está no governo e do PL, que é governo. Nós não. Somos independentes, votamos de acordo com as nossas crenças - jura Janene. Se coloca petebistas e liberais na berlinda, Janene não poupa os petistas que defendem o rompimento do Executivo com os partidos de direita. Para Janene, esse conjunto de ''línguas pretas'' que se dizem ideológicos representam um freio para o desenvolvimento do país. - Se o Lula escutar tudo o que eles têm a dizer e propor, vamos ver onde esse país vai parar - atacou. O vice-líder do governo na Câmara, Beto Albuquerque (RS), que provocou um terremoto ao dizer que os aliados infiéis deveriam ser ''exilados na Sibéria'', amenizou um pouco o discurso nesta semana. Segundo ele, é preciso sim, premiar quem vota com o governo e punir os dissidentes. Mas isso não significa cortar partidos da aliança, apenas deixar claro com quem o governo pode contar em cada legenda. - Esse é um momento de crise no qual não podemos ficar condenando indiscriminadamente ninguém. Mas temos que qualificar a nossa relação com quem deseja nos apoiar - defendeu Beto. jornal do brasil.

Escrito por christian theodore às 10h57
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   Ou transformamos nossas leis ou viramos suco!

Choque ético contra o descrédito Parlamentares e movimentos sociais se unem para moralizar práticas políticas e prevenir ameaças à democracia Israel Tabak Um pacto nacional para aplicar um choque ético na política e assim resguardar a estabilidade democrática. Parlamentares da situação, da oposição e representantes de movimentos sociais convergem na idéia de que, acima dos antagonismos eleitorais, é necessário um entendimento de alto nível, para evitar o descrédito dos políticos e eventuais ameaças autoritárias. No Congresso, se intensificam as conversas entre representantes de diversos partidos, que se concentram em torno da urgência da reforma política e da necessidade de motivar o governo a tomar medidas específicas para evitar novas crises geradas por denúncias de corrupção. No front das ruas, O Movimento Nacional contra a Corrupção Eleitoral quer reviver, em moldes atualizados, a campanha pela ética na política, que se fez presente na década de 90 , em episódios como a renúncia de Fernando Collor e dos anões do Orçamento. A idéia é difundir para toda a sociedade - sobretudo para as camadas mais pobres - o princípio de que é preciso combater, nas diversas esferas de poder, os costumes políticos viciados. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ)) vem mantendo contatos com políticos da situação e oposição, com o objetivo de formar um pacto suprapartidário para tentar moralizar a vida política e assim preservar as instituições democráticas. Um dos fundadores de um movimento pela credibilidade do Parlamento, o deputado Chico Alencar (PT-RJ) concorda que o momento é delicado, com o risco de o descrédito da atividade política ser explorada por gente saudosa dos tempos autoritários. Para isso - opina - são necessárias medidas duras e nítidas do governo para prevenir práticas condenáveis. - Caso contrário é melhor nem governar, para não ficar refém de práticas que a sociedade repudia - avalia. Na visão de Biscaia, é nefasto aproveitar a crise para antecipar a disputa eleitoral, o que pode agravar o ainda mais o quadro e trazer o risco de instabilidade institucional. - Esse pacto político, acima de conveniências eleitorais, tem que vigorar para votar projetos que são de interesse do país, além de investigar a fundo os casos de corrupção. Para Biscaia, este também é o momento do ''choque ético'' dentro do próprio PT. - Parlamentares de todas as tendências do partido se mostram preocupados com a situação e se sentem constrangidos quando são cobrados pelos eleitores. O deputado fluminense tem conversado com ''homens de bem'' de vários partidos e vem sentindo o mesmo interesse em evitar que a crise ponha em risco a normalidade democrática. - Outro dia o senador Eduardo Azeredo, presidente do PSDB, me telefonou preocupado em acelerar a reforma política. Este é um dos projetos fundamentais. O presidente da CCJ comenta que, até agora, pareceu existir um temor do governo em não desagradar os partidos aliados que se opõem à reforma. O relacionamento com os aliados, um dos focos da crise, provoca questionamentos: - É inaceitável fazer acordos com políticos de condutas imprevisíveis. Isso não ajuda a governabilidade. O que precisamos é firmar alianças com pessoas, dentro dos partidos, que tenham princípios e valores. O parlamentar também considera inadmisível fazer alianças negociando cargos nas estatais, em áreas técnicas. Condena, além disso, ''os pacotes prontos'', apresentados pelos partidos da base de apoio, onde o projeto de loteamento de cargos já está definido, com destaque, por exemplo, para áreas delicadas, como as de fiscalização e compras. Outra providência urgente, segundo Biscaia, é aumentar o rigor na checagem dos nomes indicados para cargos executivos, e assim prevenir problemas de conduta e gestão. Isso sem falar na troca imediata de pessoas sobre as quais recaiam suspeitam graves ou que estejam sendo processadas. A compra de votos - expressão repetida na crise de Brasília e freqüente nas campanhas eleitorais - é o principal alvo do Movimento Nacional contra a Corrupção Eleitoral, que tem como principal apoiadores a OAB e a CNBB. Para um dos coordenadores, Daniel Seidel, essa prática ''não pode se repetir na relação entre poderes''. Esse ambiente - comenta - faz com que a população se torne cada vez mais desinteressada pela política. Nas camadas mais pobres, a atenção só é despertada nas proximidades das eleições, o único momento em que os pobres podem barganhar com o poder. - Forma-se uma aliança perversa. Os setores atrasados compram votos justamente dos mais pobres e não têm qualquer interesse em mudar a estrutura social. Por isso nos preocupamos em disseminar a participação popular na reforma política, uma forma de conscientizar a sociedade para mudar esse quadro. jornal do brasil

Escrito por christian theodore às 10h54
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   Xoxota ,um grande negócio no tráfico de drogas

Tudo se aproveita para confeccionar armas A criatividade dos detentos é impressionante. Entre os objetos apreendidos no interior do presídio estão facas feitas de ferro de passar roupas, espadas produzidas a partir de partes metálicas da estrutura das celas, estilingues produzidos com preservativos masculinos trançados e furadeiras artesanais. Como aparentemente qualquer objeto pode virar uma arma, a rigidez na vistoria dos visitantes é essencial para evitar a entrada de matéria prima para os presos. A lista de objetos que podem entrar no presídio é extremamente reduzida. Cada visitante pode levar R$ 50 em espécie, seis frutas, sendo que apenas banana, goiaba, maçã, pêra e mamão papaya são permitidas, 500g de biscoito em pacotes transparentes, dois sabonetes, dois rolos de papel higiênico, um creme dental em embalagem plástica e um desodorante roll on. - Todas as proibições foram baseadas em ocorrências reais anteriores - afirmou Márcio Marquez de Freitas, diretor do CIR, acrescentando que quanto maior é o volume de objetos permitidos, mais difícil é para fazer o controle. Freitas conta que já foram encontradas facas no interior de melâncias e laranjas com álcool injetado. Antigamente todas as frutas grandes eram cortadas, mas isso gerava grande confusão e sujeira. Algumas frutas pequenas, no entanto, também causavam problemas e foram proibidas. Segundo o delegado, a rapidez da fermentação da uva possibilitava a fabricação de bebidas alcóolicas artesanais pelos presos. Para entrar nos presídios, os visitantes entram nos boxes individuais e ficam nus. Policiais do mesmo sexo do visitante fazem a inspeção das roupas e pedem para que a pessoa levante os cabelos, agache e pule. Quando há suspeitas de irregularidades, os policiais podem usar espelhos para inspecionar a presença de drogas escondidas no corpo. A polícia fornece fraldas para as crianças e absorventes para as mulheres. Os deficientes físicos são transferidos para a cadeira de rodas fornecida pela penitenciária. - É um trabalho que requer profissionalismo e logística. Não há como selecionar, pois encontramos problemas em pessoas acima de qualquer suspeita - garante Márcio de Freitas. Segundo ele, já foram encontradas drogas na vagina de senhoras idosas e mulheres em gestação avançada. Em uma das mulheres presas, a retirada da substância foi dificultado, pois ela estava grávida de nove meses e o bebê poderia nascer a qualquer momento. (SC) jornal do brasil

Escrito por christian theodore às 10h52
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   Maconha na Vagina

Mulheres nutrem tráfico na Papuda Multiplicam-se os casos de visitantes que levam drogas encomendadas pelos presidiários Soraia Costa A incidência de casos de mulheres que usam suas cavidades vaginais para tentar transportar maconha para o interior dos presídios do DF é surpreendente. Só esta semana, quatro mulheres foram presas nesta situação e uma outra foi detida ao tentar entrar com maconha no bolso da frente de sua calça. Na Delegacia de São Sebastião foram registrados 25 casos de mulheres com maconha na vagina apenas este ano. O delegado Gilberto Alves Ribeiro, da 30ª DP, de São Sebastião, afirma que o tráfico de drogas é comum entre os visitantes. Embora o número de mulheres detidas seja maior, este ano já houve um caso de um homem que tentou entrar na Penitenciária Feminina com maconha no ânus. Segundo o delegado, o número de visitantes nos presídios masculinos é bem superior ao dos femininos, o que exige um cuidado maior com a segurança. - Quando o homem está preso, as mulheres visitam mais. A mulher leva a droga por amor ou por necessidade. Às vezes ela é usada para ajudar no sustento da família - garante Ribeiro. Os presídios do DF abrigam 8 mil detentos. Todos os presos têm direito a receber visitas uma vez por semana e cada um pode cadastrar até quatro pessoas. Para facilitar o controle dos quase 32 mil visitantes, os nomes só podem ser mudados a cada seis meses. A polícia investiga a vida pregressa de todos e cancela o cadastro daqueles que possuem passagem policial. Ao chegar à penitenciária, os visitantes recebem uma senha, têm a validade do cadastro checado e passam por uma vistoria minuciosa. As mulheres que foram flagradas com maconha são detidas e autuadas por tráfico de drogas, podendo permanecer presas de três a 15 anos e ter a pena aumentada em até um terço por ter praticado o crime em um recinto prisional. - O tráfico é um crime hediondo. Para nós é uma questão de honra encontrar e punir essas pessoas - afirma o delegado Márcio Marquez de Freitas, diretor do Centro de Internamento e Reclusão, o CIR. Os 8 mil detentos do DF são subdivididos em cinco unidades. O Centro de Internamento e Reeducação (CIR), antiga Papuda, a Penitenciária do Distrito Federal (PDF) e o Centro de Detenção Provisória (CPP) ficam nas proximidades de São Sebastião. O Presídio Feminino do DF, conhecido como Colméia, fica no Gama e o Centro de Progressão Penitenciária localiza-se no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Enquanto aguardam o julgamento os presos do sexo masculino ficam no Centro de Detenção Provisória. Caso sejam condenados a até dez anos de reclusão em regime fechado ou semi-aberto, sem direito à saídas, os detentos são transferidos para o CIR. Quando a pena ultrapassa os dez anos em regime fechado, os presos são encaminhados à PDF. As mulheres são levadas diretamente para a Colméia. Tanto nos presídios masculinos, quanto nos femininos a revista dos visitantes é feita em boxes individuais. Na Papuda existem oito boxes femininos e quatro masculinos. Poucos são os objetos permitidos durante a visita. Até mesmo o uso de roupas pretas é proibido, pois os detentos usam as peças de roupa para simular coletes da Polícia Civil. Entre os artefatos encontrados no interior do presídios, existem bonés e coletes da PC feitos pelos presos e que seriam usados em tentativas de fugas. jornal do brasil

Escrito por christian theodore às 10h51
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   A volta do que não foi

A volta de Maurício O retorno formal do ex-ministro Maurício Corrêa à política deverá ocorrer em julho, com sua filiação ao PDT, partido a que já pertenceu e pelo qual se elegeu senador. Na verdade, Maurício Corrêa nunca desligou de vez seus laços políticos - ao contrário, manteve todos inclusive quando ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal. Sua volta, porém, não será um fato isolado. Maurício tem três alternativas pela frente. Pode ser candidato a presidente da República, dando maior visibilidade ao partido, que sofre demais com a ausência de Leonel Brizola. Pode também - e evidentemente seria sua preferência - disputar o Palácio do Buriti. É evidente que não concorreria para marcar posição, mas apenas se tivesse chances reais de vitória. Na prática, isso significa o endosso do governador Joaquim Roriz, o que não parece muito provável. Finalmente, poderia ser candidato a deputado federal, uma vez mais caso reúna chances reais. De qualquer forma, seu ingresso representará uma guinada no PDT do Distrito Federal: a partir daí, agirá coordenado com o governador Roriz. jornal do brasil.

Escrito por christian theodore às 10h49
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BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, CAMPUS UNIVERSITARIO, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, Spanish, Sexo, Arte e cultura
MSN - christiantheodore2004@yahoo.com.br


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