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   Nudez do bem

Senhoras tiram a roupa em calendário do Graac

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da Folha Online

Tudo começou no conservador vilarejo de Knapely, no condado Yorkshire (Inglaterra), quando um grupo de senhoras resolveu aparecer sem roupa num calendário por uma singela causa: conseguir um sofá, novo e confortável, para a sala de espera de um hospital. Num momento tão difícil (o sofrimento de alguém próximo), argumentavam, o mínimo que mereciam era um lugar decente para se acomodar. Era 1999.

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Gilda Bezerra, 60, é casada há 37 anos
Gilda Bezerra, 60, é casada há 37 anos
Troque a cidadezinha britânica por uma das maiores metrópoles do mundo (São Paulo) e o sofá por um edifício. Este é o objetivo das voluntárias do Graac (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), que tiraram a roupa para um calendário cujo lançamento acontece nesta segunda-feira na Reserva Cultural. A tiragem inicial é de 12 mil exemplares.

O calendário será vendido num esquema "dois-em-um": por R$ 20, você compra o calendário das senhoras, que posaram com flores coloridas, e leva também o calendário da ONG Turma do Bem, com homens nus em imagens preto-e-branco. Os voluntários e voluntárias que participaram do projeto estarão hoje à noite autografando os calendários.

A história das senhoras de Yorkshire foi retratada em "As Garotas do Calendário" (2003), do diretor Nigel Cole. Pelas mãos do genro inglês, o filme chegou às mãos de Gilda Bezerra de Melo Ribeiro, 60, voluntária do Graac, que pôs a idéia na cabeça.

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Dona Margarida, 82, é modelo com mais idade
Dona Margarida, 82, é modelo com mais idade
"O Graac é um hospital que atende 2.500 crianças por mês. Vivemos de campanhas de doações", afirma a voluntária, que cansou de ouvir frases do tipo "isso é loucura" e "como você vai fazer isso?" antes de ser compreendida.

Com tudo muito bem explicado, Gilda conseguiu 11 companheiras do Graac (além dela própria), todas acima dos 50 anos, que toparam ter sua imagem impressa no calendário. Eram dez, mas uma delas, receosa com possíveis constrangimentos na repartição pública em que trabalha, desistiu do projeto, já depois de ter sido clicada. Foi substituída por flores.

Dona Margarida é a modelo de mais idade, com 82 anos. Trabalha como voluntária no setores de costura e bazar do Graac e foi clicada com um arranjo de flores roxas. É quase três décadas mais velha que Aparecida, 53, que posou com uma única rosa vermelha na mão. As flores foram doadas por Vic Meirelles (figura badalada, foi decorador da festa de casamento de Ronaldo e Daniella Cicarelli).

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Aparecida Sirley, 53, é uma das voluntárias
Aparecida Sirley, 53, é uma das voluntárias
Gilda também posou, com o apoio do marido. "A princípio, fiz tudo escondido, pois pensei que ele não deixaria. Quando estava tudo pronto para as fotos, contei", diz a voluntária. "Ele disse: 'Ah é? E você vai sair também?'. Eu falei que não, porque de fato eu não iria sair. E ele respondeu: 'Você trabalha feito uma louca nisso e não vai sair? Vai sim'. A gente passa 37 anos com uma pessoa e acha que a conhece", ri a senhora de 60 anos.

No estúdio, ficaram as senhoras, a produtora e o fotógrafo, Gui Paganini, que só entrava quando a modelo já estava a postos. "Foi tudo bem tranqüilo", conta Gilda.

As instalações do Graac, que já estão pequenas para atender à demanda, devem aumentar em breve. A entidade ganhou um terreno da prefeitura ao lado do prédio atual. Se a campanha do calendário der certo, em breve a construção de um anexo do hospital sairá do papel.

Para Gilda, a boa ação não para por aí. A auto-estima das mulheres da sua idade também pode receber um reforço com o calendário, diz ela. "Podemos ajudar muitas senhoras na minha idade que estão em casa, deprimidas, com os filhos já casados, sem ter o que fazer. É o momento da pessoa sair e fazer um trabalho voluntário, provando que cada um tem a sua idade, o seu momento de beleza."

Garotos do calendário

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Marcelo Darghan, 40 anos, em foto do calendário
Marcelo Darghan, 40 anos, em foto do calendário
Já o calendário masculino terá sua renda revertida para a Turma do Bem, liderada pelo dentistas Fábio Bibancos, 40. A ONG reúne 3.000 voluntários por todo o Brasil, contabiliza Bibancos, e faz atendimentos em escolas públicas e abrigos para crianças e adolescentes com dois projetos: o Dentista do Bem e o Correspondente do Bem.

"Temos um perfil de voluntários mais masculino", afirma o dentista, justificando a escolha de homens para as fotos no estilo "Ou Tudo ou Nada". A primeira seleção chegou a 23, baixando depois para 12 voluntários --entre eles dentistas, médicos, um professor de educação física, um profissional de informática, um fotógrafo e o músico Carlos Careqa. As fotos ficaram a cargo de Ernesto Baldan.

Voluntários do Calendário - noite de autógrafos
Quando: segunda-feira (17), às 20h30
Onde: Reserva Cultural (av. Paulista, 900, térreo baixo)
Quanto: grátis. Os dois calendários são vendidos juntos a R$ 20


Escrito por christian theodore às 10h03
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   Nudez na maturidade ajudando na auto-estima dos mais velhos

 61 anos posa nua nos EUA
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da Folha Online

A atriz norte-americana Lauren Hutton, que faz 62 anos no dia 17 de novembro, posou nua para uma revista, sem retoques nas imagens. Ela disse que, antes de tomar a decisão, suas netas a encorajaram. Uma disse "Vai, vovozinha, vai".

AP
Lauren Hutton completa 62 anos em novembro
Lauren Hutton completa 62 anos em novembro
Foram oito páginas de fotos na edição de novembro da revista "Big". Lauren afirmou que as mulheres mais velhas não devem ter vergonha de seus corpos.

Hutton apareceu nua pela primeira vez no cinema no início dos anos 70, no filme "Máquinas Quentes", em que contracenou com Robert Redford. A publicação classificou a atriz como "o maior ícone da moda e da beleza dos EUA".



Escrito por christian theodore às 09h59
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   Beleza do Bilau

Estética do pênis
Médico explica avanços da ciência na área

por Ferdinando Martins

Com mais de vinte anos de experiência, o cirurgião vascular Márcio Dantas de Menezes é conselheiro consultivo da Sociedade Brasileira de Medicina Estética e membro da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual. Ele foi um dos primeiros especialistas do mundo a usar a técnica do polimetilmetacrilato (PMMA) para o aumento peniano.

Uma de suas principais preocupações é o tratamento das imperfeições anatômicas do pênis que estão relacionadas estética e emocionalmente com a vida sexual do homem. Segundo ele, 97% dos pacientes que atende na Clínica Plenus, da qual é diretor técnico, possuem o pênis dentro dos padrões de normalidade, embora o considerem esteticamente inadequados.

Cerca de 3% dos seus pacientes possuem micropênis ou problemas que envolvem questões antropométricas como a presença de curvaturas, falta de proporção entre a glande e o pênis ou entre o pênis e a bolsa escrotal. E a insatisfação atinge todas as classes sociais, como revelou a Campanha Nacional de Aumento Peniano, liderada pelo Dr. Márcio. Nesta entrevista exclusiva para o Mix Brasil, o cirurgião esclarece as dúvidas mais comuns.

Como estão hoje os tratamentos para aumento do pênis?
Acabo de chegar do 30º Congresso Brasileiro de Urologia, em Brasília, e lá apresentei três posteres sobre a estética genital masculina. É uma área com muitas novidades. Os procedimentos empregados no Brasil para o aumento do pênis são considerados pelo Conselho Federal de Medicina como experimentais. Isso significa que precisam de condições especiais para ser feitos. No entanto, há muitos avanços e em breve teremos um protocolo para tratar de maneira mais tranqüila. Mas é bom lembrar que a estética genital masculina não envolve apenas o tamanho do pênis.

O que é considerado um pênis pequeno?
Um micropênis tem menos de nove centímetros em ereção. A medição e feita na parte de cima do pênis, aquela que se vê quando se olha para baixo, da base até a saída do canal da uretra. Mas há também casos de pacientes com dismorfofalofobia, que é quando não consegue entender que seu membro é normal.

Quais são as técnicas utilizadas para engrossar a espessura do pênis?
Podem ser usadas substâncias biocompatíveis. O PMMA é usado desde 1945 em diversos tipos de moldagem no organismo. Mas hoje também é possível usar outras substâncias, como o colágeno humano, que dá um excelente resultado, e a própria gordura, em lipoesculturas. É importante dizer que essas substâncias devem ser aplicadas por um médico especializado. Há casos de pessoas que tiveram uma série de complicações porque autoinjetaram as substâncias.

No uso do PMMA, é preciso massagear o pênis?
Sim, especialmente quem não consegue usar aparelhos de tração. Isso garante uma deposição do PMMA de forma homogênea.

O que pode ser feito para aumentar o comprimento?
O procedimento é cirúrgico, mas temos de saber para quem indicar. Obesos, por exemplo, podem não obter o resultado esperado. A cirurgia secciona o ligamento do pênis e libera uma parte que estava oculta. Depois disso, o pênis é tracionado para fora. Por 180 dias é preciso usar aparelhos de tração, de 6 a 8 horas.

Há doenças que provocam a redução do pênis?
Sim. A síndrome de Peyronie. É uma doença que provoca nódulos e pode reduzir o tamanho. Também há fraturas, quando o pênis escapa em uma relação sexual e bate contra o corpo de outra pessoa. O que ocorre é o rompimento da parede do corpo cavernoso, que pode reduzir o tamanho. Outras causas são: câncer de pênis, priapismo (provocado por anemia ou uso de medicamentos), cirurgias de extração da próstata, diabetes e hipertensão. Nesses dois últimos casos, o que se observa, também, é que a capacidade erétil está comprometida, não é apenas o tamanho do pênis o problema. O implante de prótese flexível também reduz o calibre do pênis.

O que provoca a síndrome de Peyronie?
Não se sabe. Há hipóteses de que podem ser fatores genéticos ou o estresse. O principal sintoma, além dos nódulos, é dor na ereção. O tratamento, nos estágios iniciai, é clínico, com uso de analgésicos e vitamina E. Casos mais avançados, quando a dor chega a impedir a penetração, precisam ser tratados cirurgicamente.

É possível fazer depilação a laser na região peniana?
Não só é possível como também é recomendável. O excesso de pêlos não é higiênico e pode acumular suor. Em alguns casos, especialmente em regiões mais quentes do Brasil, observa-se a ocorrência de fungos e micoses.

É possível clarear o pênis?
Sim, demartologistas podem indicar tratamentos para isso. Mas é preferível evitar situações que escurecem o pênis. O uso de bombas de vácuo, por exemplo, provocar escurecimento, além de puxar a pele da região pubiana para baixo. Tomar banho de sol nu, sem protetor solar, também.

Quais outros casos é possível melhorar a estética peniana?
Cirurgicamente, podemos retirar cicatrizes de cirurgias, de operações de fimose e quelóides.

E o caso de pênis torto?
Também. Tanto para os congênitos quanto para aqueles decorrentes de fraturas ou da síndrome de Peyronie.

 

 

 

 



Escrito por christian theodore às 20h32
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Pornografia e cultura pop

Há um enfraquecimento da fronteira entre a pornografia e a cultura pop, disse a professora de sociologia Julie Albright.

"Estamos fascinados com as celebridades, estrelas de cinema, queremos saber deles. Dado o crescente acesso à pornografia por qualquer um, a combinação entre celebridades e sexualidade se torna muito sedutora".



Categoria: arte e teatro
Escrito por christian theodore às 18h40
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Alberto Dines diz o que ninguém havia dito ainda

A decisão do ministro Eros Grau de anular a cassação do deputado José Dirceu aprovada pela Comissão de Ética da Câmara e o despacho do ministro Marco Aurélio Melo para que se devolva o mandato de senador a João Capiberibe tirado pelo TSE e, em seguida pelo Senado, configuram um clima de perigosos conflitos nos alicerces da instituição republicana.

Não se trata de mera desarmonia, nem de controvérsias teóricas. O sistema democrático alimenta-se e sobrevive graças às discórdias e ao dissenso: os três poderes formais acrescidos do Ministério Público e do poder informal da imprensa devem ter, obrigatoriamente, visões diferenciadas. E devem manifestá-las publicamente através de votos, sentenças e despachos.

Perigoso é o estágio da anulação de soberanias. Os fundadores da república americana e os filósofos iluministas que os inspiraram agarraram-se ao mecanismo de checks and balances, o permanente equilíbrio entre poderes autônomos, como solução dinâmica e justa para desativar discórdias institucionais. O que acontece agora com a encarniçada proteção ao deputado José Dirceu na suprema corte indica uma clara invasão de territórios.

O Supremo Tribunal Federal exorbitou ostensivamente na mais recente manifestação do ministro Grau. Perdeu pudores e deixou clara sua disposição de interferir nos procedimentos internos do Legislativo. Outras decisões recentes dos ministros Nelson Jobim e do mesmo Eros Grau, o primeiro visivelmente interessado em participar da disputa presidencial em 2006 e o segundo, francamente empenhado na sobrevivência política do ex-ministro José Dirceu (responsável direto por sua indicação), revelam uma preocupante disposição da corte suprema em entrar na liça política.

A última das três manifestações do ministro Eros Grau anulou o parecer da Comissão de Ética que recomendava a cassação do deputado José Dirceu e mesmo para os não-bacharéis neste país de bacharéis é um primor em matéria de preciosismo forense. O relator Júlio Delgado (PSB-MG) já havia atendido à firula anterior do Meritíssimo e extirpado do seu relatório as partes sigilosas oriundas da CPI dos Correios. Não contente, Eros Grau exigiu que o novo relatório fosse lido em voz alta na Comissão de Ética. Desconsiderou um relatório formal aprovado por uma esmagadora maioria (13 a 1) de um órgão do Legislativo sobre o qual, o STF não pode ter qualquer ingerência.

Quem julgará a onipotência do magistrado – o Conselho Nacional de Justiça, recentemente instalado, o chefe do Poder Legislativo, senador Renan Calheiros que também não esconde sua arcaica devoção ao poder central ? E a sociedade brasileira, como sossegá-la diante das parcialidades que desfilam no Olímpo togado?

A descabida intromissão do Judiciário em áreas que não lhe competem não se limita ao piedoso esforço para dar sobrevida ao deputado José Dirceu. Calou fundo o voto comiserado do ministro Carlos Velloso ao acolher o hábeas corpus dos Maluf e, em seguida, ao deixar-se fotografar cumprimentando alegremente o advogado vitorioso. Fala-se tanto em decoro parlamentar, mas como é que o cidadão brasileiro poderia classificar as duas ações senão como quebra de decoro numa instituição baseada na majestade dos ritos?

Há quase um semestre o país está rachado em torno da culpa ou inocência do deputado José Dirceu. Ninguém se incomodou com o clamoroso erro cometido por outra instância judicial máxima, o TSE, agravado pelo presidente da Câmara Alta, Renan Calheiros, ao retirar o mandato do senador João Capiberibe (PSB-AM) porque teria comprado dois votos por 26 reais cada um.

Na última quarta-feira, o Senado foi palco de uma cena inédita: senadores de todos os partidos, oposição e situação, apelaram ao presidente Calheiros para não consumar a decisão do TSE. Renan Calheiros, o comandante do “sim” no referendo do domingo passado, foi inflexível, disse “não” aos pares. Renan é do PMDB governista, quem articulou a liquidação de Capiberibe foi o seu adversário político no Amapá, José Sarney, vice-rei do Brasil, também do PMDB chapa-branca e quem substituiu o senador punido é da mesma facção.

O despacho do ministro Marco Aurélio Mello ao determinar que o ex-senador Capiberibe recupere o seu mandato para exercer o seu direito de defesa transfere e amplia o conflito institucional. O Supremo Tribunal Federal invalida e desqualifica uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral implementada pelo chefe do Legislativo. As implicações deste despacho não podem ser minimizadas.

Ficou claro que a guerrilha partidária ultrapassou as salas das comissões parlamentares e os plenários do Legislativo. Como já se esperava, a maneira tíbia com que a suprema magistratura vem administrando a crise política permitiu a contaminação dos ambientes vizinhos. Só favorece a sua transformação numa crise institucional.



Categoria: política
Escrito por christian theodore às 18h37
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   A bandidagem mora na casa do espanto!

 
 
RENATO ARAúJO
 
Por Lenilton Costa

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Sexta-feira, 28 de Outubro de 2005
Nova fita de José Edmar complica Vigão
Deputado reconhece sua voz, mas diz que é um recado a Edmar diante das ameaças de morte que vem sofrendo

A fita apresentada ontem pelo deputado distrital José Edmar (Prona) pode complicar a vida do secretário Extraordinário de Relações Institucionais e de Cooperação entre Poderes do DF e deputado distrital licenciado, Wigberto Tartuce (PMDB). Em um dos trechos da gravação, Tartuce teria dito que "a família dele (José Edmar) desaparece da face da terra, dos netinhos até o último. Os vizinhos vão também. Não terá complacência, porque aí, o peso do dinheiro vai valer. Quer dizer, se pra ele R$ 150 mil vale, para mim eu posso pagar é por cabeça isso aí". Em outra parte, ele teria completado: "Se José Edmar pode contratar uma ou duas pessoas, eu posso contratar 30".

Ontem, Vigão esteve na Câmara Legislativa e confirmou, em entrevista coletiva, que os diálogos entre ele, as filhas de Carlos Panta (um dos acusados de colaborar na trama para assassinar Tartuce) são verdadeiros, mas "foram editados de maneira maliciosa". Ele disse que a declaração de que mataria José Edmar foi uma defesa de quem está com medo e quis transmitir um recado ao desafeto. "Quis dizer que, apesar de estar com muito medo dele, se ele me executar, a família dele vai pagar", explicou.

Segundo Tartuce, o diálogo ocorreu depois que a 'bomba estourou' e o rapaz contratado por José Edmar para matá-lo estava preso. "As filhas do Carlos Alberto Panta estiveram em minha casa e disseram que estavam desesperadas. O pai, segundo elas, corria risco de vida e elas me pediram para que eu retirasse o nome dele do inquérito policial. Eu disse que se tratava de uma questão policial e que eu não poderia fazer nada", defendeu-se Tartuce. Segundo Vigão, Carlos Panta esteve em sua casa várias vezes, mas só foi recebido numa delas. "Ele me procurou e disse que estava com medo de morrer. Disse que tinha fitas que colocariam José Edmar na cadeia por mais de 60 anos",



Escrito por christian theodore às 18h10
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artes plásticas

ARTES PLÁSTICAS
Enéas Valle comemora
30 anos de carreira

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Enéas Valle comemora 30 anos de carreira

Livro é lançado no Rio para celebrar a trajetória do artista criador do Curvismo

Kelly Valente e
Patricia Dantas

Em comemoração aos 30 anos de carreira do artista plástico Enéas Valle, a Galeria Toulouse, além de abrigar exposição, lança em parceria com a editora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) o livro "Hiperespaço curvista". Organizado pelo curador Marcus de Lontra Costa, a publicação reúne textos de críticos como Paulo Herkenhoff, Fernando Cocchiarale, Wilson Coutinho, Frederico Morais, Gerd Bornheim, Esther Emílio Carlos e Jandira Praia.

A obra explica o projeto do Curvismo que busca, desde a década de 80, um sentido cultural para a produção artística. Enéas conta como a técnica começou a ser concebida. "Pensei em usar curvas quando vi Oscar Niemeyer explicando a importância delas em seu trabalho, e também por minha paixão por geometria".

A mostra em cartaz na Gávea, "Geópolis" reúne 12 pinturas que usam a geometria e as curvas como instrumento para retratar as formas da cidades. Entre as peças da exposição, está a tela "Sambyte com uma citação de Hegel" transformada em um clipe de animação de dois minutos. "Estou buscando também a relação que a pintura tem com as novas tecnologias. No clipe de animação, a pintura se transforma em uma história a partir dos diversos pequenos quadros que compõem a tela", explica Enéas.

Geração 80

A carreira do pintor tem fortes influências do grupo de debates que fazia parte, a famosa Geração 80. Naquela epóca, o grupo, que se reunia no Parque Lage, disseminava a revalorização da pintura. "O grupo vivia um momento de reflexão sobre o que estava sendo feito no campo das artes. A década de 80 era ligada ao pop e à arte conceitual - idéias vindas de fora do País. Tentamos então pensar sobre as influências que recebíamos".

O grupo discutia alternativas para fugir do ideário importado. "Aquele era um momento em que cada um buscava seu caminho. Escolhi essa palavra porque meu desejo era encontrar um rumo livre", explica Enéas. O Curvismo surge nesse cenário.

Atualmente, o grupo não se reúne mais e Enéas toca sozinho o projeto com outra proposta. "O Curvismo também procura despertar o olhar para o meio ambiente", explica o artista, que também é professor da Escola de Belas Artes, à frente do projeto "Plástica do lixo e plasticidade do meio ambiente" que tem como objetivo reaproveitar o lixo por meio de novas tecnologias.

Geometria e gesto

Enéas já fez parceria com Beatriz Milhazes, Luiz Pizarro, Hilton Berredo, Barrão e Paulo Roberto Leal, entre outros, no grupo "A Moreninha". Desde 1986, o artista se reunia com eles, o que resultou na publicação do livro "Orelha", em 1987. Nessa época foi proposto o Curvismo, descrito por Enéas como "uma síntese da geometria e do gesto".

Do final dos anos 80 até hoje, o pintor participou de diversas mostras individuais e também, de importantes coletivas como a Bienal de São Paulo de 1983 e o Panorama da Arte Brasileira no MAM de São Paulo, em 1985.

No ano passado, Enéas participou da exposição "Onde está você, Geração 80?" no Centro Cultural Banco do Brasil, uma releitura da mostra de 1984 "Como vai você, Geração 80?". A última individual foi "Tempo-cor", apresentada na Galeria do Século XXI do Museu Nacional de Belas Artes (2002), no Instituto Thomie Ohtake (2003) e no Museu de Arte do Espírito Santo (2004).

GEÓPOLIS- Exposição do artista plástico Enéas Valle. Galeria Toulouse (Rua Marquês de São Vicente, 52 - Shopping a Gávea - loja 350 - Gávea. Tel.: 2274-4044). De 11h às 20h. Até 30/10.


"O investigador", uma das telas expostas
na Galeria Toulouse



Categoria: arte e teatro
Escrito por christian theodore às 21h49
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   Cristóvam comemora fim do analfabetismo, na Venezuela!

Sem chance
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) participa amanhã, em Caracas, da festa que o coronel Hugo Chávez faz para declarar a Venezuela “Território Livre de Analfabetismo”. Lula perdeu a chance fazer o mesmo no Brasil.
 
Sem chance
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) participa amanhã, em Caracas, da festa que o coronel Hugo Chávez faz para declarar a Venezuela “Território Livre de Analfabetismo”. Lula perdeu a chance fazer o mesmo no Brasil.
 


Escrito por christian theodore às 21h31
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Periferia na telona

DIVULGAçãO
 
Terça-feira, 25 de Outubro de 2005
Mostra no CCBB reúne clássicos do cinema brasileiro e francês, documentários, curtas-metragens e videoclipes revelando o lado pouco aprazível das grandes cidades


As grandes cidades, cercadas por bolsões de pobreza, onde o desemprego e a violência reinam sem precedentes, proporcionaram uma produção cinematográfica fascinante, de um lado, e amarga, de outro, retratando uma vida muito próxima de todos nós e ao mesmo tempo infinitamente distante da realidade da classe média. São comuns filmes em vários países tentando decodificar uma realidade cada vez mais presente no dia-a-dia da população. Filmes como Trafic, Faça a Coisa Certa, Filhos do Paraíso, para citar o mercadão internacional; e Cidade de Deus, para exemplificar um recente sucesso nacional, dão um tom diferente ao cinema. Com este espírito, chega hoje a Brasília a mostra Uma Outra Cidade: Imagens das Periferias, demonstrando como o cinema brasileiro lançou seu olhar sobre as periferias e suas particularidades, desde a década de 50 até agora.

Até o dia 6 de novembro, no cinema do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), o público brasiliense poderá ver filmes de diferentes estilos e formatos com essa temática. São produções de ficção, documentários e videoclipes em 30 longas e 13 curtas-metragens, além de filmes e vídeos franceses.

A mostra retrata as singularidades com que esses territórios de misérias foram mostrados ao longo das últimas cinco décadas. Enquanto nos anos 60 tentava-se explicar a miséria, nos anos 90 a ficção exibia o confronto entre periferia e cidade. Exemplo desse embate está em Como Nascem os Anjos, de Murillo Salles (1996), em que personagens vivem situação limite quando meninos da favela invadem mansão na Barra da Tijuca.

Anteriormente, na década de 50, os filmes apresentavam uma visão romântica. "A favela aparecia como símbolo de marginalidade tolerável e lírica", analisa a curadora e pesquisadora Ivana Bentes. "Em Orfeu do Carnaval, de Marcel Camus (1959), os favelados são nativos exóticos, mostrados como uma humanidade original, numa terra exuberante", explica Ivana. Do mesmo período é o clássico Rio Zona Norte, de Nelson Pereira dos Santos (1957).

Em contraste com os filmes produzidos nos anos 50, o cinema contemporâneo exibe uma periferia onde impera a criminalidade, o grande número de assassinatos e a violência com ares de espetáculo. Um exemplo é Cidade de Deus, de Fernando Meirelles (2002), marco do cinema nacional que relata a história do tráfico em uma favela.

Além do tráfico de drogas, a mostra traz à tona temas diversos como racismo, em Garotas do ABC, de Carlos Reichenbach (2004); imigração, em O Culpado é Voltaire, de Abdel Kechiche (2001); identidade, no francês A Esquiva, de Abdellatif Kechiche (2004), e no brasileiro Orfeu, de Carlos Diegues (1998); o choque de classes, em Quase Dois Irmãos, de Lucia Murat (2005); e música e resistência, em Fala Tu, de Guilherme Coelho (2003), e em Onde a Coruja Dorme (2002).

Principal meio de protesto dos jovens marginalizados, a música aparece ainda nos curtas-metragens Diário de Detento (1998) e Mágico de OZ (1998), ambos videoclipes dos Racionais MCs, e em Soldado do Morro (2000) e Traficando Informação (1998), videoclipes de MV Bill.

A periferia tem seus problemas revelados em letras de rap e hip hop, produz imagens de pobreza e caos, seus personagens, sua cultura e formas próprias de vida. Como destaca Ivana Bentes, "as favelas e periferias tornam-se hoje lugar de outros modelos de cidade".

Serviço

Uma outra cidade: Imagens das Periferias – Mostra de cinema de hoje a 6 de novembro, no Centro Cultural Banco do Brasil-CCBB (Setor de Clubes Esportivos Sul, trecho 2, conjunto 22, próximo ao Clube de Golfe). Entrada franca. Mais informações: 3310-7087.



Categoria: arte e teatro
Escrito por christian theodore às 23h07
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nazismo no PFL?

Cartaz associa Bornhausen a nazismo

Lula Marques/Folha Imagem



Categoria: política
Escrito por christian theodore às 22h51
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   Entrevista da folha com o filho de Vladimir Herzog

RICARDO MELO
da Folha de S.Paulo

Durante muito tempo, Ivo Herzog amargou seqüelas provocadas pela morte do pai numa cela do aparato repressivo do regime militar. Ivo tinha, na época, nove anos. Como qualquer criança, não imaginava que o pai pudesse partir tão cedo, com apenas 38 anos. Pior: nunca lhe passaria pela cabeça que Vladimir Herzog viesse a ser torturado até a morte.

O choque emocional foi tão grande que o filho começou a ter dificuldades inclusive para comer. Ouviu vários diagnósticos, nenhum conclusivo. Com a ajuda da psicanálise, Ivo agora está convencido de que foi vítima de uma depressão fortíssima, "que talvez tenha durado trinta anos".

Hoje, aos 39 anos, engenheiro naval formado pela USP e trabalhando na área de comércio exterior, Ivo parece querer recuperar o tempo em que era arredio e pouco falava para o mundo. Eleitor do PSDB, não descarta seguir algum dia a carreira política.

Já o irmão, André, um ano e meio mais novo, que trabalha como urbanista no Banco Mundial, em Washington, vota no PT. Separado há seis meses, Ivo tem um filho de 8 anos, Lucas. "Ele é muito curioso, já sabe muita coisa sobre o avô e quer até ler os livros sobre aquela época", conta. A seguir, os principais trechos da entrevista que ele concedeu à Folha no seu apartamento, em Santos.

Folha - O que você lembra do momento da prisão de seu pai?

Ivo Herzog
- Lembro que nós fomos para TV Cultura para pegar meu pai. Eu ficava brincando na máquina de telex e também lembro que dois policiais com roupa de agente secreto estavam tentando fazer a prisão. Depois o que eu lembro é no dia 26, quando minha mãe veio falar para nós o que tinha acontecido. Eu e meu irmão dormíamos no mesmo quarto. Ela sentou na beirada da cama e disse que houve um acidente.

Folha - Acidente de carro?

Ivo
- Isso é o que ela conta que disse para gente. Eu mesmo não recordo.

Folha - Sua mãe disse que você falava que seu pai tinha morrido na cadeira elétrica....

Ivo
- Eu tinha um pouco dessa imagem. Lembro do velório no Einstein, da procissão de carros indo para o cemitério. Quando vi o filme do João Batista [de Andrade] e vi a imagem do caixão, muita coisa voltou à cabeça, parece que recuperou. Lembro da praça da Sé, da missa, de uma raiva dentro de mim crescendo e de muita gente que conheci naquele dia, como o d. Paulo, personagens que eu aprendi a respeitar, mesmo não sendo católico. Foi nosso primeiro contato também com o rabino Henry Sobel.

Folha - Que lembranças você tem da convivência com o seu pai?

Ivo
- Ele gostava de fotografar, tinha uma Asahi Pentax, uma máquina manual. Aprendi a fotografar com aquela máquina, tenho ela até hoje. Ele também tinha um telescópio e aprendi com ele a mexer no aparelho, mas nunca consegui achar uma estrela.

Só fui aprender 30 anos depois, quando comprei um telescópio computadorizado. A gente pescava em Ilhabela e no sítio em Bragança, uma coisa mais ligada ao meu irmão, André. Meu pai gostava de bichos. Tinha pato, marreco, pombas no sítio. Lembro que ele não dirigia. Minha mãe levava a gente para cima e para baixo.

Folha - Quando você se deu conta das circunstâncias da morte?

Ivo
- Eu não sei precisar exatamente. Mas no velório, por exemplo, já deu para perceber que era uma coisa conturbada, havia muita gente, muita imprensa, dava para ver que não era um evento normal. Eu estudava no Vera Cruz. O filho do Paulo Egydio Martins [governador de São Paulo na época] estudava lá também. Eu lembro que ele falou uma besteira para mim, que meu pai tinha se matado, uma coisa assim.

Folha - Você reagiu?

Ivo
- Não sei dizer. Eu tive um problema que não sei bem o que foi, agora estou até fazendo análise. Parece que depois que meu pai morreu eu entrei numa depressão muito forte. Os médicos nunca fizeram um diagnóstico preciso, mas hoje parece que tudo não passou de uma grande depressão.
Perdi muito peso. Era muito introvertido, gostava de aquário, astronomia, comecei cedo a mexer com computador. Umas coisas assim que hoje a gente chama de meio nerd. Nunca fui de ficar indo em festas, preferia ficar meio quieto no meu canto.

Folha - Quanto tempo durou a depressão?

Ivo
- Estou descobrindo que talvez tenha durado 30 anos.

Folha - Em que momento você soube que seu pai era do PCB?

Ivo
- Faz muito pouco tempo, talvez uns dois ou três anos.

Folha - Mas isso saiu em livros, reportagens...

Ivo
- Sim, mas nunca esteve muito claro para mim. Muita gente falou que ele era, mas só teria certeza de que ele era num dia em que minha mãe falasse, ou alguém próximo. Não que seja relevante.

Folha - Sua mãe, numa entrevista, falou sobre como ela soube que o seu pai tinha entrado no PCB....

Ivo
- É, mas essa história nunca foi conversada comigo e meu irmão. Ou nem sei se havia algum processo de proteção que me impediu de ouvir. A ficha sobre isso só caiu há uns dois ou três anos.

Não que tivesse algum problema. Ser do PCB era motivo de orgulho naquela época, era a simbologia maior da esquerda. Nas eleições de 1978, eu votei no Alberto Goldman, que era do MDB mas todo mundo sabia que era do PCB. E eu nem relacionava isso ao fato de meu pai ter sido do PCB.

Na minha maneira de ver, para lutar contra o regime daquela época, existiam duas formas: ou a Igreja Católica ou o PCB. Como o meu pai era ateu, escolheu outra via, mas não porque fosse a favor do modelo soviético, do bolchevismo, da ditadura do proletariado, isso é besteira. Fundamentalmente ele queria promover a liberdade de opinião, a democracia, a ética.

Folha - Como você se sentiu sabendo que as pessoas que mataram seu pai acabaram impunes com a anistia?

Ivo
- É difícil, mas você tem que levar em conta o bem maior, e no caso a anistia era esse bem maior. Outra coisa que temos que lembrar é que as pessoas que torturaram eram operários de uma linha de produção, não eram os diretores da fábrica. O importante é entender por que aquelas coisas aconteciam.

Folha - Qual sua relação com a política?

Ivo
- Acho que política é uma coisa séria. Por isso eu acho imperdoável o Rodolfo Konder [jornalista que foi preso na mesma época de Herzog], uma figura importante, ter trabalhado com o Maluf. O Maluf é um cara que, se eu estiver numa cerimônia e ele vier me cumprimentar, eu viro as costas. Participei muito na época da anistia, ia em eventos com a minha mãe, manifestações no Tuca, fiz boca de urna em algumas eleições, participei da campanha do FHC contra o Jânio para a Prefeitura de São Paulo.


Escrito por christian theodore às 10h21
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Folha - Você está em algum partido?

Ivo
- Fiz muito voto útil na minha vida, votei no Lula contra o Collor, votei na Erundina, no Suplicy, mas sou PSDB, embora nunca tenha me filiado a nenhum partido. O PT sempre olhou muito para o umbigo dele sem olhar o todo, o FHC perdeu do Jânio muito por causa do PT.

Eu me considero de esquerda, considerando esquerda alguém que defende o social . Sou a favor do capitalismo com melhor distribuição de renda. O Estado para mim tem que dar saúde, educação, moradia e segurança. Se o Estado conseguir dar educação, haverá maior distribuição de renda.

Folha - Como você avalia o governo do PT?

Ivo
- Lamentável. Não tenho nada contra um operário ser presidente da República. Só que o Lula deveria ter sido um pouco mais profissional. Eu acho que o Lula está preso a um discurso que fazia sentido vinte anos atrás e não se importou em se atualizar.

O mundo mudou e ele não se deu ao trabalho de discutir, se acomodou. Tem gente que não estuda porque não tem oportunidade. No caso dele, não. Poderia ter participado de fóruns sobre gestão, ideologias, conceitos sociais, mas não fez nada disso.

É como se ele tivesse pensado: me elegi presidente, vou colocar um cara para tocar, como o Zé Dirceu, e vou viajar. Esse negócio de dizer que os acusados do mensalão só fizeram caixa dois... É errado, foi bandidagem, tem que ser punido. O triste é que tem gente que acaba achando que o Roberto Jefferson é herói...

Folha - Você pensa em fazer carreira política?

Ivo
- Um dia talvez. Hoje a política que eu faço é num nível micro, mas acho que a gente nunca pode ficar indiferente. Depois tem essa herança do meu pai, o fato de ele ter morrido do jeito que ele morreu, o governo que fez aquilo de um lado, e de outro um grupo de pessoas que eu tinha que apoiar porque lutava contra aquilo lá.

Mas, para ser político profissional, eu acho que preciso me informar mais, me preparar mais. Eu vivi muito tempo à sombra da atuação da minha mãe. Durante muitos anos eu mais escutei, agora começo a falar um pouco.

Folha - Nem você nem seu irmão pensaram em seguir a profissão do seu pai?

Ivo
- Eu bati na trave. Eu tenho uma matrícula trancada no jornalismo da PUC. Quando eu não sabia direito o que eu ia fazer na vida, fiz um teste vocacional aos 18, 19 anos. Deu exatas e humanas. Aí fiz vestibular para engenharia na USP e jornalismo na PUC, mas nunca assisti a uma aula de jornalismo.

E também pensei o seguinte: se algum dia eu quiser ser jornalista, não preciso fazer jornalismo, embora tenha esse negócio do diploma, que eu acho uma bobagem. Meu pai era filósofo.

Folha - O que significa ser filho de Vladimir Herzog?

Ivo
- Eu acho que me dá um norte, é um ímã que me puxa numa direção muito forte. Direção da ética, da honestidade, da integridade, da indignação diante de injustiças.


Escrito por christian theodore às 10h18
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   Brasil diz não a proibição da venda de armas de fogo!

23/10/2005 - 20h32
Referendo rejeita proibição de comércio de armas no país

Por Ricardo Amaral

BRASÍLIA (Reuters) - A proibição do comércio de armas de fogo e munição foi rejeitada por mais de 64% dos eleitores, em referendo realizado neste domingo, de acordo com resultados parciais divulgados às 20h10 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foram apuradas cerca de 75% das urnas.

Continuam em vigor todas as demais disposições do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826), promulgado em 23 de dezembro de 2003, que já restringe a posse e o uso de armas de fogo às corporações militares e policiais, empresas de segurança, desportistas, caçadores e pessoas autorizadas apenas pela Polícia Federal.

O reultado confirma reviravolta na opinião pública, apontada pelos institutos de pesquisa ao longo da campanha, que durou 20 dias em horário obrigatório na televisão e no rádio.

Em agosto, segundo o Datafolha, 80% dos entrevistados apoiavam o voto "sim" (pela proibição). Pesquisa do mesmo instituto divulgada sábado mostrava 57% pelo voto "não" (contra a proibição) e 43% pelo "sim."

Mesmo restrito ao aspecto do comércio legal de armas e munições, o primeiro referendo legislativo da história do Brasil mobilizou o eleitorado. De acordo com o TSE, a abstenção ficou em cerca de 20% dos 123 milhões de eleitores registrados.

Esse número é semelhante ao resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2002, quando 20,45% dos eleitores deixaram de votar. No segundo turno de 1989, que teve comparecimento recorde, a abstenção foi de 14,09% cento.

Em 1993, no plebiscito sobre sistema e regime de governo, a abstenção chegou a 25,76%. Na escolha entre monarquia ou república, presidencialismo ou parlamentarismo, 15% dos que compareceram anularam ou deixaram o voto em branco. No referendo desse domingo, nulos e brancos eram pouco mais de 3 porcento, apurados mais da metade das urnas.

Declarando sua opção pelo "sim", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva votou na manhã deste domingo em São Bernardo do Campo.

"Eu acho que uma pessoa comum ter armas não vai dar segurança, por isso eu votei no 'sim'. Agora, a vontade do povo é soberana", afirmou Lula a jornalistas. "Se vencer (o não), não tem nenhum problema."

Embora tenha sido mínima a participação de dirigentes políticos na campanha contra e favor da proibição, a vitória do "não" será debitada como um fracasso do governo Lula, que se identificou com a proibição. A Igreja Católica e várias denominações evangélicas também se engajaram na campanha do "sim."

É também uma derrota do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que presidiu a frente arlamentar do "sim" e defende a proibição de armas de fogo desde quando foi ministro da Justiça, no governo Fernando Henrique Cardoso.

Depois de votar, em São Paulo, o ministro da Justiça, Márcio Tomaz Bastos, já se preparava para reconhecer a derrota.

"O resultado 'sim' significaria apenas um aprofundamento, ou seja, seria proibido vender armas e vender munição. Se der o 'não', nós vamos continuar da mesma maneira fiscalizando rigorosamente, e o controle de armas vai continuar sendo um bem para o Brasil", afirmou.

A frente parlamentar vitoriosa foi coordenada pelo ex-governador de São Paulo Luiz Antônio Fleury (PTB) e pelo deputado Alberto Fraga (PFL-DF), coronel reformado da Polícia Militar. A frente do "não" centrou sua campanha no direito à autodefesa e na fragilidade da segurança pública.

"A discussão não é o desarmamento, é a proibição absoluta da venda de armas e munições para o cidadão de bem", disse Fleury Filho (PTB-SP). "Seria desarmamento se todo mundo, inclusive os bandidos, se desarmassem."

Estimativa do Instituto de Estudos da Religião (Iser) e do Small Arms Survey 2005 mostrou que existem mais de 17 milhões de armas no país. Os números, porém, são contestados por muitos.

Segundo o Ministério da Saúde, 39.325 pessoas foram mortas por tiros em 2003 -- média de 108 por dia. A Secretaria de Segurança de São Paulo diz que em 2004 apenas 5% das vítimas de homicídio morreram em casos de latrocínio --morte seguida de roubo.



Escrito por christian theodore às 19h54
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   Nadal Braços de Ferro


Masters Series - Madrid
Espanhol Rafael Nadal sofre, mas supera Ivan Ljubicic na decisão; 11º título



Escrito por christian theodore às 17h34
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   Se matou aos poucos com drogas e vida desregrada!

Domingo, 23 de Outubro de 2005
Morto após noite regada a sexo, drogas e remédios
Socorrido, Rafael Couto não resistiu as cinco paradas cardíacas que sofreu

Abusca pelo prazer levou o estudante de Direito Rafael Graça Couto, 35 anos, a passar dos limites. Após uma noitada regada a sexo, drogas e remédios, ele morreu de parada cardíaca no Hospital de Base de Brasília, na madrugada de ontem.

A diversão de sexta-feira começou na boate Starnight, na 203 Sul, onde o estudante consumiu bebida alcoólica. No local, ele ligou para uma prostituta conhecida para combinar um programa com mais duas, conforme contou uma delas. "Já tinhamos saído com ele umas quatro vezes", lembra.

Rafael, então, foi ao Conic, no Setor de Diversões Sul, por volta de 11h, munido de cocaína e estimulante sexual para pegar as três prostitutas. O preço do programa ficou em R$ 500.

A primeira parada da turma foi no motel Castle, no Setor de Motéis no Núcleo Bandeirante. Eles ficaram menos de uma hora no local. Segundo uma das prostitutas, Rafael queria encontrar mais outra garota. Sem sucesso, o grupo foi para a suíte 301 do motel A2, no mesmo setor. O quarto era o mais caro e custou R$ 205.

Dentro da suíte, os quatro mantiveram relações sexuais, tomaram bebida alcoólica e cheiraram cocaína. Rafael também tomou estimulantes sexuais. Uma das garotas contou que ele estava muito drogado e, sem conseguir se manter em pé, caiu no chão e quebrou o nariz. Elas chamaram o Corpo de Bombeiros para socorrê-lo. Uma ambulância levou Rafael, acompanhado de uma das garotas, ao Hospital de Base. No caminho, ele teve três paradas cardíacas, e no hospital, foram mais duas. O estudante não resistiu e morreu.

A Polícia Militar chegou a suíte 301, às 3h40, e encontrou duas prostitutas. Rafael e a outra garota já tinham saído. De acordo com o cabo Wesley Sales, do 12ª CPmind, o quarto estava revirado e sujo com manchas de sangue. No carro de Rafael, um Pólo JGQ-5945/DF foram encontrados cocaína e comprimidos de estimulante sexual.

vícioO caso está sendo investigado na 11ª DP (Núcleo bandeirante). Os irmãos de Rafael foram a delegacia pegar o carro e a carteira da vítima. Segundo José Pereira da Graça Couto, o irmão era esquizofrênico e usava o autopsicótico geodon-ziprazidona. José confirmou que ele era viciado em cocaína e que já fora internado em uma clínica de desintoxicação várias vezes. Outro irmão de Rafael, André, disse que ele tinha depressão e que "saía de casa para se embriagar e ir atrás de cocaína".

André contou que o irmão, que morava no Lago Sul, era viciado em cocaína desde os 18 anos e que a família tentou ajudá-lo várias vezes. Ele disse que os familiares estavam muito abalados com o ocorrido. O enterro de Rafael foi ontem à tarde, no Cemitério Campo da Esperança.



Escrito por christian theodore às 17h15
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Rafael Nadal vence o Masters Series de Madri



Agência EFE

15:55 23/10, atualizada às 16:34 23/10

SÃO PAULO - O espanhol Rafael Nadal se sagrou campeão do Masters Series de Madri, neste domingo, ao derrotar o croata Ivan Ljubicic em partida bastante disputada, que durou três horas e 51 minutos e terminou em 3 sets a 2, com parciais de 3-6, 2-6, 6-3, 6-4 e 7-6 (3).

Espanhol Rafael Nadal vence croata Ivan Ljubicic e sagra-se campeão do Masters Series de Madri
 

Rafael Nadal vence o Masters Series de Madri



Agência EFE


Escrito por christian theodore às 17h06
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   Laís Souza

Norbert Foesterling/EFE
A ginasta brasileira Laís Souza, 16, faz seu exercício de salto na etapa de Stuttgart da Copa do Mundo; Laís conquistou a medalha de ouro
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Escrito por christian theodore às 16h58
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BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, CAMPUS UNIVERSITARIO, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, Spanish, Sexo, Arte e cultura
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