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SEXO!
26/04/2007 - 17h08
Satisfação sexual é medíocre no mundo, revela pesquisa
Por Jennifer González
CIDADE DO MÉXICO, 26 abr (AFP) - A satisfação sexual no mundo é medíocre e as relações íntimas, enfadonhas, uma realidade que poderia mudar se os casais experimentassem novas sensações, como o uso de brinquedos sexuais ou a troca do parceiro, revelou uma consulta realizada em 26 países e publicada nesta quinta-feira no México.
"A satisfação sexual global pode ser descrita como medíocre; só 44% (dos consultados) estão totalmente satisfeitos e isto é similar em homens e mulheres", destacou o estudo realizado pela consultora Harris Interactive, que entrevistou 26.000 pessoas entre agosto e setembro de 2006.
A pouca importância que se dá ao sexo no mundo interfere na satisfação que as pessoas obtêm, sejam elas homossexuais ou heterossexuais, entrevistadas pela internet para garantir a honestidade de suas respostas, comentou na apresentação do estudo Alberto Esquivel, especialista em educação sexual e porta-voz da fabricante de preservativos Durex, que encomendou a pesquisa.
Enquanto no Brasil e no México, os dois países mais povoados da América Latina e os únicos da região incluídos na pesquisa, o percentual de pessoas que disseram que o sexo é importante em suas vidas foi de 79% e 74%, respectivamente, o sexo foi considerado prioridade na Grécia e na Polônia, com 80% e 79%. Em contrapartida, na Tailândia, este percentual foi de apenas 38%, contra 39% no Japão, 49% no Reino Unido e 51% na Nova Zelândia.
Na França e na Nigéria, 57% consideraram o sexo importante, contra 58% dos italianos e 59% de chineses e canadenses, 60% dos americanos e 67% dos espanhóis.
Apesar disso, em 19 dos 26 países onde a pesquisa foi realizada, menos da metade dos consultados considerou sua vida sexual satisfatória.
A média de relações sexuais no mundo é de 103 vezes ao ano, com duração de 18 minutos por relação.
"São os gregos que têm o maior número de relações sexuais (164 vezes), seguidos dos brasileiros (145), poloneses e russos (ambos com 143)", no entanto, a média mundial cai devido aos índices de países como o Japão e os Estados Unidos, com 48 e 85 relações sexuais por ano, segundo o estudo.
Quanto à duração da relação sexual, os nigerianos são os mais demorados, com 24 minutos, enquanto os hindus são os campeões da "rapidinha", com 13 minutos.
Quando perguntados sobre a quantidade de orgasmos, menos da metade - 48% - dos entrevistados ao nível global disse tê-los "com regularidade".
Uma vida sexual "mais divertida" incrementaria a satisfação sexual na opinião de 31% dos entrevistados, enquanto 37% disseram que precisariam de "menos estresse e fadiga" e 39% afirmaram que sentem falta de "mais romance, ternura e amor".
Outras coisas que ajudariam a reverter a mesmice no sexo seriam novas práticas ou trocar de parceiro ou parceira.
Doze por cento disseram que gostariam que "o desempenho de papéis imaginários" fizesse parte de sua vida sexual, enquanto 11% mencionaram "dar sexo anal" e 7%, recebê-lo.
Dezessete por cento disseram acreditar que o uso de brinquedos sexuais melhoraria suas relações, embora 13% dos casais consultados em todo o mundo tenham dito que nada, com exceção da troca de parceiro/parceira, aumentaria sua satisfação sexual.
Escrito por christian theodore às 21h36
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sexo!
NOTÍCIAS - ESPECIAIS
Por uma noite apenas
Mulheres também buscam sexo sem compromisso e não se prendem a convenções que as impeçam de viver novas experiências. Tudo sem se preocupar com envolvimento. Mas até que ponto essa prática é saudável?
Por Pamela Cristina Leme Trocar de parceiro como quem troca de sapatos. Se a prática era natural apenas para os homens até 40 anos atrás, agora elas também podem dormir com quem, quando e do jeito que quiserem. Cronologicamente, a revolução sexual da década de 60 permitiu que as mulheres dissociassem o sexo da reprodução (dentro e fora do casamento). Entre os anos 70 e 90, elas aprenderam a curtir as relações sexuais sem amor e compromisso, mas isso ainda era restrito a um grupo que queria quebrar algumas regras. Só nos últimos anos a ala feminina começou a assumir definitivamente as rédeas quando o assunto é transa casual.
Com boas posições no mercado de trabalho, forte escolaridade e salários que têm se equiparado aos dos homens, elas levam mais tempo para investir em relacionamentos estáveis - números do IBGE mostram que, desde o final da década passada, as brasileiras têm se casado cada vez menos e se separado cada vez mais; já nos Estados Unidos, o número de mulheres solteiras aumentou 50% nos últimos 15 anos. Os anos 2000, portanto, marcam a época em que as mulheres começam a usufruir de toda independência sexual que tiverem vontade. Finalmente, o sexo ficou erótico!
"A mulher agora quer o próprio prazer", resume o sexólogo Marcos Ribeiro, do Rio de Janeiro, consultor do Ministério da Saúde. O curioso, ele diz, é que apesar das revoluções (e evoluções) femininas, a sociedade ainda é taxativa. "Para o homem é aceitável (e até invejável) ter muitas parceiras sem envolvimento. As mulheres, por outro lado, são consideradas promíscuas", conta.
Embora algumas pessoas atribuam esse novo avanço feminino à queda da idade média de iniciação sexual das meninas, alguns profissionais da área da saúde acreditam que tal postura tem a ver com o tipo de educação e experiências vividas pela mulher. "O sexo sem compromisso está relacionado à vivência e aos valores de cada um, e não necessariamente à idade com que ela começou a ter relações, até porque a vida sexual das nossas bisavós já era precoce", pontua o psiquiatra Alexandre Saadeh, do ProSex (Projeto de Sexualidade) da Universidade de São Paulo (USP).
Para o ginecologista e sexólogo carioca Amaury Mendes Júnior, coordenador de pesquisas do Instituto Brasileiro de Sexologia (IBRASE), essa nova dinâmica acontece porque agora elas mandam no próprio nariz. "O sexo deixou se ser tabu e faz parte de um crescimento emocional, algo como um aprendizado de vida. A geração anterior trouxe o estigma da educação sexual reprimida, em que o gozo era algo de filme. Nunca houve uma busca tão grande pelo orgasmo, o ponto G, a troca de casais, o sexo anal, o sexo oral e por aí vai", assina.
De acordo com o médico do IBRASE, é importante averiguar que o sexo sem compromisso deixa de ser saudável e passa ser promíscuo quando há uma queda da auto-estima da mulher ou é causado por uma insatisfação pessoal. "Em alguns indivíduos, na verdade, o que existe não é a procura do prazer e sim a necessidade do alívio de um sofrimento que nunca cessa após cada encontro casual", salienta. Segundo ele, há uma diferença entre um encontro sexual saudável ocasional e encontros procurados "casualmente", isto é, quando o que está em jogo não é o erotismo, mas a necessidade de prazer que não se satisfaz. "A promiscuidade sexual é um sintoma de uma disfunção maior, uma necessidade de completude que não se encontra dentro de si próprio, porque a identidade é perdida e transforma a pessoa num objeto".
Além disso, todo esse liberalismo tem seu preço. A falta de preocupação com a própria vida pode trazer doenças sexualmente transmissíveis e filhos não-planejados. "O número de gravidezes inadequadas cresceu muito entre as adolescentes, e o método mais comum de contracepção infelizmente é o aborto, que causa um número grande de mortes e esterilidade", aponta o ginecologista do Rio. Ele conta que os jovens têm vergonha de dizer que estão com o preservativo no bolso e os adultos não se protegem com medo de perder a ereção ao colocar a camisinha. "Isso acontece porque não existe um amalgama entre o casal que facilite a liberdade de falarem o que pensam", sinaliza.
Quanto aos homens, eles agora sofrem da síndrome do desempenho. "Eles falam que gostam da mulher atirada, mas no fundo sentem falta de fazer o papel de sedutor", afirma Marcos Ribeiro. Para Amaury Mendes Jr., a mulher sempre encontrou formas de demonstrar seu interesse sexual de uma maneira mais inteligente, mas como a posição delas têm mudado, os homens estão assustados com a possibilidade de passarem de caçador a caça. "Para agradar a mulher, fazem da cama um palco, em que desempenham todo um show. E aí acabam com ejaculação precoce ou disfunção erétil, porque esquecem de si próprios durante o ato sexual", alerta.
No fim das contas, revolução vai, evolução vem, mas homens e mulheres continuam sem falar a mesma língua até na hora do sexo sem compromisso.
Escrito por christian theodore às 21h35
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belos braços fortes!
O espanhol Rafael Nadal bateu mais uma vez o suíço Roger Federer e é tri em Monte Carlo. Nadal saiu com a vitória no Masters Series de Monte Carlo por 2 sets a 0, com duplo 6-4 Mais
Escrito por christian theodore às 16h01
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