politica&teatro
  

Decepção

 Decepcionante foi a substituição da Juventude Socialista do PDT-DF, Declaro aqui nesse Blog personas non gratas o REGUFFE-TAndo, O Pênis Pacheco e aguardo as providências do sendador Cristóvam Buarque para incluí-lo, mas já acreditando que a maldição da cadeira do Senado no DF o alcançará, não terminará o mandato ou não se reelegerá. Aguardo ainda um posicionamento da Juventude deposta que aceitou tudo isso calada! Será que ela foi conivente com isso tudo! Se foi tem o rabo preso!



Categoria: arte e teatro
Escrito por christian theodore às 16h00
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Chavez chama Bush de assassino e louco!

Chávez chama Bush de assassino e louco

CARACAS - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chamou na quinta-feira o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de assassino e acusou Washington de ingerência nos assuntos internos de seu país. Chávez, um crítico da política de Estados Unidos na América Latina, assinalou em discurso transmitido pela TV que o povo norte-americano "é governado por um assassino, um genocida, um louco".

"Creio que o povo dos Estados Unidos está cada dia mais consciente desta situação", acrescentou no discurso dirigido a funcionários venezuelanos e empresários brasileiros, em uma cerimônia realizada no Palácio Presidencial de Miraflores.

Resposta

As críticas de Chávez são uma resposta às declarações do subsecretário de Estado norte-americano Thomas A. Shannon, feitas em audiência ante a Comissão de Relações Internacionais da Câmara de Representantes dos EUA, de que há um crescente consenso hemisférico e internacional que a democracia da Venezuela corre grande perigo.

"Não é novidade que o assalto interno às instituições democráticas venezuelanas foi contínuo no último ano", disse Shannon aos deputados, em sua primeira audiência desde que assumiu o cargo, em outubro. Chávez, que vem de uma polêmica com o presidente mexicano Vicente Fox, por suas posições favoráveis à Área de Comércio das Américas (Alca), impulsionada por Washington, assegurou que está preocupado com o povo dos EUA. Para ele, naquele país não há uma verdadeira democracia.

"O mais grave perigo não só para a democracia, senão para o mundo, hoje em dia, se chama governo dos Estados Unidos", disse Chávez. Chávez se desentendeu em várias ocasiões com o governo norte-americano, a quem acusa de tentar derrubá-lo. Acusação que Washington rechaça com veemência.

William Brownfield, embaixador norte-americano na Venezuela, disse nesta semana que as autoridades venezuelanas acusaram erroneamente Washington de planejar assassinatos, golpe de Estado, divisões internas do partido do governo, além de uma campanha para sabotar a produção de petróleo local.

Chávez, amigo do presidente cubano Fidel Castro, tem animado os governos de esquerda da América Latina a resistir à hegemonia dos EUA na região. "Este é o momento da resistência e, posso assegurar, se fracassarmos, nossos filhos e netos estarão aqui para resistir", afirmou. No próximo dia 4, os venezuelanos vão às urnas para renovar a Assembléia Nacional - Parlamento unilateral do país. Segundo as pesquisas, o governo de Chávez deve ampliar ainda mais o controle do Legislativo.



Categoria: política
Escrito por christian theodore às 15h33
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   Com a bênção dos deuses

Escrito por christian theodore às 15h09
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Teatro da Periferia


    Cristian Ferraz, da Baixada Fluminense  |  11/11/2005  


Jovens atores descobrem o valor da cultura negra
Jovens atores descobrem o valor da cultura negra

Até que os leões possam contar suas próprias histórias, as histórias de caça sempre irão glorificar o caçador. O ditado africano serve de princípio para o grupo teatral Companhia de Jovens Griot’s, formado por 14 jovens, a maioria negros, moradores da Baixada Fluminense. Eles se utilizam dos ensinamentos daquele continente para montar espetáculos recheados de histórias e surpresas.

Sediada numa casa de cultura no bairro Praça da Bandeira, em São João de Meriti, a companhia exalta a cultura negra e busca despertar nos jovens atores o interesse pelo conhecimento de sua origem, fundamentada na África. O próprio nome, Griot, é um termo usado para designar os mais velhos, que seriam detentores de todos os conhecimentos. Os griots contavam suas fábulas para os mais novos a fim de perpetuar a história.

Com esse objetivo, o grupo montou o espetáculo “Igbadú – a cabaça da existência”, baseado no livro homônimo de Adilson de Oxalá. Na história sobre um universo religioso povoado por orixás e deuses africanos, os jovens representam crianças que ouvem as fábulas contadas pelos griots e ao mesmo tempo interpretam os orixás.

No palco, muito canto, dança e performances envolventes, que vão desde a utilização de técnicas de trapézio e perna de pau até pirofagia, quando um dos personagens cospe fogo. Não por acaso, a preparação para o espetáculo durou um ano e incluiu aulas de circo e interpretação, pesquisas e leituras sobre o tema.

O espetáculo estreou dia 6 de novembro, dentro do Festival Tangolomango, na Fundição Progresso, no Rio. E vai ser apresentado em São João de Meriti na Casa de Cultura da Praça da Bandeira, nos próximos dias 12 e 13, às 20h.

Piadas racistas

Atores usam técnicas circenses, como perna de pau e pirofagia, e lutam contra preconceitos
Atores usam técnicas circenses, como perna de pau e pirofagia, e lutam contra preconceitos

Educador com formação teatral, César Marques, de 50 anos, é um dos responsáveis pelo grupo. Ele explica que mais importante que ensinar as técnicas de teatro foi despertar nos jovens o interesse pela história de seus antepassados e valorizar suas origens.

"Todos começaram a pesquisar sobre literatura africana, sobre orixás, e acabaram descobrindo curiosidades, como a origem de vários preconceitos. Entre eles, a idéia de que os deuses e ritos de origem negra tendem sempre para o mal, quando não é verdade", diz César. Para o educador, estas são questões sobre as quais todos já ouviram falar, mas poucos têm informações.

Como a prioridade era a pesquisa e o auto-conhecimento, o teatro propriamente dito ficou em segundo plano, mas não perdeu sua importância. "Buscamos desconstruir a base teatral a fim de valorizar a naturalidade de cada um", explica ele, que utilizou um argumento simples, mas de grande importância.

"Conversamos sobre a história pessoal de cada um, sua realidade, seu dia-a-dia. Falamos dos preconceitos, das dificuldades e chegamos a contar piadas racistas uns para os outros para saber como aquilo feria cada um", relembra “E é doído. Eles sentiram na pele”, atesta.

Como maior resultado dos exercícios ficou a quebra do preconceito que os próprios jovens tinham, não só sobre os fundamentos da religião do candomblé, pano de fundo da encenação, mas pelas questões raciais. “No início todos se sentiam distantes, mas depois descobriram que o tema fazia parte da vida de cada um e acabaram se reconciliando com a história ‘maldita’ de pais, avós, tios, que de alguma forma vivenciaram tudo isso”.

César: "Falta de conhecimento gera preconceito"
César: "Falta de conhecimento gera preconceito"

O processo contou com a colaboração tanto de especialistas no tema como antigos moradores de São João de Meriti. “Criamos fóruns sobre cultura negra e religião, vimos espetáculos de dança e teatro, trouxemos pessoas do candomblé e visitamos os anciões da nossa comunidade, os nossos griot’s, para ouvir suas histórias”, conta César.

Livros, revistas, fotos e tudo mais que pudesse tirar dúvidas do grupo foram utilizados, até que os atores comprassem a idéia, se sentissem verdadeiramente integrados



Categoria: arte e teatro
Escrito por christian theodore às 15h07
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Teatro de Periferia

“Não quero você dançando macumba!”

Toda a complexidade e a polêmica que envolve o tema mexeram com a cabeça dos jovens. “Comecei a ter sonhos com os orixás e ficava assustada. Certa noite, sonhei que minha avó chorava numa praia e falei para ela no dia seguinte. Ela me contou que quando era nova freqüentava o candomblé e incorporava Iemanjá. Isso me tranqüilizou, me deixou mais próxima do assunto e até acho que foi uma espécie de sinal”, diz Gilciana Lucas de Melo Soares, de 17 anos, cujo nome artístico é Gil Mello.

A jovem admite que por pouco não desistiu do projeto. “Tive uma crise de rejeição. Faltava aos ensaios ou vinha e não participava, mas comecei a ler, a me informar e mudei de idéia”, recorda Gil, que não foi a única e ter problemas. Sua colega Cristiane Rosa de Paula, a Cris Rosas, também de 17 anos, é categórica: “Não conhecia nada sobre essa cultura e cheguei a dizer que era macumba, então me perguntei se era isso que eu queria”, afirma.

Cris não conhecia nada da cultura negra
Cris não conhecia nada da cultura negra


Cris relembra que durante um ensaio aberto ocorrido há algumas semanas no Circo Voador, no Rio, a reação das pessoas foi de surpresa. “Ouvi algumas pessoas se perguntando: ´É macumba!?` Mas eu sabia que isso aconteceria, estava preparada, pois essa também foi a minha reação inicial”, admite.

A atriz conta que em casa não foi diferente. “Minha mãe criticou muito, mas depois que viu o ensaio passou a apoiar, apesar de ainda dizer que é macumba”, ri. A mãe de Gil foi além. “Ela disse: ´Não quero você dançando macumba`”, lembra a adolescente. Mais do que não se sentir à vontade com o tema, ela também não aprova a opção artística da filha, o que causa mais resistência.

“Minha mãe diz que cultura não dá futuro e quando soube a temática do espetáculo ficou ainda mais descontente. Ela pergunta por que não fazemos uma comédia como qualquer grupo de teatro e quando contei que fui a um centro espírita fazer laboratório ela afirmou que se eu me converter à religião vai ser o maior desgosto de sua vida”, diz Gil.



Categoria: arte e teatro
Escrito por christian theodore às 15h06
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Teatro de Periferia

Conflitos religiosos

Um dos destaques da montagem, o ator João Carlos Alves Silva, de 20 anos, assim como os demais, demorou a aceitar o tema. Entre idas e vindas neste último ano, acabou aprendendo que ele nada mais era que a realidade de sua raça.

João descobriu uma nova identidade
João descobriu uma nova identidade
O conhecimento pessoal que tem de algumas religiões proporcionou ao jovem ator um distanciamento fundamental na hora de compor seus personagens. É que João foi criado sob os preceitos da religião evangélica, já que seus pais são fiéis da Assembléia de Deus, mas, graças a um curso livre de teatro, acabou participando da rotina da Igreja Católica.

Há pouco mais de um ano, João se uniu à Companhia de Jovens Griot´s, para realizar seu sonho de ser artista, e acabou vivenciando a realidade do candomblé. “Acho minha história engraçada, curiosa, pois conheci todos os lados das principais religiões do Brasil, apesar de nunca ter seguido nenhuma delas efetivamente”, destaca ele, para quem a religião de origem africana era um mistério.

“Não conhecia o candomblé e sequer sabia da existência de algumas histórias que aprendi aqui, onde descobri minha identidade racial. Antes tinha preconceito, mas hoje sei que tudo envolve a fé, como nas igrejas”, ensina João.

Toda essa variedade religiosa gera confusão, especialmente com os pais evangélicos. A mãe, segundo ele, implica, mas apóia. Já o pai está irredutível. “Ele diz que o espetáculo é uma ofensa e no dia que assistiu ao ensaio aberto foi muito engraçado. Todos acompanhavam as músicas com palmas, enquanto ele ficava parado, sério”, conta João, sem esquecer a frase proferida pelo pai ao final da apresentação: “Não vou bater palmas para o demônio!”.

A desaprovação não desestimula o jovem, que se empenha para ser um artista completo. “Venho me dedicando a isso desde os 11 anos de idade. Danço axé, funk, hip hop, já fui coreógrafo de um grupo de dança e hoje trabalho com animação de festas”, enumera João, que no espetáculo Igbadú também canta e dança.

Busca da identidade

A polêmica é benéfica e motiva o grupo, segundo o educador César. “Tudo isso é natural devido à falta de conhecimento, o que gera o preconceito. Fomos criados com a idéia de que o negro e suas tradições são negativos”, acentua ele.

“As histórias que sabemos foram contadas pelos europeus e sempre trazem a escravidão como tema, o passado sofrido, a derrota. Ninguém fala dos nossos deuses, dos reis, da importância da cultura negra, e isso traz uma referência negativa, especialmente para os jovens”, defende César.

Para ele, a questão dos orixás era imprescindível na hora de falar das verdadeiras origens da raça. “Pesquisamos Pierre Verger (fotógrafo e estudioso da religiosidade africana) e Reginaldo Prandi (pesquisador, professor de Sociologia e autor do livro “Deuses Africanos no Brasil Contemporâneo”), entre outros, para defender estes conceitos. O que temos hoje no espetáculo é fruto de muita leitura e busca de identidade”, diz orgulhoso.

E ninguém fica fora desse estudo. Seguindo os ensinamentos dos Griot’s, os atores reúnem-se para contar histórias e ler livros para as crianças da comunidade, que se encantam com as novidades.

“Nos ensaios abertos colocamos livros espalhados na entrada para que elas lessem, mas sem imposição. Quando nos demos conta todos estavam folheando as histórias, se interessando. Foi uma enorme diversão”, garante César.



Categoria: arte e teatro
Escrito por christian theodore às 15h05
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Teatro da Periferia

Orgulho negro

Gil Mello quase desistiu do projeto
Gil Mello quase desistiu do projeto
Os adultos também não esconderam suas reações durante as apresentações. “Grande parte da comunidade é evangélica, mas isso não impediu que eles assistissem e foi bem curioso, uma mistura de encantamento e preconceito, já que as histórias são lindas e surpreendem, mas eles ainda se assustam com o que vêem”, explica César, relembrando também uma atitude comum aos pais dos atores.

“Os jovens passam os textos em casa e muitos chegam aqui dizendo que os pais reclamaram. Eles dizem: ‘Olha esses nomes que você está trazendo pra dentro de casa’”, diverte-se.

Já os seguidores do candomblé se surpreendem com a encenação. “É que poucas vezes eles viram a religião mostrada ou discutida fora dos terreiros”, diz o educador.

A verdade é que, polêmicas à parte, toda essa ebulição despertou na equipe um enorme orgulho, além do prazer em estar num projeto tão desafiador e rico em cultura. A influência já é percebida entre os jovens, que passaram a valorizar suas origens, desde as atitudes na hora de defender sua cultura e história até a moda criada pelos seus antepassados.

“Observei que todos tinham uma necessidade de negar seus traços, especialmente no que se refere ao cabelo. As meninas esticam, alisam, querem ficar como as loiras. Nunca sugeri que mudassem, mas com o tempo notei a mudança, que foi natural”, garante César, explicando que essa atitude é mostrada no espetáculo.

Homem versus mulher

Músicos interpretam cânticos ao vivo
Músicos interpretam cânticos ao vivo


“No início as crianças, interpretadas por eles, estão brincando com bonecas Barbie, loiras, exaltando aqueles cabelos, aqueles traços. Até que chega um Griot e começa a contar as histórias. Eles então começam a prestar atenção, se envolvem com aquilo e no final entram com bonecas negras, como eles”, antecipa.

“Igbadú – a cabaça da existência” mostra ainda a luta travada entre os orixás masculinos e femininos pela liderança, o poder, o que remete a situações contemporâneas, como explica César: “O passado e o contemporâneo se misturam. Há coisas que acontecem até hoje, mas mostramos a partir da visão dos orixás, que tiramos de pequenos livros chamados de orikís, que são uma espécie de salmos”

A sexualidade, a sensualidade, a separação entre o céu e a terra, a força das mulheres, as artimanhas dos homens para conquistá-las, tudo é encenado poeticamente através de danças e rituais de origem africana e ao som de músicas de Dorival Caymmi e cânticos interpretados ao vivo por três músicos, pelos atores e com o auxílio de violão, percussão e contrabaixo.



Categoria: arte e teatro
Escrito por christian theodore às 15h04
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   Hutuz tem Atitude Feminina de São Sebastião concorrendo ao prêmio nacional de Rap

Hip hop para todas as tribos

Hutúz Rap Festival extrapola premiação e promove seminários, shows e mostra de filmes

O Hutúz Rap Festival cresce a cada ano em importância e atividades. A nova edição acontece de amanhã ao dia 1º de dezembro com palestras, intervenção de break e graffiti, festival de cinema, batalhas de DJs, MCs, shows e a premiação. A programação inicia com o Seminário Hutúz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

De amanhã até sexta, às 18h30 e com entrada franca, serão debatidos os temas "Movimento social", "Mulher em movimento" e "Movimento de resistência", com participação, entre outros, do líder do MST João Pedro Stédile, da atriz Mary Sheyla, da deputada Jurema Batista, do cineasta Joel Zito Araújo e da inspetora da polícia civilts Marina Maggessi.

As intervenções de grafite, às 9h, e break, às 15h, acontecem sábado, no Odeon BR, na Cinelândia - eventos que têm tudo para ser os maiores já realizados no Rio.

Além de B.boys de todos os estados, haverá também a participação de artistas estrangeiros, como a lenda do break mundial, Ken Swift, ex-integrante da pioneira crew Rock Steady, que formou o Break Life. Ele chega ao Hutúz acompanhado de Honey Rockwell, b.girl pioneira do hip hop. Ken e Honey assinaram espetáculos de dança importantes nos Estados Unidos, inclusive um musical da Broadway.

Categorias

O ponto alto e mais esperado do evento é, sem dúvida, o 6º Prêmio Hutúz, que será entregue no dia 23 no Canecão. São 14 categorias - como álbum, revelação, videoclipe e música - onde serão escolhidos os melhores do hip hop de 2005. Porém, a intenção é não apenas premiar e sim fomentar a produção dos artistas concorrentes e abrir caminho para futuros destaques da cultura de rua.

Mas a premiação é só o começo da festa, que continua entre os dias 25 e 27 com o Hutúz Rap Festival. No Armazém 5 do Cais do Porto vão passar Adeptos, Sevenlox (África), Da Guedes, Nega Gizza e Racionais MC´s (dia 25) e Realidade Cruel, Face da Morte, Afro X e Mv Bill (dia 26).

No domingo, os vencedores do Prêmio Hutúz irão se apresentar no palco principal, que também terá o repeteco dos shows de MV Bill e Racionais MC's. Paralelamente aos shows, o Armazém abriga a Feira Hutúz, com roupas, acessórios, cabeleireiros e tudo mais da cultura hip hop.

Para completar, acontece o Hutúz Filme Festival, de 25 de novembro a 1º de dezembro no Odeon BR. Serão exibidos filmes de identidade plural, ligados a esportes de rua, beatbox, skate, grafite, direitos humanos, poesia, cadeia, imperialismo americano, guerrilha, expectativa de vida, analfabetismo e muito mais. Entre alguns já programados, vários curtas nacionais e os documentários "Sou feia mas tô na moda" (dia 26, às 18h30) e "Favela rising" (dia 28, às 19h50).

HUTÚZ RAP FESTIVAL - Armazém 5 (Av. Rodrigues Alves - Cais do Porto). Dias 25, 26 e 27, às 22h. Ingresso: R$ 10 (passaporte para os três dias, R$ 20).



Escrito por christian theodore às 15h34
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Vergonha italiana!

Mais de 65% dos italinos são semi analfabetos

Da France Presse

15/11/2005
12h47
-Cerca de 36 milhões de italianos, 66% da população com idade superior a 6 anos, não sabe ler ou escrever direito. E se têm noções das regras gramaticais, aplicam-nas incorretamente. Além disso, seis milhões de italianos são totalmente analfabetos, enquanto cerca de 30 milhões não chegaram a concluir os estudos. Os dados são de uma pesquisa realizada pela Universidade Castillo de San Angel e pela União para a Luta contra o Analfabetismo.

O estudo foi divulgado nesta terça-feira pelo jornal La Stampa que denuncia as graves carências do sistema de ensino italiano. “Este nível de educação é insuficiente para se viver plenamente a cidadania", sustenta o jornal.

Para o ex-ministro da Educação Tullio De Mauro, "um quarto dos estudantes na Itália não sabe ler nem escrever corretamente".

"São os filhos destes 66% de italianos que são analfabetos ou semi-analfabetos. Isso é culpa nossa, pois nada temos feito para eliminar o analfabetismo dos adultos", escreveu o La Repubblica.

O estudo cita números de 2001 do Instituto Nacional de Estatísticas (Istat), segundo as quais, 28,85% da população terminaram o segundo grau ou obtiveram um diploma equivalente e somente 7,51% têm um grau universitário.

Estudos realizados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) localizam a Itália no posto 28 de 30 da lista de países mais instruídos do mundo, à frente apenas do México e Portugal.

Das 20 regiões em que está dividida a Itália, 9 superam o umbral de alerta fixado pela OCDE com 8% da população analfabeta.

A maioria das regiões afetadas está no centro e no sul da península, como é o caso de Basilicata e Calábria, com 13,8% e 13,2% da população analfabeta.



Categoria: política
Escrito por christian theodore às 15h27
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   Prisão perpétua aos donos do conto da Avestruz

Terça-feira, 15 de Novembro de 2005
Decretada intervenção na Avestruz Master
Justiça nomeia nova diretoria, formada por advogados e credores. Proprietário promete se apresentar amanhã à PF

O juiz de plantão no fórum de Goiânia, Felipe Alcântara Peixoto, decretou intervenção na empresa Avestruz Master, no último fim de semana, e destituiu os antigos diretores, liderados pela família do fundador, Jerson Maciel da Silva. Os oficiais de Justiça cumpriram o mandado judicial, ontem, sem que houvesse qualquer resistência.

A nova diretoria é encabeçada por um grupo gestor formado por oito advogados, investidores de Goiás e de outros estados, além de advogados de sócios da empresa. Ela tem a missão de reestruturar a Avestruz Master. A posse dos novos diretores está marcada para amanhã. São eles: Jorge Luiz Cantarelli Machado, Rubem Saraiva de Freitas, Amaury Oliveira Tavares, Sandro Borges de Barros, Miguel Siruge Neto, Sandro Ferreira Resende, José Carlos da Silva e Rosimar Amorin da Silva. São chefiados pelo diretor financeiro da empresa, Edson Luiz da Silva.

Um dos advogados da Avestruz, Edgar Neves, disse que os proprietários do grupo vão recorrer da decisão. Outro advogado da empresa, José Carlos Gomes de Oliveira, garantiu que o presidente do grupo, Jerson Maciel, vai se apresentar amanhã à Polícia Federal.

Devido à intervenção judicial, os advogados Rodrigo e Raphael Rodrigues, que atuam em nome de um grupo de 52 investidores, informaram que vão desistir do pedido de falência da empresa, em tramitação na Justiça goiana.

Eles disseram que a medida visa a dar oportunidade para que o grupo gestor possa atuar na recuperação da Avestruz Master, pagar investidores e fornecedores.

Portas fechadasA Avestruz Master fechou as portas do escritório, em Goiânia e em outros sete estados e no DF, no último dia 4. Alegou que a empresa enfrentava dificuldades na transmissão de dados das filiais para a matriz. E prometeu retomar suas atividades normais no dia 7, o que não ocorreu.

A notícia fez com que centenas de investidores e funcionários fossem para a porta da empresa, no Setor Bueno, em Goiânia, reivindicar a restituição do dinheiro aplicado e o pagamento dos salários atrasados.

Segundo estimativa de especialistas do mercado financeiro, a quebra da Avestruz Master deverá causar um rombo superior a R$ 1,5 bilhão à economia nacional. E de cerca de R$ 200 milhões à economia de Goiás.

Na semana passada, a Justiça Federal decretou a prisão temporária de Jerson Maciel e de outros seis diretores da empresa, dos quais quatro são parentes de Maciel. O filho dele, Jerson Maciel Júnior, se apresentou à polícia. Prestou depoimento e foi posto em liberdade.

Em abril, a Comissão de Meio Ambiente e Defesa do Consumidor do Senado já havia alertado os investidores para os riscos de quebra da empresa.

Na avaliação dos técnicos, para ter viabilidade econômica a empresa teria que possuir 130 mil aves, enquanto seu plantel era inferior a 10% deste total, ou seja, cerca de 12 mil avestruzes.



Escrito por christian theodore às 15h09
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Chavez achincalha Bush

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou hoje que seu colega dos EUA, George W.Bush, "foi embora com o rabo entre as pernas" da 4ª Cúpula das Américas porque "fracassou" em sua tentativa de impor a Área de Livre Comércio das Américas (Alca).

"Foi embora pela porta dos fundos e deixou alguns lá (na Cúpula) defendendo a proposta indefensável", declarou Chávez em seu programa de rádio e televisão dominical Alô, Presidente.

O presidente dos EUA foi "derrotado por nocaute" porque a Alca "não foi incluída no documento" da Cúpula, afirmou Chávez, após exibir um vídeo com o discurso de Bush na sessão privada do encontro.

Chávez acrescentou que, diante da falta de consenso em torno da proposta econômica dos EUA, foi aprovada a proposta do Mercosul de incluir na Declaração Final "as duas posições, algo inédito nas cúpulas".

Na Cúpula, realizada semana passada em Mar del Plata (Argentina), o recomeço das negociações para criar a Alca foi apoiado por 29 países e rejeitado pelos integrantes do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai) e Venezuela.

Chávez reiterou sua proposta de submeter a Alca a um "referendo continental", já que os Estados Unidos e seus aliados argumentaram que o Mercosul e a Venezuela eram "minoria".

O chefe de estado insistiu que a América do Sul deve negociar acordos comerciais regionais com Washington "apenas quando houver condições para isso, quando ouvirem nossas solicitações e negociarmos de igual para igual".

As tensões nas relações entre Caracas e Washington começaram com a eleição de Chávez, em fevereiro de 1999.

As críticas dos EUA se referem a uma suposta intenção "totalitária" de Chávez. Já os venezuelanos denunciam a atitude "imperialista e intervencionista".



Categoria: política
Escrito por christian theodore às 14h02
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Crítica ao PT do Mesalão nas artes plásticas

Waldomiro de
Deus censurado

    Nova coleção do artista, criticando
os desmandos políticos, foi retirada
às pressas de hotel em São Paulo


 

Fotos: Sulei Rocha

Ratos que Corroem: crítica à corrupção e à desonestidade no mundo político



Categoria: arte e teatro
Escrito por christian theodore às 12h12
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   Crítica ao PT do Mesalão nas artes plásticas

Waldomiro de
Deus censurado

    Nova coleção do artista, criticando
os desmandos políticos, foi retirada
às pressas de hotel em São Paulo


 

Fotos: Sulei Rocha

Ratos que Corroem: crítica à corrupção e à desonestidade no mundo político


Escrito por christian theodore às 12h12
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   A dois passos do paraíso

Série A
A dois passos do paraíso
Apesar da falta de vibração, Goiás vence Atlético-PR e está a duas vitórias da Libertadores
CLASSIFICAÇÃO DA SÉRIE A
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14/11/2005
Alexandre Petillo
Editor do DMRevista


Antes do jogo de ontem contra o Atlético-PR, o Goiás recebeu uma má notícia: o zagueiro André Dias estava vetado. Geninho mudou o setor para apenas dois zagueiros. A zaga foi furada, errou muito, viu Ferreira, atacante da equipe paranaense, deitar e rolar nos goianos e deixou a equipe rubro-negra marcar dois gols fáceis.

Foi bom. Quando se viu atrás no marcador, o time esmeraldino resolveu acordar e foi para o ataque com mais ímpeto. A equipe de Geninho, que entrara morna, sem vibração, produzindo pouco para um time que almeja chegar em segundo lugar e se garantir na Libertadores do ano que vem, precisou correr para não correr o risco de levar prejuízo em casa – onde já perdera duas partidas seguidas. A torcida também não colaborava para empurrar o time rumo ao ataque, na tentativa de encurralar o adversário. Quando acordou, o Atlético já tinha aberto o marcador, com Lima humilhando a defesa. A arquibancada, quieta, ficava à espera de um milagre. Ou da vinda de um salvador. E ele veio.

Paulo Baier, o segundo melhor do torneio, fez valer a pecha e chamou a responsabilidade de carregar a equipe à frente – e os três gols do time saíram de seus pés. Organizou o meio campo, lançou, fez tabela, avançou pelas laterais e chegou para concluir. Numa dessas bolas, Baier enfiou para Roni na direita, que recebeu. Inexplicavelmente o goleiro atleticano deixou sua meta para dar combate ao atacante, que cruzou. Souza só ajeitou de cabeça para Tabata enfiar, sozinho, para as redes. Foi o primeiro empate.

A defesa continuou batendo cabeça – principalmente quando a bola estava nos pés de Ferreira ou Lima. Aos 24 minutos, marcando em linha, os dois Andrés saíram juntos e Ferreira recebeu sozinho, driblou Harlei e tocou para Finazzi, que sabe bem como é fazer gol no Verdão, aumentar a vantagem paranaense. O Verdão empatou seis minutos depois, em nova falha da zaga atleticana. Tabata bateu escanteio e Júlio Santos, livre de marcação, tocou de cabeça no canto esquerdo do goleiro. Dois gols que nasceram mais da contribuição adversária do que da competência esmeraldina.

Aos 34, Roni entrou na grande área e bateu. Baier, tal qual um centroavante, aproveitou o rebote do goleiro e só empurrou para as redes. E o primeiro tempo acabou deixando evidentes as principais falhas esmeraldinas: falta de ambição, elenco limitado, dependência de três jogadores- chave (Jadílson, Tabata e Paulo Baier, acima de todos) e todos – time e torcida – parecem não acreditar onde estão na tabela.

Tranqüilidade
O Goiás voltou mais organizado no segundo tempo – estranhamente não entraram assim desde o começo do jogo. Tanto que, logo aos cinco, Roni entrou pela direita e cruzou para Souza, mais uma vez sem marcação, ampliar.

Ampliou e parou por aí. Com dois gols de vantagem no placar, o Goiás administrou todo a segunda etapa e voltou a jogar com a tranqüilidade inicial. O Furacão, sem preocupações, já que não cai para a Segundona e também não pode ir além de uma classificação para a Sul-Americana, também não procurou a vitória. A jogada mais aguda do time esmeraldino aconteceu somente aos 35 minutos, com Paulo Baier. Para os esmeraldinos, em 2005, se é Baier, é bom – mas não é suficiente para se fazer uma boa imagem na Libertadores. Agora, como fazia o Zagallo após cada partida da seleção na Copa de 94, a torcida pode dizer: “Só faltam dois”. Pode ser dessa vez que o Goiás vá sair da periferia do futebol brasileiro.



Escrito por christian theodore às 12h08
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   A Religião destruíndo a cultura indígena

Missões evangélicas ameaçam a cultura indígena no Brasil

Paloma Oliveto
Do Correio Braziliense

13/11/2005
10h46
-Mais de 500 anos após a ação de padres jesuítas, a cultura dos índios brasileiros está novamente ameaçada por crenças religiosas do homem branco. Agora, são missionários ligados a igrejas evangélicas que aproveitam a ausência do Estado em várias aldeias para prestarem assistência social e, ao mesmo tempo, propagarem a religião cristã entre os indígenas. Para evitar um novo etnocídio, a Fundação Nacional do Índio (Funai) vai recadastrar, até o final do ano, as missões que atuam entre essas populações. Uma das motivações do órgão foi a ação dos agentes da Jovens com uma Missão (Jocum), que em abril retiraram da aldeia oito índios zuruahá – considerados totalmente isolados e tutelados pelo estado – sem a autorização do governo e os levaram para São Paulo.

Na sede da Funai, há 54 missões religiosas cadastradas, mas o número pode ser maior, já que muitos missionários conseguem se infiltrar entre os indígenas, sem o conhecimento do órgão. Com um orçamento anual de pouco mais de R$ 100 milhões, a fundação reconhece a dificuldade de fiscalizar todas as 257 terras indígenas do país. E também assume que as missões acabam encontrando brechas nos lugares onde a assistência do governo é falha. “As missões não têm como finalidade levar saúde e educação aos índios. O que querem é ‘salvar almas’. Terminam fazendo trabalhos pontuais nessas áreas como moeda de troca”, acusa o indigenista Izanoel Sodré, coordenador regional da Amazônia Ociental.

Segundo a Funai, a estratégia dos missionários é contactar pequenos grupos, que acabam levando a religião para dentro das aldeias. O modelo jesuíta de traduzir a Bíblia para as línguas indígenas ainda é adotado pelas organizações, como forma de aproximação cultural. Em alguns casos, a resistência é grande.

Proibições
Durante cinco anos, o mairuna André Chapiama foi atraído por missionários da Assembléia de Deus e da Igreja Batista. Para isso, teve de abandonar sua cultura. “Eles não deixavam de jeito nenhum a gente se pintar nem fazer nossos rituais”, conta. André tentou ajudá-los a construir templos dentro da aldeia, próxima a Atalaia do Norte (AM), mas os pajés destruíram as obras. “Era uma minoria que aceitava a religião evangélica”, conta o índio, que desistiu da igreja dos brancos. “Hoje não freqüento mais, tenho a crença do meu povo”, garante.

Donos de um dos rituais funerários mais bonitos e misteriosos dos índios brasileiros, os bororo, nação que vive no Mato Grosso, foram, há 100 anos, proibidos de seguir sua cultura e falar a língua própria, depois que os padres salesianos começaram a evangelizar a etnia, em 1910. Hoje, a igreja católica continua presente entre eles, mas não interfere nos ritos. Os bororos conseguiram recuperar as tradições e voltaram a realizar funeral. “Agora, os xamãs tentam resgatar a cultura, mas continua havendo missas dentro das aldeias”, critica o xavante Jurandir Siridiwê, presidente do Instituto das Tradições Indígenas, organização não-governamental que promove o patrimônio cultural indígena.

Siridiwê, que trabalha em um projeto de revitalização da cultura dos bororo, conta que, entre os xavante, a investida das missões também é grande. “Das oito reservas, apenas duas não têm contato com missionários”, diz. “O resto, fala e canta em gospel. É muito contraditório com as tradições dos nossos povos”, critica.

Pecado
“Esse tipo de evangelização está acabando com a nossa cultura”, decreta Marinaldo Macuxi, coordenador do Conselho Indigenista de Roraima. Ele diz que os missionários evangélicos impõem a religião à medida que trabalham junto às comunidades a noção de pecado. “Na cultura indígena, não existe pecado. Mas eles dizem que comer determinada comida é pecado, beber um tipo de bebida é pecado, fazer um ritual é pecado. Isso é um absurdo, eles não podem interferir”, diz.

Marinaldo reconhece, porém, a importância de uma missão católica, o Conselho Indigenista Missionário, na luta pela homologação da terra indígena Raposa Serra do Sol. “Eles (do Cimi) não fazem interferência cultural, respeitam nossas tradições”, avisa.

O coordenador da regional norte do Cimi, Günther Loebens, diz que, hoje, a Igreja Católica não presta mais o papel de conquistadora espiritual dos índios, como fez no passado. “Nosso interesse é defender a vida e a cultura dos povos. Tentar substituir as crenças indígenas por outros valores é uma agressão”, reconhece.

Já o presidente da missão evangélica New Tribes no Brasil, Eduardo Luz, não vê problemas em evangelizar os índios. “Não impomos nada. Apresentamos o evangelho e deixamos que ele faça a escolha”, justifica. Quanto às mudanças na tradição decorrentes dessa escolha, Luz defende que a cultura não é estática. “Tem razão. Mas somente quando os elementos que pertencem a essa cultura busquem a mutação, e não sejam induzidos, como acontece com as missões”, rebate Izanoel Sodré.

Fundada em 1953, a norte-americana New Tribes é uma das maiores missões evangélicas em atuação no Brasil e está presente em 47 aldeias de todas as regiões do país. Um grupo de 498 missionários atuam entre os índios, investindo também nas áreas de saúde e educação. Segundo Eduardo Luz, no ano que vem, haverá um encontro com quatro mil índios que se transformaram em pastores evangélicos.



Escrito por christian theodore às 12h00
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   A Brasília de Roriz, mortes no coração da cidade!

Balística dirá quem matou o refém


O exame de balística irá dizer de onde partiram os tiros que mataram o advogado Edcarlo Henrique da Silva Ribeiro, 26 anos, na noite do último sábado. Ele e dois amigos tentavam socorrer a auxiliar de enfermagem Irani Silva Mota, 37 anos, na hora em que ela estava sendo abordada por um bandido, no estacionamento do Conjunto Nacional de Brasília (CNB).

A ajuda terminou em tragédia. O assaltante Lindomar Alves do Santos, 31 anos, trocou de vítima e fez Edcardo entrar no próprio carro, um Ford Fiesta branco, com a arma apontada. Enquanto eles saíam do estacionamento, três flanelinhas que viram a cena, pararam o policial militar Afonso José Reichert, e contaram o que estava acontecendo.

O PM pediu reforço e deu início à perseguição. Ele acertou um tiro no pneu do carro, que parou no semáforo em frente ao Teatro Nacional. Nesse momento, foi cercado por 20 viaturas.

- A vítima reagiu e o bandido disparou cinco tiros. Os policiais também acertaram o assaltante com cinco tiros - contou a delegada de plantão da 2ª DP (Asa Norte), Suzana Caldas, responsável pelo investigação do caso.

Lindomar Santos morreu na hora. O advogado Edcarlo Ribeiro foi socorrido e levado ao Hospital de Base do Distrito Federal, mas morreu no próprio sábado.



Escrito por christian theodore às 11h35
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   História de Hebe Camargo na TV


Hebe Camargo nasceu no dia 8 de março de 1929, em Taubaté, São Paulo. Filha de Ester e Fego Camargo, que era violinista do Cinema Politeama em Taubaté – na época os filmes eram mudos –, Hebe teve uma infância humilde, principalmente depois da chegada do cinema falado, quando seu pai perdeu o emprego.

A família Camargo mudou para São Paulo em 1943. Fego passou a integrar a orquestra da Rádio Difusora. No ano seguinte, Hebe começou a se apresentar em programas de calouros nas rádios paulistanas, fazendo imitação de Carmen Miranda.

Depois de ganhar vários prêmios como caloura, Hebe formou o Quarteto Dó-Ré-Mi-Fá junto com a irmã Stela e as primas Helena e Maria. Cantando músicas do grupo feminino americano Andrews Sisters, elas foram contratadas pela Rádio Tupi. Encerraram atividades três anos depois, quando uma das primas se casou. Logo em seguida, Hebe e a irmã Stela formaram a dupla sertaneja Rosalinda e Florisbela, que teve carreira curta.

Hebe decidiu então iniciar carreira solo interpretando as músicas "Moreno Lindo" e "Dora Dora". Seu primeiro disco, em 78 rotações, foi gravado pela Odeon. Nele havia as músicas "Oh! José" e "Quem foi que disse?".

A artista lançou outros discos e passou a ser conhecida como Estrelinha do Samba e, posteriormente, A Estrela de São Paulo. Já consagrada, prestou homenagem a Carmen Miranda gravando um pout-pourri com os maiores sucessos da pequena notável.

Como cantora, Hebe participou de alguns filmes do comediante Mazzaropi e chegou a contracenar com Agnaldo Rayol num deles. Como atriz, atuou no filme "Quase no Céu", de Oduvaldo Vianna, lançado em maio de 1949. Ela participou ainda da última edição do Festival de Música Popular, com a música "Volta Amanhã".

A carreira de cantora deu lugar à de apresentadora com o passar do tempo. Hebe inicialmente substituiu Ary Barroso num famoso programa de calouros e, em 1955, alcançou grande destaque com "O Mundo é das Mulheres", primeiro programa feminino da televisão brasileira, produzido por Walter Forster e exibido no então canal 5. Nessa época, chegou a apresentar cinco programas por semana.

Ela interrompeu a carreira em de julho de 1964, ao se casar com o empresário Décio Capuano. O único filho da artista, Marcello Camargo, nasceu no dia 20 de setembro de 1965.

Mas logo Hebe retomou seu trabalho, com um programa na rádio Excelsior. Em 6 de abril de 1966 estreou na TV Record o “Programa Hebe”, tendo como convidado nesse dia o cantor e compositor Roberto Carlos. A atração bateu recorde de audiência, chegando a obter 70% dos telespectadores.

A apresentadora terminou sua união com o empresário Décio Capuano em 1971. Dois anos depois conheceu Lélio Ravagnani, com quem viveu até 2000, quando ele faleceu.

Depois de uma pausa de quase 10 anos, Hebe retornou em 1981 à televisão, através da TV Bandeirantes. Seu programa era exibido nas noites de domingo e, posteriormente, às sextas-feiras. Depois de quatro anos de sucesso, a direção da emissora decidiu acabar com a atração.

Em 1985 ela recebeu convite do SBT e, em novembro do mesmo ano, assinou contrato. A estréia aconteceu no dia 4 de março de 1986. Desde então ela comanda o Programa Hebe, no estilo show, atração que vai ao ar nas noites de segunda-feira.

A artista apresentou também, entre agosto de 1991 e dezembro de 1993, o "Hebe Por Elas", programa de entrevistas só com mulheres, e chegou a ter, por curto período, uma atração nas tardes de domingo.

A carreira de cantora foi retomada em 1999. Hebe gravou o CD "Pra Você", pela Universal-Polygram, com produção de Zé Milton. O show de lançamento do disco, realizado no Palace, alcançou enorme repercussão e originou uma turnê pelas principais capitais do país. Já o CD "Como é grande o meu amor por você - Hebe e convidados" foi lançado em agosto de 2001, com as participações especiais de Chico Buarque, Caetano Veloso, Zezé di Camargo e Luciano, Simone, Nana Caymmi, Zeca Pagodinho, Ivete Sangalo e Fábio Jr.

Em pesquisa realizada em 1990, Hebe foi escolhida pelos paulistanos a personalidade que tem A Cara de São Paulo. São vários os prêmios e homenagens recebidos por ela ao longo da carreira, com destaque para o da Associação Paulista de Críticos de Arte (Melhor Entrevistadora), o da Academia Brasileira de Letras – Austregésilo de Athayde (Melhor Apresentadora de Programa de Auditório), o título de Cidadã Paulistana concedido em 1994 pela Câmara Municipal e diversos Troféus Imprensa, entre outros. A artista foi homenageada em Portugal, em 2002, e tornou-se a segunda mulher brasileira a integrar a tradicional Confraria do Vinho Periquita (a primeira foi a cantora Fafá de Belém). No ano passado, Hebe recebeu o título de Professora Honoris Causa da Universidade FIAM-FAAM.

A apresentadora também foi uma das homenageadas no dia 8 de março de 2004, durante almoço promovido pela prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, pelo Dia Internacional da Mulher, no Palácio do Anhangabaú, sede da Prefeitura. Aniversariante, a apresentadora ganhou bolo e ficou comovida ao receber os parabéns da anfitriã Marta Suplicy e das 30 mulheres convidadas, entre elas a escritora Lya Luft, a atriz Eva Wilma, a rainha do basquete Hortência e a escritora Maria Adelaide Amaral.


Escrito por christian theodore às 11h34
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   Livro sobre Hebe Camargo é reeditado!

Ainda no referencial dos 70, programas de auditório como o da Hebe moldavam comportamentos e, como você nota em “A noite da madrinha”, eram consumidos pelas classes A e B. Hoje o formato de programa de auditório tornou-se popular. Que hipóteses podem ser aventadas para justificar essa mudança?

Miceli: Por que o corte de classe em “A noite da madrinha” chamava a atenção? Se nós tentássemos fazer uma grade de programas de auditório, havia programas com inclinação para um público mais popular, como o do Chacrinha e o do Sílvio Santos, e programas com inclinação para a classe média, como o da Hebe e o do Flávio Cavalcanti. Já era possível detectar em germe o processo que depois se consolidou, sob cujos parâmetros a televisão está operando até agora.

Hoje a televisão é o alicerce da segmentação de mercado. A TV a cabo é a fragmentação do público espectador de uma forma quase alucinante, mas a TV aberta continua com uma audiência muito grande no Brasil; ela não caiu no Brasil como as pessoas esperavam, pois não houve renda para a expansão da segmentação. Mas o que aconteceu na TV aberta? Através da concatenação mercadológica da grade, ela se articulou para uma segmentação interna: dependendo do horário ela atinge um público diferente -quem vê Jô Soares não é exatamente o público que está na novela, nem o público que está no “Jornal Nacional”.

 


Escrito por christian theodore às 11h27
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Categoria: política
Escrito por christian theodore às 14h20
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A gente não quer só comida, a gente quer bebida, diversão e arte!

O lazer necessário


Todas as pesquisas coincidem. Nas periferias das grandes cidades brasileiras, aí incluídas as do Distrito Federal, o lazer está entre as principais reivindicações da população jovem. Mais do que isso, é crescente o número de casos em que o lazer se coloca em primeiro lugar entre as cobranças, à frente até do emprego e da segurança, as outras exigências apresentadas com maior freqüência. Saúde e Educação, que costumam figurar na ponta das reivindicações, ocupam papel menos preponderante no Distrito Federal, dada a extensão da rede pública em ambos os setores. Ainda que sempre mencionadas, não encontram o destaque do passado recente.

Chama a atenção a cobrança de lazer. Não é para menos. A maior parte das cidades do Distrito Federal não conta com cinema ou teatro. Nem seus moradores têm o hábito de freqüentar os shoppings em que hoje se concentram - e principalmente as condições para fazê-lo. O mais chocante é a falta da possibilidade de prática intensiva de esportes, por inexistirem instalações disponíveis para todos e muito menos material esportivo. O que sobra aos jovens locais? O boteco, o papo de esquina, a formação de gangues.

O chocante é que a prática de esportes poderia ocorrer a um custo relativamente baixo. Na maior parte das cidades, quando existem quadras construídas e administradas pelo poder público, estão quase sempre nas escolas, permanecem fechadas aos finais de semana e são restritas aos alunos nelas matriculados. Considera-se que esse fato é uma das causas do vandalismo a que as escolas costumam ser submetidas.

Compreende-se essas limitações. O que não se pode entender é a indiferença com que o Estado - e isso vale para os três níveis de poder - encara a construção e a principalmente a manutenção de centros esportivos, relativamente baratos em relação às vantagens que trarão, em especial no que se refere ao bem estar, à qualidade de vida e à segurança.




Categoria: política
Escrito por christian theodore às 14h14
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A periferia mostra sua força e revolta ao estado burguês

Violência continua após decreto de emergência
Foto: EFE
França, 09/11/2005 - Em Estraburgo, os manifestantes voltaram a queimar carros e confrontar policiais



Categoria: política
Escrito por christian theodore às 14h08
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A revolta da periferia

Os 20 milhões de colonos internos da Europa


É consenso que o fato de muitos dos imigrantes africanos na França serem muçulmanos não é, nesse caso, o fator determinante do racismo. Mas ajuda a acirrá-lo, especialmente numa Europa assustada na era da guerra ao terror.

As estatísticas também servem para obrigar o continente a repensar suas relações com imigrantes e se preparar para o futuro. Daqui a 20 anos, a comunidade muçulmana da Europa vai ser o dobro do que é hoje, segundo o Conselho de Inteligência Nacional da França. Estima-se que entre 15 milhões e 20 milhões de islâmicos tenham feito do continente sua terra atualmente, ou 4% a 5% da população do Velho Mundo. Na França, são 6 milhões, ou 10% da população. Em 2025, serão a maioria nos países mediterrâneos.

Os muçulmanos já são a maioria dos estrangeiros que vivem na Europa ocidental, um fluxo que teve início após a II Guerra Mundial. Mas, acreditam alguns especialistas, se nos Estados Unidos essa população está espalhada e etnicamente fragmentada, nos países europeus encontra-se em aglomerados, como argelinos na França (nação com a maior proporção de islâmicos), marroquinos na Espanha, turcos na Alemanha e paquistaneses no Reino Unido, onde o grupo representa quase metade dos imigrantes.

Como conseqüência da história, do crescimento demográfico e da política, entretanto, toda a Europa ocidental passou a ser abrigo de muçulmanos insatisfeitos por serem cidadãos apenas no papel. A região virou uma espécie de ''colônia interna'' para um número de ''colonos'' equivalente à população da Síria.




Categoria: política
Escrito por christian theodore às 13h57
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Entendendo a violência que explode na periferia da França!

Os netos que De Gaulle não queria

Distúrbios causados por jovens descendentes de africanos soam como ecos do passado colonialista do país

Rozane Monteiro

Há cinco décadas, alguns africanos o chamavam, em francês, de ''Papai De Gaulle''. Era o general da França colonialista e estava nos livros utilizados pelos professores que o país mandou ''educar'' as crianças das colônias, como se pudessem fazer toda uma geração de negros passar a ter um passado habitado apenas por brancos europeus. Não funcionou, como a História provou, e especialistas acreditam que a França está colhendo hoje os frutos da tentativa frustrada de ignorar todas as culturas que não sejam a sua própria, erro cometido mais uma vez atualmente.

- O problema era a forma como ensinavam francês, como se as crianças já fossem francesas. A questão é que o país sempre achou que, se uma pessoa aprende a língua e recebe informações sobre sua cultura, vira, automaticamente, um cidadão nacional.

A França sempre viu seus valores como universais. Esses jovens de agora vivem isso na carne. São franceses, mas não têm as mesmas oportunidades. E não se sentem franceses. O país os faz se acharem diferentes. Conversei com um homem outro dia e ele me contou que, para piorar, agora também se sente estrangeiro em seu próprio país, na África. - opina, ao JB, o inglês Peter Ford, analista político do jornal The Christian Science Monitor. Segundo Ford, o que se viu nas últimas duas semanas - jovens de ascendência africana promovendo uma baderna generalizada em toda a França - foi o grito de uma geração de filhos e netos daqueles africanos que De Gaulle quis transformar em franceses e que sofrem, de certa forma, o mesmo que seus antepassados: são, oficialmente, cidadãos daquele país, mas não têm nenhum objetivo real para se sentirem com tal de fato.

É também uma geração que começou o ano protestando contra uma norma aprovada pelo Parlamento e que deixou também indignados os meios acadêmicos. A chamada Lei de 23 de Fevereiro de 2005 obriga os professores do país a enfatizarem o papel ''positivo'' que a França teve na África ''notadamente'' no Norte do continente. Os protestos foram tantos que a medida, embora não tenha sido oficialmente revogada, não ''pegou'' - o próprio presidente Jacques Chirac teria se referido à aprovação com um sonoro palavrão, irritadíssimo, segundo assessores. Mas botou uma lente de aumento na dificuldade que o país tem de lidar com seu passado. Foi também em fevereiro desse ano que a nação pediu desculpas oficiais à Argélia, sua ex-colônia, pelo chamado Massacre de Sétif, ocorrido há 60 anos justamente ao Norte da África.

Em 8 de maio de 1945, quando o general Charles de Gaulle marchava em Paris comemorando a rendição da Alemanha, os argelinos já tentavam se livrar do controle da França e a população se organizava em protestos nas ruas. Naquele dia, moradores da cidade argelina de Sétif fizeram uma marcha aos gritos de ''viva a independência'', o que gerou violenta reação do exército francês. Um dos primeiros a tombar foi um menino que carregava a bandeira da Argélia, Saal Bouzid, que se transformou imediatamente no mártir da luta pela liberdade.

O Massacre de Sétif só acabaria duas semanas depois e o resultado foram quase 45 mil argelinos mortos, número que as primeiras estimativas oficiais colocaram em 1.500 - a última atualização fala em 20 mil. Também houve mortes entre europeus: 104. A guerra pela independência na Argélia só foi começar, mesmo, em 1954 e durou até 1962, quando a França bateu em retirada, não sem antes ter formado tropas de argelinos fiéis aos colonizadores.

Muitos desses africanos pró-França foram fuzilados como traidores após a independência - mais de 100 mil. E muitos dos que sobreviveram acabaram virando parte dos avós dos jovens que infernizaram a vida do país nos distúrbios atuais, que atingiram 300 focos de conflito. Na década de 60, o país os recebeu em parte porque tinha uma dívida de gratidão, em parte porque precisava.

- É preciso que se diga que a França não abriu suas fronteiras só por generosidade. Foi também porque precisava de homens para trabalhar - diz Bangha Wakai, de 35 anos, ativista nascido em Camarões, outra ex-colônia, que morou naquele país antes de seguir para os Estados Unidos, há sete anos.

O Massacre de Sétif só foi chamado de ''tragédia imperdoável'' em fevereiro, quando foram pedidas as desculpas formais. Os conflitos que levaram a Argélia à independência só foram chamados de ''guerra'' pela França em 1999. Até então, eram chamados de ''ações para manter a ordem''. Como escreveu o historiador francês Claude Liauzu, quando um país falha em dizer a verdade, os filhos dos imigrantes de hoje ''ficam desprovidos de passado''.



Categoria: política
Escrito por christian theodore às 13h43
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   E o meu irmão acreditou nessa farsa!

Avestruz Master
Documento aponta quebra
Senado constata inviabilidade da empresa. Fazendas deveriam ter plantel de 140 mil aves, mas têm apenas 12 mil
Documento
    
13/11/2005
Márcio Leijoto
Da editoria de Cidades


Um parecer técnico da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado Federal, concluído no dia 13 de abril de 2005, apontou que o grupo Avestruz Master não se sustentaria por muito tempo. Além disso, indicou que a empresa não pagava todos os impostos devidos e encobria informações a respeito dos valores reais de seu patrimônio e suas dívidas. Uma das conclusões do documento é que existem grandes possibilidades de a empresa estar operando com um patrimônio líquido negativo.

Segundo o consultor de Orçamentos e Fiscalização da Comissão, Hipólito Gadelha Remígio, o passivo da empresa ultrapassaria os R$ 300 milhões, e não os R$ 46 milhões informados pelo grupo. Enquanto o passivo era subavaliado, o ativo seria quase cinco vezes menos do que mostrava os números fornecidos por ela à comissão. Em vez de R$ 134 milhões, apenas R$ 30 milhões. “Segundo a empresa, mais de 95% do ativo estaria representado por avestruzes. Para ter o ativo que eles dizem ter, seria preciso um plantel de 140 mil aves, o que é bem difícil”. A empresa teria informado para a Commissão que seu planteu é de apenas 12 mil aves.

Para se ter uma idéia, o Estado de São Paulo, segundo a Associação dos Criadores de Avestruz do Brasil (Acab), é onde está a maior concentração de avestruzes, chegando aos 120 mil espécimes. O plantel no Brasil estaria em torno de 330 mil. Curiosamente, o parecer da comissão partiu de um pedido feito pelo presidente da Avestruz Master, Jerson Maciel da Silva, ao presidente da Comissão, o senador Leomar Quintanilha (PC do B), com a ajuda do prefeito de Porto Nacional (TO), Paulo Mourão. Maciel queria que o senador interviesse na Comissão de Valores Mobiliários, autarquia federal que no final de março havia multado o grupo em R$ 300 mil por desrespeitar a proibição de oferecer títulos e contratos de investimentos. As conversas entre os três se iniciaram em março. No começo de abril, o senador chegou a conhecer as fazendas do grupo em Bela Vista (GO) e se impressionou com o que viu. Mas ao pedir que sua equipe analisasse a contabilidade da empresa, percebeu que havia irregularidades. “Eu realmente gostei do que vi nas fazendas. É algo que visualmente impressiona. Mas uma coisa é se impressionar com a aparência e outra é ter conhecimento da parte financeira, que apresentava problemas”, disse.

O consultor da comissão afirma que a empresa usava dados fraudulentos para parecer que estava bem financeiramente, quando na verdade era justamente o contrário. Na conclusão do parecer, que segundo o senador não chegou a conhecimento público, há uma preocupação que o patrimônio líquido da empresa seja negativo, “ou seja, incapaz de pagar suas dívidas”. “Concorre para essa preocupação o fato de que, durante todo o ano de 2004, a empresa pagou menos de 3% de suas obrigações tributárias, o que demonstra uma despreocuapação com o cumprimento de obrigações básicas com a sociedade”, consta no parecer.

A comissão chama a atenção para o fato de não haver dados suficientes para uma conclusão definitiva. De acordo com o assessor técnico, no dia em que foi apresentado o parecer a Jerson Maciel, este teria ficado bastante nervoso e prometido enviar o restante dos dados. “Na época, nós pedimos mais informações ao presidente da empresa, mas até agora eles não nos enviaram”, informou o senador. Não há notícia de que o grupo tenha repassado, em quatro anos, dados completos sobre sua viabilidade econômica ou seu patrimônio real a algum órgão público ou à Justiça.

Por fim, o documento afirma que a manutenção da empresa nos moldes em que se encontrava representa “apenas o prolongamento de uma coleta de poupança pública que, em permanecendo a crescer, pode significar um prejuízo futuro muito maior em termos de quantidade de pessoas e de valores.”



Escrito por christian theodore às 13h37
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   São Sebastião é a cidade que mais cresce no DF

Domingo, 13 de Novembro de 2005
São Sebastião é a que perde menos moradores


O estudo ainda não mostra para para onde vão as pessoas expulsas das cidades consolidadas. Existem apenas tendências. Segundo Mônica França, depende principalmente da renda do migrante. Mas é possível identificar quais são as cidades que menos perdem população. Na corrida por moradia a preços mais compatíveis, São Sebastião desponta na lista. O surgimento de condomínios irregulares na região é o diferencial da cidade.



Além disso, a região foi contemplada com o programa de assentamento para população de baixa renda do GDF. Em 2000, moradores da Agrovila foram para o local. O parcelamento foi complementado com novos bairros. Projeções da Seduh mostram que o crescimento populacional de São Sebastião é o maior do DF, com cerca de 90 mil pessoas ainda este ano.





Em seguida vem Recanto das Emas (1,34%), Paranoá (1,50%) e Riacho Fundo (1,52%). O comum entre essas cidades é a concentração de pessoas de baixa renda, a proximidade com o Plano Piloto e a pouca idade. Por causa da demanda por habitação, o governo teve de criar mais nove novas regiões administrativas, explica Mônica. Além disso, está na pauta do GDF a regularização dos condomínios e a implementação de programas habitacionais nessas regiões, com uma maior oferta de lotes.



Taxa de migraçãoEntre o vai-e-vem da população no DF, o estudo ainda aponta as cidades mais representativas dentro do fluxo migratório interno. Pelo cálculo da taxa líquida da migração (saldo de quem entrou e saiu), o Riacho Fundo é o campeão com 0,64%. A cidade cresce com a migração. "A taxa verifica a intensidade da migração em cada região administrativa. E o Riacho Fundo é a que mais ganha população de outras cidades", diz a gerente.



A implementação de programas habitacionais para populações de baixa renda é o motivo para a posição. "A cidade é a que mais ganha população e São Sebastião é a que menos perde", explica ela. Recanto das Emas (0,40%), Cruzeiro (0,22%) e São Sebastião (0,20%) são as próximas. A primeira também é palco de políticas habitacionais do GDF. Por Cruzeiro, pode-se ler Sudoeste e Octogonal; e em São Sebastião, os condomínios movimentam o fluxo migratório.



Por outro lado, o Plano Piloto continua sendo a cidade que mais expulsa habitantes, de acordo com a taxa líquida de migração de -0,25%. Em seguida, Lago Sul (-0,19%), Candagolândia (-0,17%) e Gama (-0,08%).



Escrito por christian theodore às 12h32
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Meu perfil
BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, CAMPUS UNIVERSITARIO, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, Spanish, Sexo, Arte e cultura
MSN - christiantheodore2004@yahoo.com.br


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