politica&teatro
   Na terceira ponte com a bunda de fora!

 
 
SACHA HöCHSTETTER/DIVULGAçã
 
Por Kelly Maroclo

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Sábado, 08 de Outubro de 2005

A CPI dos Correios atende por um novo nome: Camilla Amaral. A capa da Playboy deste mês traz a musa em fotos que prometem abalar o Congresso, rodeada de malas cheias de dinheiro e depoimentos de deputados e senadores do tipo: "Ela é linda. Mas estudou com a minha filha e me chama de tio" (senador Heráclito Fortes, PFL-PI); "Ah, não posso falar. Ganho cartão vermelho em casa" (deputado Antônio Carlos Magalhães Neto, PFL-BA).

Camilla Amaral, 25 anos, jornalista, posou em um escritório de advocacia em São Paulo, transformado em gabinete parlamentar, e em frente aos monumentos da capital. Destaca que o intuito não era fazer nenhuma alusão aos escândalos políticos que, a esta altura, já entraram para o folclore de todo o Brasil.

"Esse não era o objetivo", afirma a musa da CPI dos Correios em entrevista exclusiva ao Jornal de Brasília. "Creio que o cenário foi escolhido em função do glamour que ele proporciona". A ex-assessora da senadora Ideli Salvatti não nega ter aceito a proposta por causa da boa quantia de dinheiro oferecida. "Qual mulher não se sentiria tentada? Eu nunca pensei em pousar nua, mas acabei aceitando. Não acredito nas artistas que dizem que o valor não influência, ele pesa muito"

Camilla conta que não fez as fotos em busca de fama. "Como toda mulher sou vaidosa. Me senti especial recebendo um convite de uma revista desse nível". Diz que a decisão foi tomada juntamente com sua família: "Analisamos que seria muito bom para o meu futuro". Na época, a jornalista estava namorando e recebeu apoio do companheiro. "Hoje não estamos mais juntos, mas não tem nada haver com a revista", informa. "Um namoro de cinco anos não acaba por isso".

Sobre a possibilidade de novos trabalhos do gênero, ela é reticente: "Sei que esse trabalho abrirá portas para outros, não sei como vai ser daqui pra frente. Mas sei que vou continuar com a minha profissão".

fim de cicloAtualmente trabalhando em uma assessoria de imprensa formada por amigos, ela conta que saiu do Senado, depois de cinco anos, porque completou o seu ciclo. "Ninguém me pediu para sair, foi uma decisão minha. Eu sabia que depois da revista não daria para continuar lá".

A proposta da Playboy, diz, foi uma surpresa. Garante nunca ter esperado por isso. Depois de assinar o contrato, ela conta que o primeiro dia de ensaio foi complicado. "Essa foi a minha primeira experiência fotográfica. Não sou modelo, nem atriz, não é fácil fazer caras e bocas".

Durante os três dias e meio de trabalho, Camilla conta que não fez nenhuma restrição à produção e que, apesar de não ter escolhido as fotos, participou da seleção. Também escreveu um editorial falando sobre os bastidores da CPI. "Tive a oportunidade de mostrar o meu trabalho como jornalista. Foi muito bom".

Para manter a forma que, afinal, tem pelo menos um pouco a ver com esse convite para posar, ela malha diariamente e, quando dispõe de mais tempo, faz corridas ao redor do Lago Paranoá. "Estou vivendo uma experiência muito boa", afirma. Às vezes as pessoas me reconhecem e param para me fazer perguntas. De repórter eu passei a ser entrevistada".



Escrito por christian theodore às 14h10
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Escultura no CCBB

 
 
FOTOS: DIVULGAçãO
 
Sábado, 08 de Outubro de 2005
Mostra retrospectiva do escultor inglês Henry Moore abre hoje para visitação do público, com mais de cem obras


Kelly Maroccolo

Aexposição Henry Moore: Uma Retrospectiva - Brasil 2005, marcará, em grande estilo, as comemorações dos cinco anos do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB) e 60 anos de carreira do escultor inglês que dá título à mostra, falecido em 1986. Depois do sucesso que atraiu mais de 90 mil visitantes em São Paulo e 130 mil no Rio de Janeiro, a exposição termina sua itinerância no País em solo candango. A mostra ficará em cartaz de hoje ao dia 27 de novembro, no CCBB, com visitação de terça a domingo, das 10h às 21h. A entrada é franca.

A principal característica da exposição é a disposição de dez esculturas a céu aberto, fazendo valer assim o pedido de seu criador. "Quando era vivo, Henry Moore dizia que preferia ver as esculturas em qualquer paisagem do que dentro do mais belo edifício do mundo", conta Anita Feldman, uma das curadoras. Segundo David Mitchinson, que divide a curadoria com Anita, Henry sempre estabeleceu essa relação do homem com a natureza. "Brasília tem um cenário muito bonito, é uma pena que ele seja tomado pela publicidade", lamenta.

Um aspecto ressaltado por Anita, é que as esculturas estarão casadas ao céu, a paisagem de Brasília e à arquitetura de Oscar Niemeyer. "Niemeyer admira o trabalho de Henry. Em função disso, é uma honra poder realizar essa exposição na cidade".

novo espaçoA mostra inaugura oficialmente o jardim de escultura, novo espaço expositivo do CCBB. O local recebeu várias modificações para o evento. As esculturas, de até três metros de altura, expostas no jardim, foram transportadas por três caminhões para a capital. Como algumas delas vieram deitadas, necessitaram de um retoque de cera. Graças ao clima quente da cidade, o pequeno incidente não causou nenhum transtorno.

Segundo David, fazer um evento assim é muito caro. Em função disso, a mostra só passará por três cidades. "Estamos planejando trazer essa mostra para o Brasil há oito anos. Futuramente pretendemos trazer para outras cidades do País", informa.

Entre as obras que serão expostas, estão 39 esculturas, 43 desenhos em molduras, sete maquetes em gesso, 30 fotografias e objetos recolhidos pelo artista (Moore colecionava, como fonte de inspiração, conchas, ossos, pedras, pedaços de madeira). "O público poderá acompanhar todo o processo de criação do escultor e também a apresentação cronológica. Do desenho à maquete, da maquete ao modelo médio e do modelo médio à escultura", antecipa o curador.

Os temas tratados, são representados em formas bi e tridimensionais, tais como figuras reclinadas, mães e filhos, elmos, além de desenhos e aquarelas, formas orgânicas, figuras em pé, guerreiros, figuras masculinas e formas animais. "O público poderá acompanhar obras esculpidas no período da Segunda Guerra e pós-guerra", diz David.



biografiaHenry Moore nasceu em Yorkshire (Inglaterra), em 1898. Logo aos 11 anos ele já esculpia, sob influência das obras do mestre italiano Michelangelo. Sua primeira exposição individual foi realizada em Londres, em 1928.

Moore ficou conhecido por abordar, em suas obras, a educação, em função da mudança social pós-guerra. Outro aspecto característico do escultor era o material usado nas esculturas. "Ele lapidava as esculturas sem perder a solidez do material", informa Anita. Durante a mostra, o público poderá assistir, gratuitamente, a um vídeo sobre a vida e obra de Henry Moore, com depoimentos do artista.



Categoria: arte e teatro
Escrito por christian theodore às 14h07
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   São Sebastião cresce!

Sábado, 08 de Outubro de 2005
Plano expulsa, Riacho Fundo acolhe


A pesquisa da professora Ana Maria Nogales não foi a única surpresa da mesa redonda. Um estudo elaborado pela Secretaria de Habitação, sobre o processo de mobilidade interna da população brasiliense, também trouxe dados interessantes, revelando que o Plano Piloto é a região do DF que mais tem expulsado moradores e que o Riacho Fundo é a cidade que mais tem atraído pessoas que já moram na capital da República.

O Plano Piloto perdeu 26,19% de sua população nos últimos anos, seguido por Ceilândia (-16,03%), Taguatinga (-13,46%) e Guará (-6,35%). Na outra ponta, o Riacho Fundo atraiu 1,52% dos moradores do DF que mudaram de endereço, seguido do Paranoá (1,50%), Recanto das Emas (1,34%) e da cidade de São Sebastião (0,65%).

"Isso mostra que existe uma grande dificuldade de se manter de uma geração para outra num mesmo padrão de vida. Os filhos não conseguem manter o nível dos seus pais", explica Glauco Ferreira, da Secretaria de Habitação.

Troca-trocaAo estudar essa movimentação demográfica, Ferreira identificou que a maioria das pessoas que chegam ao Riacho Fundo vieram de Ceilândia. Brasília perde moradores para Cruzeiro e Sudoeste e os moradores do Gama migraram, em sua maior parte, para a vizinha Santa Maria. E, com a expansão dos condomínios, a Região Administrativa de São Sebastião recebeu milhares de moradores do Lago Sul.

A história do contador Eumano Silva Santos, 29 anos, confirma os dados da pesquisa. Os pais, servidores públicos aposentados, moram na Asa Sul, onde foi criado e morou até se formar. Quando decidiu sair de casa para morar sozinho percebeu que dificilmente conseguiria manter o padrão de vida. "O dinheiro que poupei deu para comprar um pequeno apartamento no Cruzeiro", explica. A poupança garantia ao contador um apartamento maior em Taguatinga. "Mas a distância do trabalho seria muito grande", completa.

ConcentraçãoEumano faz parte das estatísticas de outra pesquisa: 70% dos empregos no DF se concentram na região do Plano Piloto e do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA).

E, quando se fala em migração, o emprego é a principal condicionante. Antes de sair do seu local de origem, o migrante leva em consideração, em primeiro lugar, o mercado de trabalho. A decisão é sempre discutida com a família e, na hora de escolher o destino, a presença de parentes e amigos no novo ambiente conta pontos importantes.

"Saí da Bahia convencido pelo meu irmão, que já morava em Brasília. Além de me arrumar um emprego, ele me hospedou na casa dele por quase três anos, em Samambaia", conta o mestre de obras Antônio Guedes, 41 anos. Depois de ter a carteira assinada, trouxe a mulher e os três filhos que ficaram na Bahia.



Escrito por christian theodore às 13h57
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   Agora quem vem vai para o entorno!

 
 
RENATO ARAúJO
 
Por Maria Eugênia

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Sábado, 08 de Outubro de 2005
Migrantes trocam Brasília pelo Entorno
Estudo inédito da UnB revela que o DF não é mais o destino preferido

Parada final de milhares de pessoas que vieram, principalmente, do Sudeste e Nordeste em busca de uma vida melhor entre os anos de 1970 e 2000, o Distrito Federal é, agora, apenas um ponto de passagem. Pesquisa inédita da Universidade de Brasília (UnB), que ainda está sendo concluída, revela que a capital da República não é mais o destino final de quem vem para o Planalto Central. As cidades da região do Entorno mais próximas do DF é que recebem, agora, o maior volume de migrantes.

Enquanto em 1970, 76% da população brasiliense era formada por pessoas de fora do DF, atualmente o percentual é de apenas 19%. Já no Entorno, há 35 anos menos de 2% da população era oriunda de outra região. Atualmente, 55,3% dos moradores das oito cidades goianas mais próximas são de fora, sendo que 63,7% deles vieram do DF.

"Não apenas de brasilienses, mas de pessoas que vieram de outras regiões para cá e, depois de algum tempo tiveram de migrar para o Entorno em busca, principalmente, de moradia mais barata", explica a professora da UnB e coordenadora da pesquisa, Ana Maria Nogales Vasconcelos.

O problema, segundo destaca a coordenadora da Casa de População e Desenvolvimento da Região do Centro-Oeste, é que essas pessoas continuam com vínculos no Distrito Federal. O emprego é o maior deles. Em segundo, vem a dependência dos serviços públicos oferecidos em território brasiliense, como hospitais e escolas.

CrescimentoPara se ter a dimensão dos números, em 1970 o DF tinha uma população de 537.492 habitantes e uma taxa de crescimento populacional anual de 14,4% (a mais alta do País). Nessa mesma década, a região mais próxima do Entorno tinha 50.445 habitantes e taxa de crescimento de 4%. Em 2000, o DF contava com 2.051.146 habitantes, crescendo 2,8% ao ano. O Entorno, por sua vez, contava com 608.039 habitantes e crescimento de 8,2%.

A pesquisa foi discutida ontem, durante a mesa-redonda Migração e desenvolvimento: o caso do DF e Entorno, realizada no auditório da reitoria da UnB. O estudo considerou nove cidades do Entorno, que formaram o chamado Entorno Imediato. São elas: Água Fria, Águas Lindas, Cidade Ocidental, Luziânia, Novo Gama, Padre Bernardo, Planaltina de Goiás, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso. Essas cidades transformaram o DF em apenas mais uma etapa do processo migratório.



Escrito por christian theodore às 13h54
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   Exemplo maravilhoso

FOTOS: MINERVINO JúNIOR
 
Sábado, 08 de Outubro de 2005
Dois pequenos gênios da superação
Alunos de escola pública da Asa Sul se classificam para a segunda etapa da 1ª Olimpíada de Matemática

Dedicação, força para superar desafios e paixão pela matemática. Essas são algumas das qualidades de dois alunos muitos especiais da Escola Classe 4, da Asa Sul. Paulo Ramos, 16 anos, tem múltipla deficiência e Leomon Moreno, 12, é deficiente visual. Contudo, as barreiras físicas não impediram que os meninos se classificassem para a segunda etapa da 1ª Olimpíada Brasileira de Matemática, hoje.

Ao todo, 160 portadores de deficiências participam da etapa de hoje. Compareceram ao simulado que garantiria vaga nas Olimpíadas, 193 estudantes. Paulo e Leomon ficaram entre os dez melhores. "A prova não foi difícil. Só é preciso raciocinar", garante Paulo Ramos, aluno da 6ª série. Ao contrário do que pensa a maioria dos alunos de sua faixa etária, Paulo não acha matemática difícil. "Não preciso decorar nada, é puro raciocínio", explica. Em relação à prova que fará hoje, o estudante acredita estar preparado. "Ontem fiz um simulado que imita a prova e acertei todas as questões", revelou. E se sente honrado com isso.

SACRIFÍCIOProfessores e estudantes da Escola Classe 4 reconhecem o esforço e a conquista dos meninos competidores. E não é para menos. Devido a deficiência múltipla, Paulo está perdendo aos poucos a força das mãos. Segundo a diretora da escola, Míriam Fibelis, o estudante da 6ª série já não consegue utilizar a máquina de escrever em braile. "Ele tem artrite reumatóide. A doença é degenerativa e com o tempo está perdendo a força para digitar", conta. Durante a Olimpíada de Matemática, Paulo precisará do auxílio de um ledor — pessoa que vai ler as questões e depois escrever as respostas ditadas pelo menino.

As dificuldades, contudo, não prejudicarão o desempenho dos meninos na prova de hoje. "O raciocínio dos alunos portadores de deficiência é, em geral, mais rápido do que dos outros estudantes", garantiu a diretora Míriam. "Eles são mais concentrados e tranqüilos", conclui.

Exemplo de tranqüilidade, Leomon Moreno está feliz por participar da Olimpíada. Aluno da 5ª série, o menino portador de retinose pigmentar, que diz adorar matemática, também faz atletismo.

Múltipla escolhaRecentemente, Leomon classificou-se em primeiro lugar numa competição. E quer repetir o bom desempenho na prova de hoje. "Ontem, estudei mais um pouco. Acho que vou conseguir ir bem", revela o tímido estudante.

Segundo ele, se a prova fosse de questões múltipla escolhas, a possibilidade de tirar nota boa seria maior. "Múltipla escolha é melhor, porque, às vezes, posso fazer contas erradas, e, se encontro uma resposta que não tem nas opções, já saberei que tenho que fazer de novo", explica Leomon.



Escrito por christian theodore às 13h52
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   Tragédia no Paquistão

Imagens do dia
08.out.2005
Reuters
Militares e forças de resgate buscam sobreviventes em escombros de prédio que ruiu após terremoto em Islamabad (Paquistão)
O terremoto pode ter matado mais de 1.200 pessoas, parece que as tragédias estão aumentando no mundo


Escrito por christian theodore às 13h42
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   Pdt trai aliança com PV e PPS

Freire analisa mudança do PDT
     Pela primeira vez desde a eleição de Aldo Rebelo para presidente da Câmara, o deputado Roberto Freire, presidente nacional do PPS, comentou a posição da bancada do PDT de votar a favor do candidato do governo. “Ali (o PDT) rompeu porque nós, ele e o PV tínhamos adotado a postura de não dar uma premiação ao ex-ministro da articulação política do governo ao mesmo tempo em que estamos apurando aqui denúncias de corrupção desse governo e algumas delas tratam da promiscuidade na relação com parlamentares, o escândalo do mensalão”.
     
     Freire fez as declarações em entrevista ao programa “Painel”, da rádio Ritz, de Santos (SP) na noite desta quinta-feira. O deputado acha que mesmo que Aldo Rebelo não tivesse envolvimento direto no mensalão, era o articulador do governo responsável “por toda essa bandalheira”. O PDT lançou a candidatura do deputado gaúcho Alceu Colares no primeiro turno da eleição para a presidência da Câmara e, no segundo turno, migrou para o governista, apesar de ter tomado o caminho da oposição até então. A volta do ex-ministro Miro Teixeira, que havia se filiado ao PPS, passou para o PT e retornou ao PDT no dia da eleição, foi um dos fatores decisivos nessa mudança.
     
     Freire voltou a criticar o “delírio” do presidente Lula. “Parece que ele vive no mundo da lua, numa fantasia que criou até com alguma oligofrenia, de que não está acontecendo coisa alguma no Brasil, apenas denuncismo, ao passo que ele mesmo demitiu diretores de estatais, exonerou ministros, pediu desculpas e admitiu que havia sido traído, isso sem falar que o partido dele está envolvido numa série de problemas, enfim, no Brasil, para onde se aponta o dedo, sai escândalo, podridão”.
     


Escrito por christian theodore às 22h53
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   A verba injusta para as escolas da periferia

A VERBA PARA AS ESCOLAS
Alunos de Santa Maria recebem menos dinheiro
  PDRF Verba por aluno Total de Alunos No ensino médio
         
Plano Piloto 122.820,00 13,97 8.790 7.780
Cean 17.000,00 17,00 1.000 1.000
Paulo Freire 14.400,00 18,00 800 800
Gisno 20.000,00 11,76 1.700 1.700
Setor Leste 24.000,00 17,14 1.400 1.400
Setor Oeste 17.000,00 8,50 2.000 990
Elefante Branco 30.420,00 16,10 1.890 1.890
         
Cidades 179.920,00 10,08 17.856 14.344
         
Brazlândia 41.500,00 14,51 2.861 2.397
C.E.M. 1 20.000,00 14,70 1.361 1.361
C. Educ. 3 21.500,00 14,33 1.500 1.036
         
Santa Maria 44.420,00 8,03 5.530 5.530
C.E.M. 404 20.000,00 6,49 3.080 3.080
C.E.M. 417 24.420,00 9,97 2.450 2.450
         
Planaltina 94.000,00 9,93 9.465 6.417
C.E.M. 1 Centrão 26.000,00 9,07 2.868 1.960
C.E.M. 2 20.000,00 12,53 1.596 1.596
C.E.M Stella dos Cherubins 24.000,00 15,52 1.546 1.546
C.E.F. 5 24.000,00 13,68 1.755 955
C.E.F. 6 0,00(*) 0,00 1.700 360
         
 

*Primeiro ano de funcionamento. Alguns dados informados são aproximações. Fonte: Escolas

LEIA NA SEGUNDA-FEIRA NO CORREIOWEB
Bibliotecas, computadores e laboratórios:
a infra-estrutura é pior nas escolas da periferia



*


Escrito por christian theodore às 22h44
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   Mais deseducação do sr. Roriz

Escolas reclamam da falta de verba para infra-estrutura

Eduardo Militão
Do CorreioWeb

07/10/2005
19h24
-Até diretores de escolas do Plano Piloto reclamam de verba destinada às instituições. Levantamento do CorreioWeb mostrou que escolas que oferecem ensino médio na região ganham mais dinheiro (R$ 13,97 por aluno) do que as da periferia (R$ 10,08). Assim como os colegas da periferia, os diretores do Plano Piloto não estão satisfeitos com o Programa de Descentralização de Recursos Financeiros (PDRF) – destinado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para reparos emergenciais.

O Centro de Ensino Médio Paulo Freire, na Asa Norte, precisa reformar a rede elétrica e hidráulica. E ainda quer aumentar o acervo da biblioteca. O diretor, Remo de Oliveira, afirmou que os R$ 14.400 não são suficientes para fazer tudo.

O mesmo pensa o responsável pelo Setor Leste, na 611 Sul. Segundo Luiz Lapa, reparos na fiação, nas paredes rachadas e além dos encanamentos só seriam possíveis se a verba viesse duas vezes por ano. Para piorar, o PDRF chega atrasado.

Atraso
O diretor financeiro da Secretaria de Educação, Éricson Noronha, disse que a demora na entrega do PRDF foi motivada por mudança na legislação que regulamenta a verba. Antes, por exemplo, o dinheiro deveria ser entregue em uma parcela. Agora, podem ser duas. A nova legislação prevê um PDRF máximo de R$ 24 mil por escola, segundo Noronha.

Quanto às diferenças de valores entre escolas, Noronha lembrou que o dinheiro é distribuído segundo faixa determinada de número de alunos em cada escola. Ele disse que as instituições do Plano Piloto têm mais alunos, o que as faria receber os maiores valores.

Mas há outros critérios. Instituições de ensino com piscina recebem mais dinheiro. Entre as 15 escolas visitadas pela reportagem, apenas o Setor Leste possuía piscinas: duas. Os alunos do Elefante Branco nadam nas instalações de um centro esportivo ao lado. Para Noronha, a existência das piscinas pode explicar a diferença de valores.

Ele disse que a divisão dos recursos poderia ser feita exatamente pela quantidade de alunos. “É uma questão a ser discutida”, afirmou o diretor financeiro.

Aumento
Além do PDRF, as escolas se sustentam com verbas específicas da Secretaria de Educação. O valor total gasto pelo setor de educação no DF aumentou 29% entre o ano passado e 2003, segundo a Secretaria de Educação e dados do Sistema de Administração Financeira (Siafi), consultado pelo gabinete do deputado distrital Augusto Carvalho. Há três anos, os governos local e federal destinaram R$ 1,687 bilhão para o setor. Em 2004, foram R$ 2.169 bilhões.

Mas, ao contrário do PDRF, o valor – destinado ao pagamento de pessoal, investimentos e ampliações – não é repartido sistematicamente entre escolas, explicou Éricsson Noronha. O dinheiro é aplicado de acordo com necessidades específicas, como criação de laboratórios de informática. Portanto, não dá idéia de como o GDF trata cada instituição de ensino individualmente.

Das escolas analisadas pelo CorreioWeb, uma não receberá nenhum centavo de verba, porque está no primeiro ano de funcionamento. Mesmo quando o Centro de Ensino Fundamental 6 é excluído da relação, as escolas da periferia continuam recebendo menos PRDF (R$ 11,14 por estudante) do que as do Plano Piloto.

Para este ano, a Secretaria de Educação anuncia que verba beneficiará 607 instituições de ensino com R$ 9,5 milhões. Na quinta-feira, foram liberados R$ 5,93 milhões para 392 escolas.(Colaborou: Sinval Neto)



Escrito por christian theodore às 22h42
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   E a CPI da Educação vai até quando?

Convênio pretende reduzir professores temporários na rede pública

Éderson Marques
Do CorreioWeb

Atualizada às 14h31

07/10/2005
12h06
-Em três horas de depoimento nesta sexta-feira à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Educação, a titular da pasta, Vandercy de Camargos, pouco acrescentou às investigações. Com o argumento de que está apenas há cinco meses no cargo, ela se esquivou de perguntas sobre irregularidades apuradas pela comissão na gestão de sua antecessora, Maristela Neves. A polêmica do depoimento foi em relação aos contratos temporários de professores, que chegam a dois mil na rede pública de ensino.

Segundo Vandercy, dentro de 20 dias deve ser firmado um acordo entre o Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) e a Procuradoria Geral da República (PGR). A idéia é elaborar um cronograma para reduzir o número de funcionários temporários no DF. “É interesse da Secretaria minimizar o número desses contratos, mas não há como acabar com esse tipo de serviço. Sempre há caso em que o professor precisa ser substituído provisoriamente”. Segundo a secretária, cerca de 570 professores estão em licença gestante neste momento.

Além da redução no número de profissionais temporários, a Secretaria pretende realizar concurso público ainda neste ano para as áreas de Física, Química e Biologia. Em 2005, 1.360 professores concursados ingressaram no quadro de pessoal da Educação. O número foi revelado na última terça-feira (4) pela gerente de recursos humanos da Secretaria, Maria Aparecida Rodriguez.

Para o presidente da CPI, deputado Augusto Carvalho (PPS), o acordo mencionado pela secretária pode por fim a algumas irregularidades. “Em 2000, eram aproximadamente seis mil professores temporários. Isso era um abuso com os que prestaram concursos. Este ano, o número caiu para dois mil. Os trabalhos da CPI ajudaram a buscar uma solução desse problema”, disse.

Frustração
Os temas mais esperados pelos distritais, no entanto, não tiveram as respostas esperadas. As denúncias de favorecimento a empresas em licitação de transporte de alunos da rede pública e o desvio de função de funcionários com gratificação ficaram sem respostas. Segundo a Vandercy de Camargos, os contratos da Secretaria com as empresas Jovem Turismo e Moura Transportes – acusadas de serem beneficiadas em licitação para transporte de alunos – estão sendo estudados em separado.

A secretária afirmou que uma licitação em curso pretende substituir a Jovem Turismo, que atende 17,4 mil alunos da rede pública. Já a Moura, que teve o contrato suspenso temporariamente pela Justiça do DF, aguarda o julgamento do mérito. “Enquanto isso, a empresa continua a fazer o transporte dos alunos da rede pública”, garantiu.

Quanto ao problema de desvio de função, a secretária informou que 400 merendeiras, aprovadas no último concurso público, foram convocadas para substituir as auxiliares que estavam exercendo a função e ganhando a gratificação pelo serviço.

De acordo com o relator da CPI, deputado Paulo Tadeu (PT), o depoimento de Maristela Neves deve esclarecer algumas pendências. Ela será a próxima a ser ouvida pela comissão. Segundo Paulo Tadeu, Vandercy deveria saber sobre as denúncias, já que é a atual secretária. “Mesmo que tenham ocorrido durante a gestão da Maristela, ela (Vandercy) deveria ter conhecimento, pois é a atual gestora. Vamos escutar a próxima depoente e contrapor os depoimentos”, disse.

Na próxima terça-feira, a CPI ouve a ex-secretária Maristela Neves. A deputada Eurídes Brito (PMDB) também vai comparecer à comissão, em data a ser marcada. Uma gravação entregue pelo ex-gerente de campanha da deputada à CPI menciona favorecimento em licitações feito pela parlamentar.



Escrito por christian theodore às 22h38
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   Discriminação do GDF com as escolas da periferia

Escolas do DF estão em pior estado que as do Plano

Eduardo Militão
Do CorreioWeb

07/10/2005
17h01
-As escolas públicas de ensino médio das cidades do Distrito Federal estão em pior estado do que as localizadas no Plano Piloto de Brasília. Além de livros, computadores e laboratórios em menor quantidade, há menos professores efetivos, o que prejudica a continuidade do ensino. A verba destinada pelo Programa de Descentralização de Recursos Financeiros (PDRF) é 39% maior no Plano. Segundo a Secretaria de Educação, o critério utilizado para a distribuição dos valores por escola é a infra-estrutura do estabelecimento.

No plano Piloto, por exemplo, o PDRF destina, em média, R$ 13,97 para cada estudante contra R$ 10,08 daqueles que estão nas demais cidades. Em Santa Maria, o Centro de Ensino 404 terá apenas R$ 6,49 por aluno este ano. Já o Centro Educacional Paulo Freire, na Asa Norte, terá R$ 18. O mesmo cenário é retratado nas 15 escolas de ensino médio do DF.

Os dados referentes à infra-estrutura não são novos. Neste quesito, o Plano Piloto é novamente beneficiado. Exemplo disso é o Centro de Ensino Médio 1, em Planaltina, onde há menos livros na biblioteca (1.800) do que alunos (2.868). Ao contrário, no Centro de Ensino da Asa Norte, cada estudante é contemplado com 20 títulos; no total, essa escola tem 1 mil alunos e 20 mil livros.

A maior proporção de professores efetivos no Plano Piloto também é refletida em todos os 15 estabelecimentos de ensino médio. No Centro Educacional Paulo Freire e no Setor Leste, por exemplo, não há nenhum docente temporário. Mas no Centro de Ensino Médio 417, em Santa Maria, e no Centro de Ensino Médio 3, em Planaltina, 38% dos professores não são efetivos. Para o diretor do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro), Washington Dourado, a troca de professores no meio do ano letivo prejudica o aprendizado dos alunos. “Isso mais uma vez mostra a exclusão da sociedade. As classes menos favorecidas não têm igualdade na educação, quanto mais prioridade”, disse.

A subsecretária de Educação Pública, Eliana Moysés Ferrari, discorda. “Os professores são os mesmos. O pessoal do sindicato começou na periferia e hoje dá aulas no Plano”, afirmou. Eliana disse que quem dá aulas de forma diferente no Plano ou nas demais cidades do DF não é um educador de verdade. A subsecretária citou prêmios recebidos por escolas de Sobradinho e de Santa Maria, nos quais houve concorrência com instituições particulares.

Os dados discutidos por Dourado e Eliana são fruto de levantamento feito pelo CorreioWeb nas 15 escolas que oferecem ensino médio na zona urbana do Plano Piloto, Brazlândia, Planaltina e Santa Maria. Cada escola foi visitada entre 30 de agosto e 2 de setembro. O CorreioWeb publica a partir de hoje reportagens sobre as diferenças no ensino médio do Plano Piloto de Lúcio Costa e as cidades que cresceram ao redor do sonho de Dom Bosco.

Dinheiro sempre atrasado
O PDRF mostra como é o tratamento individual da escola. Os recursos servem para manutenção emergencial das instituições de ensino, como reparos em canos d’água e aquisição de material de limpeza. Mas segundo a assessoria da Secretaria de Educação, ele também pode ser usado para comprar livros didáticos.

Neste ano, o dinheiro chegou somente na noite desta quinta-feira, quase sete meses após o início das aulas. A diretora do Centro Educacional 3 de Brazlândia, Marlene Gomes, afirma que a verba sempre vem tarde demais. “No ano passado, chegou em agosto. Se é para suprir emergências, deveria vir no início do ano.” Para driblar a falta de recursos, a escola faz inúmeras gincanas, galinhadas e festas durante o ano. Entre os reparos necessários, Marlene precisa trocar as lâmpadas queimadas do local. “Vamos fazendo as despesas contando com a verba, o que não é correto, eu sei”, admite a diretora. Para este, ano o CE 3 deve receber R$ 21.500.

O diretor do Centro de Ensino Médio Stella dos Cherubins, em Planaltina, não se preocupa mais com a falta de recursos. “Dinheiro nunca é suficiente. A gente sempre quer mais”, disse Adimário Barreto. Com R$ 24 mil previstos, ele quer fazer manutenção hidráulica, pintar paredes e arrumar grades de proteção de corrimãos. Para ele, um dos problemas do PDRF é que, além de chegar no fim do ano, deve ser gasto até novembro para não ter de ser devolvido. “Às vezes eu gasto correndo e, no dia seguinte, o computador queima. Aí, fazemos uma vaquinha e pagamos do bolso”, contou Barreto.

No Centro de Ensino Fundamental 5, também em Planaltina, a diretora Altair Veloso pede doações a comerciantes e moradores. “Pedimos caixas de lâmpadas e tintas”, explicou a professora. Esses produtos são a “moeda” usada pela comunidade para alugar a quadra esportiva à noite. As cadeiras quebradas são consertadas pelos alunos. O pai de Daniel Corrêa, 17, o ensinou a arrumar carteiras. Ele e os amigos consertam os móveis pela manhã e estudam à tarde. “Eu aviso meus amigos para não quebrarem, mas eles dizem: ‘Que nada!’.” Daniel acredita que os colegas é que saem prejudicados com o vandalismo.


Escrito por christian theodore às 22h34
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   Animais silvestres sem ter para onde ir!

Animais vítimas do tráfico não têm para onde ir

Eduardo Militão
Do CorreioWeb



Suçuarana (foto 1) e arara azul (foto 2) correm risco de desaparecer

06/10/2005
12h13
-Cento e cinqüenta animais apreendidos no Distrito Federal não têm para onde ir. A maioria das espécies seria vendida ilegalmente ou foi recolhida em cativeiro irregular. Por isso, mesmo depois de receber cuidados veterinários, grande parte não pode voltar à natureza, porque, ao ser criada dentro de casa, se torna frágil para sobreviver às adversidades do meio ambiente. Se jogados em área rural, os bichos correm risco de serem abatidos por fazendeiros; na zona urbana, podem atacar seres humanos, já que as áreas de mata são reduzidas em Brasília, como no resto do país. A situação se agrava quando se trata de fauna em extinção. Ironicamente, animais ameaçados de desaparecer – como o felino suçuarana (foto1) – não têm espaço nos zoológicos do Brasil, justamente por estarem lotados deste tipo de bicho.

Segundo o coordenador de Fauna do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), Adilson Gil, 3 mil animais foram apreendidos no Distrito Federal e no Entorno apenas neste ano. Em 2004, foram 5 mil. “De cada 100 animais, só 20 ou 30 (dependendo da espécie) têm destinação imediata em zoológicos, criadouros e o próprio meio ambiente”, lamenta. O coordenador de fauna disse que 80% das espécies são presas por questões de tráfico, o que inclui receptação ilegal e manutenção em cativeiros irregulares. Em 2002, um relatório da organização Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres indicava 28.312 mil bichos presos entre 1992 e 2000 no centro-oeste. No Brasil todo, foram 263.972 neste período.

No DF, todos os animais trazidos pelo Ibama e pela Polícia Militar Ambiental têm um destino, o Zoológico. O Hospital Veterinário do zôo serve para tratar a fauna do local, mas recebe os bichos apreendidos em função da parceria que mantém com os dois órgãos. “Temos superlotação”, reconhece a diretora de Conservação e Pesquisa, Tânia Junqueira Borges. Ela diz que a instituição hoje abriga 160 animais (sendo 80 répteis). No entanto, diz que ampliar o espaço não é a solução. “Seria preciso dar um destino para esses que estão aqui.” Somente dez espécies no hospital são do plantel do Zôo.

Sem lugar
“No Distrito Federal, não há nenhum lugar para colocarmos os animais”, afirma Gil. Ele dá um exemplo: se soltassem um felino no Parque Nacional, ele rapidamente atingiria Taguatinga, porque a área verde escolhida é muito pequena. Poderia ser morto. O mesmo aconteceria na zona rural. Fazendeiros abateriam o animal assim que ele começasse a se alimentar do gado.

Mesmo quando há um local apropriado, muitos animais não podem ser deixados neles. Segundo Tânia, uma gata do mato pequena, lotada no hospital do zôo, possui fraturas freqüentes porque foi criada em cativeiro particular. O felino em extinção era mal alimentado: não recebia os nutrientes necessários que deveria adquirir na natureza. “Ela não resistiria ao ambiente; dificilmente, vai conseguir competir pelo alimento”, explica Tânia. De acordo com Gil, o mesmo problema se verifica com papagaios e passarinhos que cresceram em residências.

Sem lugar nos zôos, existe a carência de cativeiros particulares aptos a receber espécies de médio porte e mesmo as de pequeno. “É um gargalo. Estamos em um ponto limite e o Ibama estuda o caso”, diz Gil. Em alguns casos, os bichos do DF são deixados em matas em Tocantins ou Mato Grosso, porque o cerrado está cada vez mais destruído.

Maltratados
O hospital do Zôo aloja quatro gatos-do-mato-pequeno sem destino. Uma coruja sem asa, aves sem olhos e outros animais domesticados completam o quadro de bichos maltratados pelo tráfico e pela criação doméstica. Além deles, há uma leoa com o vírus HIV felino. “Nenhum zoológico a quer”, lembra Tânia.

A diretora de Conservação e Pesquisa comemora o destino para um lobo. Ele perdeu um olho após maus-tratos. Se fosse solto, logo morreria. Depois de oito meses, conseguiu ser enviado a um criadouro legalizado no Rio de Janeiro, onde se acasalou com uma fêmea e teve um filhote. “Para nós, isso é uma vitória”, comemora Tânia. Na semana passada, o Ibama soltou 60 pássaros em áreas cadastradas em Sobradinho e nas proximidades do Catetinho.

Cultura
Uma das medidas mais simples para evitar o fim trágico de animais silvestres é não tê-los em casa. “Isso é difícil, porque convivemos com a cultura de ter papagaios em casa há 500 anos”, comenta Gil.

A outra é não devastar a natureza para manter a habitações originais da fauna, que precisam de espaço para viver. “É uma questão macroambiental, que extrapola os limites de Brasília”, explica o coordenador de Fauna. A capital do Brasil colabora para reduzir as áreas verdes com a ampliação do número de condomínios horizontais – em sua maioria ilegais. “O que é melhor para a sociedade? Ter mais moradias e por jaguatiricas em zôos?”, reflete Gil.

NÃO TENHA ANIMAIS SILVESTRES EM CASA
- Papagaio
- Araras
- Periquito silvestre
- Gato-do-mato pequeno (maracajá)
- Jabuti, cágado ou tartaruguinha
- Macaco-prego
- Micos
- Quati
- Suçuarana
- Jaguatirica
- Cobras
Fonte: Ibama

SERVIÇO
Para pedir a apreensão ou recolhimento de animais silvestres, ligue 0800-61-8080.


Escrito por christian theodore às 23h39
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Mais uma estréia de responsa do cinema nacional

Divulgação
Ana Paula Arósio e Diogo Vilela em cena do filme Leia mais






Categoria: arte e teatro
Escrito por christian theodore às 22h05
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Cinema da boa

Preso às convenções, mas nem tanto

Terry Gilliam insere alguns elementos diferenciais que não deixam "Os irmãos Grimm" cair completamente na rotina

Daniel Schenker Wajnberg

O Festival do Rio termina hoje, mas alguns filmes já entram em cartaz a partir de amanhã. Entre eles está "Os irmãos Grimm", de Terry Gilliam, um trabalho que, pelas limitações quase inerentes às suas proporções, contrasta, de alguma maneira, com a criatividade do cineasta, que integrou o grupo Monty Python e assinou trabalhos marcantes como "Brazil, o filme" e "As aventuras do Barão de Muchausen".

No entanto, se por um lado, "Os irmãos Grimm" obedece a um formato convencional, por outro, não seria justo acusar Gilliam de ter aderido completamente à rotina. Ao longo dos 118 minutos de peripécias de Will (Matt Damon) e Jake Grimm (Heath Ledger) há, pelo menos, uma boa seqüência: aquela em que Jake escala uma torre altíssima, proporcionando ao espectador uma bela visão panorâmica da floresta e uma sensação de vertigem quando a personagem começa a andar pelo telhado escorregadio.

Em outros momentos, Gilliam brinca com determinados clichês. Um exemplo é a passagem em que Will anuncia que ninguém precisa ter medo, porque os Grimm estão ali para protegê-los. Propositadamente, uma tradicional fala edificante emoldurada por música piegas. Passagens aterradoras também batem ponto na tela grande, como aquela em que uma criança fica sem rosto depois de ser atingida por uma espécie de lama. E não se pode esquecer que os Grimm fogem aos estereótipos de herói.

Esteticamente, "Os irmãos Grimm" oscila entre as cores quentes, em especial o dourado, e as tonalidades sombrias, cabendo destacar a utilização do vermelho na parte final da projeção. O resultado pode parecer algo exagerado, mas as primeiras imagens da floresta enfeitiçada sendo tomada por uma natureza ameaçadora que faz desaparecer diversas meninas são bastante expressivas.

Caçadores de assombrações

Ambientado em 1796, o filme de Terry Gilliam, que participou da seleção oficial do último Festival de Veneza, flagra os destemidos irmãos atuando como caçadores de assombrações e, posteriormente, como investigadores do sumiço das crianças numa narrativa entrecortada por diversas citações a histórias infantis tradicionais ("Chapeuzinho vermelho", "Rapunzel", "João e Maria"). Evoca, apesar de estar distante em inventividade e ousadia, "Na companhia dos lobos", de Neil Jordan.

Portador de elementos diferenciais em relação ao montante das superproduções que chegam ao circuito, conforme enumerado acima, "Os irmãos Grimm", porém, não alcança a singularidade. Falta inegavelmente o frescor das aventuras da década de 80, ainda não tomadas por completo pelo deslumbramento tecnológico. Nos últimos anos, boa parte das produções se tornou grandiosa em vários sentidos: na exibição técnica, na duração e no enfileiramento de subtramas que não se sustentam.

Terry Gilliam não incorreu em todas estas armadilhas, mas também não realiza, em "Os irmãos Grimm", um entretenimento marcante. Pode, isto sim, divertir em alguns momentos e sensibilizar em outros (como na já citada cena da escalada da torre). Ao final da sessão, permanecem constatações óbvias, mas sempre eficazes, como a dita por Monica Bellucci em determinado momento: "A verdade é muito mais terrível que a ficção". Não é à toa que muitas pessoas se escondem num mundo de ilusão.

OS IRMÃOS GRIMM (The brothers Grimm) - De Terry Gilliam. Com Matt Damon, Heath Ledger, Monica Bellucci, Peter Stormare e Jonathan Pryce. EUA, 2005. Europa Filmes.
Preso às convenções, mas nem tanto
Divulgação
Matt Damon e Monica Bellucci: peripécias em "Os irmãos Grimm"



Categoria: arte e teatro
Escrito por christian theodore às 22h01
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   A comlexidade dos jovens assassinos do Caje!

Anjos

A fúria midiática da deputada Érica Kokai não se ativou com as últimas violências no Caje. Existe quem diga que por trás está a alta periculosidade tanto da vítima do mais recente assassinato quanto dos algozes. Só um deles já cometeu três assassinatos quando internado. Lá fora, sabe Deus quantos. Cliente típico para a turma dos direitos humanos.

É mais esse texto parece mais preconceituoso do que qualquer outra coisa, o que ele deveria discorrer é do descaso do GDF com o CAJE e a crescente violência, como será que nossos adolescentes estão sendo tratados nas ruas, nas escolas públicas. O grande projeto Picasso não pixava carece de verbas e está abandonado no Paranoá! É uma vergonha ou não!



Escrito por christian theodore às 21h50
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   Vamos respeitar e lutar as donas de casa!

Performance feita por artistas irrita distritais

Aposentadoria de donas de casa é tema de apresentação

Eveline de Assis

Uma performance dos artistas Ruth Guimarães e Sérgio Vianna, da companhia Teatro Vivo, interrompeu a sessão plenária ontem à tarde na Câmara Legislativa, causando apoio de alguns e protesto de outros parlamentares. A pedido do Comitê pela Aposentadoria das Donas de Casa, os artistas tentaram sensibilizar os parlamentares para a necessidade de apoiar a regulamentação da aposentadoria das donas de casa.

O fato aconteceu após uma audiência pública realizada ontem pela manhã no auditório do Teatro Dulcina, que reuniu representantes de mulheres das cidades-satélites e do Entorno de Brasília. Elas instituíram um comitê que as representará na ações em prol da regulamentação das aposentadorias, na Câmara dos Deputados.

O comitê vai realizar mobilizações, como o abaixo-assinado que está colhendo a fim de que a categoria, que realiza um trabalho invisível e interminável, seja reconhecida pelo Estado.

O movimento tem a intenção de assegurar uma verba no orçamento do governo federal para o próximo ano, em torno de R$ 224 bilhões para o pagamento das aposentadorias.

A Emenda Constitucional foi aprovada em julho deste ano e prevê a criação de um sistema próprio de previdência para as donas e donos de casa que comprovem o trabalho e que tenham uma renda familiar de até dois salários mínimos vigentes. A idade para o pedido de aposentadoria é de 60 anos para as mulheres e 65 para homens.

O Centro-Oeste é uma das regiões com o maior número de beneficiárias que encontram-se com 60 anos. No DF, a previsão é de R$ 2,4 bilhões para o pagamento do benefício a 7,5% da população feminina que escontra-se habilitada.

A deputada distrital Erika Kokay, membro do comitê, disse que a performance havia sido comunicada ao presidente da Mesa Diretora, e que não entendeu a reação de alguns parlamentares que se mostraram indignados. Ela considera importante a mobilização das mulheres nesse processo, já que são as maiores interessadas e contou que Brasília não havia instituído ainda um comitê, apesar do movimento nacional estar crescendo a cada dia.

- Os próprios oprimidos têm que lutar contra a opressão - disse a deputada, que marcou para o dia 18 uma atividade na Câmara dos Deputados a fim de sensibilizar os parlamentares para a necessidade da aprovação do regulamento.



Escrito por christian theodore às 21h44
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   Taí um exemplo de dignidade, honestidade às suas idéias, em um Brasil tão enlameado!

Um exemplo de honra em um país que abriu as pernas para Bush com Henrique Meirelles no Banco Central, Lula abandonou os movimentos sociais, não fez nenhuma mudança significativa na educação e muito menos na saúde, deveria ter a coragem de Hugo Chavez, presidente da Venezuela, esse sim , o verdadeiro líder de esquerda da América Latina! Não sei se a transposição do Velho Chico irá resolver o problema da seca mas se ajudar 20% da população do sertão nordestino será extremamente importante! Respeito o protesto do Bispo, legítimo, digno exemplo de política de respeito!
Manchetes
Qui, 06 Out - 21h37
Bispo encerra greve de fome após Lula prometer mais discussões

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Por Andrew Hay

CABROBÓ, Pernambuco (Reuters) - O bispo Luiz Flávio Cappio encerrou nesta quinta-feira sua greve de fome contra o projeto de transposição do rio São Francisco, depois que um enviado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu abrir novas discussões sobre o plano.

"Fica suspenso meu jejum, em favor da vida", disse dom Cappio diante da pequena capela às margens do rio São Francisco, onde manteve sua greve de fome nos últimos 11 dias.

O bispo havia prometido manter seu protesto até a morte, a menos que o governo cancelasse o projeto de 4,5 bilhões de reais para desviar parte da água do São Francisco por meio de uma rede da canais.

Dom Cappio sustenta que o projeto provocará danos ao meio ambiente e que vai beneficiar os grandes proprietários de terra em detrimento da população pobre.

O bispo, no entanto, acabou mudando de posição depois de cinco horas de conversações com o ministro das Relações Institucionais, Jacques Wagner, e com o núncio apostólico do Vaticano no Brasil, Lorenzo Baldisseri.

"O ponto-chave para ele era o prolongamento do diálogo e do debate na fase anterior ao início (do projeto)", disse Wagner a jornalistas. "Não queremos vítimas para um projeto pela vida."

Dom Cappio, 59, disse que sua decisão foi baseada em um compromisso assumido pelo governo de dar início a um diálogo com partidos que fazem críticas ao projeto com o intuito de encontrar alternativas antes de dar início aos trabalhos.

"Eu quero acreditar na sinceridade dele (Lula), que não é mentiroso", disse o bispo, acrescentando que, na sua opinião, o projeto "pode até ser suspenso dependendo desse amplo debate".

Segundo o religioso, o governo também se comprometeu em tentar aprovar no Congresso um projeto que prevê a destinação de 300 milhões de reais pelos próximos 20 anos para revitalizar o São Francisco e proteger o meio ambiente na região.

Mais cético, Adriano Martins, assessor de Dom Cappio, disse que pelo que vem acontecendo com o governo Lula tem "todos os motivos do mundo para desconfiar dessas promessas".

Dom Cappio é um antigo admirador de Lula e ativista de entidades sociais. Ele já vinha fazendo campanha pela revitalização do São Francisco, cujas águas estão poluídas, e há anos trabalha com famílias rurais pobres. Sua decisão de encerrar a greve de fome foi encarada por Rubens Siqueira, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), da Bahia, como um recuo, já que, segundo ele, o governo não interrompeu os trabalhos. "Aparentemente, o processo continua, então ele cedeu."

Em entrevista coletiva concedida em Brasília, o secretário-geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Odilo Scherer, disse que, embora a Igreja condene a greve de fome até a morte, o gesto de dom Cappio ajudou a reavivar a discussão sobre o projeto de transposição.

"A causa é justa e trouxe de volta para a sociedade uma discussão importante, mas eu espero que a moda não pegue."

O projeto de 4,5 bilhões de reais prevê a transposição de 1 por cento das águas do rio para cidades e regiões que sofrem anualmente com secas. Dom Luiz Cappio, argumenta, no entanto, que serão beneficiados apenas os grandes fazendeiros e não os milhares de pequenos proprietários de terra.

Engenheiros do Exército estão prontos para começar a escavar 700 quilômetros de canais e construir bombas para desviar a água do rio através de quatro Estados.

Entretanto, nesta quinta, a Agência Brasil informou que a 14a. Vara Federal na Bahia suspendeu a licença-prévia concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para o projeto. Dessa maneira, o Ibama não pode conceder a licença de instalação, que autorizaria o início das obras.

A decisão suspende o processo de licenciamento ambiental até que o projeto seja revisado e as falhas, corrigidas. O Ibama, que não quis comentar o caso, pode recorrer no Tribunal Regional Federal. 



Escrito por christian theodore às 21h32
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   O Brasil ainda assiste muita novela da Globo!

América alcança picos de 60 pontos

Na noite de terça-feira, dia 4, a novela América alcançou picos de audiência de 60 pontos, e média de 53, segundo dados da prévia do IBOPE.

Os destaques do capítulo foram muitos:
- Junior e Zeca trocando olhares no show de Rick e Renner;
- Glauco tentando falar com Lurdinha sobre o rompimento;
- Laerte e Glauco dizendo para Alex que precisavam passar todos os negócios para o seu nome;
- Glauco afirmando para Haydeè que ele sabe que ela é cleptomaníaca;
- Simone sentindo as dores do parto e sendo levada ao hospital por Tião;
- Com apoio de Jatobá, Radar enfrentando Vera e contando que vai ser pai.
- Ed rompendo com Sol, sofrendo pra caramba e terminando arrasado, chorando no quarto do hotel.

E foi ótimo ver



Escrito por christian theodore às 21h17
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Gabriel, o pensador vira escritor infantil!

Quinta-feira, 06 de Outubro de 2005


Depois de Madonna e Paul McCartney inaugurarem carreiras paralelas à música dedicadas à literatura infantil, é a vez de Gabriel O Pensador ingressar no ramo. Mais conhecido por seu talento como escritor de versos de canções do que como autor de livros, Pensador mostra que se diverte tanto quanto os pequenos em um universo que já não é mais o seu.

"Eu sou meio criança, brincalhão", avisa. "Tenho esse lado. Talvez eu me identifique muito com as crianças por isso. Elas são espontâneas". Pai de duas crianças, o músico chega às livrarias com Um Garoto Chamado Rorbeto, fábula sobre um menino que se descobre diferente dos outros garotos.

E o ser diferente, aqui, não é ruim. Nem pior. Rorbeto deveria se chamar Roberto. Graças ao analfabetismo de seu pai, que mal sabia falar, acabou sendo registrado com as letras trocadas. Mas Rorbeto aprendeu a pensar, a escrever e a contar. Um dia, descobriu que podia chegar até o número 11 usando apenas os dedos das duas mãos.

O constrangimento toma conta do garoto, que começa a ir à escola com a mão direita escondida – a que tem seis dedos – dentro de um saco, torcendo para não ser descoberto pelos colegas. Mas a revelação, claro, é inevitável.

"Fluiu naturalmente, mas acabou sendo um livro educativo", explica o autor, que tem poesias e textos, inclusive infantis, engavetados em sua casa. "Falo da aceitação das diferenças, da questão da alfabetização, que é muito importante. Não é um livro só para divertir, mas também para educar''.

Um Garoto Chamado Rorbeto foi escrito em versos, mas usa linguagem coloquial. O verbo "estava", por exemplo, aparece apenas como "tava". "No meu dicionário, existe o 'tava' e o 'estava'. Sou muito chato com o português, não gosto de nada errado. Mas algumas coisas eu libero um pouco, como essa subtração", desconta o rapper carioca.

As ilustrações do livro foram feitas pelo desenhista Daniel Bueno. "O texto do Gabriel já transmitia as informações. A preocupação era conduzi-lo como se fosse uma seqüência musical. Por isso, não pensamos as ilustrações separadamente. É um conjunto com o que já estava escrito", completa Bueno.



Categoria: arte e teatro
Escrito por christian theodore às 21h08
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   Que tal limpar o fiofó com a cara do Bush e do Blair, o meu tem mais valor!

Uma fabricante de papéis resolveu lançar papel higiênico que homenageia os mais famosos políticos. O novo papel, que estará a venda na Ucrânia, traz retratos do presidente americano George W. Bush, do líder russo Vladimir Putin e do primeiro-ministro britânico, Tony Blari.

Segundo o site Funreports, entre os homenageados, estão ainda a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, e o líder da Bielorússia, Alexander Lukashenko. Não se sabe se o presidente ucraniano, Victor Yushchenko, também receberá a honra.

A empresa planeja produzir pequenos lotes do Papel Higiênico Político. No momento, apenas 200 itens para a Ucrânica. Pedidos foram recebidos também da Rússia e da Inglaterra.

Cada rolo deve custar em torno de US$ 0,40. O papel está sendo impresso em uma fábrica na China.
 



Escrito por christian theodore às 20h42
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   pobreza estadunidense aumenta e é a pior entre os países industrializados

WASHINGTON (Reuters) - Quatro décadas depois de um presidente norte-americano ter declarado guerra à pobreza, mais de 37 milhões de pessoas no país mais rico do mundo são classificadas oficialmente como pobres, e o tamanho dessa população vem aumentando há anos.

Em 2004, segundo dados do governo, 1,1 milhão de norte-americanos caíram para baixo da linha de pobreza, o equivalente à população inteira de uma grande cidade como Dallas ou Praga.

Desde 2000, o número total de pobres vem aumentando ano a ano em um total de quase 5,5 milhões. Mesmo os mais otimistas vêem poucas chances de essa população diminuir em breve, e isso apesar de um acalorado debate sobre o problema, provocado pelas imagens chocantes exibidas nas TVs e que expôs aos olhos do mundo um lado da vida nos EUA que poucos conhecem.

O presidente que declarou a guerra contra a pobreza foi Lyndon Johnson. "Infelizmente, muitos norte-americanos vivem na periferia da esperança, alguns por causa de sua pobreza, alguns por causa de sua cor, e um número excessivo deles devido a esses dois fatores. Esse governo declara uma guerra total à pobreza nos EUA".

Isso foi em 1964. Na época, 19 por cento da população norte-americana vivia abaixo da linha oficial da pobreza. O número caiu nos quatro anos seguintes e, em 1968, estabilizou-se em 12,8 por cento. Desde então, tem flutuado pouco. No ano passado, a taxa foi de 12,7 por cento, um indício de que a pobreza é um problema crônico.

A situação da pobreza nos EUA é medida uma vez por ano pelo Censo do país, cujo relatório, com mais de 70 páginas cheias de estatísticas, é usado por vários acadêmicos, mas raramente provoca debates públicos ou chega às TVs. Mas em 2005, foi diferente.

O lançamento do relatório coincidiu com a passagem do Katrina, o violento furacão que matou mais de 1.100 pessoas nos Estados da Louisiana e do Mississippi. Imagens de mortos e pessoas em desespero transmitidas ao vivo por canais de televisão mostraram de perto a realidade que os mapas do Censo avaliam numericamente.

 



Escrito por christian theodore às 19h34
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   E o tio Roriz continua questionado, porque será, se ele é tão bão?

O vice-presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira, pediu nesta quarta-feira à Câmara Distrital do Distrito Federal autorização para processar e julgar o governador Joaquim Roriz (PMDB-DF) por descumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal.

A medida é necessária para que o ministro, que é o relator do caso, possa apreciar a denúncia oferecida contra Roriz pelo Ministério Público Federal, decidindo se abre ou não ação penal contra ele.

A denúncia foi oferecida porque, no inquérito que investigava as condições das contas públicas do governo do Distrito Federal quanto aos gastos em saúde, foi verificado um decréscimo sensível e injustificado na qualidade da prestação dos serviços nessa área, fato questionado pelo Tribunal de Contas do DF.

Além de Roriz, a denúncia abrange Valdivino José de Oliveira, secretário de Fazenda e de Planejamento do DF desde a gestão anterior de Roriz à frente do governo, Arnaldo Bernardino Alves, Jofran Frejat, Paulo Afonso Kalume Reis e Aloísio Toscano França, respectivamente secretários de Saúde nos períodos de janeiro de 1999 a 2002, abril a julho de 2002 e de julho a novembro de 2002.

As acusações

De acordo com o Ministério Público Federal, verificou-se que os gastos do governo do DF em saúde pública violavam o sistema de normas, confirmando o decréscimo na qualidade dos serviços, constatando-se pelo menos três violações do texto da Lei de Responsabilidade Fiscal, com repercussões na esfera penal.

A primeira, a verificação de uma sistemática de compras de medicamentos e insumos médicos e hospitalares do setor privado que contraria toda a normativa da administração pública. As compras seriam realizadas mediante a emissão de vales, recibos e declarações que não expõem os valores dos produtos adquiridos, pois havia o comprometimento tácito de que a Secretaria pagaria a compra do produto cotando o seu preço pelo valor do dia do pagamento e não o do fornecimento.

A segunda violação decorreria da desorganização das contas públicas do setor pela fraude contábil e fiscal gerada pela sistemática de compras: assumindo-se despesas sem a respectiva disponibilidade de caixa durante os dois últimos quadrimestres do último ano de mandato, período vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal e, por fim, a anulação e cancelamento de notas de empenho.

O Ministério Público afirma ainda que a prática era uma constante no governo, sendo verificada na gestão de todos os quatro secretários de Saúde de Joaquim Roriz.

Como prova, o Ministério Público cita um memorando de outubro de 2002, cuja razão seria a imperiosa e necessária regularização das contas do governo, uma vez que se encontrava em final de mandato.

A lista aferida em razão do memorando consolida um valor total de mais de R$ 12 milhões de despesas efetuadas em desacordo com as normas pendentes de pagamento.

Com informações do STJ


Escrito por christian theodore às 19h06
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Viva Cassia Eller


Divulgação
Vida da cantora Cássia Eller vai virar um longa-metragem
Vida da cantora Cássia Eller vai virar um longa-metragem

Ex-clu-si-vo!
A vida da cantora Cássia Eller vai virar longa-metragem. Pelo menos três grandes produtoras cinematográficas --entre elas a Globo Filmes-- estão disputando os direitos de adaptação do livro "Apenas uma Garotinha - A História de Cássia Eller". O livro, da editora Planeta, escrito pelos jornalistas Eduardo Belo e Ana Claudia Landi, foi lançado em julho passado e já está na casa de 12 mil cópias vendidas...

A história
Considerada um dos maiores fenômenos do pop nacional dos anos 90, e que já foi chamada de herdeira musical de Cazuza, Cássia Eller morreu na noite do dia 29 de dezembro de 2001, numa clínica do Rio, onde foi internada e sofreu sucessivas paradas cardíacas.

Divulgação
Livro sobre cantora vendeu 12 mil cópias
Livro sobre cantora vendeu 12 mil cópias

Nada a declarar...
Segundo a coluna apurou, as produtoras querem (digo, queriam) tentar manter as negociações em sigilo para evitar uma espécie de "leilão" da obra, que tem enorme apelo popular --e, certamente, comercial. Procurados pela coluna na última terça-feira, os dois autores se recusaram a falar sobre as negociações. Mas a coluna apurou que a idéia seria lançar o filme até o final de 2006, cinco anos após a morte de Cássia. Fica uma questão: que atriz brasileira teria "peito" e cacife musical para interpretá-la?



Categoria: arte e teatro
Escrito por christian theodore às 19h01
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   Cantanhede conta Chavez

Chávez, nem anjo nem demônio Hugo Chávez nunca passa em branco e não passou, quando veio a Brasília na semana passada. Teve um arranca-rabo com Lula e com Celso Amorim por causa do documento final da reunião de cúpula (ou meia cúpula, pois só metado dos presidentes veio) da América Latina e, como fecho-de-ouro, deu uma entrevista muito importante para o Roda Viva. Foi gravada na sexta-feira e transmitida na segunda passada.

Por que foi importante? Porque Chávez fugiu do velho estilo Fidel Castro e, em vez de falar horas e horas sem parar, foi afirmativo, sem ser agressivo, e respondeu a todas as questões de forma precisa, clara e surpreendentemente rápida.

Chávez, enfim, explicou quem é Chávez e qual o projeto Chávez. Na versão dele, evidentemente, mas ainda assim de forma suficiente para que cada um tire suas conclusões.

Chávez bateu duramente no governo dos EUA e defendeu o povo norte-americano, o que não tem nenhuma novidade. Mas teve tempo e platéia para explicar como a Venezuela foi usada durante décadas, ou séculos, para servir a um único senhor: os EUA. A maior riqueza do país, o petróleo, serviu para abastecer o país alheio, para enriquecer meia dúzia de venezuelanos e centenas de americanos. E não reverteu para a Venezuela, não gerou uma planta industrial. Hoje, o país depende só do petróleo. E o esforço de Chávez é diversificar, com enorme atraso, essa economia monoprodutora.

No embalo, Chávez bateu na elite venezuelana, voraz para obter seus próprios lucros e mesquinha ao distribuir renda. E deu sua versão para ter entrado em confronto com banqueiros, empresários, Igreja, academia, imprensa: todos queriam mandar no seu governo.

Citou, inclusive, o grande empresário Cisneros, que ele chegou a levar a Washington no início do governo para negociações governo-a-governo. E por que romperam? Porque, segundo Chávez, eles queriam indicar o presidente do Banco Central, o ministro da Fazenda. Queriam mandar no seu governo, repetiu.

A "deixa" foi ótima. E a pergunta, óbvia: no Brasil, Lula cedeu às eleites, às ligarquisas, compôs. Nesse sentido, o projeto Chávez é bem diferente do projeto Lula. E Chávez, saindo pela tangente, alegou que não ficaria bem analisar o presidente de outro país e se recusou a responder. O que não deixa de ser uma ótima resposta...

Chávez se proclamou várias vezes "um revolucionário", depois disse que os revolucionários são uma espécie de divindade na Terra, seres superiores. Cada um conclua o que quiser.

E deixou claro que, na sua opinião, nunca esteve tão clara a distinção entre esquerda e direita. O símbolo da esquerda é Cristo, o da direita, Judas, que se vendeu por um punhado de moedas. "O início do capitalismo", disse.

Confrontado com dados da Cepal e do instituto de pesquisas a própria Venezuela, dando conta de que a situação social no país piorou (segundo a Cepal, ela está em penúltimo lugar entre 17 países da região), Chávez fez uma longa defesa de seus projetos sociais, inclusive sobre a existência de 20 mil médicos cubanos nas favelas de todo o país.

Em seguida, entrou uma pergunta, gravada, do senador e ex-governador Cristovam Buarque, sobre o fim do analfabetismo na Venezuela. Chávez adorou e contou o método e os resultados. Não houve contestação.

Aliás, a melhor contestação foi quando ele fazia uma enorme defesa da esquerdização do continente e da força da democracia. E Cuba? Há democracia em Cuba? Em vez de defender o regime do amigo, ele atacou os EUA: "No Bronx também há miséria". E o repórter: "Mas, lá, de quatro em quatro anos, o povo decide quem manda".

Enfim, Chávez impressionou bem. E, cá pra nós, repetiu um discurso de igualdade social que nós todos, de várias gerações, sempre defendemos e lamentamos profundamente que tenha caído no vazio. Chávez recupera esse discurso. A grande dúvida que permanece é se, rompendo, confrontando, radicalizando e cindindo o país ao meio, até onde e quando ele vai conseguir implantar o discurso que aplaudimos e queremos.

Como digo há anos, em meio às minhas 6 idas a serviço à Venezuela: as intenções são ótimas, os métodos é que são elas....
Eliane Cantanhêde é colunista da Folha em Brasília e comentarista de política do telejornal "SBT Brasil", do SBT. Foi diretora da Sucursal de Brasília do jornal. Escreve para a Folha Online às quartas.



Escrito por christian theodore às 18h54
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Escrito por christian theodore às 10h16
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   Universal lança o vice para presidente

VALTER CAMPANATO/ABR
 
Terça-feira, 04 de Outubro de 2005
Universal lança Alencar


O senador Marcelo Crivella (PMR-RJ) lançou ontem a candidatura do vice-presidente José Alencar à Presidência da República em 2006. Segundo Crivella, apesar de Alencar ainda não ter dado o sinal verde, esse é o principal projeto político da nova legenda criada com o apoio da Igreja Universal do Reino de Deus. Crivella diz que é fundamental uma bancada pequena e um partido enxuto para poder negociar com outras legendas o apoio à candidatura presidencial de Alencar. O PMR, que deve mudar ainda neste mês de nome para Partido Republicano, está disposto a apoiar outros partidos na disputa para o Senado e governos estaduais, em troca do apoio a José Alencar. Além do próprio Crivella, o partido filiou apenas dois deputados: José Divino e Vieira Reis, que deixaram o PMDB do Rio.

bancadasO PT, mesmo com uma queda expressiva no número de parlamentares, ainda tem a maior bancada da Câmara, com 83 deputados. Em 2002, o partido elegeu 91 deputados. Já o PMDB, que semana passada chegou a ultrapassar o PT, com 89 deputados, caiu para 80. Só no Rio, quatro deputados deixaram a legenda. Além dos dois que foram para o PMR por problemas com Garotinho, outros dois foram para o PSC, mas em sintonia com o ex-governador fluminense.

No troca-troca dos últimos dias, partidos da base aliada ligados ao mensalão foram esvaziados. O PL, ontem, registrava 38 deputados. A legenda chegou a ter 53. O PTB ficou com 44 deputados contra os 49 registrados no seu auge. O PP evitou a sangria, terminando o troca-troca com 54 deputados. Dos partidos da base, o único que teve crescimento expressivo foi o PSB, que saiu de 16 para 29.

Na oposição, o PFL conseguiu recuperar um pouco do terreno perdido — elegeu 84 deputados, chegou a ficar com apenas 57 e, ontem, registrava 62. Já o PSDB ficou com 53 deputados. O PDT, que estava com 14 deputados, pulou para 19. O PPS terminou o troca-troca com 16, enquanto o PCdo B ficou com dez. O PSol pulou de 2 para 7 deputados.



Escrito por christian theodore às 10h07
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   Menino Maluquinho estréia em série na TV Cultura-Nacional

 
 
DIVULGAçãO
 
Terça-feira, 04 de Outubro de 2005
O Menino Maluquinho, personagem mais famoso de Ziraldo, ganha série de TV prevista para estrear em novembro. A cada capítulo, ele sai da realidade em busca de aventuras pelo mundo

O personagem mais famoso de Ziraldo, o Menino Maluquinho, vai aparecer pela primeira vez na televisão de cabelo ruivo, numa série de 26 capítulos da TVE Brasil a partir de novembro. Os fãs devem aguardar novidades quanto à exibição, já que a produção negocia a transmissão também em outras emissoras. Em Brasília, a TVE Brasil tem parte de sua programação exibida pela TV Nacional.

Nesta versão, o Menino Maluquinho está diferente dos conhecidos traços do cartunista Ziraldo e do que já foi exibido nos cinemas. Mas sua casa, cujo cenário foi construído num estúdio da Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde estão sendo feitas as gravações, é familiar: o quarto vive bagunçado, os brinquedos estão sempre espalhados e muitas fotos enfeitam as paredes e as estantes.

Os móveis da sala, do escritório, da cozinha, do quarto e do banheiro são envelhecidos e os eletrodomésticos e livros, usados. Tudo, segundo o diretor César Rodrigues, ajuda a imprimir realidade ao programa. O convite para dirigir a série veio quando César fazia a produção do terceiro longa do personagem, que já tem 25 anos.

"É um personagem muito conhecido, porém muito jovem e brasileiro", afirma. "O grande mérito da série é estar centrado no livro. É uma história de vida". Escovar os dentes, fazer xixi, o primeiro dia de aula, a hiperatividade infantil, a primeira namorada, as diferenças entre os amigos, o incentivo à leitura e as brincadeiras saudáveis em família são quadros do cotidiano da vida "maluquinha".

cotidianoAs histórias do dia-a-dia da típica família de classe média foram costuradas no roteiro criado por Cao Hamburguer e Anna Muylaert, de Castelo Rá-Tim-Bum (1995), o premiado programa infantil exibido na TV Cultura até hoje.

A equipe de produção do Menino Maluquinho é praticamente a mesma, ao menos nas bases, tendo à frente do projeto Beth Carmona e Rosa Crescente. A primeira é presidente da TVE e a segunda responde pela direção de programação da emissora.

Maluquinho, que na história original tem dez anos, será mostrado em três fases: uma antes, de referência, aos 5 anos (Felipe Severo); na idade do personagem (Pedro Saback); e, depois, aos 30 anos (ator indefinido). "O último (que aparecerá em depoimentos no meio das tramas) serve como aglutinador de todas as histórias, como uma reflexão do que ele fez na infância e do que é atualmente", antecipa o diretor.

A série é uma oportunidade de resgatar o papel da emissora – educar, segundo Carmona, que tem promovido nos últimos dois anos uma bem-sucedida reestruturação no canal. "Fazemos um programa comprometido com o que achamos que deva ser uma TV pública no país", afirma. "É a possibilidade de oferecer algo desenvolvido originalmente. Temos um compromisso histórico com isso".

investimentoNão é a primeira vez que a TVE aposta em Ziraldo para produzir um infantil. Em 1998, a gravação de 20 episódios de A Turma do Pererê fez tanto sucesso que o programa é exibido até hoje na televisão.

De lá para cá, não foi registrado nada tão significativo quanto O Menino Maluquinho – um investimento de R$ 7 milhões com parte dos recursos do MinC e que ainda procura patrocínio da iniciativa privada por meio de incentivos fiscais. "A gente já trabalhou com outros programas que fizeram sucesso entre as crianças, mas, desta vez, a gente quis trazer a literatura para a TV como homenagem ao Ziraldo, aos pais e às crianças", complementa Rosa Crescente.

Uma placa na porta do quarto avisa: "Atenção: Maluquinho". O diretor César Rodrigues resume: "É um menino que tem uma infância normal. Ele não é um herói; é um menino feliz, por isso é maluquinho". Beth Carmona completa: "É um misto de criatividade com liberdade na condução da própria vida, da resolução de problemas, na tristeza ou na alegria. Dar limites é diferente de limitar".

O intuito do diretor é mostrar um ambiente familiar saudável para as crianças e para os pais. "Tenho a sensação que vai dar uma inveja gostosa pela liberdade e pela comunicação entre a família", empolga-se. Ele também espera atingir o saudosismo adulto, já que as relações entre pais e filhos e o próprio convívio familiar andam bastante desgastados.

fases

A história tem três fases distintas, sendo a principal a dos dez anos. As outras duas vão ser inseridas no meio como flashbacks, para a fase dos cinco, e projeções, para os 30 anos. O contexto base é uma família feliz, mas não idealizada, que passa por problemas reais, que não devem abalar sua estrutura. Os episódios são temáticos, o que vai ajudar a criar parâmetros sobre escola, amizades, família, valores, entre outros.

A surpresa vai ficar com os momentos incríveis do personagem. "Vai ser um por capítulo, onde o Maluquinho foge da realidade e viaja em suas fantasias", afirma o diretor. A escolha dos atores mirins foi um dos pontos mais complicados para César. "Estão valorizando a criança pela maturidade dela e não pela espontaneidade", afirma. O diretor estava em busca de quem tivesse energia, naturalidade e ritmo e não viesse "engessado".

Primeiro, escolheu Pedro Saback, de nove anos, e depois Felipe Severo, de seis. O comportamento e gestos parecidos foi o que chamou a atenção do diretor. O problema estava na cor dos cabelos – Felipe é ruivo. Sobrou para Pedro ter de pintá-los. "Eu gostava mais do cabelo castanho, mas já me acostumei", solta. O ator para viver a fase dos 30 anos ainda não foi escolhido.

Os dois atores-mirins, apesar de não contracenarem juntos, possuem um bom relacionamento. Mas é Felipe que parece ter incorporado o personagem. "Eu sou maluco que nem ele e gostei muito da panela", brinca. Com o sonho de ser skatista, Felipe já se considera ator.

Para viver a mãe de Maluquinho, o diretor César Rodrigues buscou uma mãe de verdade. Sem pensar duas vezes, procurou Maria Mariana e mandou ver: "Não é só pelo seu talento, mas eu quero para o Maluquinho uma mãe como você".

Maria estava afastada da tevê por ter optado pela maternidade, mas não esconde a empolgação de voltar a gravar, mesmo sem ritmo. "A série vai passar o sentimento família, cativar a felicidade domiciliar", vibra. Sua personagem é uma dentista dedicada e que prioriza a educação do filho, responsabilidade partilhada com o pai, interpretado por Eduardo Galvão. O ator, que acabou de rodar Didi e o Caçador de Tesouros, diz que sempre admirou o universo infantil.

Na série, ele vai viver um professor de Biologia que consegue curtir a família. Eduardo espera que haja uma outra temporada para dar um bom programa para as crianças. "Seria bom se continuasse ou então houvesse uma nova história infantil, pois tem tanta coisa educativa inserida!", acrescenta.

Ziraldo, mais uma vez, é aposta segura da televisão para seriados infantis

+Na edição


Escrito por christian theodore às 10h01
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   Adeus Emilinha!

Emilinha Borba (1923 - 2005)

Eterna rainha do rádio

Sebastião Marinho
Emilinha Borba em uma de suas últimas fotos

Emilinha Borba em uma de suas últimas fotos

As cantoras do rádio perderam mais uma de suas queridas rainhas. Morreu ontem em seu apartamento, em Copacabana, Emília Savana da Silva Borba, Emilinha Borba, aos 82 anos. Na hora da morte, ela estava acompanhada de sua secretária Zaira Peçanha e de sua sobrinha Elizabeth.

Emilinha esteve internada recentemente na Casa de Saúde Pinheiro Machado, em Laranjeiras, Zona Sul, por causa de uma queda na escada. Ela deu entrada no hospital no dia 16 de junho, com traumatismo craniano e hemorragia intracerebral. A cantora deixa um filho e três netos. O prefeito Cesar Maia decretou luto de três dias na cidade.

Uma das mais queridas e carismáticas cantoras que fizeram sucesso na década de 50, Emilinha Borba foi eleita Rainha do Rádio de 1953. Os programas de auditório eram transmitidos para todo o Rio de Janeiro e, o de maior sucesso, ao qual Emilinha comparecia semanalmente, era o do apresentador Cesar de Alencar. Nessa época ficaram famosas, também, suas fãs, as quais receberam o apelido de ''macacas de auditório'', e para as quais foi feita uma música de carnaval: ''Ela é fã da Emilinha/ Não sai do César de Alencar/Grita o nome do Caubi/ E depois de desmaiar/ Pega a Revista do Rádio/ E começa a se abanar''. A música foi um sucesso naquela época.

Famosa e personagem de inúmeras matérias da Revista do Rádio, principal revista de variedades da década de 50, Emilinha Borba participou de dezenas de filmes da Atlântida (estúdio com sede no Rio e responsável pela produção de filmes que se tornaram populares e foram chamados de chanchadas).

Emilinha nasceu no bairro da Mangueira em 31 de agosto de 1923, o que desde cedo criou nela um importante e carinhoso caso de amor com a escola de samba verde-e-rosa.

Ainda muito jovem, ela começou a se apresentar em programas de auditório e de calouros no rádio. Sua fama foi se consolidando aos poucos e logo formou a dupla As Moreninhas, ao lado de Bidu Reis. A parceria durou pouco mais de um ano.

A cantora só gravou seu primeiro disco solo em 1939, pela Columbia. Com a ajuda de Carmem Miranda conseguiu ser contratada como crooner pelo Cassino da Urca, o palco mais famoso da década de 40 no Rio. Logo depois, Emilinha assinou contrato com a Rádio Nacional, onde ficou por mais de 27 anos, como uma das principais cantoras da emissora, o que lhe permitiu que se tornasse uma das mais queridas e conhecidas estrelas do rádio.

Segundo o site da cantora, ela esteve afastada dos microfones de 1968 a 1972, por causa de um problema nas cordas vocais, o que a obrigou a fazer três cirurgias e um longo período de estudo para reeducar a voz e poder voltar a cantar.

Emilinha ganhou muitos títulos e prêmios nos anos 50 e seu fã-clube tem uma rixa eterna com o da cantora Marlene. As duas cantoras disputaram várias vezes o posto de Rainha do Rádio, mas mesmo assim gravaram algumas canções juntas.

Entre os grandes sucessos de Emilinha Borba estão Baião de Dois, Se Queres Saber, Escandalosa e Chiquita Bacana.

Em 2003, depois de 22 anos sem gravar um CD solo, ela lançou Emilinha Pinta e Borba, com participações de cantores como Cauby Peixoto, Marlene e Ney Matogrosso. Este ano, Emilinha lançou Na Banca da Folia, com participação do cantor Luiz Henrique e de MC Serginho.

De acordo com seu site, até 1995, Emilinha era a personalidade brasileira que mais tinha sido capa de revistas (350 vezes) no país.

Emilinha Borba foi velada na Câmara Municipal. Ela será enterrada hoje, às 17h, no Cemitério do Caju.



Escrito por christian theodore às 09h50
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   Segundo o Blog do Noblat Roriz irá apoiar ARRUDA

 

Quem Roriz diz que vai apoiar

Do colunista Ricardo Boechat no Jornal do Brasil, hoje:

 

"Ontem, em almoço na casa do senador Paulo Octavio (PFL-DF), em Brasília, o governador Joaquim Roriz anunciou quem apoiará para sucedê-lo ano que vem.

 
O candidato será o deputado José Roberto Arruda, do PFL.

Como vice da chapa, Ana Cristina Kubitschek, mulher do anfitrião e neta de JK."



Escrito por christian theodore às 22h47
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   Apoio de Roriz deve ir para Arruda!

Candidato que tiver o governador como cabo eleitoral já arranca com 384 mil votos rumo ao Palácio do Buriti

Os números da pesquisa do Instituto Soma, encomendada pelo Jornal de Brasília e publicada na edição de ontem, mostram que o governador Joaquim Roriz será o melhor cabo eleitoral para os candidatos que desejam sucedê-lo nas eleições de 2006. Entre os eleitores, 32% declararam votar com certeza no candidato apoiado por ele. Isso significa a transferência direta de 384 mil votos já na largada, se considerarmos que o eleitorado de Brasília é composto de 1 milhão e 200 mil pessoas.

Além disso, outros 34% declararam que podem votar, mas não têm certeza, no candidato de Roriz. Ou seja, somados os dois percentuais, o governador tem potencial de 66% de votos a transferir para o seu candidato.

Sabendo disso, os cinco pré-candidatos do grupo do governador – José Roberto Arruda, Maria de Lourdes Abadia, Maurício Corrêa, Paulo Octávio e Tadeu Filippelli – devem partir para uma luta mais forte em busca do apoio de Roriz. Ontem, vários deles foram às ruas e participaram de eventos, afinal, em janeiro o governador escolherá dois desses cinco políticos para compor a chapa que irá disputar o GDF com seu apoio.

ArrudaDe acordo com a pesquisa, o deputado José Roberto Arruda (PFL) é o preferido do público para ter Roriz como cabo eleitoral, com 38%. Depois dele vem o senador Paulo Octávio, presidente do PFL, com 21% da preferência. A vice-governadora Maria de Lourdes Abadia está em terceiro lugar, com 12%. O deputado federal licenciado Tadeu Filippelli (PMDB) é o quarto com 3%. Em último lugar está o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Maurício Corrêa, que se filiou semana passada ao PMDB.

Arruda aparece também em primeiro lugar nas disputas com os outros candidatos, nos cenários simulados na pesquisa, que incluem o ministro do Esporte, Agnelo Queiroz; Geraldo Magela, um dos pré-candidatos do PT; a deputada distrital Arlete Sampaio, outra pré-candidata do PT; e José Antônio Reguffe, possível nome do PDT.

Arruda, que foi o recordista nacional de votos para deputado federal proporcionalmente em 2002 (ele recebeu 324.248 votos, o equivalente a 26,56% dos válidos), recolheu-se com a família no dia de ontem, fora de Brasília. O deputado limitou-se a fazer apenas um comentário sobre a pesquisa. "Á única coisa que dá para dizer diante dos números revelados pela pesquisa é que receber o apoio do governador Roriz será fundamental", afirmou.



Escrito por christian theodore às 22h33
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   Goiás rumo ao campeonato!

Time PG J V E D GP GC SG %
Corinthians 53 27 16 5 6 58 45 13 65%
Goiás 50 29 15 5 9 44 35 9 57%
Internacional 49 28 14 7 7 48 36 12 58%
Fluminense 48 27 13 9 5 52 35 17 59%


Escrito por christian theodore às 22h27
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   Armas legais vão para o tráfico

Com a pesquisa, o Rio se torna o primeiro estado do País a conhecer a origem das armas de fogo apreendidas pela polícia em seu território.

De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), os dados das delegacias legais representam 85% de todo o volume de ocorrências no estado.

A pesquisa identificou a existência de 102.218 armas relacionadas a crimes registrados em delegacias legais desde 1999. Após excluir as que não tinham nenhuma anotação sequer, as registradas como furtadas ou roubadas e as usadas por policiais em serviço e apreendidas para exames de balística, restou um total de 86.849 armas apreendidas.

A análise de mais de 86 mil armas foi feita recorrendo-se às informações que constam dos bancos de dados da Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos (DFAE) da Polícia Civil e do Sistema Nacional de Armas (SINARM).

O estudo também revelou que das 86.849 armas analisadas 33% eram registradas, 28% contrabandeadas e 39% sem qualquer registro.

O secretário Marcelo Itagiba disse que a polícia do Rio está fazendo a sua parte e retirando as armas das mãos dos bandidos. De acordo com a secretaria, comparando-se os anos de 1995 – quando foi registrado o maior índice de homicídio da história do estado, com 8.438 assassinatos – com o ano de 2004, houve um aumento de 196% no total de apreensão de armas e, conseqüentemente, uma redução de 23,7% nos casos de homicídio.

Segundo Itagiba, há uma relação direta entre apreensão de armas nas mãos de criminosos e redução de homicídios.

Em 2004, foram apreendidas 14.308 armas. Desse número, 8.336 eram revólveres, 2.625 pistolas, 271 fuzis, 2.048 espingardas e 81 submetralhadoras. Foram apreendidas 818 granadas, sendo 679 nacionais e 139 estrangeiras. Com relação ao local de fabricação das armas, 73% das armas apreendidas eram de fabricação nacional e 12% de fabricação estrangeira.

 Diga Sim! a proibição da comercialização das armas de fogo



Escrito por christian theodore às 22h16
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BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, CAMPUS UNIVERSITARIO, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, Spanish, Sexo, Arte e cultura
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